DIRETORIA DA APUR SE REÚNE COM REITORIA DA UFRB

Na manhã desta quinta-feira (16), a diretoria da APUR se reuniu com a reitoria da UFRB para tratar da resolução da licença de capacitação e das progressões dos/as professores/as. A APUR foi representada pelos membros da diretoria, David Teixeira (presidente); Orahcio de Sousa (vice-presidente); José Santana (tesoureiro) e Antonio Eduardo Oliveira (suplente da diretoria executiva), e pelos representantes sindicais do CCAAB, Leopoldo Barreto e Leila Longo.
GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO – GRANDES ATOS TOMAM AS RUAS DO RECÔNCAVO*

GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO – GRANDES ATOS TOMAM AS RUAS DO RECÔNCAVO* Sem dúvida alguma, um dos maiores atos da história do Recôncavo foram os atos do dia de hoje (15), dia da Greve Nacional da Educação, contra o corte no orçamento das universidades federais e contra a reforma da previdência. Docentes, discentes e servidores técnico-adminstrativos tomaram as ruas das seis cidades em que a UFRB está localizada e, juntamente com outros setores da sociedade e sindicatos, mandaram o recado ao governo de que não vão aceitar o corte de verbas e reforma da previdência. Em Cruz das Almas, a comunidade acadêmica se reuniu em frente à universidade e depois se uniu a outros setores em caminhada pelas principais ruas da cidade. Presente no ato, o professor Leopoldo Barreto, representante sindical do CCAAB, considerou que foi um momento bastante proveitoso, pois serviu para chamar atenção da população para a situação da universidade. “Creio que nesse momento nós precisamos esclarecer a população sobre a real situação, sobre o que realmente acontece quando há esses cortes. A gente tem que repercutir esse movimento para as pessoas, para as famílias, para a sociedade, para haver o maior número de apoio e reverter a situação, porque sem a reversão desse corte orçamentário fica difícil”, explicou o professor. Também presente na atividade de Cruz das Almas, o professor Juliano Campos, secretário da APUR, afirmou ter sido uma das manifestações mais interessantes que ele já viu, pois vários segmentos estavam participando ativamente do processo. Sem contar que, na sua perspectiva, houve ampla aderência e receptividade positiva por parte da sociedade cruzalmense. “O pessoal muito consciente de que, além do corte da educação ser errado, a questão da previdência também veio para prejudicar a sociedade”, analisou Juliano. Na cidade de Amargosa, a categoria docente também respondeu positivamente à convocação para a greve geral, não só a universidade, mas as escolas municipais e estaduais tiveram suas atividades paralisadas, e comparecera em peso à atividade pública. O representante sindical do CFP, professor José Arlen Matos, explicou que o ato começou na UFRB, e de lá a comunidade da universidade se reuniu e partiu em marcha em direção à praça dos correios, onde estava havendo uma concentração; e depois saíram em marcha pelas ruas da cidade. Para José Arlen, este foi o maior ato político da cidade em torno de uma reivindicação. “A população de Amargosa mandou um recado para o atual governo de que não aceitará nenhum corte na educação e muito menos a reforma da previdência. Além disso, foi uma ótima oportunidade de dialogarmos com a população da cidade sobre a perversidade dessas políticas, visto que a reforma da previdência vai impossibilitar que muitos trabalhadores e trabalhadoras se aposentem”, completou o professor. “Uma das mais bonitas manifestações dos últimos tempos”. Foi assim que a professora Djenane da Conceição, diretora executiva da APUR, definiu a atividade em Santo Antônio de Jesus. A manifestação foi em direção ao “coração” da cidade, a feira. “Mais de Mil pessoas se reuniram para caminhar e dizer ao presidente Bolsonaro que os estudantes da educação básica e do ensino superior, os professores e as professoras da educação básica e do ensino superior, os servidores técnico-administrativos das universidades, os colaboradores, os comerciários, a juventude e a sociedade em geral não vão aceitar os cortes na educação e a reforma da previdência. Todos estão dispostos a lutar por direitos sociais e por um Brasil melhor, mais inclusivo”, afirmou Djenane. A professora foi mais firme ainda ao dizer que chega de retirar direitos, “educação não é mercadoria, educação é formação com sabedoria”. Após três horas e meia de manifestações o ato foi encerrado com um afetuoso abraço coletivo à Praça Padre Matheus. A segunda cidade mais populosa da Bahia, Feira de Santana, também teve suas ruas tomadas por manifestantes em defesa da educação pública e contra a reforma da previdência. A comunidade acadêmica do CETENS saiu em marcha da universidade até a concentração do movimento na Praça do Gastão. O professor Aroldo Félix, representante sindical do CETENS, considerou o movimento bastante vitorioso, e nos explicou que o movimento foi composto por sindicatos da educação e de outras categorias, estudantes secundaristas e universitários, vários professores das universidades públicas, do instituto federal e das escolas públicas do ensino básico. A comunidade universitária do CECULT e do IFBA se uniu e saiu às ruas de Santo Amaro para informar á população sobre o desmonte que o governo, com o corte anunciado, planeja fazer na educação pública. Já em Cachoeira, o dia foi cheio de atividades. A comunidade acadêmica começou com um abraço simbólico no CAHL, depois saíram em passeata pelas ruas da cidade, encerrando com um ato na feira livre. No período da tarde houve uma assembleia tripartite para avaliar as atividades e planejar os próximos passos da luta, já que a Greve Nacional da Educação também é um ensaio para a Greve Geral do dia 14 de junho. *As imagens que ilustram o texto foram colaborações de discentes, docentes e servidores técnico-administrativos que estiveram presentes nos atos.
DOCENTES DA UFRB APROVAM ADESÃO À GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO DESTA QUARTA-FEIRA

Em assembleia nessa segunda-feira (13), no CETENS, os/as docentes da UFRB aprovaram a participação da categoria na Greve Nacional da Educação em defesa da educação pública e contra a reforma da previdência, que ocorrerá nesta quarta-feira (15), com manifestações em todo Brasil. Diante do bloqueio de 30% no orçamento das universidades federais, os/as docentes foram unanimes em aprovar a participação na greve. A UFRB, que já vinha sofrendo com os cortes desde 2015, terá um bloqueio de 16 milhões de reais. Para o presidente da APUR, David Teixeira, no cenário que está colocado, não há planejamento que consiga resolver a situação: “Não há outra alternativa. Precisamos ir à lutara para revertermos o corte no orçamento”, defendeu o presidente. O professor Luiz Nova colocou que não adianta nos apegarmos a percentuais, pois o que precisamos é aprender a desenvolver a luta política. O professor foi categórico ao afirmar que a universidade pública e o ensino público estão ameaçados, sendo assim, não teria como conseguir resolver o problema dos cortes sem uma base social ampla. Uma fala que foi corroborada por muitas outras que afirmaram a necessidade da luta extrapolar os muros da universidade, buscando alianças com outros setores e movimentos sociais. A conjuntura se mostra extremamente difícil para a educação pública, o que leva a categoria docente da UFRB a pensar nas estratégias para o enfrentamento. Na visão do professor Kleber de Souza, é necessário mostrar a cara da universidade para a sociedade, mostrar o que é feito no cotidiano. Ou seja, é urgente que se tornem públicos as pesquisas e os cursos de extensão que a universidade desenvolve. Além da greve nacional da educação, a assembleia ainda aprovou a adesão à greve geral do dia 14 de junho contra a reforma da previdência. Mostrando que o momento é de unidade na luta pela universidade, discentes do CETENS estiveram presentes na assembleia, e reforçaram o convite para a atividade do dia nacional de greve em Feira de Santana. Para esta quarta-feira (15), a direção da APUR convoca a categoria docente para participar das atividades que estarão ocorrendo nas cidades em que a UFRB está localizada.
COMUNICADO DE PARALISAÇÃO

COMUNICADO DE PARALISAÇÃO Conforme decisão de Assembleia Geral da APUR realizada hoje, os/as professores/as da UFRB aprovaram paralisar as atividades no dia 15/5 (quarta-feira), em adesão a GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO, em defesa da educação pública, contra os cortes nas universidades federais, e contra a Reforma da Previdência. Cruz das Almas, 13 de maio de 2019. David Romão Teixeira Presidente da APUR
REUNIÃO SINDICAL DO CFP DEFENDE A URGÊNCIA DA LUTA CONTRA O CORTE NO ORÇAMENTO DAS UNIVERSIDADES E CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Os/as docentes do Centro de Formação de Professores (CFP) se reuniram numa reunião sindical nessa quinta-feira (9), convocada pelos representantes sindicais locais José Arlen Matos e Maicelma Maia. Na oportunidade, discutiram sobre a crise financeira na UFRB, os cortes promovidos pelo ministério da educação nos orçamentos das universidades e a reforma da previdência. De maneira geral, os/as docentes presentes indicaram que é insustentável a manutenção da UFRB nesse contexto, e que há a necessidade de uma formação de uma ampla frente em defesa da universidade. Sendo que, de maneira mais imediata, uma luta urgente para a reversão dos cortes no orçamento das universidades. Outro tema que também vem preocupando toda a categoria docente e não poderia deixar de ser discutido é a reforma da previdência. Para o professor José Arlen, a reforma da previdência proposta pelo governo “é um ataque cruel aos servidores públicos federais, em particular os professores, visto que, diferentemente das outras reformas, essa ainda é mais perversa porque não mantém nenhum direito conquistado pelos trabalhadores, pelos professores universitários, já que todos os regimes serão, basicamente ou em geral, revogados”. Assim como foi colocada a necessidade de lutar contra os cortes no orçamento da educação, a reunião sindical apontou a urgência de empreender os maiores esforços para tentar barrar essa reforma. Desde o início da reunião estiveram presentes alguns estudantes, mas diante da dimensão do problema que a universidade vai enfrentar daqui para frente com o corte de mais de R$16 milhões em seu orçamento, os presentes deliberaram pela convocação das turmas que teriam aula à noite. O que transformou a reunião em uma plenária improvisada entre docentes e discentes. Ficou decidido a realização de uma grande plenária no CFP na próxima terça-feira (14) à noite, bem como a adesão ao movimento nacional dia 15/05 contra os cortes no orçamento das universidades públicas. Para a professora Maicelma Maia, foi um momento importante “para sentirmos o quanto nossos sonhos estão vivos e pulsantes no chão do Recôncavo. Educação sempre vai ser alvo de retaliação das elites coloniais do Brasil, porque querem nosso conhecimento, dominar o nosso poder, mas nossa história nos ensina que a luta é quem constrói a dignidade humana. Nada nunca nos foi dado como concessão, e sim como produto de muita resistência, conquista dos que vieram antes de nós”. A professora ainda explicou que vão ampliar a mobilização para toda a cidade de Amargosa e construir atos com o maior número de estudantes, professores e demais servidores no próximo dia 15. “Toda adesão é bem-vinda contra os cortes no orçamento da UFRB e contra essa Reforma da Previdência que o Presidente Bolsonaro quer nos obrigar a aceitar como moeda de troca. Não trocamos direitos conquistados”, concluiu Maicelma.