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APUR

Diretoria da APUR entrega notificação de greve docente à Reitoria da UFRB

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), representada pela diretoria, notificou a Reitoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) sobre a deflagração de greve docente, na tarde desta quinta-feira, 9. A entrega do documento aconteceu logo após a histórica Assembleia Geral que deflagou a greve docente a partir da próxima segunda-feira, 13. O documento respeita o prazo mínimo de aviso de 72 horas antes da paralisação. A APUR convoca todos/as os/as filiados/as a permanecerem em estado de mobilização e participantes do calendário de atividades que será divulgado em breve. Precisamos da coletividade docente para continuarmos a pressionar o governo federal a atender as demandas da categoria, que incluem, dentre outras, a recomposição do combalido orçamento da UFRB e o justo reajuste para os salários docentes que seguem defasados.

Em votação histórica, docentes da UFRB declaram greve durante Assembleia Geral da APUR

Os/as professores/as da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) deliberaram por aderir à greve docente nacional, nesta quinta-feira, 9. A decisão aconteceu durante a Assembleia Geral da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), que ocorreu em Cruz das Almas. De acordo com a votação, que abrangeu filiados e não filiados, o movimento paradista começa na próxima segunda-feira, 13, respeitando o prazo mínimo de 72 horas para o início. Ao todo, 288 professores/professoras participaram da assembleia. Foram 221 votos favoráveis à greve, 36 contrárias e 9 abstenções, que totalizaram 266 votos. Após a aprovação, os/as docentes votaram sobre o início da greve. Por 191 votos favoráveis contra 44 votos contrários e 12 abstenções ficou decidido que o movimento começa nesta segunda-feira, 13, 72 horas após a notificação de greve à reitoria. Campanha salarial e recomposição orçamentária A deflagração de greve na UFRB é uma resposta ao congelamento dos salários deste ano proposto pelo governo federal, bem como a manutenção dos cortes orçamentários na instituição, que ocorrem desde o governo Temer, em 2016. É necessário e urgente que o governo volte a priorizar a educação, reconhecendo as necessidades da categoria e acatando-as. Além da UFRB, cerca de outras 50 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) também tiveram as atividades docentes paralisadas.

APUR recebe primeira resposta da presidência da República sobre carta de reivindicações docentes

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) recebeu, nesta quarta-feira, 8, a primeira resposta da presidência da República sobre a carta sindical que foi entregue no último dia 18 de abril. O documento, que foi assinado pelo Diretor de Gestão Interna, Paulo Cangussú André, foi encaminhado e será analisado pelos ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego e Previdência Social, bem como a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. A Carta de Reivindicações da APUR foi aprovada durante a última Assembleia Geral da APUR, em 26 de março. Neste documento constam desejos da categoria, incluindo as revogações da Reforma Trabalhista, da Reforma da Previdência, da Lei das Terceirizações Ilimitadas, dentre outras. A Carta da APUR é mais um instrumento de luta da nossa campanha salarial e pode ser lida na íntegra no site www.apur.org.br. O que é a Carta e como foi entregue? Na manhã de quinta-feira, 18 de abril de 2024, como parte das atividades da Jornada de Lutas dos Servidores Públicos Federais, os representantes da FASUBRA, SINASEFE e ANDES-SN, os membros de seus Comandos Nacionais de Greve e diversos representantes da base das seções sindicais e instituições do ensino superior estiveram reunidos num Café da Manhã em frente ao Palácio da Alvorada. Durante o ato, 6 representantes foram convidados a reunir-se com o gabinete da Presidência da República no Palácio do Planalto. O Andes-SN foi representado pelo professor Mário Mariano e pela professora Márcia Umpierre. Foram recebidos no anexo da vice-presidência, tendo a oportunidade de apresentar as pautas dos setores da Educação Pública Federal. Na ocasião, a professora Márcia Umpierre, representando o Comando Nacional de Greve, também fez a entrega da Carta da APUR ao Presidente Lula, aprovada por algumas seções sindicais que compõem o Fórum Renova Andes, à assessoria da presidência. No final da manhã, ficou acordado o agendamento posterior de encontro dos representantes das categorias com o Presidente Lula.

APUR participa de audiência pública na ALBA

A diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) participará da audiência pública “O Ensino Federal na Bahia e os cortes orçamentários de 2024”, que acontecerá às 9h30 desta quarta-feira, 8, no auditório Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em Salvador. O encontro debaterá a situação de crise da educação pública federal a partir do ponto de vista dos servidores que lidam todos os dias com condições precárias de trabalho. De acordo com estudo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), as universidades federais precisam de R$ 2,5 bilhões a mais no orçamento para se sustentar. Ainda conforme a associação, o orçamento deste ano é equivalente ao ano de 2008 e despreza o aumento do quadro de servidores e de estudantes que estas instituições tiveram nos últimos anos. O cálculo orçamentário deste ano vai na contramão da promessa feita durante o período de campanha do governo federal e mantém patamares muito similares ao orçamento praticado pelos governos Temer e Bolsonaro. Assembleia Geral da APUR Nesta quinta-feira, 9, a APUR realizará uma Assembleia Geral. O encontro docente ocorrerá às 9h, no auditório do PPGCI, em Cruz das Almas. Lá deliberaremos sobre a greve docente na UFRB, discutiremos a conjuntura orçamentárias das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e a campanha salarial 2024. Participe!

Porque defender a greve na educação: a greve é justa, oportuna e necessária!

Autoras: Heleni Duarte Dantas de Ávila (CAHL/UFRB) Jucileide Ferreira do Nascimento (CAHL/UFRB) Com o aumento da adesão à greve na educação, por parte de um grande número de Universidades e Institutos Federais, algumas alegações surgem, tais como: não é o momento; no governo anterior não foi feita mobilização ou pressão; esta é uma greve contra o governo Lula e muitos outros. Assim, sentimos necessidade de avançarmos neste debate e trazer argumentos que vão de encontro aos questionamentos anteriores. Reajuste zero não nos interessa! Defender a greve é defender a democracia, é defender o governo Lula! *Este é um texto de opinião publicado no “Espaço do Professor/a”, aberto a todos/as filiados/as. Como todos os textos desta seção, não necessariamente reflete a opinião política da diretoria da APUR.