APUR convida comunidade para participar de audiência pública pelo fim da escala 6×1 em Cruz das Almas

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) participará da Audiência Pública pelo fim da escala 6×1, que ocorrerá na próxima quarta-feira, 22, às 19h, na Câmara de Vereadores de Cruz das Almas. O evento, que é promovido através do mandato do vereador prof. Lilo Lordelo (PT), tem caráter formativo de debater e instruir a população sobre a diminuição da jornada de trabalho sem redução salarial e é uma das pautas defendidas pela APUR. O fim da 6×1 é uma necessidade urgente e corresponde às expectativas da maioria da população brasileira. Embora esta seja a realidade, setores conservadores e neoliberais avançam para sufocar as tentativas de tornar a carga laboral mais saudável, focando na exploração e na geração de lucros. Por essa razão, nos unimos aos diversos movimentos sociais de todo o País para que juntos possamos avançar com esta pauta. Estendemos o convite às comunidades externas e internas da UFRB para que participem, também, da audiência pública. Quem tem sindicato nunca está só!
IV Encontro de Professoras da APUR debate violência de gênero, racismo e desigualdades

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou, na última terça-feira (31/04), o IV Encontro de Professoras. O evento, que teve como tema “Prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres na universidade”, contou com a participação de docentes que debateram violências contra a mulher, racismo e as desigualdades de gênero. A iniciativa da APUR faz parte da campanha sindical “Mulheres vivas, feminicídio não!”. Participaram da mesa de debates as professoras Ana Cristina Givigi (UFRB); Deise Queiroz da Silva (UFRB); Katia Maria de Aguiar Barbosa (UNEB); Yérsia Souza de Assis (UFRB); da mediadora e vice-presidenta da APUR, Talita Lopes Honorato (UFRB), além de professoras/es filiadas/os. Luta histórica A mesa de debates foi aberta pela professora Ana Cristina Givigi, que mencionou o nome de mulheres que sofreram diferentes tipos de violência durante o Golpe Militar-Empresarial de 1964. A fala fez referência aos 62 anos do início da ditadura militar em 31 de março. De acordo com a docente, começar o IV Encontro de Professoras citando mulheres é uma forma de visibilizar o protagonismo feminino na construção do Brasil. “Lembrar das nossas (mulheres) que foram esquecidas durante os movimentos sindicais; durante os movimentos contra a ditadura; durante toda a luta sindical; durante a luta pela terra. Os momentos políticos desse país sempre tiveram mulheres na sua construção. Porque a construção do movimento não é só quando sai para a passeata. É também na criação do processo formativo. Desde a infraestrutura ao arranjo, à preparação, até mesmo à exposição. Mas lá na ponta a visibilidade é dada aos homens. […] Entender a luta política como um processo é relembrar as nossas mortas e vivas presentes no movimento de resistência contra a ditadura porque nós estamos pensando nesse processo de vencer o golpe todos os dias”, disse. Fator socioeconômico A segunda professora a debater o enfrentamento das violências contra as mulheres foi Deise Queiroz da Silva, que trouxe vivências sobre a carreira universitária, gênero e raça. Conforme a docente, além das já debatidas violências que atravessam o cotidiano de mulheres, as mulheres negras, sobretudo, também podem sofrer violência financeira causada pelo fator socioeconômico. “O fator econômico tem grande impacto porque as mulheres mais empobrecidas fazem parte de famílias empobrecidas. A partir dessa lógica, o salário docente, que naturalmente melhora a situação financeira, em destaque à remuneração do resto da família, não garante só a família nuclear, se estende para a parentalidade. A consequência disso é que um recurso que poderia ser significativo acaba sendo dispersado para dar condições aos demais. Isso é um fator de peso. Quando nós, docentes negras, temos, por exemplo, um problema de saúde familiar em que precisamos dispor de um(a) cuidador(a), não temos esse valor disponível. Além disso, temos o trabalho doméstico, o trabalho do cuidado, que influenciam na disponibilidade da nossa produção acadêmica. É uma relação que parece distante, mas que, na verdade, está completamente entrelaçada nas relações de trabalho que recaem em algumas experiências, em algumas identidades. Mulheres negras, nós somos as que estão mais suscetíveis a acumular as diversas modalidades de trabalho disponíveis”, enfatizou. Violências política e psicológica Já a representante externa da UNEB, professora Katia Maria de Aguiar Barbosa, trouxe a perspectiva das violências política e psicológica que atravessam a experiência universitária das mulheres. “Esses dois tipos de violência estão interligados porque, à medida que a mulher é atacada por exercer um poder político, por estar em um espaço decisório, não deixa de ter também o sofrimento de uma violência psicológica. É muito importante criarmos espaços de debate sobre isso e junto com nossos colegas professores do sexo masculino. É importante que eles saibam como nos sentimos e como é nosso ponto de vista a respeito disso. Eu fiz um recorte sobre estes dois tipos de violência na minha fala porque existe um marco legal que tipifica estes crimes. São leis de 2021 e acho que vale a pena informar à categoria e levar essa discussão adiante”, explicou. Conscientização para além da universidade Por fim, a professora Yérsia Souza de Assis contemplou a dificuldade em levar movimentos de conscientização sobre as violências de gênero para fora da universidade. Yérsia citou experiências realizadas com o público adolescente e a importância de iniciativas externas. “A partir da produção de conhecimento que a gente tem no ambiente acadêmico, a experiência que nós professoras, mulheres e mulheres negras, temos dentro do campo da educação, do ensino superior… a gente consegue contribuir externamente com a nossa própria experiência e com a disputa dos sentidos, da política e das demais questões. A universidade é um espaço singular porque permite que nós façamos esse tipo de enfrentamento que, às vezes, no mundo social, é mais difícil. Como estamos imbuídas nesse papel de educadoras universitárias, conseguimos disputar, problematizar e fazer críticas importantes”, concluiu. Confira abaixo algumas fotos do IV Encontro de Professoras da APUR:
Curitiba (PR) sediará o 45º Congresso do ANDES-SN

A cidade de Curitiba (PR) será a sede do 45º Congresso do ANDES-SN. Única candidatura apresentada, a capital foi aprovada, na noite desta sexta-feira (6), por ampla maioria das delegadas e dos delegados presentes no 44º Congresso do Sindicato Nacional, durante a plenária do Tema IV – Questões Organizativas e Financeiras. A candidatura foi defendida pela direção da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR- Seção Sindical do ANDES-SN). Segundo Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da seção sindical, construir o Congresso do ANDES-SN é um desafio coletivo que exige diálogo, consenso e articulação entre diferentes campos políticos da categoria. “A complexidade dos debates e da conjuntura tem crescido. Após muitas discussões, chegamos a um acordo e apresentamos esta proposta. Esse coletivo reúne diferentes campos políticos e mostra que é possível construir consensos de forma coletiva. Depois de anos afastados do debate nacional, recuperamos o sindicato, fruto da última greve. Conquistas recentes, como a nova diretoria do Sindiedutec, também contaram com a participação desse coletivo. Esse conjunto de avanços nos encoraja a seguir juntos no desafio de construir o Congresso”, afirmou. Durante a plenária, também foram aprovadas ratificações, declarações de nulidade e novas alterações regimentais de seções sindicais. As e os docentes ainda se manifestaram favoráveis à manutenção e ampliação de apoios financeiros à Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), à Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), ao Casarão da Luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e à Secretaria Nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). No âmbito do Fundo Único – Fundo Nacional de Solidariedade, Mobilização e Greve do ANDES-SN, foi autorizada a ordenação de despesas pela diretoria do Sindicato Nacional para garantir o custeio de atividades de mobilização, campanhas, marchas e eventos definidos pelo 44º Congresso como centrais na luta da entidade. Também foi autorizado que o 69º Conad aprecie e delibere sobre os custeios de mobilização e de luta para o segundo semestre de 2026. A plenária ainda aprovou que as seções sindicais do Setor das Iees, Imes e Ides, que enfrentarem dificuldades financeiras e entrarem em greve em 2026, possam suspender a contribuição para o Fundo Único enquanto durar o movimento paredista. O 44º Congresso também aprovou a prestação de contas do 68º Conad. Ainda durante a plenária, foi reafirmada a deliberação por realizar um Conad extraordinário, para debater possíveis mudanças estruturantes relacionadas às questões organizativas, políticas, administrativas e financeiras do ANDES-SN. Os temas e propostas apresentados no 44º Congresso sobre esse assunto serão discutidos previamente em um seminário preparatório, e o Conad extraordinário ocorrerá em Brasília, em novembro de 2026. “A plenária do Tema 4 apontou para uma discussão muito latente na categoria, que é a necessidade de repensar os espaços organizativos e as questões financeiras do nosso sindicato. A base já vem acumulando esse debate desde 2025, com a realização de um seminário, e chegou ao congresso com algumas propostas. No entanto, a categoria entendeu que é necessário aprofundar essas discussões antes de uma tomada de decisão. Assim, foi aprovado um Conad extraordinário, precedido de um seminário preparatório, no qual a categoria poderá debater novamente todos esses pontos para, depois, levá-los ao Conad e, futuramente, ao congresso que será realizado em Curitiba, organizado pela APUFPR Seção Sindical”, avaliou Letícia Carolina Nascimento, 2ª vice-presidenta do ANDES-SN. “Ficamos muito felizes de encerrar este congresso com a escolha da sede do 45º Congresso e fortalecendo discussões importantes para a categoria”, completou. Também compuseram a mesa desta plenária Aroldo Félix Junior, 1º vice-presidente da Regional Nordeste III; Emanuela Monteiro, 2ª vice-presidenta da Regional Nordeste II; e Herrmann Vinicius Muller, 2º secretário do ANDES-SN. 44º CongressoO 44º Congresso foi realizado de 2 a 6 de março, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Sob organização do Coletivo Democracia e Luta da UFBA e da Regional Nordeste III do ANDES-SN, o encontro reuniu mais de 640 docentes na capital baiana. Por ANDES-SN
Delegação da APUR participa de ato em defesa do direito de migrar no 44° Congresso do ANDES-SN

Nesta quinta-feira, 5, a delegação da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) integrou o ato em defesa do direito de migrar, contra a política de Trump e em defesa da soberania da Venezuela, da Palestina e do Irã. A atividade reuniu diversas seções sindicais base, além da diretoria do ANDES-SN. Já nesta sexta-feira, 6, o 44° Congresso do ANDES-SN chega ao fim.
Delegação da APUR contribui com discussões durante segundo dia do 44° Congresso do ANDES-SN

Os/as delegados/as e os/as observadores/as da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) integraram as discussões durante o segundo dia do 44° Congresso do ANDES-SN, nesta terça-feira, 3. Foram debatidos textos do Tema II – Plano de Lutas do Setor das Estaduais e do Setor das Federais, além de textos do Plano Geral de Lutas. As questões levantadas pela delegação da APUR e os demais sindicatos serão levadas à plenária na tarde desta quarta-feira, 4. A representação da APUR ficou distribuída em grupos mistos que analisaram textos que subsidiam os debates do Congresso. A participação ocorreu durante os três turnos desta terça e englobou questões relativas às lutas da categoria. Acompanhe nosso site e as redes sociais. Mantenha-se informado. Filie-se à APUR!