Greve docente nacional avança e ministro da Educação anuncia recomposição de R$ 347 milhões

A pressão da greve docente nacional, que os/as professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) aderiram nesta quinta-feira, 9, está surtindo efeito. Na manhã desta sexta-feira, 10, o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou a recomposição de R$ 347 milhões para suplemento de custeio das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). De acordo com o gestor, esta decisão é “uma prioridade do presidente Lula” e honra “o compromisso assumido com toda a sociedade”. Embora ainda insuficiente, a recomposição orçamentária anunciada é uma vitória do movimento paredista e reforça a convicção da categoria em permanecer em greve. Esta é a hora de aproveitar a abertura ao diálogo do governo federal e cobrarmos não só a recomposição total do orçamento das universidades e o justo reajuste da categoria, mas também a revogação das políticas danosas ao bem-estar social que foram aprovadas nos governos Temer/Bolsonaro, como a Lei das Terceirizações e a Reforma da Previdência.
Diretoria da APUR entrega notificação de greve docente à Reitoria da UFRB

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), representada pela diretoria, notificou a Reitoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) sobre a deflagração de greve docente, na tarde desta quinta-feira, 9. A entrega do documento aconteceu logo após a histórica Assembleia Geral que deflagou a greve docente a partir da próxima segunda-feira, 13. O documento respeita o prazo mínimo de aviso de 72 horas antes da paralisação. A APUR convoca todos/as os/as filiados/as a permanecerem em estado de mobilização e participantes do calendário de atividades que será divulgado em breve. Precisamos da coletividade docente para continuarmos a pressionar o governo federal a atender as demandas da categoria, que incluem, dentre outras, a recomposição do combalido orçamento da UFRB e o justo reajuste para os salários docentes que seguem defasados.
Em votação histórica, docentes da UFRB declaram greve durante Assembleia Geral da APUR

Os/as professores/as da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) deliberaram por aderir à greve docente nacional, nesta quinta-feira, 9. A decisão aconteceu durante a Assembleia Geral da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), que ocorreu em Cruz das Almas. De acordo com a votação, que abrangeu filiados e não filiados, o movimento paradista começa na próxima segunda-feira, 13, respeitando o prazo mínimo de 72 horas para o início. Ao todo, 288 professores/professoras participaram da assembleia. Foram 221 votos favoráveis à greve, 36 contrárias e 9 abstenções, que totalizaram 266 votos. Após a aprovação, os/as docentes votaram sobre o início da greve. Por 191 votos favoráveis contra 44 votos contrários e 12 abstenções ficou decidido que o movimento começa nesta segunda-feira, 13, 72 horas após a notificação de greve à reitoria. Campanha salarial e recomposição orçamentária A deflagração de greve na UFRB é uma resposta ao congelamento dos salários deste ano proposto pelo governo federal, bem como a manutenção dos cortes orçamentários na instituição, que ocorrem desde o governo Temer, em 2016. É necessário e urgente que o governo volte a priorizar a educação, reconhecendo as necessidades da categoria e acatando-as. Além da UFRB, cerca de outras 50 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) também tiveram as atividades docentes paralisadas.
Porque defender a greve na educação: a greve é justa, oportuna e necessária!

Autoras: Heleni Duarte Dantas de Ávila (CAHL/UFRB) Jucileide Ferreira do Nascimento (CAHL/UFRB) Com o aumento da adesão à greve na educação, por parte de um grande número de Universidades e Institutos Federais, algumas alegações surgem, tais como: não é o momento; no governo anterior não foi feita mobilização ou pressão; esta é uma greve contra o governo Lula e muitos outros. Assim, sentimos necessidade de avançarmos neste debate e trazer argumentos que vão de encontro aos questionamentos anteriores. Reajuste zero não nos interessa! Defender a greve é defender a democracia, é defender o governo Lula! *Este é um texto de opinião publicado no “Espaço do Professor/a”, aberto a todos/as filiados/as. Como todos os textos desta seção, não necessariamente reflete a opinião política da diretoria da APUR.
Moção de apoio à greve dos docentes

A diretoria da APUR manifesta seu apoio à greve dos docentes da Universidade Estadual do Ceará, da Universidade Estadual do Cariri e da Universidade Estadual do Vale do Acaraú, dirigidas por suas seções sindicais, respectivamente SINDUECE, SINDURCA e SINDIUVA, repudia as ações judiciais do governo do Estado do Ceará e das reitorias criminalizando o movimento, e manifesta a expectativa de que a greve obrigue o governo cearense a negociar e a categoria a arrancar as reivindicações. Atenciosamente,Direção da APUR.Cruz das Almas/BA, 23 de abril de 2024.