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APUR e ANDES disponibilizam ônibus para ato unificado em Salvador nesta segunda-feira, 3

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), junto com o ANDES-SN, está disponibilizando um ônibus para o ato unificado dos/das servidores/as federais da Educação, no Campo Grande, em Salvador, na próxima segunda-feira, 3, às 14h. O veículo sairá pela manhã. O ato reunirá os comandos locais de greve da UFRB, UFBA, FASUBRA, UFSB e o SINASEFE. Para solicitar vaga no transporte, a sinalização deve ser feita à APUR por e-mail (apurdiretoria@gmail.com) ou WhatsApp (75) 99871-6597. O ato unificado acontecerá em todas as capitais brasileiras e tem o intuito de pressionar o governo federal, que estará em reunião com o ANDES-SN e demais entidades sindicais, para exigir que haja continuidade às negociações e que as nossas pautas sejam atendidas, incluindo a apresentação de uma proposta que recomponha o orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e o justo reajuste salarial pleiteado pela categoria. A mobilização acontece dias após o governo federal fechar acordo com a PROIFES, órgão sem registro e que não tem legitimidade, e desrespeitar docentes, discentes e técnico-administrativos, uma vez que não há recomposição orçamentária das IFES, muito menos recomposição das perdas inflacionárias que incidem nos salários e o congelamento dos vencimentos neste ano, além do aprofundamento da desestruturação na carreira. A situação é ainda mais vexatória porque quase todas as assembleias de base, inclusive as que a PROIFES diz representar, rejeitaram a proposta do governo federal. Esta é mais uma tentativa clara e vergonhosa de enfraquecer a greve dos/das docentes federais.O ato unificado desta segunda-feira, 3, é decisivo e importante para fortalecermos a nossa greve. Por essa razão, é necessária a presença de todos/todas para pressionarmos o governo federal e conseguirmos nossos direitos. NEGOCIA JÁ, LULA!

Comando Local movimenta semana de greve na UFRB

O Comando Local de Greve (CLG) realizou diversas atividades nos campi da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e na comunidade externa nesta semana. As mobilizações fazem parte da agenda de lutas dos/das docentes em prol da recomposição orçamentária da UFRB e do justo reajuste salarial pedido pela categoria. Houve panfletagem, reuniões, negociações, oficinais pedagógicas, entrevista em rádio, assembleia, dentre outros. Segunda-feiraO Comando Local de Greve se reuniu na última segunda-feira, 20, para decidir as atividades durante a semana. Terça-feiraAs mobilizações começaram na terça-feira, 21, com o Comando Local em mesa de negociação com a Reitoria da UFRB. Na ocasião, foram discutidas as demandas da categoria, como a situação contratual dos/das substitutos/as, a modalidade de ensino após a greve, a retomada da implementação das bolsas Pibex e de outros editais, as questões orçamentárias universitárias, dentre outros.À tarde houve uma reunião docente nos Centros CCAAB e CETEC. Em seguida, foram desenvolvidas oficinas pedagógicas que contaram com a participação de discentes da universidade.Em atividade externa à universidade, o professor Arlen Beltrão e a professora Leila Longo, respectivamente presidente e vice-presidenta da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), participaram do programa Microfone Aberto, da rádio Santa Cruz FM, e explicaram a importância do movimento paredista para a recomposição orçamentária da UFRB e o recomposição das perdas salariais dos/das docentes. Quarta-feiraJá na quarta-feira, 22, o Comando Local desenvolveu atividades nos Centros CAHL, CECULT E CFP.No CAHL foi realizada uma reunião docente, com intuito de analisar a proposta do governo e, em seguida, uma feijoada coletiva junto ao movimento estudantil. CECULTJá no CECULT, a categoria se reuniu para repassar informações sobre a greve em curso na UFRB, assistir à exibição do filme Linha de Montagem e debater sobre a influência do movimento grevista na sociedade. CFPOs/as docentes do CFP participaram de uma plenária de avaliação e diálogo sobre a greve de 2024: debatendo sobre a pauta local do CFP e a intervenção política/cultural. Quinta-feiraNa quinta-feira, 23, foi realizada a Assembleia Geral da APUR que reprovou por unanimidade a proposta do governo federal e apresentou princípios para uma contraproposta.Encerrando o dia, os/as docentes participaram da Feira Mais Saúde na UFRB, em Cruz das Almas, através de panfletagem, informando ao público presente sobre a greve, as condições de emprego e a grave situação orçamentária que se encontram as Instituições de Ensino Superior Federal (IFES).

Comando Local de Greve discute com a Reitoria situação dos substitutos, calendário acadêmico e orçamento da UFRB

Os/as docentes que compõem o Comando Local de Greve da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) participaram de uma reunião com a Reitoria, nesta terça-feira, 21, em Cruz das Almas. O encontro teve o objetivo de discutir as demandas da categoria, como a situação contratual dos/as substitutos/as, a modalidade de ensino após a greve, a retomada da implementação das bolsas Pibex e de outros editais, as questões orçamentárias universitárias, dentre outros. SubstitutosO Comando Local de Greve da UFRB pediu explicações acerca da situação dos/das substitutos durante o período de greve. De acordo com a Reitoria, os/as substituto/as que têm a possibilidade de renovação terão seus vínculos empregatícios renovados.Aqueles/aquelas que completam 24 meses e que, portanto, a lei proíbe a renovação e os/as que concluem o período de substituição terão seus vínculos encerrados, seguindo o procedimento habitual padrão. Ficou encaminhando que a reitoria irá convidar a APUR para acompanhar todas as questões relativas aos substitutos, durante e após a greve, principalmente quando se discutir os contratos desses/as docentes. O comando de greve também solicitou que os diferentes órgãos da universidade fossem informados que não se deve solicitar aos/às professores/as, substitutos ou efetivos, informações se esses estão ou em greve, visto que essa conduta pode configurar assédio e ataque ao direito de greve. A entidade representativa, nesse caso a APUR, é a responsável por comunicar a entrada da categoria em greve.O comando de greve reafirmou seu compromisso com a defesa dos/as docentes substitutos e, principalmente, o direito do exercício de greve. Faltas e reposição de aulasOutro pedido do Comando Local de Greve foi o comprometimento da Reitoria em explicar à comunidade acadêmica, através de nota, que os/as discentes não receberão faltas no período de greve. O informe será publicado em breve pela universidade.Além disso, ficou estabelecido que os/as discentes terão reposição das aulas, após a greve, na modalidade de ensino prevista no respectivo projeto pedagógico do curso. EditaisO Comando Local de Greve recomendou à Reitoria a continuidade dos editais na UFRB que oferecem bolsas à nossa comunidade, em especial o Pibex. A categoria entende que o posicionamento da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) precisa ser revisto. As bolsas auxiliam a permanência universitária e a ausência delas causa prejuízos irreparáveis à comunidade.Por outro lado, os/as docentes que desejarem implementar suas bolsas após à greve terão essa possibilidade assegurada.A reitoria explicou que a UFRB dispõe de 69 códigos de vagas para a realização de concursos para docentes efetivos e que o MEC vem ameaçando retomar essas vagas da universidade. Por essa razão, solicitou que o comando de greve avaliasse a possibilidade de realização dos tramites necessários para publicação dos editais. Orçamento da UFRB/Construção dos campi e restaurantes universitáriosA recomposição orçamentária da UFRB e a possibilidade de construção dos campi de Feira de Santana e Santo Amaro, além dos restaurantes universitários também estiveram na pauta da reunião. O Comando Local de Greve argumenta que essas obras são de extrema necessidade na universidade. Os pedidos, no entanto, esbarram na fragilidade do orçamento destinado às Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). O comando solicitou que a reitoria encaminhasse o plano de construções da UFRB e as informações relativas às necessidades orçamentárias da nossa universidade. As mudanças que pleiteamos à Reitoria só serão possíveis com a retomada de investimentos na educação. Por essa razão, endossamos o convite para a ampla participação na greve docente a fim de pressionarmos o governo federal a recompor o orçamento da UFRB e a conceder o justo reajuste para a categoria.

COMUNICADO 2: COMANDO LOCAL DE GREVE DA CATEGORIA DOCENTE – UFRB 2024

DIRETRIZES DO COMANDO LOCAL DE GREVE DA CATEGORIA DOCENTE DA UFRB PARA AS ATIVIDADES ESSENCIAIS O Comando Local de Greve (CLG), subsidiado pelas reflexões desenvolvidas em sua Comissão de Ética, aprova os princípios norteadores das atividades ditas essenciais a serem apreciadas por esta comissão. Os casos omissos também serão avaliados pela comissão de ética. Reforçamos que os pedidos devem ser encaminhados ao e mail do CLG APUR (comandodegreveufrb@gmail.com). A regra geral em uma greve é a paralisação de todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão, a fim de que a greve possa cumprir seu papel de instrumento reivindicatório e formativo. As/Os docentes têm a prerrogativa de exercer o seu direito de greve. Devem ser paralisadas todas as atividades de graduação e pós graduação: ensino, pesquisa, extensão, presenciais ou EaD, administrativas, exceto aquelas sugeridas como essenciais, a saber: ENSINOI. As atividades práticas dos estágios supervisionados, cuja paralisação represente prejuízo financeiro irreparável, riscos a vida, saúde dos seres vivos e/ou que dependam de calendários específicos externos à UFRB.II. Ações vinculadas aos programas acadêmicos: Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência PIBID, Programa de Educação Tutorial PET, Residência Pedagógica, Parfor Equidade; Acompanhamento do Tempo Comunidade dos cursos em Regime de Alternância; Programa do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), ou outro que esteja em andamento e que envolva bolsas pagas diretamente por órgãos de fomento externos a UFRB. PESQUISA E EXTENSÃOI. Atividades de pesquisa e extensão que lidam com seres vivos ou materiais biológicos, cuja interrupção cause risco à vida ou riscos de biossegurança ou inflijam à bioética;II. Eventos acadêmicos previamente agendados antes da greve cujo cancelamento ou reprogramação implicaria em prejuízos financeiros para os envolvidos e para a UFRB. Quando mantidos, todos os eventos deverão abrir espaço para uma discussão sobre a greve.III. Atividades cuja paralisação causariam riscos de perdas patrimoniais ou orçamentárias para a UFRB;IV. Conclusão e divulgação de processos convocados por Editais publicados antes da paralisação;V. Manutenção das bolsas acadêmicas estudantis e de assistência estudantil, mas com suspensão da atividade docente. ATIVIDADES ADMINISTRATIVASI. Atividades administrativas cuja paralisação pode resultar em prejuízos irreparáveis de bens, recursos financeiros, máquinas, equipamentos e processos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da UFRB.II. Coordenação das atividades que envolvem a criação/manutenção de animais e outros seres vivos;Conforme decisão da categoria em assembleia cabe ao CLG–APUR à deliberação sobre dúvidas ou casos omissos, que devem ser encaminhados para o comando acompanhado de justificativa e se couber, documentos comprobatórios, além de informações complementares.O CLG–APUR repudia qualquer tentativa de assédio moral que possa vir a acontecer aos docentes desta instituição, e de modo a assegurar o direito legítimo do exercício da greve, denúncias devem ser encaminhadas ao e–mail do CLG–APUR para providências cabíveis.O CLG–APUR permanece à disposição de toda comunidade acadêmica para diálogos mais aprofundados, bem como para a construção de agenda de atividades durante o período de paralisação das atividades regulares.O CLG– APUR informa que a greve é um instrumento de luta política, legítimo e de direito, e, portanto, reafirmamos que nós docentes estamos em luta pela educação pública, que proporcione uma formação de qualidade aos filhos e filhas do Recôncavo Baiano. E por isso convocamos todos e todas para juntos construirmos um forte movimento a fim de exigir do governo federal a recomposição do orçamento das universidades para seguirmos na construção da UFRB pública e de qualidade.Confiantes de que todo o corpo docente da UFRB somará forças para que nosso movimento obtenha vitórias, subscrevemo–nos. O Comando Local de Greve (CLG)/APUREm 16 de Maio de 2024

78% da população brasileira considera justa a greve docente federal, aponta Quaest

Uma pesquisa de opinião do instituto Quaest indica que 78% da população brasileira entende como justa as greves docentes em curso em mais de 50 Instituições de Ensino Superior Federal (IFES). Apenas 19% definem como injustas e os demais, cerca de 3%, não têm uma opinião formada a respeito. O levantamento foi divulgado no fim da semana passada. A pesquisa reflete a preocupação dos brasileiros frente aos graves cortes orçamentários que as instituições sofreram nos últimos anos; o reconhecimento de que as reivindicações docentes são justas; a percepção do povo de que a maior parte do dinheiro público tem sido dominada pelos interesses do Congresso e a compreensão de que a educação pública e de qualidade deve ser foco para construirmos um projeto de Brasil menos desigual. O resultado da pesquisa da Quaest é mais um indicativo de que devemos permanecer em frequente estado de mobilização, pressionando os agentes políticos em prol da UFRB, das comunidades que dependem dela e de melhores condições de trabalho.