março 8, 2019

8 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES PELA VIDA DAS MULHERES E EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA!

 

Em 2019, as lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras requerem maior empenho do conjunto dos trabalhadores. Não bastassem as lutas por salários e condições iguais de trabalho e a luta contra a violência cotidiana sofrida pelas mulheres no Brasil, haverá a luta contra a reforma da previdência encaminhada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que ataca, em especial, a aposentadoria das mulheres.

A reforma proposta por Bolsonaro ainda é pior do que a de Temer porque, se aprovada, forçará a maioria das mulheres a trabalhar até os 62 anos para poder se aposentar, após pelo menos 20 anos de contribuição para o INSS. Esta condição impossibilitará a aposentadoria de muitas trabalhadoras. A proposta de Bolsonaro vai penalizar ainda mais as mulheres que, na maior parte das vezes, têm de cumprir dupla e até tripla jornada de trabalho, por cuidar de filhos, idosos, doentes e da casa.

Nesta proposta, por exemplo, as professoras perderão a aposentadoria especial e deverão cumprir a idade mínima de 60 anos com 30 anos de contribuição ao INSS para obterem a aposentadoria integral. Hoje, a aposentadoria das professoras independe de uma idade mínima e a contribuição ao INSS é de 25 anos. No caso das trabalhadoras rurais, o ataque é ainda mais severo. Será aumentada em 5 anos a idade mínima para se aposentarem integralmente, passando para 60 anos, e serão exigidos 5 anos adicionais de contribuição, passando para 20 anos. Adicionalmente, a trabalhadora rural terá que contribuir com R$ 600,00 por ano, independente de sua renda no ano.

Há dois anos atrás, em 2017, as mulheres realizaram a maior mobilização de todos os tempos, em protestos que conseguiram derrotar a proposta de reforma da previdência do governo do golpista Temer (MDB). Agora, mais do que nunca, precisamos fazer um grande 8 de março. Precisamos não poupar esforços na luta pelos direitos das mulheres, construindo as lutas unificadas pela democracia nos diferentes domínios da vida pública e privada. Essas lutas passam por exigir Lula Livre e pela apuração da responsabilidade do assassinato de Marielle Franco. Assim, ao mesmo tempo em que celebramos uma data tão significativa, colocamos nossos corpos e ideias à disposição dos enfrentamentos necessários. Nenhum direito a menos!