Reunião da APUR com o CA de museologia
Reunião da APUR com o CA de museologia DATA: 22/05/2013 LOCAL: CAHL HORARIO: 17h
Reunião das categorias no CAHL
Na última quarta-feira (15), a APUR, representada pelo secretário da Associação, Antônio Eduardo de Oliveira, realizou uma reunião com estudantes e funcionários no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL). A reunião deu prosseguimento ao diálogo entre as três categorias (professores, estudantes e funcionários) que vêm discutindo a organização do Fórum Triparte. Segundo o professor Antônio Eduardo, o fórum surgiu da necessidade de articulação conjunta das três categorias no CAHL, já que existem muitos pontos em comum nas reivindicações dessas categorias, e uma atuação conjunta poderia fortalecer a luta em defesa da universidade pública. As três categorias têm lutado por pontos básicos como restaurante universitário, melhores condições de pesquisa, ensino e extensão, O professor ainda colocou que a criação do Fórum é um ganho para toda a comunidade acadêmica do CAHL, pois representa um espaço público de articulação política: “Um espaço que permite o debate democrático sem formalismo burocrático dos problemas que afligem a comunidade acadêmica. Além disso, tem uma forte legitimidade, na medida em que as lideranças e as representações das três categorias podem participar efetivamente da construção desse espaço. O Fórum também contribui para a construção de uma identidade afirmativa do CAHL a partir da mobilização e da luta”, afirmou o professor. Para Reinaldo Barreto, técnico administrativo do CAHL, a ideia do Fórum é que haja uma colaboração das experiências, para com isso melhor a administração do Centro, que é uma construção contínua, que tem que estar sempre melhorando: “Acabar com o processo existente, repensar o tipo de administração do CAHL. As três categorias têm que ter sintonia, pois uma depende da outra, não pode fechar os olhos, porque depois pode impactar de forma negativa. A ideia é dizer: Vamos Acordar”, disse Reinaldo. Maíra Fernandes, aluna de cinema, também salientou a importância da união entre as três categorias. De acordo com Maíra, as discussões entre as categorias têm mostrado as muitas deficiências que a universidade tem. “A gente começa a descobrir os outros problemas que a universidade tem, não só para uma determinada categoria. Percebemos as deficiências da universidade na visão das três categorias. Uma união para lutar com mais força por nossas pautas”, colocou a estudante. A vontade de que o Fórum realmente dê certo é tão grande, que as três categorias vão se reunir mesmo nas férias. No início do próximo semestre letivo, acontecerão debates e atividades culturais para promover a discussão sobre qual universidade queremos. Além disso, foi montada uma comissão para negociar as pautas das três categorias.
Perfil Genético?
Perfil Genético? Paulo Reis A Presidente da República, Dilma Rousseff, instituiu no 12 de março de 2013, através de Decreto nº 7950/13, o Banco Nacional de Perfis Genéticos e a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. Seguindo o Art. 1º, § 1º e 2º, o Banco Nacional tem como objetivo armazenar dados de perfis genéticos coletados para subsidiar ações destinadas à apuração de crimes. E a Rede Integrada, tem como objetivo permitir o compartilhamento e a comparação de perfis genéticos constantes dos bancos de perfis genéticos da União, dos Estados e do Distrito Federal. Diante de um cenário onde os papéis são visíveis. Onde as igualdades são tão desiguais. Onde já latente os perfilados, não é possível perceber onde resida a lógica envolta no ato da Chefe de Estado. Duas outras questões merecem reflexão: a extensão dessa Rede, haja vista o seu “compartilhamento”. E, de que crime fala a “vontade superior”? Por exemplo, ser negro nesse país – apesar dos avanços – ainda é considerado um crime. As ocupações, da mesma forma. A medida, por menos “evolucionista” e “positivista” que possa transparecer demanda dessa leitura, ainda que supostamente tardia. Afinal, o histórico desse país, marcado por uma clara idéia de controle, impõe um posicionamento, sob pena de que, com o silêncio, fique caracterizado que o mesmo resulta de um pensamento de outrora, na qual atribuía aos quase todos, estigmas para justificar situações diversas e complexas, uma vez que, imperativo mostrar aos “distantes” a nossa capacidade de adesão, salvação e propulsão. Na condição de graduando do 4º semestre do Curso de Ciências Sociais, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, tive a oportunidade de dialogar, através da retina, com alguns teóricos e perceber às suas buscas incessantes, ao longo de uma “escala temporal”, no sentido de dotar os seus “espaços” de múltiplos “contornos”. Ter hoje às mãos cópia do Decreto, impossível não remetê-lo a uma idéia “ninamente assombrosa”. Deixo a provocação, como forma de justificar a(s) minha(s) – agora socializadas – inquietude(s). Santo Amaro, 08 de maio de 2013
REUNIÃO REPRESENTAÇÃO DOCENTE DO CAHL NO CONSELHO DE CENTRO
CAHL PROMOVE FÓRUM DE DEBATE SOBRE BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES
O Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) promoveu, nessa quarta-feira (08), o Fórum sobre Bacharelados Interdisciplinares (BIs). Na ocasião, a comunidade do CAHL pôde ouvir os relatos de experiência da ex-coordenadora do BI em Saúde do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luciana Santana, do professor Messias Bandeira, um dos responsáveis pela implantação dos BIs na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e de alguns estudantes da UFBA que cursam algum tipo de bacharelado. O professor Messias Bandeira afirmou que o BI é um curso que oferece uma terminalidade própria, em que os estudantes podem ir para o mundo do trabalho, fazer um segundo curso ou participar da seleção de mestrado e doutorado: “o BI se apresenta como uma nova modalidade de formação na universidade, no sentido de empoderar os estudantes no que diz respeito ao seu itinerário acadêmico, suas escolhas profissionais com melhores angulações e também com a possibilidade de fazer o segundo ciclo nos cursos profissionalizantes na universidade”, disse o professor. Segundo Messias Bandeira, os Bacharelados Interdisciplinares não pretendem ser totalizantes, mas propõem uma mudança significativa na universidade, no seu conjunto formativo e nas rotinas acadêmicas: “Ele faz parte de um conjunto maior de reformulação da universidade no Brasil que está em andamento há alguns anos. Sem dúvida alguma uma experiência que dever ser apreciada, não no sentido de que é um modelo que deve ser implantado por outras, mas um modelo que precisa ser estudado para que cada instituição, dentro do princípio da autonomia universitária, introduza, crie seu próprio projeto de formação”, afirmou Messias. A aluna do Bacharelado em Humanidades, Luciana Lopes, contou que escolheu o BI por causa da necessidade de uma interdisciplinaridade no conhecimento, já que, segundo ela, o conhecimento em alguns eixos de determinados cursos são muito fechados: “Então, quando a UFBA propôs esse tipo de curso, ela estava ampliando essa questão da escolha, dando autonomia ao estudante e, ao mesmo tempo, criando eixos que faziam uma ligação entre os componentes”, pontuou a aluna. Luciana ainda colocou que um dos diferenciais entre o BI e outros cursos está na questão de ter autonomia e ter um diálogo dos saberes. Quanto à experiência na UFRB, a ex-coordenadora do BI em saúde, Luciana Santana, apresentou informações sobre o processo de implantação na UFRB que estudantes saem aptos a se colocarem no mercado de trabalho. Também ressaltou que, apesar da invisibilidade e da discriminação que os estudantes sofrem no CCS, o centro amadureceu bastante: “O CCS viu o BI crescer, passou a olhar para ele, a olhar para os estudantes. O processo não é fácil, mas temos que promover diálogos para que isso melhore”, afirmou Luciana. Diferente da UFRB que conta, atualmente, com dois Bacharelados Interdisciplinares (Bacharelado em Ciências Exatas e Tecnológicas, no CETEC, e Bacharelado Interdisciplinar em Saúde, no CCS), a UFBA oferece quatro Bacharelados (Bacharelado em Artes, Bacharelado em Humanidades, Bacharelado em Ciência e Tecnologia e Bacharelado em Saúde). Os BIs da UFBA ficam sediados no Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos (IHAC) e já tem 1.300 estudantes, 64 professores e 22 funcionários. O debate sobre a criação de Bacharelados Interdisciplinares tem suscitado muitas dúvidas e inquietações na UFRB depois da proposta de que seja ofertado o Bacharelado Interdisciplinar em Cultura, Tecnologia e Linguagens no novo campus que será implantado na cidade de Santo Amaro. Os professores presentes no evento questionaram o pouco tempo reservado ao debate, e ausência de palestrantes que apresentassem o contraditório. Foram feitas intervenções que criticavam o fato que os expositores apresentaram os problemas dos cursos tradicionais de maneira caricatural, para justificar as supostas vantagens da “universidade nova”. Por outro lado, na própria UFBA tem ocorrido um forte questionamento do sucesso da experiência do BI, o próprio Messias Bandeira reconheceu que “é importantíssimo que a implantação desse projeto tenha uma infraestrutura correspondente, recursos humanos, laboratórios, algo correspondente a essa velocidade de implantação”. Por fim, uma questão colocada pelo plenária provocou uma importante reflexão sobre os resultados do BI na área de saúde na UFRB, uma vez que apesar de toda justificativa para criação dos BIS ser o combate a evasão e a melhoria das condições de permanência dos estudantes na universidade, foi apontado que a taxa de abandono do BI em saúde é de cerca de 40%, o que revela sérios problemas na implantação do BI, na UFRB. De qualquer forma, a APUR considera interessante iniciativa da direção do CAHL em realizar uma discussão sobre os BIS, o que pese o pouco tempo destinado para o plenário participar do debate. Para o próximo semestre, a APUR que formou uma comissão própria para organizar o estudo e a discussão na categoria docente sobre os BIS, pretende organizar eventos como seminários e palestras sobre este e outros temas na UFRB.