ASSEMBLEIA DA APUR DISCUTE POLÍTICA E AS ATIVIDADES DO SINDICATO

Em assembleia ocorrida na última terça-feira (4), a diretoria da APUR e seus filiados tomaram importantes decisões para o andamento das atividades da associação. Logo no início da assembleia, os presentes discutiram a situação política do país, as demandas da categoria docente e a pauta de reivindicação dos trabalhadores para o próximo ano. Uma discussão bastante ampla que ajudou a organizar as deliberações dos demais pontos da pauta. No ponto de vista institucional, algumas deliberações importantes foram tomadas. Os/as docentes presentes aprovaram o novo Conselho Fiscal da APUR, que será formado pelos docentes Tarcísio Cordeiro (CFP), Maurício Silva (CAHL), Eder Rodrigues (CCS) como titulares, e pelos professores Fabiano Martins (CCAAB), Raul Lomanto (CFP) e Cristina Paraíso (CFP) como suplentes. No que se refere ao congresso do ANDES-SN, a assembleia aprovou um eixo da centralidade política a ser apresentado ao caderno anexo do congresso, e os delegados que vão representar a APUR, serão eles: o professor David Teixeira, representando a diretoria da APUR, a professora Fátima Silva (CFP) e o professor Orahcio Sousa (CFP) como representantes da base da categoria. Sobre o mandato da atual diretoria, foi discutido o prejuízo por conta do recesso, já que o mandato se encerra dia 21 de janeiro, e para garantir o processo eleitoral foi aprovada a prorrogação de dois meses no mandato, ficando até 21 de março de 2019, e também já foi aprovada a comissão eleitoral que dará início aos trabalhos para a eleição da nova diretoria. Ainda foi apresentado um balanço da prestação de contas do exercício 2017-2018. A assembleia ainda debateu o processo de consulta para reitoria. Foi discutida a importância de já organizar o processo do edital, e que a APUR indicava, para esse primeiro momento, o professor David Teixeira, a professora Fátima Silva e o professor Nilton Cardoso para compor a representação dos professores na comissão que irá discutir a consulta, sendo que esses professores ficam responsáveis, após conversa com as demais categorias, discutir a possibilidade de convocar uma outra reunião dos professores para discutir possíveis novidades ou problemas que apareçam na composição do edital.
Eleição Representação Docente Cetens

ELEIÇÕES DE REPRESENTANTES DOCENTES DO CONSELHO DE CENTRO do Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade da UFRB, a pedido da presidente da comissão Profa. Ana Paula Diório, venho através deste divulgar em anexo o Edital 01/2018 para a realização da eleição. As inscrições das chapas estão abertas até o dia 08 de Dezembro de 2018 e a eleição ocorrerá nos próximos dias 11 e 12 de Dezembro de 2018. EDITAL 01 Representação docente_Liz
Convocação de Assembleia Ordinária – Data – 04/12 – Local – CFP -UFRB – Horário – 9h
20 de novembro: Dia da Consciência Negra

No mês de novembro, mês em que se comemora o “Dia da Consciência Negra”, movimentos sociais, principalmente os movimentos negros, promovem uma série de reflexões envolvendo a historiografia e sociologia da população negra no Brasil, entre as reflexões está o dia 20 de novembro. Ao abordamos a historiografia do dia 20 de novembro, buscamos na memória histórica dos afrodescendentes no Brasil aspectos que apontam esta população como sujeito histórico modificador do seu contexto social, e neste contexto a data 20 de novembro que simboliza a resistência do povo negro no Brasil desde o período colonial até os dias atuais. É importante destacar que quando os movimentos negros apontam para reflexões da consciência negra no Brasil, têm como objetivo corrigir os registros históricos e ideológicos que ainda impregnam o imaginário de muitas pessoas na nossa sociedade, uma delas é a crença que no Brasil o africano e seus descendentes sofreram e sofrem de maneira passiva os maus-tratos praticados pelo sistema racista que sustentou e sustenta as estruturas institucionais do Brasil desde o período colonial até os dias de hoje. Neste contexto, ressignificar a historiografia oficial, que ora silencia, ora criminaliza e inferioriza a população negra no Brasil, é o grande legado da institucionalização do mês da consciência negra. Neste sentido, a data 20 de novembro assume aspectos políticos e ideológicos, trazendo para o cenário não somente a história de resistência de Zumbi dos Palmares, mas também as histórias de resistências de homens e mulheres negras. Considero que nos espaços que atuamos devemos ter atenção e cuidado quando tratamos das questões que perpassam a historiografia do povo negro, percebo que algumas vezes ações e discussões sobre o assunto se dão nos aspectos folclóricos e conservador. Quando tratamos das questões que diferenciam a população negra na perspectiva folclórica e conservadora, assumimos como eixo central nas nossas análises e ações somente aspectos da diferenciação cultural, deixando de fora os dispositivos e padrões de poder institucional estrutural que mantêm as desigualdades do povo negro no Brasil, assim as reflexões e ações realizadas somente nos aspectos folclóricos e conservador reconhecem que existem diferenças nas relações étnicas raciais, e até propõem ações para enfrentá-las, mas convive sem questionar, e sem propor mudanças com as práticas de homogeneização cultural e hierarquizações raciais que sustentam e organizam o Estado Brasileiro. A exclusão da população negra como sujeito de sua história ignora ações que foram fundamentais para a sobrevivência dos africanos e seus descendentes no Brasil. Entre essas ações encontramos as formas de resistências da população negra à escravidão, através das lutas individuais ou coletivas, ou outras formas de libertação, como a compra de alforrias por organizações negras no período escravista no Brasil. É no contexto de disputa ideológica da história dos afrodescendentes entre os movimentos negros e o poder dominante que o dia 20 de novembro, dia da “Consciência Negra”, pode se explicado. Evidenciar o sentido histórico desta data é um dos aspectos da resistência negra no Brasil.
COMPLEXO ESPORTIVO DO CFP: COMUNIDADE ESPERA HÁ QUASE OITO ANOS

Imaginem o sentimento de toda comunidade acadêmica, especialmente do curso de educação física do Centro de Formação de Professores- Amargosa, que já vem esperando pela obra do Complexo Esportivo por quase oitos. A entrega já foi prometida inúmeras vezes, inclusive com a cobrança insistente da APUR. A ausência de um espaço para as praticas pedagógicas vem comprometendo a qualidade do trabalho dos professores e da formação dos discentes. A coordenadora do Colegiado de Curso, Cristina Paraíso, descreve bem o sentimento: “Nós estávamos muito esperançosos, animados, contentes mesmo com essa possibilidade da entrega do espaço, ainda que de forma parcial. No entanto nós fomos surpreendidos com uma condição completamente inviável, principalmente no que se refere ao serviço das quadras. Então ficamos extremamente preocupados com a situação que nós encontramos, fizemos um relatório indicando todos os problemas que nós encontramos, que inviabilizam qualquer tipo de atividade naquele espaço.” Os problemas vão desde marcações erradas em quadra, desnível na construção, comprometimento de grama do campo e muito mais. No último dia 29, os/as docentes do curso de Licenciatura em Educação Física/CFP/UFRB paralisaram suas atividades. A obra que se arrasta desde 2011 estava com previsão de ter a entrega parcial no dia 24 de outubro, só que, mais uma vez, tal entrega foi adiada. A Coordenadora também nos explicou que a previsão era de entrega do primeiro pavimento, pois o segundo ainda vai ser finalizado. Ainda segundo Paraíso, alguns prazos acordados não foram cumpridos até o momento: “só considerando esse último período, tínhamos outubro do ano passado, foi transferido para abril deste ano, que era início do semestre retrasado, e tivemos agora essa outra indicativa de outubro de 2018, e essa data do dia 24 estávamos realmente considerando uma previsão mais concreta de que teríamos o espaço para utilização”, explicou Cristina. A professora Márcia Cozzani avalia como sendo um sentimento de frustração: “a luta por aquele espaço é longa, e quando esperávamos que enfim teríamos a entrega parcial da obra nos deparamos com várias irregularidades. O curso de Licenciatura em Educação Física enfrenta esse problema da falta de infraestrutura para qualificar as atividades de ensino e a formação dos alunos há bastante tempo, por isso o sentimento de indignação é ainda maior nesse momento”, lamentou a professora. Não é apenas o quadro docente que se vê decepcionado diante da situação, os alunos também já não aguentam mais a espera. A aluna Anne Borges afirmou ser desesperador ter que lutar por algo que é um direito que já deveria estar em funcionamento desde quando o curso se estabeleceu. “Eu, como discente, estou no período do 7° semestre, já vi algumas paralisações e sei o quanto foram significativas para que as coisas aconteçam”, completou Anne. Como tem sido trabalhar sem o complexo Muito discutimos sobre as condições do trabalho docente, mas parece que ainda não entendemos que oferecer os meios adequados também diz respeito às condições de trabalho. Os/as docentes do curso de Licenciatura em Educação Física estão há quase oitos anos se ‘virando’ para desempenhar suas funções sem um complexo esportivo fundamental. A professora Márcia Cozzani explicou que a solução tem sido buscar parcerias com as escolas do município de Amargosa para, minimamente, ofertar atividades práticas, essenciais no processo pedagógico. “Mas reconhecemos cada vez mais que mesmo estes esforços dos docentes do curso não tem sido suficientes neste processo. A cada semestre temos mais dificuldades nestes espaços por falta de segurança, problemas de logística de transporte de materiais didáticos para as aulas nestes espaços que não são próprios da Universidade, e também problemas com o transporte dos próprios discentes. Isso tudo chegou ao limite, não podemos expor nossos alunos a estes riscos e a nós mesmos a estas condições de trabalho”, confessou Márcia. Comprometimento na formação discente Não podemos deixar de refletir sobre de que forma a falta que o complexo esportivo pode influenciar na formação de futuros/as professores/as de educação física. Para o estudante Jefferson Melo, a questão vai além de um complexo esportivo, diz respeito a uma formação qualificada e ampliada que depende não somente da sala de aula, dos professores. “E aqui que existe a importância do complexo, visto as especificidades de algumas disciplinas nossas, que são de caráter prático e necessitam explanar a vivência dos discentes em toda sua totalidade. O complexo, além de ser uma luta política, de direito dxs estudantxs e professorxs do curso e de toda a comunidade acadêmica do CFP, é o alicerce que nos falta para nos qualificarmos ainda mais”, completou o estudante. A aluna Anne Borges fez questão de recordar os colegas que se formaram sem ter a experiência do complexo esportivo. “Como faz falta um espaço adequado para tais práticas corporais. Muitas adaptações, muitas dificuldades, as vezes as aulas canceladas porque os espaços ofertados não estavam disponíveis, isso afeta diretamente pois entendo que a práxis é necessária na nossa área, vivenciar, experimentar e ter as devidas intervenções para que o nosso aprendizado seja ainda mais avançado”, lamentou a aluna. O professor Leopoldo Hirama destacou que o Complexo Esportivo é fundamental para a formação dos discentes nas três dimensões: ensino, extensão e pesquisa. O complexo seria o espaço que ajudaria no desenvolvimento do ensino, além disso, perde-se tempo ao terem que se deslocar para espaços que não correspondem. Mas foi ao falar da extensão que o professor chamou a atenção para algo muito importante, a relação da universidade com a comunidade externa. O professor informou que o curso de Educação Física é o que mais oferece projetos de extensão, chegando a um número aproximado de 2 mil projetos, um número que poderia ser ainda maior com o Complexo Esportivo: “O complexo esportivo é fundamental para o curso, mas para além disso, para o funcionamento do CFP, pois pode potencializar a aproximação da comunidade com a universidade”, defendeu Leopoldo. A professora Márcia Cozzani também acredita que o Complexo Esportivo do CFP esteja diretamente relacionado ao tripé fundamental da Universidade, à qualificação das atividades de ensino do curso de Educação Física. “O Complexo Esportivo tem/terá impacto