APUR CONTRA O GOLPE, EM DEFESA DA DEMOCRACIA

APUR CONTRA O GOLPE, EM DEFESA DA DEMOCRACIA

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A APUR, conforme decisão em assembleia, vem a público dizer que é contra o golpe em curso, que ataca o mandato da presidenta da república Dilma Rousseff que assume, neste momento, a forma jurídico-policial representado no processo de impeachment.

Nos últimos meses, sob o pretexto de combate a corrupção, o judiciário adotou ações abusivas e ilegais que ferem a nossa constituição (quebra de sigilos telefônicos ilegais, conduções coercitivas indevidas), ações que já foram condenadas inclusive pelo Supremo Tribunal Federal, e que foram utilizadas para acentuar a crise política do nosso país.

Todas essas medidas, na verdade, tentam encobrir os verdadeiros interesses que movem o golpe, que é a necessidade de supressão e retrocesso de direitos e conquistas da classe trabalhadora brasileira expressa: na imposição de uma urgência na Reforma da Previdência; ataque a CLT com a terceirização ilimitada até a sua anulação, com o negociado prevalecendo sobre o legislado; entrega da riqueza do Pré-sal para as multinacionais; privatização das estatais (setor elétrico, Petrobrás); redução dos investimentos do Estado na educação pública e privatizações das redes; precarização das condições dos servidores e dos serviços públicos. Essas ações estão presentes de forma explícita nos 55 projetos de lei tramitando no Congresso e nos documentos da FIESP (representação máxima do setor industrial do país) e no programa “Ponte para o futuro” do PMDB.

Este movimento golpista faz parte da investida imperialista na América Latina (Venezuela, Bolívia, Honduras, Paraguai, Argentina e Brasil), que por diferentes formas busca recompor sua influência reduzida nos últimos anos por conta da ascensão dos governos de frente popular nas últimas décadas. Para o funcionamento desta engrenagem golpista, a grande mídia está cumprindo um importante papel, ao pregar o ódio, ao manipular notícias e ao promover condenação antecipada de investigados, pressionando o judiciário com a opinião pública e propagando vazamentos seletivos das investigações.

Portanto, reconhecemos que não são casuais os ataques às sedes da CUT, da UNE e outras entidades representativas da classe trabalhadora no último período; assim como não são casuais as ações de intimidação ao ministro Teori Zavascki e ao jornalista Juca Kfouri, bem como o lamentável caso noticiado da médica que se recusou a atender uma criança filha de uma filiada ao PT.

Reconhecemos que é hora de avançar na defesa das organizações construídas pelos trabalhadores, pelos setores explorados e oprimidos e, juntamente com eles, construir um grande movimento que impeça não apenas o impeachment, mas sim toda engrenagem golpista que visa a destruição das conquistas e direitos dos trabalhadores. Por isso, aprovamos a participação da APUR nas atividades das organizações dos trabalhadores contra o golpe e construção/participação de comitês contra o golpe na UFRB e nas cidades do Recôncavo.

 

Sigamos em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e da soberania nacional.

NÃO VAI TER GOLPE! 

Cruz das Almas, 4 de abril de 2016.

 

 

Boletim APUR

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