LANÇAMENTO DO COMITÊ AMARGOSA CONTRA O GOLPE

Aconteceu, nessa quarta-feira (6), no estacionamento do Centro de Formação de Professores (CFP) da UFRB, campus de Amargosa-BA, o ato/debate EM DEFESA DA DEMOCRACIA, CONTRA O GOLPE, E O AJUSTE FISCAL, organizado pela Associação de Professores Universitários do Recôncavo (APUR), que contou com a adesão e a convocação de 50 professores, 5 servidores técnicos e 37 estudantes do CFP/UFRB. Os debatedores convidados – o professor de filosofia do CFP/UFRB, Ricardo Henrique; e o professor de ciência política do CAHL/UFRB, Antonio Eduardo, também presidente da APUR – abriram o debate expondo informações e análises da situação política atual. A atividade contou com a presença de 130 pessoas, com uma presença significativa da comunidade universitária (professores, estudantes, servidores e terceirizados), e de representantes das organizações de trabalhadores e da sociedade civil da cidade: Cosme – presidente da COOAMA; Joelma – diretora do CETEP; Valmir Sampaio – Ex-prefeito de Amargosa (PT); Júlio Pinheiro – presidente do PT de Amargosa; Paulo Rocha – vereador do PT; Gabriel – vereador do PT; Amanda – diretora do PAT e Andréa Ioná – diretora do NRE (antiga DIREC 39). Após amplo debate, discutiram-se os elementos centrais que orientam o golpe em curso, representado no atual impeachment da presidenta Dilma, e os desafios colocados para as organizações dos trabalhadores na defesa de seus direitos e conquistas, dentre elas o Centro de Formação de Professores da UFRB, conquista recente dos trabalhadores da região. Na oportunidade, foi lançado o Comitê Amargosa Contra o Golpe, com a responsabilidade de realizar atividades e ações na cidade contra o golpe. Ao fim, foi encaminhado a participação no ato a ser realizado no dia 12/4, às 14h, no auditório da Reitoria da UFRB, na cidade de Cruz das Almas. GALERIA
Boletim Informativo da APUR nº 35

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APUR CONTRA O GOLPE, EM DEFESA DA DEMOCRACIA

APUR CONTRA O GOLPE, EM DEFESA DA DEMOCRACIA A APUR, conforme decisão em assembleia, vem a público dizer que é contra o golpe em curso, que ataca o mandato da presidenta da república Dilma Rousseff que assume, neste momento, a forma jurídico-policial representado no processo de impeachment. Nos últimos meses, sob o pretexto de combate a corrupção, o judiciário adotou ações abusivas e ilegais que ferem a nossa constituição (quebra de sigilos telefônicos ilegais, conduções coercitivas indevidas), ações que já foram condenadas inclusive pelo Supremo Tribunal Federal, e que foram utilizadas para acentuar a crise política do nosso país. Todas essas medidas, na verdade, tentam encobrir os verdadeiros interesses que movem o golpe, que é a necessidade de supressão e retrocesso de direitos e conquistas da classe trabalhadora brasileira expressa: na imposição de uma urgência na Reforma da Previdência; ataque a CLT com a terceirização ilimitada até a sua anulação, com o negociado prevalecendo sobre o legislado; entrega da riqueza do Pré-sal para as multinacionais; privatização das estatais (setor elétrico, Petrobrás); redução dos investimentos do Estado na educação pública e privatizações das redes; precarização das condições dos servidores e dos serviços públicos. Essas ações estão presentes de forma explícita nos 55 projetos de lei tramitando no Congresso e nos documentos da FIESP (representação máxima do setor industrial do país) e no programa “Ponte para o futuro” do PMDB. Este movimento golpista faz parte da investida imperialista na América Latina (Venezuela, Bolívia, Honduras, Paraguai, Argentina e Brasil), que por diferentes formas busca recompor sua influência reduzida nos últimos anos por conta da ascensão dos governos de frente popular nas últimas décadas. Para o funcionamento desta engrenagem golpista, a grande mídia está cumprindo um importante papel, ao pregar o ódio, ao manipular notícias e ao promover condenação antecipada de investigados, pressionando o judiciário com a opinião pública e propagando vazamentos seletivos das investigações. Portanto, reconhecemos que não são casuais os ataques às sedes da CUT, da UNE e outras entidades representativas da classe trabalhadora no último período; assim como não são casuais as ações de intimidação ao ministro Teori Zavascki e ao jornalista Juca Kfouri, bem como o lamentável caso noticiado da médica que se recusou a atender uma criança filha de uma filiada ao PT. Reconhecemos que é hora de avançar na defesa das organizações construídas pelos trabalhadores, pelos setores explorados e oprimidos e, juntamente com eles, construir um grande movimento que impeça não apenas o impeachment, mas sim toda engrenagem golpista que visa a destruição das conquistas e direitos dos trabalhadores. Por isso, aprovamos a participação da APUR nas atividades das organizações dos trabalhadores contra o golpe e construção/participação de comitês contra o golpe na UFRB e nas cidades do Recôncavo. Sigamos em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e da soberania nacional. NÃO VAI TER GOLPE! Cruz das Almas, 4 de abril de 2016.
ASSEMBLEIA APROVA POSIÇÃO CONTRA O IMPEACHMENT

Na assembleia desta quarta-feira (30), os professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) votaram a favor de uma nota defendendo que a posição política da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) seja contrária ao impeachment, por ser ele considerado um golpe contra a democracia. Além disso, os docentes também aprovaram a participação da APUR em ações conjuntas com outras categorias em defesa da democracia e contra o golpe. Uma questão que foi colocada na maioria das falas foi que não está apenas em jogo um governo que foi eleito pelo voto popular, mas também que está sendo colocado em risco um projeto de sociedade e de universidade, e por isso a necessidade de um posicionamento coerente. Em todas as falas, a APUR foi convocada a se posicionar contra o golpe que, na opinião de alguns docentes presentes, já foi dado faz tempo. Sendo assim, a luta não seria para conter, mas para minimizar os estragos desse atentado contra a democracia. Para o professor David Teixeira, a sociedade não está dando conta do real cenário. O professor deixou bem claro que sua preocupação não é com a presidente do país, mas com as consequências nefastas do golpe para a classe trabalhadora: “O que está em risco não é o governo Dilma, é o projeto dos trabalhadores (as) brasileiros (as).” David ainda mostrou preocupação em relação ao cenário de ódio que tem se instalado no país. Em sua visão, é necessário fugir de tal cenário, mas isso não quer dizer que se deva ficar em cima do muro: “O sindicato tem que tomar uma posição. O que está sendo colocado precisa ser repudiado”, defendeu o professor. O presidente da APUR, Antonio Eduardo Oliveira, classificou a situação como sendo grave. Em sua visão, a engrenagem do golpe está avançada, por isso a necessidade do sindicato ter um posicionamento político claro. Ainda assim, Antonio Eduardo analisa a situação de forma prática. Para ele, mesmo um pouco tarde, os movimentos sociais têm reagido, e ainda que estejam em desvantagem, ainda há tempo para lutar. A posição contrária ao golpe foi unanime em todas as falas, mas os docentes estão conscientes da dificuldade da situação política do Brasil, e mostraram maturidade na discussão do tema. O professor David Teixeira, por exemplo, colocou que é importante se pensar nos desdobramentos que esse momento político trará para o país e, especialmente, para a educação. “A gente vai contra o golpe não é de qualquer jeito, temos que ir pensando num contexto com e sem a presidente Dilma. A nossa luta contra o ajuste fiscal, a nossa luta em prol da educação será permanente”, afirmou David. O professor Antonio Eduardo sugeriu que a APUR se integre aos movimentos já existentes, pois acredita que o papel do sindicato é fundamental . “Defender a UFRB também é lutar contra o golpe. Nosso desafio é a defesa de um projeto de universidade pública, gratuita e de qualidade que também é ameaçado”, concluiu o professor. Para dar continuidade às discussões sobre a situação política do país, foram marcadas reuniões sindicais em todos os centros. As reuniões ocorrerão entre os dias 04 e 07 de abril, e em breve será divulgado o dia específico de cada centro.
COMUNICADO

COMUNICADO Nessa quarta-feira (16), a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), representada pela tesoureira Gleide Sacramento da Silva, participou da reunião do Fórum Sindical do Recôncavo. Na oportunidade, as entidades presentes (APUR, APLB e SINPAFE) chegaram à conclusão de que não deveriam se calar diante da tentativa de golpe que vem se instalando em nosso país, por isso, em conjunto, decidiram participar da manifestação “O Brasil contra o Golpe”, que ocorrerá no dia 18, próxima sexta-feira, no Campo Grande, às 15 horas. Para viabilizar a ida daqueles que também desejam se manifestar na defesa da democracia, as três entidades decidiram alugar um ônibus, que sairá de Cruz das Almas às 11 horas do dia 18. A concentração será em frente à Igreja Matriz, na Praça Senador Temístocles. Os docentes interessados deverão mandar um e-mail para apurdiretoria@gmail.com, informando os seguintes dados: Nome, RG e Curso. As vagas são limitadas, então entrem em contato o mais rápido possível.