ASSEMBLEIA DA APUR DISCUTE NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TRABALHO DOCENTE DURANTE A PANDEMIA

ASSEMBLEIA DA APUR DISCUTE NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO TRABALHO DOCENTE DURANTE A PANDEMIA

Em sua primeira assembleia virtual, ocorrida nessa segunda-feira (27), a APUR deu continuidade a um importante debate que vem sendo travando em diversas ocasiões, as condições de trabalho docente durante a pandemia.

Por conta da pandemia, os/as docentes da UFRB foram colocados/as de forma compulsória no teletrabalho direto de suas residências. Contudo, as condições para desenvolver esse tipo de trabalho não foram explicitadas e tampouco asseguradas, mesmo exigindo mais gastos com os equipamentos necessários, por exemplo, bem como maior cuidado da saúde num momento de grave crise sanitária.

Como, infelizmente, a situação se prolonga e não há uma previsão de retorno à normalidade, as falas da assembleia apontaram a urgente necessidade de se pensar uma regulamentação que assegure as condições do trabalho docente no período da pandemia, já que os docentes vivem num contexto de maior preocupação. Mas como a discussão de uma regulamentação, sem dúvida, não vai partir de um governo que age com total descaso com a educação pública e os trabalhadores, cabe à categoria docente elencar o que é necessário para a realização do trabalho nas atuais condições.

Além das condições de trabalho docente, as falas ainda trouxeram à discussão a questão do ensino remoto, mais que ser a favor ou contra a uma modalidade como esta, ficou evidente a importância de pensar uma metodologia de trabalho que tente dar condições de participação a todos, em especial aos discentes.

As ponderações sobre o ensino remoto são muitas, e não houve unanimidade nas falas, todavia todos estão de acordo que não há condições para a volta das atividades presenciais até o fim deste ano, haja vista que os casos de contaminação pela Covid-19 não têm diminuído, e a urgência nesse momento é a preservação das vidas de todos/as que compõem a comunidade acadêmica da UFRB.

A assembleia ainda discutiu a indicação de delegado e observadores para o 8º Conad Extraordinário do ANDES-SN, que será virtualmente, e vai ocorrer nos dias 30 e 31 de julho. Foram aprovados os nomes do professor David Teixeira como delegado, professora Marcela Mary José da Silva, 1ª observadora e suplente de delegado, e o professor Aroldo Félix de Azevedo Junior, 2º observador e suplente de delegado.

Ao final das discussões, a assembleia aprovou os seguintes encaminhamentos: Na ausência de condições seguras e saudavéis, defender a não relização de atividades presenciais no ensino superior e na educação básica em 2020; Reuniões sindicais nos centros de ensino da UFRB para discutir as condições de trabalho docente na pandemia.

Os presentes na assembleia também estavam apreensivos com o desfecho da reunião da Câmara de Vereadores da cidade de Santo Amaro, que estava ocorrendo ao mesmo tempo da assembleia, que iria decidir se o terreno que fora doado em 2016 à UFRB para a instalação do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT), seria cedido, pela prefeitura, para implantação de uma indústria química na cidade. Felizmente, depois de discussão acalorada, a proposta de ceder o terreno à indústria foi rejeitada. A UFRB venceu e o terreno continua com ela.