CONAQ: 30 anos, séculos de Re-existência

Prof. Dr. Tiago Rodrigues Santos CFP/UFRB Maio se tornou para a luta do movimento negro um mês ressignificado, haja visto que foi retirado o caráter redentor do 13 de maio e reforçado que o mês deve ser lembrado como uma conquista banhado com suor e sangue. E foi exatamente no dia 12 de maio de 1996, no solo sagrado e ancestral de Rio das Rãs, em Bom Jesus da Lapa, que foi erguido o mais importante movimento quilombola do Brasil: a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, a CONAQ. Antes do nascimento da CONAQ, as comunidades negras rurais, na década de 1970, reivindicaram a sua ancestralidade quilombola quando passaram a denunciar o avanço da grilagem sob suas terras e, ao mesmo tempo, as sequelas e feridas da escravidão e do racismo no nosso País. Antes de nascer, a CONAQ finca o artigo 68 da Constituição Federal, que diz: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os respectivos títulos”. Em 1995, durante a Marcha Zumbi dos Palmares, os quilombos se pronunciaram em torno de quatro pautas fundamentais: terra, educação, saúde e mulher negra. Na educação é importante lembrar a constituição do Coletivo Nacional de Educação da CONAQ, em 2019, que tem provocado mudanças significativas na educação para e com os quilombos, da educação infantil ao superior. No caso da Educação Superior, é a força do movimento quilombola, na sua potência educadora, que tem instigado rupturas epistemológicas nas universidades brasileiras. Na UFRB, vários coletivos, como Encruza, a Escola Quilombo UFRB e a Turma Mãe Bernadete do Parfor Equidade, vem reafirmando a trajetória de uma universidade que aprende como o povo, e, portanto, territorializada no seu fazer e saber, e com isso, avança nas ações de ensino, pesquisa e extensão com quilombos. Mas a UFRB quis ser mais quilombola: formou uma comissão numa proposta ousada de um curso regular em Licenciatura em Educação Escolar Quilombola, reafirmando a sua luta por uma educação antirracista, contexualizada e territorializada, para fincar institucionalmente a memória de Zumbi e Dandara e Mãe Bernadete; mas para honrar, em vida, Seu Simplicio de Rio das Rãs, Givânia Maria, de Conceição das Crioulas, Dona Hilta de Lage dos Negros e Mãe Juvani do Kaonge. Que nos 30 anos da CONAQ – que representam séculos de lutas e reexistências- o Brasil possa lembrar que ele não é apenas um país negro e afrodescendente, mas um Brasil Quilombola e que por isso precisa, urgentemente, regularizar os territórios quilombolas, proteger as suas lideranças e garantir uma educação antirracista e territorializada. Viva a luta quilombola, Viva a CONAQ! *Esse é um texto de opinião publicado no “Espaço do Professor/a”, aberto a todos/as filiados/as. Como todos os textos desta seção, não necessariamente reflete a opinião política da diretoria da APUR.
APUR defende fim da escala 6×1 durante audiência pública lotada em Santo Antônio de Jesus

Entidades sindicais, sociedade civil, estudantes, políticos e demais participantes lotaram a audiência pública pelo fim da jornada 6×1, ocorrida na noite desta quarta-feira, 13, em na Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus. O evento ocorreu através do mandato do vereador Uberdan Cardoso (PT) e teve como temática “A vida do trabalhador não pode se resumir a trabalhar, dormir e repetir”. Ao fim do encontro, foi aprovado um manifesto que será construído coletivamente e enviado aos deputados federais, exigindo a votação favorável pelo fim da escala e a sua implementação imediata. O presidente da APUR, prof. David Romão, representou a seção sindical durante a audiência pública. Confira abaixo as fotos do evento:
Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Jesus realiza audiência pública pelo fim da escala 6×1, nesta quarta-feira, 13

Santo Antônio de Jesus, no recôncavo da Bahia, é mais um município a convocar a classe trabalhadora para debater o fim da jornada 6×1. Nesta quarta-feira, 13, às 19h, haverá uma audiência pública com entidades sindicais, estudantes, sociedade civil, trabalhadores/as e representantes políticos, na Câmara de Vereadores do município, a fim de debater os impactos de escalas exaustivas e o bem-estar do povo brasileiro. O evento contará com transmissão ao vivo pelo YouTube. A audiência pública, que ocorre através do mandato do vereador Uberdan Cardoso (PT), segue a temática “A vida do trabalhador não pode se resumir a trabalhar, dormir e repetir” e debaterá a construção de uma jornada mais justa, com mais dignidade e qualidade de vida. A APUR, mais uma vez, manifesta apoio às manifestações pelo fim da escala 6×1 sem redução salarial. Junte-se a causa!
APUR convoca filiados/as para Assembleia Geral no CETEC, na próxima quarta-feira, 20

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizará a Assembleia Geral sindical, na próxima quarta-feira, 20, no Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC), campus de Cruz das Almas. O encontro ocorrerá presencialmente às 13h, na sala 111, no PAV III. Os/as docentes discutirão informes pertinentes à categoria; a pauta local e estatuinte; a eleição de delegado/a para o CONAD; a eleição do Conselho Fiscal; a atualização dos/das filiados/as em conformidade com o Artigo 12 do Regimento da APUR e a atualização e uso do Fundo de Mobilização. A Assembleia Geral da APUR é o dispositivo máximo de deliberação da categoria docente na UFRB. Através da coletividade dos/das filiados/as é que o sindicato constrói as bases para a luta dos direitos dos/das nossos/as professores/as. Por isso é imprescindível que todos/as participem! Fortaleça a APUR! Filie-se!
APUR integra debates sobre o fim da escala 6×1 durante audiência pública em Amargosa

A Câmara Municipal de Amargosa sediou a audiência pública sobre o fim da jornada de trabalho 6×1, na noite desta segunda-feira, 11. O evento, que ocorreu através do mandato do vereador Zé do Sindicato (PT), contou com a presença de lideranças políticas locais, entidades sindicais, movimentos sociais, trabalhadores/as e estudantes, que debateram a necessidade da redução da escala sem cortes salariais. A participação na audiência pública em Amargosa é mais uma ação que a APUR apoia pelo fim da escala 6×1. O presidente da APUR, prof. David Romão, juntamente com a tesoureira, profa. Emmanuelle Félix, representaram a seção sindical. David conduziu a abertura da audiência pública, discursando em defesa do bem-estar e da dignidade dos/das trabalhadores/as; sobre a necessidade de descanso e mais tempo em convívio com a família; além de outros benefícios decorrentes da diminuição da carga horária de trabalho. De acordo com Emmanuelle, o compromisso da APUR é de lutar por uma sociedade mais igualitária e saudável. “Lutar pelo fim da escala 6×1 é lutar por direitos; é lutar por cultura, por sociedade, por várias condições e oportunidade para as pessoas. Ter uma saúde melhor, saúde mental, saúde física, e ter condições da cultura e lazer. Enquanto educadora, a gente luta pelas pessoas que são marginalizadas no campo do trabalho, que têm uma jornada maior e menores salários, sobretudo mulheres, que estão ali nesse processo de trabalho, excluídas das condições reais. Nós temos muitas alunas, por exemplo, que são mães sozinhas, que trabalham o dia todo e que não têm condições de estar com seus filhos, de estar em seu lar. Estamos aqui reafirmando o nosso compromisso com essa luta para que a gente possa ter uma sociedade mais saudável, mais justa e mais igualitária”, disse. A participação e o apoio às manifestações em prol do fim da escala 6×1 e sem cortes salariais fazem parte de uma mobilização nacional abraçada por entidades sociais, sobretudo o ANDES-SN, do qual a APUR integra a base. A APUR reforça que a luta coletiva e a participação da base de filiados/as é a maneira mais eficaz de pressionar o Congresso Nacional para que as pautas dos/das trabalhadores/as brasileiros/as sejam, de fato, atendidas. O evento foi transmitido ao vivo pela TV Câmara no YouTube. A gravação pode ser assistida no link abaixo.