Greve docente federal termina na próxima terça-feira, 26, na UFRB; confira as conquistas da categoria

O movimento grevista que se encerra na próxima terça-feira, 26, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), e apesar de não ter a pauta completamente atendida, trouxe conquistas importantes para a categoria docente e para a universidade. A greve ocorre desde o último dia 13 de maio e vem sendo um período de intensa mobilização. Nesses dias de luta, conquistamos a recomposição parcial do orçamento da universidade, recomposições salarias, revogação de portarias danosas à prestação do serviço público de qualidade, dentre outras. A greve docente de 2024 é mais um indicativo da força conjunta das categorias. Embora seja consenso de que os recursos destinados ainda são insuficientes, foi dado um passo importante rumo à volta da valorização das universidades e dos institutos federais. Sem a luta empreendida por nossa categoria, provavelmente, estaríamos em uma condição muito pior. Seguiremos atentos às políticas públicas sempre objetivando o projeto de país que acreditamos, pautado na educação pública de qualidade.Além das conquistas materiais, o ganho político dessa greve deve ser registrado, visto que o grau de mobilização nas universidades foi muito maior ao observado nos últimos anos. Na UFRB realizamos a maior assembleia da nossa história, ampliamos a sindicalização, promovemos atividades em todos os centros e retomamos a atualização da nossa pauta local. O ANDES-SN compilou as conquistas financeiras e políticas que a greve está trazendo. Confira abaixo:
Docentes da UFRB votam por saída da greve docente federal

Os/as docentes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) votaram pela saída da greve docente a partir do próximo dia 26 de junho. A decisão ocorreu na manhã desta terça-feira, 18, durante a Assembleia Geral da APUR, no CCS, campus Santo Antônio de Jesus. De acordo com os/as professores/as, o movimento paredista conquistou direitos e recomposição parcial orçamentária, embora ainda insuficientes. Cerca de 60 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) de todo o Brasil estão mobilizadas. Com a decisão, os/as docentes estarão à disposição para o retorno a partir do dia 26 de junho, além disso há o indicativo ao ANDES para a saída unificada das IFES entre os dias 26 de junho a 5 de julho. No entanto, a volta das atividades acadêmicas depende de ajustes no calendário que serão decididos pela gestão da UFRB nos próximos dias. Movimento nacional e coletividade Neste fim de semana, o Comando Nacional de Greve reunirá as decisões das seções sindicais, como a APUR, e decidirá sobre a continuidade da greve no ANDES. A APUR parabeniza a categoria docente que vem realizando intensas mobilizações desde a histórica Assembleia Geral do último dia 9 de maio, que contou com a presença de ⅓ dos educadores que deliberaram por unanimidade a favor da greve. Apesar da saída, a APUR aponta que este não é o fim das reivindicações da pauta interna nem da campanha salarial e, por essa razão, é necessária a continuidade das mobilizações em prol da luta pelos direitos da categoria.
APUR realiza Assembleia Geral na próxima terça-feira, 18, no CCS

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) convida a todos os/as docentes para participarem da Assembleia Geral sindical, na próxima terça-feira, 18, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), em Santo Antônio de Jesus. O encontro acontecerá às 9h no auditório da Biblioteca do CCS, e terá como pautas as eleições de delegado para o 67º CONAD, a análise de conjuntura e avaliação das negociações, a pauta local, além dos informes gerais e o que ocorrer durante as discussões. Após a Assembleia Geral, a APUR também convida os/as docentes para almoçarem juntos um caruru, que é um prato típico baiano. A APUR ressalta a importância da participação coletiva para deliberar sobre as questões sindicais. Só assim, encontraremos os melhores encaminhamentos para a categoria.
UM MÊS DE GREVE DOCENTE NA UFRB! UMA SEMANA CRUCIAL PARA GREVE NACIONAL!

Na última quinta-feira, 6 de junho, o comando local de greve da UFRB se reuniu para fazer avaliação da greve local e nacional, e organizar as ações desta semana. A greve docente ainda cresce em número de universidades nessa semana, ao mesmo tempo em que a pressão sobre os negociadores do governo também aumenta. A entrada da UFRB na greve, no dia 13 de maio, contribuiu na condução da greve nacional, com representantes no Comando Nacional de Greve, o que favoreceu uma mudança política na atuação do ANDES na mesa de negociação, em comparação às últimas greves, positivamente em nossa opinião. Isso porque o CNG do ANDES realizou um grande esforço na busca de uma negociação real, apresentando uma contraproposta viável, muito alinhada com a decisão da última assembleia da APUR, e buscando amplo apoio junto a parlamentares para reabertura das negociações. Esta greve tem demonstrado sua força em diferentes níveis, como maior repercussão nas mídias e no parlamento, o que tem provocado o governo a responder de forma mais rápida, em comparação com outras greves. No que se refere a negociação salarial o governo federal segue intransigente em não se dispor a reabrir as negociações, mas a força da greve manteve o debate ainda em curso, principalmente pela insistência do governo em manter 0% de recomposição em 2024. O balanço é de conquistas nessa greve. Na pauta salarial desde o início da greve o governo foi pressionando a ampliar o volume de recursos para a malha salarial em comparação com a sua proposta inicial, mesmo com uma proposta rebaixada e ampliação nas distorções da nossa carreira docente. No que se refere ao orçamento de custeio, durante a greve o MEC fez dois anúncios que juntos ultrapassam R$ 400 milhões, e anuncia outro repasse para hoje, dia 10/6, na reunião com os reitores/as. Para esta reunião, o governo tem divulgado que apresentará também um plano de investimentos em obras para rede federal, o que ouvimos chamar de PAC das Universidades. A atualização da pauta local dos docentes da UFRB é fundamental nesse contexto, pois assim apontamos para nossa administração central as diversas precariedades a que estamos sendo submetidos nos últimos anos, fruto dos cortes constantes nas rubricas de investimento e custeio de nossa universidade. As ações em Brasília e os Atos Públicos do dia 03/06 em todo Brasil, fizeram o governo agendar duas reuniões envolvendo MEC e MGI para tratar da pauta dos servidores técnicos no dia 11/06, e para tratar da pauta docente no dia 14/06. Entendemos que essa semana é crucial para os rumos das negociações e da greve, nessa semana podemos ter resultados novos que serão objetos de análise por nossa categoria, na próxima assembleia no dia 18/06. Para nós do CLG/UFRB, é fundamental ampliar os esforços de mobilização na esfera local, reforçando as ações das primeiras semanas de greve na UFRB, assim como reconhecemos a necessidade de todo esforço nessa semana para pressionar os/as deputados/as baianos/as para ampliar o apoio para o atendimento da pauta da nossa greve. Por isso convocamos todos/as colegas da UFRB para se engajarem nas ações dessa semana nos Centros de Ensino, e aqueles que possuem articulação com deputados/as tentem agendas para apresentarmos nossas pautas da UFRB. Nessa semana crucial para as negociações seguiremos com representante da UFRB em Brasília para atuar nas negociações com o governo federal, o presidente da APUR, José Arlen Beltrão estará nos representando e com a responsabilidade de trazer informações rápidas dessa importante semana. Toda força a greve! Por avanços nas negociações já! Cruz das Almas, 10 de junho de 2024. Comando Local de Greve.
Confira as atividades desenvolvidas pelo Comando Local de Greve da UFRB nesta semana

O Comando Local de Greve teve uma agenda de mobilizações cheia nesta semana. Os encontros ocorreram nos campi da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e também nas ruas. As atividades desenvolvidas envolveram docentes, discentes e técnico administrativos, pressionando o governo federal a voltar a realizar mesas de negociações, que foram encerradas unilateralmente de maneira desrespeitosa. Segunda-feira, 3O início das mobilizações foi na segunda-feira, 3, quando o Comando Local de Greve da UFRB se juntou aos comandos da UFBA, UFSB, Fasubra, Sinasefe e Movimento Estudantil, em Salvador.Centenas de manifestantes lotaram as ruas do bairro Campo Grande e cobraram, em ato unificado, a recomposição orçamentária das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), os justos reajustes salariais de técnicos e docentes, bem como o fim das negociações com a Proifes, que não tem legitimidade para representar os/as professores/as.A pressão surtiu efeito e o governo agendou duas reuniões no dia 11 de junho (terça-feira) com os Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) e no dia 14 de junho (sexta-feira) com docentes, ambas no Ministério da Educação. Terça-feira, 4Na última terça-feira, 4, houve atividades de mobilização no Cecult, campus Santo Amaro, com a realização de uma oficina pedagógica sobre táticas de condução de assembleia e uma roda de conversa, com docentes e discentes, sobre a greve em curso. Quarta-feira, 5Na quarta-feira, 5, os Centros CAHL (Cachoeira/São Félix), CFP (Amargosa) e CCAAB-CETEC (ambos em Cruz das Almas) desenvolveram diversas atividades que englobaram professores/as, estudantes e técnicos/as, além da comunidade externa, como roda de conversas; piquenique brincante com participação de crianças, oficinas pedagógicas e fórum de discussão sobre as pautas locais. Durante o evento Rede Beira-Mar: Biodiversidade, Conservação e Uso das Restingas da Bahia e Espírito Santo, que foi realizado em Cruz das Almas e teve transmissão ao vivo na TV UFRB, a professora Leila Longo, vice-presidenta da APUR, foi convidada para falar sobre a greve docente em curso na universidade.Leila ressaltou a importância das mobilizações grevistas e a disputa política nacional por orçamento. “Estamos lutando e reivindicando a recomposição orçamentária da UFRB e por melhores condições de trabalho. Nós somos todos trabalhadores e nós temos um déficit de salário de 22%. Não estamos falando de aumento, nós estamos falando de recomposição. Nós estamos falando de direitos. Como trabalhadores, é nosso direito lutar pelos nossos salários.Mas a nossa maior luta é pela recomposição do orçamento para que as universidades possam funcionar. E nós estamos falando de um valor, que tem sido tratado pela ANDIFES, de R$ 2, 5 bi para o funcionamento destas instituições. Quando a gente vê que as emendas parlamentares chegam a R$ 53 bi […] nós percebemos que sim, é possível olhar para a educação, disputar orçamento por um futuro. A nossa luta está nesse sentido”, disse. Quinta-feira, 6Na manhã de quinta-feira, a APUR, representada por Leila Longo, participou da mesa de negociação entre o grupo Coletivo de Docentes Substitutos/as da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Reitoria. O apoio é um compromisso da seção sindical com os/as substitutos/as.A matéria completa sobre a mesa de negociação pode ser encontrada no site www.apur.org.br. Sexta-feira, 7Finalizando a semana de atividades do Comando Local de Greve, houve um fórum de discussão da pauta local sobre problemas de infraestrutura, no CCAAB/CETEC, campus Cruz das Almas. Ao mesmo tempo, o Tesoureiro da APUR, professor Givanildo Oliveira, em representação ao Comando Local, entregou um ofício à Reitoria com a manifestação das preocupações docentes em relação à postura do governo federal frente ao movimento grevista.Além disso, o documento pede a atuação da gestão universitária em sensibilizar o Executivo Federal sobre a necessidade de estabelecimento de negociações efetivas com o movimento paredista, uma vez que, a reitora Gina Gonçalves foi convocada para uma reunião com o presidente Lula, na próxima segunda-feira, 10.