VITÓRIA DO MOVIMENTO DOCENTE DA UFRB! CARGA HORÁRIA DE AULA MÍNIMA DE 8 HORAS E MÁXIMA DE 12 HORAS

No CONSUNI ocorrido nessa quinta-feira (9), foi aprovada, por unanimidade, a nova carga horária destinada às aulas para os professores de dedicação exclusiva. As lutas da categoria e duas greves, dirigidas pela APUR, levaram os docentes à conquista da pauta histórica que favorece melhores condições de trabalho e ensino na UFRB. Esta medida entrará em vigência após a finalização da aprovação da nova resolução que ainda seguirá em discussão no próximo dia 20. SÓ A LUTA GARANTE NOSSOS DIREITOS!
ASSEMBLEIA DISCUTE CONJUNTURA POLÍTICA E SEUS IMPACTOS NA UFRB

Reunidos em assembleia nesta quarta-feira (8), os docentes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) discutiram a atual conjuntura política do Brasil e os impactos que tal conjuntura tem provocado na UFRB. Os principais destaques foram a situação de demissões de servidores terceirizados, que incide diretamente na precarização de serviços básicos da universidade, e o governo golpista de Michel Temer, que tem suscitado a possibilidade de uma greve geral no país. Na verdade, a situação pela qual a UFRB vem passando já havia sido alertada na última greve da categoria docente, que foi às ruas contra os cortes de verbas na educação. E este ano a previsão virou realidade com o anúncio de demissão de mais de 100 servidores terceirizados; uma situação complexa não apenas porque coloca em risco o funcionamento efetivo da universidade, mas também porque coloca trabalhadores na rua num momento tão complicado política e economicamente do país. Sobre a demissão dos servidores terceirizados, o professor Bruno Durães fez duras críticas à reitoria da UFRB, pois esta não teria feito um debate coletivo sobre a questão. “A forma como o corte foi feito não foi democraticamente. Um método problemático que não chamou a comunidade para a discussão. Temos que parar para pensar em como parar esse processo de cortes”, colocou o professor. Outra crítica à reitoria partiu do professor David Teixeira, quando colocou que a reitoria disse que alguns terceirizados iriam ser demitidos, mas não disse como a UFRB vai funcionar sem eles. “Temos que pensar, enquanto categoria, como a gente faz para garantir o bom funcionamento da universidade”, completou David. O professor Aroldo Félix foi categórico ao afirmar que as demissões de terceirizados vão precarizar ainda mais a condição de trabalho docente, que já vem sofrendo com cortes de bolsas, falta de transporte, entre outros. Para o professor, “temos que fazer o papel do sindicato e dizer não aos cortes. A universidade tem que se manifestar contra os cortes, fazer discussões e assembleias nos centros. Ser enfáticos contra o ajuste e os cortes”. Partindo para uma ampliação do debate, o presidente da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), professor Antonio Eduardo Oliveira, lembrou que a questão da universidade é um reflexo da situação política do país, que vive num clima de instabilidade de um governo golpista. “Temos que pensar em como organizar um processo para reverter o golpe, pois o governo golpista quer sacramentar o impeachment. A alternativa é uma greve geral, uma greve política”, afirmou o presidente da APUR. Contudo, Antonio Eduardo deixou claro que uma greve geral não se faz com apenas uma categoria, por isso que ela não pode partir dos docentes, mas não há como não discutir essa questão que já vem sendo levantada por outros setores. O professor David salientou que a possibilidade de greve geral surge diante de um governo que não tem responsabilidade com nada, e da ameaça da estrutura do estado brasileiro. As falas dos docentes ainda colocou a necessidade de se discutir o que é e como deve ser feita essa greve. Ao final, a assembleia deliberou pela construção da greve geral, que deve ser feita a partir de discussões com toda a categoria docente e com o diálogo com as demais categorias e movimentos. A assembleia também chegou à conclusão de que o mote das discussões deve ser “Fora Temer”, mas incluindo aí as pautas da categoria docente. Os presentes ainda aprovaram uma plenária tripartite para debater temas tais como a escola sem partido e os impactos da possível extinção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
ASSEMBLEIA GERAL – Cruz das Almas, dia 8, às 9 horas, no Pavilhão II, Sala 1.
Reunião sindical APUR – CETENS – Dia: 1º de junho – Horário: 9:30

Reunião sindical APUR – CETENS Dia: 1º de junho Horário: 9:30 Pauta: 1. Informes 2. Movimento docente e a conjuntura política 3. Mobilização contra o PL 257 4. Funpresp. 5. Eleição de representante sindical provisório
REUNIÃO DO SETOR RELEVA O CRESCIMENTO DA LUTA CONTRA O GOLPE NA CATEGORIA E A FORTE CRITICA À POSIÇÃO DE SUPOSTA NEUTRALIDADE DA DIRETORIA DO ANDES NAS BASES

REUNIÃO DO SETOR RELEVA O CRESCIMENTO DA LUTA CONTRA O GOLPE NA CATEGORIA E A FORTE CRITICA À POSIÇÃO DE SUPOSTA NEUTRALIDADE DA DIRETORIA DO ANDES NAS BASES Antonio Eduardo Alves de Oliveira Presidente APUR Realizou-se em Brasília, nos dias 14 e 15 de maio, a reunião nacional do Setor das federais do ANDES. Essa atividade foi marcante, pois foi a primeira realizada após o golpe político que afastou a presidente eleita Dilma Rousseff no processo de impeachment. O eixo da reunião foi, evidentemente, a discussão sobre a conjuntura política e a necessidade da Luta contra o governo Temer que, na véspera do encontro, na sexta-feira (13), no anúncio dos ministérios (formados por corruptos, capitalistas e sem nenhuma representação das mulheres e dos negros), já anunciava, para quem duvidava, o objetivo real do golpe, que o eixo do governo golpista é atacar ainda mais duramente os trabalhadores e o povo. Em linhas gerais, o encontro evidenciou a crise da política de capitulação do ANDES aos golpistas e o crescimento da indignação da base com a política pró- direita e, por tanto, de traição política da CSP/PSTU, que o sindicato nacional está vergonhosamente atrelado. As críticas mais duras e as propostas mais contundentes contra a política da diretoria do ANDES vieram justamente da assembleia de base da seção sindical do próprio presidente do ANDES. Assim, os docentes da Seção Sindical do ANDES-SN na UFSC (ANDESUFSC), reunidos em assembleia dia 11 de maio, aprovaram propostas de total repúdio a essa política, que foi apresentada de maneira constrangida pelo representante dessa secção (apesar, diga-se passagem, corretamente votou em acordo com o mandato da assembleia e não pelas suas próprias posições políticas). Foi apresentada pela Seção Sindical do ANDES-SN na UFSC (ANDESUFSC) a seguinte proposta para o setor : “Em relação à posição veiculada insistentemente pela CSP-Conlutas de defesa do “Fora todos Eles”, que se confronta com a deliberação congressual do ANDES_SN e que foi colocada como central e secundada pela direção do ANDES-SN, o setor das IFE indica à Direção Nacional que esta manifeste o desacordo à SEN e à coordenação.” Depois de um intenso debate, com a tentativa da diretoria do ANDES em afirmar que a CSP não defende o “Fora Todos”, mas o “Basta todos”, e que democraticamente nos atos da central como 1° de abril e 1° de maio, militantes políticos levam bandeiras pelo “Fora todos” e “Fora Dilma”. Essa verdadeira conversa para boi dormir, não teve muita sustentação, uma vez que foi mostrado pelos delegados vídeos, imagens e documentos da CSP defendendo o ”Fora Todos”, inclusive do uso da imagem do ANDES pelo PSTU de maneira manipuladora em vídeo em seu site no ato do 1° de maio pelo” Fora Dilma” e “Fora Todos”. Finalmente a votação da proposta mostrou a divisão do sindicato nacional , foram 11 votos a favor da resolução proposta e 12 contrários, ou seja, a diferença de apenas um voto. A situação política no Brasil tem deixado a esquerda pequeno-burguesa que dirige o sindicato nacional por mais de uma década claramente desnorteada. Enquanto tem crescido a mobilização popular, em particular nas universidades com a formação de mais de 80 comitês nas instituições de ensino superior, alguns grupos ultraesquerdistas têm defendido francamente o golpe, outros disfarçadamente. Agrupamentos que inclusive estão na “nova” chapa “combativa” da diretoria nacional do ANDES defendem o “Fora Dilma” e “Fora Todos!”. Em relação ao posicionamento sobre a crise política, o golpe em curso e a política diante do governo Temer, a diretoria argumentava que o setor não podia deliberar nada, mas apenas discutir os cenários e esperar o CONAD marcado para fim de junho. A esse respeito, o setor aprovou uma importante iniciativa, a convocação de assembleias de bases para discutir a conjuntura e luta contra o PL 257 e a realização de um encontro do setor federais, convocando outros setores do ANDES (estatual) para participar no dia 3, 4 ou 5 de junho. Em relação o fato que nessa conjuntura o ANDES não tem resolução nenhuma, a diretoria procura se esquivar e colocar a culpa nas bases. A diretoria do evitou explicitamente o debate sobre a crise política nas instâncias formais do sindicato nacional e agora, depois de desarmar a categoria para enfrentar a dura conjuntura política, de maneira cínica, coloca a culpa nas “bases” afirmando que o ANDES não tem posição e, portanto, a diretoria não poderia fazer nada. Diversas críticas foram apresentadas por várias seções sindicais (não vou citar nenhuma delas, mas são posições públicas basta ver nas entidades de base) já no ponto de informes, já mostrando que a posição da diretoria do ANDES de capitulação diante do golpe não tem sustentação alguma na base da categoria. O discurso predominante pela diretoria e as seções sindicais controlados pelo grupo majoritário era mais uma vez afirmar que o Congresso tinha rejeitado a luta contra o impeachment por ampla maioria, e que a proposta de colocar como eixo a luta em defesa democracia , apresentada pela APUR, era ultraminoritária tendo apenas um punhado de votos. Entretanto, a reunião do setor demonstrou que existe um evidente crescimento da luta contra o golpe na categoria, e que a política da diretoria não tem sustentação, assim foi apresentada (não aprovada) a proposta apresentada pela diretoria da APES-JF: “critica à Direção do ANDES-SN por não ter convocado um CONAD extraordinário para definir a posição do ANDES-SN frente à crise política” É importante ressaltar que no ano passado foi convocado um CONAD extraordinário apenas para satisfazer os interesses mesquinhos da CSP, não havendo nenhuma pauta significativa, e este ano, apesar da necessidade evidente da convocação de um CONAD para discutir o colossal erro político e estratégico do congresso do ANDES, nada foi feito. Esse erro não foi um erro banal e nem por acaso, o grupo hegemônico que controla o sindicato nacional realiza as famosas instâncias de decisão do sindicato apenas como uma mera formalidade. O congresso do ANDES é uma farsa montada para de maneira proposital não fazer a discussão política