APUR

Confira polos de reunião da Assembleia Geral da APUR desta terça-feira, 10

É AMANHÃ! A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizará a Assembleia Geral, nesta terça-feira, 10. O evento ocorrerá às 13h30 em todos os campi da UFRB. Serão discutidas pautas referentes à categoria; ao orçamento da UFRB; à eleição de delegado/a para o CONAD e às contas da seção sindical do ano de 2024. Os locais de encontro podem ser vistos no card acima ou na lista abaixo. Relação de locais para participação da Assembleia Geral: Amargosa – Sala 06 Cachoeira/São Félix – Pavilhão Leite Alves Cruz das Almas – Sala 05, Pav III Feira de Santana – Sala 101 Santo Amaro – Auditório do CECULT Santo Antônio de Jesus – Sala 06 A Assembleia Geral desta semana será no formato híbrido, no qual os/as docentes se reúnem em polos de transmissão e bate-papo espalhados pelos Centros, possibilitando a integração e diminuindo os deslocamentos. É necessário que toda a categoria participe da Assembleia, que é o órgão máximo de deliberação da nossa seção sindical. Desta forma, podemos fortalecer cada vez mais a APUR e nossas pautas. Quem tem sindicato nunca está só!

APUR realiza Assembleia Geral na próxima terça-feira (10)

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) convida os/as docentes para a Assembleia Geral, que ocorrerá na próxima terça-feira, 10, às 13h30. O encontro ocorrerá na modalidade híbrida, permitindo a realização do evento em todos os campi. Serão discutidas pautas referentes à categoria; ao orçamento da UFRB; à eleição de delegado/a para o CONAD e às contas da seção sindical do ano de 2024. Participe! Os polos de encontro da Assembleia Geral, que estarão espalhados em todos os campi da UFRB, serão divulgados em breve. É necessário que toda a categoria participe da Assembleia Geral para fortalecer a nossa luta. Quem tem sindicato nunca está só!

Prezadas, A diretoria da APUR se reunirá com a assessoria jurídica na próxima semana para definir quais medidas serão adotadas. Ressaltamos que este será um processo demorado, pois envolve diversas situações. Recomendamos que, enquanto não conseguirmos a suspensão da obrigatoriedade do preenchimento da ocorrência de presencialidade, os(as) docentes continuem realizando o preenchimento do referido documento, a fim de evitar eventuais prejuízos futuros. Solicitamos, ainda, que sejam guardados todos os e-mails e documentos relacionados a este assunto, pois há a possibilidade de ingresso com ações judiciais.

VITÓRIA COM GOSTO AMARGO

Por Gabriel da Costa Ávila (APUR/CAHL/UFRB) Ganhamos, mas não me sinto muito bem… Claro, não se trata de menosprezar o tamanho da vitória das professoras e professores de Instituições Federais de Ensino da Bahia na Assembleia convocada pela diretoria da APUB. Fomos gigantes. Mas presenciar o autoritarismo, a truculência e a má fé dos dirigentes do sindicato que representa os professores da UFBA no trato com as seções e as bases do interior deixa um gosto amargo. A APUB providenciou o melhor ambiente democrático para discutir as divergências de organização sindical da categoria (risos): diversos seguranças fardados na porta do auditório e diversos advogados engravatados no palco. Proibição da entrada de colegas dirigentes sindicais, manobras burocráticas, atraso gigantesco na abertura do auditório gerando uma imensa fila de docentes tentando atravessar a barricada de funcionários e seguranças que a APUB montou na recepção do local, desrespeito aos ritos básicos da decisão coletiva em assembleia. Assembleia na qual nós, docentes federais dos diversos campi do IFBA e do IFBAIANO, da UFRB, da UFSB, da UFOB e da UNIVASF, tínhamos o direito de voz e voto. Pela prepotência soteropolitana de quem olha para o interior com lentes coloniais e pela forma como a Assembleia foi articulada, de maneira estratégica para desmobilizar as nossas bases, a diretoria da APUB não imaginava que nosso ato na área externa do auditório seria tão grande, organizado e combativo. À medida em que conseguíamos acessar o auditório, a energia da Assembleia se renovava. Os poucos professores da UFBA mobilizados pela diretoria da APUB, a maioria aposentados que já estavam acomodados no auditório, olhavam assustados aqueles “militantes radicais”, “bárbaros” vindos do sertão, do recôncavo, do baixo sul e todas as regiões do estado. “Vocês são muito mal-educados”, vociferou contra mim uma professora. É brincadeira? Os caras bolem com que tá quieto, metem um golpe e a gente tem que ser “educado”… Bom, o clima era tenso. Gritamos palavras de ordem, impedimos as tentativas de censurar a participação, garantimos o acesso livre de docentes ao espaço da assembleia com muita dificuldade, quando um professor foi cercado e encurralado contra a parede pelos seguranças (professor da própria UFBA, mas que cometeu o grave delito de ser oposição à atual diretoria da APUB). Quando finalmente a Assembleia tinha condições de começar e a diretoria da APUB percebeu que não tinha maioria para aprovar sua decisão de passar com o trator por cima da história das seções sindicais das instituições do interior, mudou de estratégia. Decidiram encerrar a assembleia. Porém, a assembleia não era da diretoria da APUB, a Assembleia era dos docentes ali reunidos e a imensa maioria decidiu legitimamente por continuar a votação, por não encerrar a Assembleia. Aí veio o momento mais surreal do golpismo sindical em curso. A diretoria da APUB não aceitou a decisão da assembleia e tentou encerrá-la no grito. Já não havia condições deuma vitória deles. A Assembleia era nossa. Eles então se retiraram, APAGARAM AS LUZES E DESLIGARAM O SISTEMA DE SOM do auditório que estava lotado, com mais de 200 colegas presentes. A primeira parte da nossa votação ocorreu sob a luz das lanternas de celular. Realmente, é difícil crer que eles tenham capacidade de representar a Bahia se eles mal tem capacidade de reconhecer a nossa existência. Ao final desse show de horror gratuito proporcionado pela diretoria da APUB, conseguimos conduzir a votação. Todos os três pontos foram derrotados (ZERO votos favoráveis, 196 votos contrários e três abstenções) já que eles – exercendo novamente sua melhor tradição democrática – se retiraram da Assembleia diante da derrota iminente. Ganhamos, mas ainda não acabou. A diretoria da APUB continua escondendo a verdade sobre as suas intenções e as implicações da decisão e já está, desde ontem à noite, veiculando a sua “narrativa” sobre os fatos. O principal elemento farsesco desse discurso é, justamente, tentar colar a ideia de que a Assembleia foi interrompida. Não foi. Ela foi abandonada pela diretoria da APUB – que avaliou que a covardia era a melhor estratégia no momento. *Este é um texto de opinião publicado no “Espaço do Professor/a”, aberto a todos/as filiados/as. Como todos os textos desta seção, não necessariamente reflete a opinião política da diretoria da APUR.

AS LENTES COLONIAIS DA APUB

Por Heleni de Ávila (APUR/CAHL/UFRB) Foi com surpresa que recebi a notícia da assembleia “convocada” pela Diretoria da APUB, para a “rerratificação da fundação da APUB para representar a categoria profissional dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior localizadas no Estado da Bahia1” como sindicato estadual para obtenção de registro e carta sindical junto ao MTE. No Instagram da APUB, informa que desde 2009 a categoria docente escolheu que seriam um sindicato independente para representar a categoria do ESTADO DA BAHIA.Em 2009 o cenário baiano das Instituições Federais de Ensino Superior é o mesmo que temos hoje? Vejamos:UNIVASF – criada pela Lei 10.473 de 27 de junho de 2002;UFRB – criada pela Lei 11.151 de 29 de julho de 2005;UNILAB – criada pela Lei 12.289 de 20 de julho de 2010;UFOB – criada pela Lei 12.825 de 05 de junho de 2013;UFSB – criada pela Lei 12.818 de 05 de junho de 2013.Destas, a UNILAB e a UNIVASF são de caráter interestadual, as demais funcionam exclusivamente na Bahia. A UFRB é a mais antiga das novas Universidades Federais implantadas na Bahia e, em 13 de outubro de 2008 as professoras e professores criaram a APUR (Associação dos Professores Universitários do Recôncavo). A APUR torna-se então, uma seção sindical do ANDES Sindicato Nacional e nasce com a compreensão da importância da articulação interna dos seus docentes, de forma autônoma e independente da UFBA. Como todo Colonizador, a Diretoria da APUB e seus apoiadores, seguem ignorando o surgimento de novas Universidades Federais e com elas a possibilidade de criação de organizações autônomas ligadas a cada uma destas Instituições, com sua realidade e peculiaridades. Além de ignorar a organização de outras Universidades Federais, o golpe vai mais longe, querendo abocanhar a parcela de professoras e professores dos Institutos Federais da Bahia, base do SINASEFE (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica Profissional). É surpreendente como professoras e professores supostamente de esquerda seguem com o caminho do colonizador, instalado na capital e olhando para o interior como meros “puxadinhos” da sua estrutura sindical, ignorando toda a história de organização e de lutas empreendidas pelos colegas do interior. A dita preocupação com as “coirmãs”, é mais uma prepotência soteropolitana, pois se de fato tivesse este propósito de dialogar, não teriam chamado uma assembleia para Salvador e sim para o interior do estado da Bahia. 1 Texto retirado do documento distribuído pela APUB na assembleia do dia 22 de maio de 2022. Por outro lado, houve uma tentativa de diálogo entre as entidades que representam os docentes das outras instituições (APUR, ADUFOB, SINDUFSB, Seção sindical Bahia da UNIVASF e SINASEFE) e a APUB para que suspendessem a assembleia do dia 22/05 e, o olhar colonizador não concordou com a proposta da MAIORIA das entidades. Cabe indagar, porque só agora, em 2025 a APUB tem este interesse de rerratificar a carta sindical? Será por conta do resultado não favorável para eles nas eleições do ANDES?É passando por cima das outras entidades de caráter sindical, desrespeitando o desejo dos colegas do interior e de uma parcela importante de colegas da UFBA que não concordam com a proposta, que se rerratifica uma carta sindical?NÃO! Mas o colonizador, segue com a sua sanha de poder e mantem a assembleia no dia 22/05. Professores e professoras mudaram suas rotinas para participar da tal assembleia e após chegarmos na “cidade da Bahia”, fomos insultados e xingados (eu mesma recebi agressões verbais de uma professora da UFBA). Enfrentamos filas com seguranças privados (pasmem) controlando o nosso acesso ao auditório da faculdade de Direito. Quando a coisa, finalmente parecia que ia iniciar, apesar das manobras da mesa diretora da assembleia de tentar impor as regras de funcionamento, sem respeitar os presentes, a presidenta da APUB, anuncia a suspensão da atividade!Como???? Por quê??? Aprendi que a assembleia é soberana e que a mesa deve acatar a vontade da maioria. Seguimos na tentativa de fazer acontecer a assembleia, para a qual fomos ”convocados”.A diretoria da APUB, ao perceber que estávamos seguindo com a atividade iniciou o processo de agressões físicas e verbais, particularmente contra os colegas que estavam tentando conduzir os trabalhos. Ah, mas o colonizador é perverso e não desiste. Após as agressões físicas e verbais (incluindo agressões verbais a uma criança de 09 anos, filha de uma professora e um professor da UFBA), apagaram as luzes e se retiraram em uma atitude covarde e desrespeitosa com mais de 200 colegas que estavam presentes. O colonizador segue, agora construindo falsas narrativas e invertendo os papéis. Mas, não temos que nos admirar. É assim que são os colonizadores.E nós? Seguimos na luta, mais fortes e mais unidos. Hoje, os professores universitários da Bahia podem dizer, com muito orgulho, que escreveram uma página importante da história sindical docente. Sou APUR, sou ANDES!Com tiranos não combinam militantes corações! *EsTe é um texto de opinião publicado no “Espaço do Professor/a”, aberto a todos/as filiados/as. Como todos os textos desta seção, não necessariamente reflete a opinião política da diretoria da APUR.