Evento : Semana de Serviço Social

Dos dias 06 a 10 de maio, aconteceu, no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), a comemoração do dia do Assistente Social e dos 50 anos do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS/ BA). Além de debates sobre temas como a exploração do trabalho, previdência social, serviço social e movimentos sociais, violência, violação de direitos e racismo; o evento contou com apresentação de trabalhos de discentes, com atividade cultural e lançamento de livros. Como não poderia deixar de ser, a APUR apoiou a atividade e esteve na mesa de abertura. A Associação foi representada pelo professor Antonio Eduardo de Oliveira, que debateu sobre as condições de trabalho na UFRB e participou da Conferência Magna “Serviço Social na luta contra a exploração do trabalho”, na qual foi o mediador. O vice-presidente da APUR, Herbert Martins, também participou do evento. O professor foi um dos palestrantes da mesa “Serviço Social e sistema sócio-jurídico: a atuação profissional em face às violações de direitos”. Herbert Martins, que atua em pesquisas sobre criminalidade e segurança pública, acredita que uma alternativa para mudar a situação de violência na Bahia, que lidera os indicadores de vitimização de jovens negros e de classe social baixa, é repensar a política de combate às drogas. O evento contou com palestrantes de diversas universidades do país (UCSAL, UFPB, UFRB, UFBA e UERJ). A comissão organizadora do evento foi composta pelos docentes Simone Brandão, Silvia Arantes, Heleni Ávila, Henrique Rozendo, Valéria Noronha e Albany Mendonça, representante sindical do CAHL, pelos discentes do 4° Período da disciplina Processo de Trabalho e Serviço Social e os discentes da disciplina Direitos Humanos.
EXPOSIÇÃO DE FOTOS DA GREVE 2012

Está exposta no Hall do prédio da reitoria da UFRB, fotos da Greve de 2012. A exposição ficará na reitoria até o dia 24/05, depois percorrerá todos os centros da UFRB.
Reunião da APUR com o CA de museologia
Reunião da APUR com o CA de museologia DATA: 22/05/2013 LOCAL: CAHL HORARIO: 17h
Reunião das categorias no CAHL
Na última quarta-feira (15), a APUR, representada pelo secretário da Associação, Antônio Eduardo de Oliveira, realizou uma reunião com estudantes e funcionários no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL). A reunião deu prosseguimento ao diálogo entre as três categorias (professores, estudantes e funcionários) que vêm discutindo a organização do Fórum Triparte. Segundo o professor Antônio Eduardo, o fórum surgiu da necessidade de articulação conjunta das três categorias no CAHL, já que existem muitos pontos em comum nas reivindicações dessas categorias, e uma atuação conjunta poderia fortalecer a luta em defesa da universidade pública. As três categorias têm lutado por pontos básicos como restaurante universitário, melhores condições de pesquisa, ensino e extensão, O professor ainda colocou que a criação do Fórum é um ganho para toda a comunidade acadêmica do CAHL, pois representa um espaço público de articulação política: “Um espaço que permite o debate democrático sem formalismo burocrático dos problemas que afligem a comunidade acadêmica. Além disso, tem uma forte legitimidade, na medida em que as lideranças e as representações das três categorias podem participar efetivamente da construção desse espaço. O Fórum também contribui para a construção de uma identidade afirmativa do CAHL a partir da mobilização e da luta”, afirmou o professor. Para Reinaldo Barreto, técnico administrativo do CAHL, a ideia do Fórum é que haja uma colaboração das experiências, para com isso melhor a administração do Centro, que é uma construção contínua, que tem que estar sempre melhorando: “Acabar com o processo existente, repensar o tipo de administração do CAHL. As três categorias têm que ter sintonia, pois uma depende da outra, não pode fechar os olhos, porque depois pode impactar de forma negativa. A ideia é dizer: Vamos Acordar”, disse Reinaldo. Maíra Fernandes, aluna de cinema, também salientou a importância da união entre as três categorias. De acordo com Maíra, as discussões entre as categorias têm mostrado as muitas deficiências que a universidade tem. “A gente começa a descobrir os outros problemas que a universidade tem, não só para uma determinada categoria. Percebemos as deficiências da universidade na visão das três categorias. Uma união para lutar com mais força por nossas pautas”, colocou a estudante. A vontade de que o Fórum realmente dê certo é tão grande, que as três categorias vão se reunir mesmo nas férias. No início do próximo semestre letivo, acontecerão debates e atividades culturais para promover a discussão sobre qual universidade queremos. Além disso, foi montada uma comissão para negociar as pautas das três categorias.
Perfil Genético?
Perfil Genético? Paulo Reis A Presidente da República, Dilma Rousseff, instituiu no 12 de março de 2013, através de Decreto nº 7950/13, o Banco Nacional de Perfis Genéticos e a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. Seguindo o Art. 1º, § 1º e 2º, o Banco Nacional tem como objetivo armazenar dados de perfis genéticos coletados para subsidiar ações destinadas à apuração de crimes. E a Rede Integrada, tem como objetivo permitir o compartilhamento e a comparação de perfis genéticos constantes dos bancos de perfis genéticos da União, dos Estados e do Distrito Federal. Diante de um cenário onde os papéis são visíveis. Onde as igualdades são tão desiguais. Onde já latente os perfilados, não é possível perceber onde resida a lógica envolta no ato da Chefe de Estado. Duas outras questões merecem reflexão: a extensão dessa Rede, haja vista o seu “compartilhamento”. E, de que crime fala a “vontade superior”? Por exemplo, ser negro nesse país – apesar dos avanços – ainda é considerado um crime. As ocupações, da mesma forma. A medida, por menos “evolucionista” e “positivista” que possa transparecer demanda dessa leitura, ainda que supostamente tardia. Afinal, o histórico desse país, marcado por uma clara idéia de controle, impõe um posicionamento, sob pena de que, com o silêncio, fique caracterizado que o mesmo resulta de um pensamento de outrora, na qual atribuía aos quase todos, estigmas para justificar situações diversas e complexas, uma vez que, imperativo mostrar aos “distantes” a nossa capacidade de adesão, salvação e propulsão. Na condição de graduando do 4º semestre do Curso de Ciências Sociais, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, tive a oportunidade de dialogar, através da retina, com alguns teóricos e perceber às suas buscas incessantes, ao longo de uma “escala temporal”, no sentido de dotar os seus “espaços” de múltiplos “contornos”. Ter hoje às mãos cópia do Decreto, impossível não remetê-lo a uma idéia “ninamente assombrosa”. Deixo a provocação, como forma de justificar a(s) minha(s) – agora socializadas – inquietude(s). Santo Amaro, 08 de maio de 2013