Filiados comemoram aniversário de 15 anos da APUR

Docentes se reuniram em Cruz das Almas, na última sexta-feira, 27. Feijoada, roda de samba, shows ao vivo e discursos emocionados. Assim pode ser resumida a festa de comemoração dos 15 anos da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), na última sexta-feira, 27. O encontro aconteceu no restaurante Paraíso da Deusa, em Cruz das Almas, e reuniu os filiados e convidados, representado todos os centros da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A festa desta sexta aconteceu 14 dias após a data de aniversário da seção sindical, em 13 de outubro. De acordo com o presidente da APUR, prof. Arlen Beltrão, nestes 15 anos, a seção sindical defendeu não só a carreira docente, mas também uma concepção de universidade. “Chegamos até aqui com a participação do conjunto de professoras e professores muito comprometidos com a UFRB e com a luta dos nossos direitos […] A APUR surge praticamente junto com a nossa universidade porque a comunidade docente percebeu que, mais que uma universidade, precisaríamos de um sindicato próprio. […] É preciso dizer que nos momentos mais significativos da UFRB, a APUR esteve ali para defender a universidade”. Confira o discurso completo do prof. Arlen Beltrão abaixo:
APUR realiza mobilização na UFRB em prol da Campanha Salarial 2024

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou uma mobilização em todos os campi da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em prol da Campana Salarial de 2024. Os filiados participaram de panfletagem informativa e reuniões sindicais, nesta quarta-feira, 30. O intuito foi de unir e conscientizar a categoria a respeito das decisões orçamentárias do governo federal inclusas no Projeto de Lei Orçamentário Anual (PLOA), que será entregue nesta quinta-feira, 31, ao Congresso. Atividades Os filiados realizaram panfletagens em todos os campi (CCAAB e CETEC/Cruz das Almas; CETENS/Feira de Santana; CFP/Amargosa; CCS/Santo Antônio de Jesus; CAHL/Cachoeira e o CECULT/Santo Amaro), tendo como público-alvo os servidores docentes da UFRB. Houve também reuniões sindicais no CETENS e no CFP. De acordo com a representante sindical do CFP, Clara Lima de Oliveira, a mobilização nacional permite entender o cenário de negociações com o governo. “A mobilização no CFP foi muito positiva neste dia 30. Realizamos panfletagem nos três turnos e uma reunião sindical no final da tarde. Nesta última contamos com a participação de 24 docentes. Debatemos a campanha salarial atrelada à carreira docente e à aposentadoria, o que nos permitiu compreender a necessidade de seguir pressionando o governo neste momento a fim de garantir uma recomposição salarial justa para a categoria em 2024. Apesar do desânimo com o resultado das mesas de negociação, a categoria saiu animada em seguir mobilizada e ficou acordado que faremos outras atividades sindicais no nosso Centro para amplificar o diálogo entre os colegas docentes”, explica. Veja, abaixo, o panfleto que foi distribuído: Campanha Salarial 2024 A APUR, juntamente com as demais entidades e centrais sindicais, compartilha a indignação com a proposta apresentada pelo governo federal durante a Quarta Rodada da Mesa Nacional de Negociação (MNNP), na qual não prevê um índice de reajuste salarial em 2024, mas, apenas, uma reserva no orçamento federal no valor de R$ 1,5 bilhão. Dessa forma, se houver recomposição salarial, esta deverá ser inferior a 1%. Confira a nota da Bancada Sindical frente à proposta do governo CLICANDO AQUI.
Lutas, conquistas e desafios: relatos de docentes negras da UFRB emocionam em evento da APUR

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou a mesa de conversa A Ascensão de Mulheres Negras na Docência e Seus Desafios, na tarde desta quarta-feira, 26, no auditório do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRB), em Santo Antônio de Jesus. O evento reuniu a comunidade da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) para ouvir os relatos emocionantes sobre o racismo, sexismo, desigualdades sociais, vida acadêmica, dentre outros, das professoras Ana Lucia Santana (CCAAB/UFRB); Diane Brito Reis Santos (CAHL/UFRB); Diana Anunciação (CCS/UFRB) e Priscilla Leonnor Ferreira (CFP/UFRB). A mesa, que contou com a mediação da professora Talita Honorato, suplente de tesoureiro da APUR, teve o intuito de celebrar a resistência histórica das mulheres negras, fortalecer nossa organização e potencialidades de transformação em referência ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha, que foi comemorado no último dia 25 de julho. Posicionamento da APUR O evento desta quarta compõe um posicionamento histórico da APUR frente a questões tão urgentes e sensíveis na comunidade acadêmica, bem como na sociedade brasileira. O sindicato, mais uma vez, se coloca como uma instância de fortalecimento para a ação política feminista e antirrascista, enriquecendo a discussão da questão racial, de gênero e demais pautas pertinentes à categoria docente.
APUR CONVOCA TODA CATEGORIA DOCENTE PARA A ATIVIDADE EM CELEBRAÇÃO AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA, LATINA E CARIBENHA

No dia 25 de Julho comemora-se o Dia Internacional da Mulher Negra, Latina e Caribenha. Essa data presta uma homenagem a Tereza de Benguela, uma líder quilombola, exemplo de força e de organização para milhares de mulheres negras e indígenas que sobrevivem à dura realidade da sociedade brasileira marcada por desigualdades sociais, étnico-raciais e de gênero. Assim como Tereza de Benguela, outras mulheres foram e são importantes para a nossa história. Com trabalhos impecáveis e perseverança, elas deixaram um legado, que cabe a nós reverenciarmos e visibilizarmos a emancipação das mulheres negras. Em suas diversas multiplicidades as mulheres negras têm assumido no contexto histórico das lutas e resistências, e, sobretudo na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB um protagonismo vital na defesa da educação inclusiva e antirracista, na construção de uma universidade que a intelectualidade sirva para formação, mas também para luta pela libertação dos oprimidos, pois para as mulheres negras e indígenas, a realidade brasileira latina americana em geral é de segregação e marginalização, somada a uma série de retrocessos e contradições sociais produzidas pelo racismo, sexismo e capitalismo. Neste sentido, a diretoria da Associação de Professores Universitários do Recôncavo (APUR) compreende que precisamos incorporar a nossa luta todas as multiplicidades de sujeitos, vivência e modos de vida, sem hierarquizar e homogeneizar as lutas políticas, para que possamos combater todas as formas de opressão. Assim, convocamos a categoria docente a participar da atividade intitulada: A ASCENSÃO DE MULHERES NEGRAS NA DOCÊNCIA E SEUS DESAFIOS, que acontecerá no dia 26 de julho, ás 14h00minhrs no Auditório do Centro de Ciências da Saúde- CCS/UFRB, com as professoras convidadas: Profª Ana Lucia Santana (CCAAB/UFRB), Profª Dyane Brito Reis (CAHL-UFRB), Profª Diana Anunciação Santos, Profª Priscilla Leonnor Ferreira (CFP/UFRB) para mais do que visibilizar e homenagear a resistência histórica das mulheres negras, fortalecermos nossa organização e potencialidades de transformação, pois como nos ensina Angela Davis, se tem um sujeito político que une todos os elementos para mover as estruturas deste sistema capitalista, racista e patriarcal são as mulheres negras. E o sindicato cada vez mais se coloca como uma instância de fortalecimento para ação política feminista e antirracista, enriquecendo a discussão da questão racial, como a questão de gênero nas pautas da categoria docente.
APUR intensifica luta e estabelece orientações para docentes que seguem sem receber insalubridade por risco biológico na UFRB

Professores relataram que tiveram seus pedidos negados pela administração da universidade. A diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), em conjunto com professores do Centro de Ciências da Saúde (CCS)/UFRB, estabeleceu cinco ações para tratar sobre o adicional de insalubridade por risco biológico. Os docentes relatam que tiveram seus pedidos negados pela administração da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O acordo entre APUR e professores aconteceu após a roda de conversa realizada na última terça-feira, 4, no CCS, em Santo Antônio de Jesus. Além da diretoria e dos docentes, a assessoria jurídica do sindicato também esteve presente. APUR/Divulgação Dentre os motivos alegados pela universidade está a não apresentação de laudo técnico que evidencie o risco biológico. No entanto, a APUR rechaça essa justificativa, uma vez que, estes docentes da Saúde trabalham diretamente em contato com materiais que os aproximam do risco biológico, além do fato de ser de responsabilidade do empregador providenciar os respectivos laudos. Indicativos Os cinco indicativos foram os seguintes: O que é adicional de insalubridade? A insalubridade diz respeito a algo insalubre que, por sua vez, significa que alguma coisa é nociva à saúde ou que causa doenças. Esta palavra é comumente utilizada no Direito do Trabalhador quando o ambiente laboral apresenta riscos à integridade e à segurança do indivíduo. A partir destas questões surge o benefício do adicional de insalubridade, como forma de compensar a exposição do empregado aos agentes nocivos químicos, físicos ou biológicos. Há três níveis de insalubridade e essa classificação deve ser feita por um médico ou engenheiro do trabalho registrado na Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, através de uma perícia.