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APUR

ELEIÇÕES DE REPRESENTANTES DOCENTES DO CONSELHO DE CENTRO DO CFP/UFRB

ELEIÇÕES DE REPRESENTANTES DOCENTES DO CONSELHO DE CENTRO DO CFP/UFRB A votação para Representantes Docentes no Conselho Diretor do Centro de Formação de Professores (CFP) será nesta terça-feira (29).  O local da votação será na Sala de Professores do Pavilhão de Aulas do CFP, de 9:00 às 12:00, das 14:00 às 17:00 e das 18:00 às 20:00 horas. A comissão eleitoral homologou duas chapas: Chapa 1 – composta pelas professoras Polliane Santos de Sousa (Titular) e Mariana Martins de Meireles (Suplente); e Chapa 2 – com as professoras Débora Alves Feitosa (Titular) e Maíra Lopes dos Reis (Suplente).            

EDITAL 01/2018 EDITAL PARA ELEIÇÕES DE REPRESENTANTES DOCENTES DO CONSELHO DIRETOR DO CFP/UFRB

EDITAL 01/2018 EDITAL PARA ELEIÇÕES DE REPRESENTANTES DOCENTES DO CONSELHO DIRETOR DO CFP/UFRB Na qualidade de membros da Comissão Eleitoral, tendo em vista o Estatuto e o Regimento da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), assim como o Regimento da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), seção sindical do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), convocamos os/as docentes do Centro de Formação de Professores (CFP) para a eleição das representações docentes no Conselho Diretor de Centro, mediante as condições contidas neste Edital. CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR O EDITAL

CHAPA 1 É ELEITA NOVA DIRETORIA DO ANDES-SN Com 51,71% total dos votos, a Chapa 1- ANDES Autônomo e de Luta venceu a eleição da nova diretoria do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN).  Segundo a divulgação do resultado, 16.887 professores foram às urnas, 24%,42% dos/as docentes aptos/as a votar. A Chapa 2 – Renova Andes obteve 42,73% dos votos. Já na UFRB, a Chapa 2- Renova Andes venceu com folga com 100 votos, contra 19 da Chapa 1. A participação da UFRB foi uma das maiores em todo país, chegando a 60% de presença dos/as docentes nas urnas. O presidente da APUR e presidente da Comissão Eleitoral Local (CEL), David Teixeira, mostrou-se bastante satisfeito com a participação dos/as docentes da APUR no processo, pois demonstra a vontade da categoria em contribuir democraticamente para a construção de um sindicato nacional cada vez mais forte, e de fato presente em todas as universidades. A posse da nova diretoria ocorrerá durante o 63º Conad, no dia 28 de junho, em Fortaleza.  

13 DE MAIO

No dia 13 de maio de 2018 faço uma reflexão que nas minhas pesquisas denomino de apropriação e disputa ideológica pelo estado e movimentos negros no Brasil no contexto da data de 13 de maio. (SILVA, 2005). Destaco  o 13 de Maio porque se trata de uma data emblemática  que se torna posteriormente ao ano 1888 um instrumento de disputa ideológica entre o Estado, o movimento abolicionista e os movimentos negros no Brasil. No Brasil no período pós-abolição a data 13 de Maio era comemorada com grandes mobilizações, em vários espaços sociais, institucionais ou não, atitude que se alterou radicalmente nos anos 70. A partir de então, os movimentos negros passaram a destacar o 20 de Novembro, dia dedicado ao líder Zumbi dos Palmares, como a data mais significativa para a comunidade negra. Segundo Célia Maria de Azevedo, “Zumbi ganhou vida à medida que os movimentos negros contra o racismo conquistaram espaço no cenário social, resgatando do esquecimento a figura de um líder escravo que ousara dizer não à escravidão que lhe fora imposta pelo poder branco” (Azevedo, 2004 a, p. 87). Zumbi é então reverenciado como herói pela sua capacidade de governar uma sociedade de resistência ao escravismo, o Quilombo de Palmares, para onde fugiam escravos, índios e até brancos descontentes, e que demonstrou grande estabilidade institucional, tendo resistido por mais de cem anos. Assim, a data 20 de Novembro, destacando a figura guerreira de Zumbi dos Palmares entra no cenário, em substituição ao 13 de Maio que sai de cena juntamente com sua  princesa, redentora dos escravos: “a princesa Isabel, e o séqüito de abolicionistas perfumados”, conforme comentário de Célia Marinho de Azevedo (2004 a, p. 87). A construção de mitos sobre o 13 de Maio é uma das formas pelas quais a dominação ideologia é reproduzida, além do uso de meios coercitivos, pelo convencimento dos considerados “subalternos” da superioridade moral e intelectual dos seus dominadores. A construção ideológica dessa hegemonia seleciona e utiliza determinados mitos, personagens e versões de fatos que, ao mesmo tempo em que oculta outros fatos menos convenientes, produz um sentimento de inferioridade na população negra. Dessa perspectiva, é que a análise sobre o 13 de Maio se torna de grande valia para estudar e pesquisar o processo ideológico que perpassa a apropriação da memória da abolição momento para se refletir a situação socioeconômica da população negra no Brasil. Entendo que a memória do 13 de Maio como referência à abolição dos escravizados no Brasil, é disputada ideologicamente  ao longo da história  pelo estado brasileiro e movimentos sociais negros, nesta perspectiva  a data se torna importante símbolo de dominação, por isso defendo que o 13 de maio deva ser repensada numa perspectiva de sua reconstrução histórica e ideológica da historia da população negra no Brasil. É preciso rever os conceitos e a ideologia da data  13 de Maio, necessário se faz  reescrever a história da Abolição como resultado também de um longo processo de lutas dos movimentos negros no Brasil que lutaram e lutam  contra o regime escravista e racista do passado, e que no presente também está atuando com uma “roupagem” nova, que de nova não têm nada. Fátima Aparecida Silva Docente do CFP Diretora da APUR REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AZEVEDO, Célia Maria Marinho de. Abolicionismo Estados Unidos e Brasil: uma história comparada. São Paulo, Annablume, 2004. SILVA, Fatima Aparecida. Escola, movimento negro e memória: o 13 de maio em Sorocaba  – 1930. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade de Sorocaba, Sorocaba, 2005.