Fórum tripartite do CAHL – Mobilização, debate e atividades culturais no dia 11 de julho na UFRB

Mobilização, debate e atividades culturais no dia 11 de julho na UFRB Debate: A crise política e as manifestações (15h-17h) -Mediação: Iago Hairon – Claúdio Lisboa (Movimento Estudantil UFRB) – Maraneane Passos (Centro Acadêmico de Ciências Sociais) – Antônio Eduardo (Ciências Sociais UFRB, e secretario da APUR) – Representante da ASSUFBA Atividade de Cultural: Boas vindas do semestre -Poesia -Som ao vivo -Mobilização
Reunião do Fórum Tripartite do CAHL discute dia nacional de luta

Realizou no dia 3 de julho reunião do Fórum tripartite do CAHL, foi discutida conjuntura politica e organização do dia nacional de luta 11 de julho no centro. Participaram as representações estudantis , a representação docente no conselho de centro e a APUR. Depois de um balanço da manifestação no dia 25 de junho em Cachoeira, Foi aprovado a participação no ato público em Cruz das Almas na manhã do dia 11, antes porém será feita uma mobilização no portão do pavilhão de aulas Leite Alves para convencer a comunidade acadêmica da importância da adesão ao dia nacional de luta. Na parte da tarde será realizado um debate no auditório do CAHL sobre a crise e as manifestações com representações das três categorias, e logo após uma atividade cultural de boas vindas do semestre.
REUNIÃO DO FORUM TRIPARTITE DO CAHL DIA 03-07-13
APUR PARTICIPA DE MANIFESTAÇÃO “#VEMPRARUACACHOEIRA”

APUR PARTICIPA DE MANIFESTAÇÃO “#VEMPRARUACACHOEIRA” As comemorações do 25 de junho na cidade de Cachoeira foram marcadas pela manifestação “#vempraruaCachoeira”. Um grupo formado por estudantes e moradores locais saiu às ruas da cidade gritando uníssonos: “Vem, vem pra rua que a luta cresce, vem”, “Cachoeira, vamos acordar, um professor vale mais que o Neymar”. E, como não poderia deixar de ser, a APUR se fez presente nesse ato de democracia. Segundo o secretário da APUR, Antonio Eduardo de Oliveira, a associação esteve presente porque apóia as manifestações populares e as reivindicações que são manifestações corretas. “Nós estamos começando a acordar, essas manifestações em todo o país demonstram que existe uma insatisfação muito grande como, por exemplo, o gasto de muito dinheiro com a copa e muito pouco com a educação e com a saúde. Então, está na hora de fazer um investimento efetivo para que a população tenha serviços de qualidade”, afirmou o secretário. Apesar de ser uma manifestação que se originou das muitas que têm ocorrido em todo o país, a “#vempraruaCachoeira” traz também reivindicações que vêm afligindo em especial a população cachoeirana. Uma das organizadoras da manifestação, Lorena Morais, aluna de Comunicação Social na UFRB e cidadã cachoeirana, citou a questão da segurança pública. Contudo, a estudante deixou claro que o problema com a segurança pública não se resolve com o aumento de policiamento. Lorena Morais também citou o transporte alternativo como uma questão a ser discutida, pois além do valor absurdo, é de má qualidade e não há qualquer fiscalização. Apesar dos vários problemas que as manifestações têm levado a público, a estudante se mostra otimista com as movimentações ocorridas em todo o país: “Quando vamos para a rua, mostramos os problemas que a cidade tem. Não podemos mais ficar calados. A juventude acordou, estávamos pacatos, e já vemos mudanças. Acordou em São Paulo e alcançou outros jovens,” colocou Lorena. Neuza Maria da Silva, moradora do interior de São Paulo, participou da manifestação acompanhando a filha que é estudante de Cinema na UFRB. Para ela, o movimento é importante em qualquer momento, pois é só mobilizando, é só indo às ruas que a população consegue garantir os direitos. Todavia, acredita que ainda falta muito para o país acordar de fato: “O Brasil está indo para as ruas, mas isso não é uma organização, eu acho que todas as reivindicações são válidas, mas deveria haver uma mobilização mais organizada, cada um no seu setor, mas todo mundo saindo juntos, não chegando cada um de um lugar. Tem gente que fica meio perdido, cada um com sua pauta e não liga como se fosse uma coisa só. A reivindicação por saúde e educação é de todos os brasileiros, não é algo local,” disse Neuza. A estudante Ednalva Cerqueira também concorda que ainda falta para o Brasil acordar: “Um ato como esse é importante, eu acho muito corajoso, vale a pena participar, reivindicar pelos direitos, e Cachoeira está precisando de pessoas corajosas. Contudo, o Brasil ainda não acordou de fato, pois ainda falta muita gente indo às ruas, muita gente liderando”, pontuou a estudante. TRAJETO PERCORRIDO Vigiados por um forte aparato policial, os manifestantes tomaram as principais ruas da cidade histórica de Cachoeira. A saída foi do CAHL- UFRB, e passou pela tradicional feira da cidade, pela sede da prefeitura, havendo uma concentração na Igreja Nossa do Rosário, quando da saída da missa festiva. Na oportunidade, também foram distribuídas copias da Carta de Cachoeira, documento do Fórum Tripartite do CAHL, para os participantes, entre eles o prefeito da cidade de Cachoeira, Carlos Pereira, que recebeu o documento e se comprometeu em fazer uma audiência com o Fórum Tripartite. Em seguida, a manifestação realizou um ato em frente à Câmara Municipal, na praça da aclamação, quando foi construído um jogral coletivo nas escadarias da antiga cadeia de Cachoeira. Depois foi realizada uma passeata pela Feira do porto, às margens do rio Paraguaçu, culminando com o fechamento da ponte D. Pedro II, que liga a cidade de Cachoeira e São Felix, e um ato de encerramento das atividades matinais em frente ao Paço Municipal de São Felix. Na parte da tarde, foi entregue a Carta de Cachoeira para o secretário de cultura do estado da Bahia, Albino Rubim, representante do governo do Estado, já que o governador Jaques Wagner permaneceu na cidade só por alguns minutos, fazendo apenas o hasteamento das bandeiras.
FÓRUM TRIPARTITE ENTREGA CARTA AO GOVERNO DO ESTADO

Os representantes do fórum tripartite do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) aproveitaram as comemorações do 25 de junho para entregar ao governo do Estado a Carta de Cachoeira, um documento que contém algumas das reivindicações de estudantes, professores e funcionários do CAHL. Além de demandas da comunidade acadêmica, a carta também chama a atenção para problemas que afligem toda a população do Recôncavo. Os representantes do fórum, bem como os manifestantes do “Vem pra rua, Cachoeira”, foram recebidos pelo secretário de cultura do Estado, Albino Rubim, já que o governador Jaques Wagner só ficou na cidade durante alguns minutos, fazendo apenas o hasteamento da bandeira. Além de entregar e protocolar a Carta, o grupo colocou alguns dos principais problemas que Cachoeira tem enfrentado como: falta de corpo de bombeiros, aumento da criminalidade, inexistência de um transporte público de qualidade, falta de preparação para receber a UFRB, entre outros. Para Albino Rubim, as reivindicações são válidas, pois não se poderia falar em democracia sem movimentos sociais, sem que existam reivindicações. Contudo, o secretário salientou que o Congresso brasileiro não é capaz de dar conta de tudo sozinho: “Temos que propor uma agenda. O Brasil precisa de uma Reforma Política. Espero que o congresso consiga ter a sensibilidade de ouvir as ruas”, afirmou Rubim. A Carta de Cachoeira também foi entregue ao prefeito Carlos Pereira que prometeu realizar uma reunião para discutir os pontos colocados no documento. IMPORTÂNCIA DO 25 DE JUNHO O dia 25 de junho é uma data de suma importância para a cidade de Cachoeira, pois representa o marco das lutas da cidade no processo de independência do Brasil e da Bahia. Por isso, a partir de 25 de junho de 2008, por causa da Lei 10.695/07, aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia e sancionada pelo Governador, em todo 25 de junho a sede do governo e a capital do Estado da Bahia é transferida para Cachoeira, independente de quem seja o governador. CARTA DE CACHOEIRA Excelentíssimo Governador Jaques Wagner, temos a honra de entregar à V. Exa. a Carta de Cachoeira, documento que contém as reivindicações do Fórum Tripartite do Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB. Nossas reclamações são consistentes e oriundas de uma semente plantada pelo Presidente Lula em 2005 na histórica cidade de Cachoeira. Somos o instrumento de um projeto de desenvolvimento econômico e social voltado para as populações pobres e negras do Recôncavo da Bahia. Acreditamos, Governador, que a UFRB reúne plenas condições de ser o vetor de transformação social de um território que foi o berço da civilização brasileira, desde que o governo da Bahia estabeleça parcerias com a Universidade e com os municípios da sua área de abrangência. Desenvolver a UFRB é desenvolver o Recôncavo estabelecendo protocolos de cooperação com as prefeituras. Nesta perspectiva reivindicamos a transformação do sítio da Estação Ferroviária de São Félix em espaço de multiuso podendo ali ser instalado um restaurante comunitário que atenda estudantes, professore(a)s e técnico(a)s. Nossos estudantes estão carentes de um local para a UFRB instalar um Restaurante Universitário, que será fundamental para a fixação dos mesmos, pois com fome ninguém aprende. Queremos estabelecer protocolos de cooperação com os governos estadual, federal e municipal para aquisição de móveis urbanos, os quais serão transformados em moradias, ateliês, salões, auditórios, espaço de convivência pública, o que contribuirá com a preservação do acervo e do patrimônio histórico e artístico da Bahia, e incentivará ao turismo. Além disso, precisamos facilitar as condições objetivas para a população participar da Universidade melhorando a qualidade do ensino público fundamental oferecido às populações do Recôncavo, e a logística de transporte entre os municípios que não facilita a mobilidade da comunidade acadêmica. Neste aspecto, solicitamos a construção urgente de um novo acesso rodoviário do município de Amargosa à BR-101. Nossas reivindicações contemplam também a saúde do povo do Recôncavo, e por isso reclamamos a federalização do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus e a sua imediata transformação em Hospital Escola do Centro de Ciências da Saúde da UFRB, bem como a instalação de um posto do Corpo de Bombeiros em Cachoeira/São Felix. São essas as nossas reivindicações que esperamos ser atendidas por V. Exa. Muito obrigado.