APUR realiza Assembleia Geral na próxima terça-feira (10)

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) convida os/as docentes para a Assembleia Geral, que ocorrerá na próxima terça-feira, 10, às 13h30. O encontro ocorrerá na modalidade híbrida, permitindo a realização do evento em todos os campi. Serão discutidas pautas referentes à categoria; ao orçamento da UFRB; à eleição de delegado/a para o CONAD e às contas da seção sindical do ano de 2024. Participe! Os polos de encontro da Assembleia Geral, que estarão espalhados em todos os campi da UFRB, serão divulgados em breve. É necessário que toda a categoria participe da Assembleia Geral para fortalecer a nossa luta. Quem tem sindicato nunca está só!

Prezadas, A diretoria da APUR se reunirá com a assessoria jurídica na próxima semana para definir quais medidas serão adotadas. Ressaltamos que este será um processo demorado, pois envolve diversas situações. Recomendamos que, enquanto não conseguirmos a suspensão da obrigatoriedade do preenchimento da ocorrência de presencialidade, os(as) docentes continuem realizando o preenchimento do referido documento, a fim de evitar eventuais prejuízos futuros. Solicitamos, ainda, que sejam guardados todos os e-mails e documentos relacionados a este assunto, pois há a possibilidade de ingresso com ações judiciais.
VITÓRIA COM GOSTO AMARGO

Por Gabriel da Costa Ávila (APUR/CAHL/UFRB) Ganhamos, mas não me sinto muito bem… Claro, não se trata de menosprezar o tamanho da vitória das professoras e professores de Instituições Federais de Ensino da Bahia na Assembleia convocada pela diretoria da APUB. Fomos gigantes. Mas presenciar o autoritarismo, a truculência e a má fé dos dirigentes do sindicato que representa os professores da UFBA no trato com as seções e as bases do interior deixa um gosto amargo. A APUB providenciou o melhor ambiente democrático para discutir as divergências de organização sindical da categoria (risos): diversos seguranças fardados na porta do auditório e diversos advogados engravatados no palco. Proibição da entrada de colegas dirigentes sindicais, manobras burocráticas, atraso gigantesco na abertura do auditório gerando uma imensa fila de docentes tentando atravessar a barricada de funcionários e seguranças que a APUB montou na recepção do local, desrespeito aos ritos básicos da decisão coletiva em assembleia. Assembleia na qual nós, docentes federais dos diversos campi do IFBA e do IFBAIANO, da UFRB, da UFSB, da UFOB e da UNIVASF, tínhamos o direito de voz e voto. Pela prepotência soteropolitana de quem olha para o interior com lentes coloniais e pela forma como a Assembleia foi articulada, de maneira estratégica para desmobilizar as nossas bases, a diretoria da APUB não imaginava que nosso ato na área externa do auditório seria tão grande, organizado e combativo. À medida em que conseguíamos acessar o auditório, a energia da Assembleia se renovava. Os poucos professores da UFBA mobilizados pela diretoria da APUB, a maioria aposentados que já estavam acomodados no auditório, olhavam assustados aqueles “militantes radicais”, “bárbaros” vindos do sertão, do recôncavo, do baixo sul e todas as regiões do estado. “Vocês são muito mal-educados”, vociferou contra mim uma professora. É brincadeira? Os caras bolem com que tá quieto, metem um golpe e a gente tem que ser “educado”… Bom, o clima era tenso. Gritamos palavras de ordem, impedimos as tentativas de censurar a participação, garantimos o acesso livre de docentes ao espaço da assembleia com muita dificuldade, quando um professor foi cercado e encurralado contra a parede pelos seguranças (professor da própria UFBA, mas que cometeu o grave delito de ser oposição à atual diretoria da APUB). Quando finalmente a Assembleia tinha condições de começar e a diretoria da APUB percebeu que não tinha maioria para aprovar sua decisão de passar com o trator por cima da história das seções sindicais das instituições do interior, mudou de estratégia. Decidiram encerrar a assembleia. Porém, a assembleia não era da diretoria da APUB, a Assembleia era dos docentes ali reunidos e a imensa maioria decidiu legitimamente por continuar a votação, por não encerrar a Assembleia. Aí veio o momento mais surreal do golpismo sindical em curso. A diretoria da APUB não aceitou a decisão da assembleia e tentou encerrá-la no grito. Já não havia condições deuma vitória deles. A Assembleia era nossa. Eles então se retiraram, APAGARAM AS LUZES E DESLIGARAM O SISTEMA DE SOM do auditório que estava lotado, com mais de 200 colegas presentes. A primeira parte da nossa votação ocorreu sob a luz das lanternas de celular. Realmente, é difícil crer que eles tenham capacidade de representar a Bahia se eles mal tem capacidade de reconhecer a nossa existência. Ao final desse show de horror gratuito proporcionado pela diretoria da APUB, conseguimos conduzir a votação. Todos os três pontos foram derrotados (ZERO votos favoráveis, 196 votos contrários e três abstenções) já que eles – exercendo novamente sua melhor tradição democrática – se retiraram da Assembleia diante da derrota iminente. Ganhamos, mas ainda não acabou. A diretoria da APUB continua escondendo a verdade sobre as suas intenções e as implicações da decisão e já está, desde ontem à noite, veiculando a sua “narrativa” sobre os fatos. O principal elemento farsesco desse discurso é, justamente, tentar colar a ideia de que a Assembleia foi interrompida. Não foi. Ela foi abandonada pela diretoria da APUB – que avaliou que a covardia era a melhor estratégia no momento. *Este é um texto de opinião publicado no “Espaço do Professor/a”, aberto a todos/as filiados/as. Como todos os textos desta seção, não necessariamente reflete a opinião política da diretoria da APUR.
Professores/as da UFRB e das demais instituições federais da Bahia derrotam a tentativa de criação de sindicato estadual

Ontem, 22 de maio de 2025, entrou para história do movimento docente federal da Bahia. Mais de 200 professores/as compareceram na Assembleia aberta a todos/as professores/as do Estado convocada pela APUB/UFBA, que tinha como objetivo transformar a APUB/UFBA num sindicato estadual, à revelia dos interesses da APUR e das demais organizações sindicais da Bahia. A Assembleia começou bastante disputada, não podia ser diferente, já que a maioria dos presentes não tinha nenhuma informação de como ela seria conduzida e suas regras, uma vez que sua convocação foi feita às escondidas, e sem nenhum diálogo com as representações sindicais das demais instituições do Estado. Apesar deste ambiente de dúvidas, a Assembleia se iniciou dentro de uma normalidade, não houve nenhuma ocorrência de impedimento de credenciamento, todos/as professoras tiveram acesso ao plenário com segurança. Um fato é preciso destacar, a maioria significativa dos presentes estampavam nas suas camisas, adesivos, bandeiras e palavras de ordem uma posição explícita contrária aos interesses da diretoria da APUB/UFBA que convocou e estava conduzindo a assembleia. Após a segunda chamada, às 14:30, com o auditório cheio, com base num acordo, foi prorrogado o início por mais de 20 minutos, com o intuito de garantir a entrada de professores/as que ainda estavam no credenciamento. Aí, acontece nossa surpresa, a presidenta da APUB/UFBA, que estava como responsável para dirigir a Assembleia, retoma a palavra para informar que estavam cancelando a Assembleia, sem nenhuma consulta ao plenário lotado. Contraditoriamente, no momento em que a plenária se encontrava mais tranquila e preparada para o início dos debates. A direção da APUB/UFBA, certamente, fez a conta que eram minoria e que suas propostas seriam derrotadas no voto democrático de um Assembleia presencial. Para evitar essa fragorosa derrota, optou por sabotar a própria Assembleia convocada por eles na surdina. Confirmando as suas intenções antidemocráticas já denunciadas nos dias que antecederam a Assembleia. Diante da rejeição da direção da APUB/UFBA de dirigir a Assembleia, e sua fuga do espaço em ato contínuo, em respeito a soberania da Assembleia, os professores/as presentes, previamente cadastrados, pela própria APUB/UFBA, resolveram seguir e colocaram em votação os três pontos da pauta presentes na convocação, que obteve 196 votos contrários para os três pontos, maioria esmagadora dos presentes. É preciso ressaltar que a iniciativa da direção da APUB/UFBA foi eivada de ações antidemocráticas, desde a convocação na surdina. Durante os dias que antecederam a Assembleia, nós da direção da APUR, tanto na segunda-feira em reunião com a direção da APUB intermediada pela CUT/Bahia, como na quarta em reunião com todas as representações sindicais do Estado, incluindo a APUB/UFBA, solicitamos à direção da APUB/UFBA o cancelamento da Assembleia, para que os mesmos dessem um aceno que estavam dispostos a começar um diálogo com as demais representações, ao invés de querer impor sua vontade, algo que a soberba da atual direção da APUB/UFBA não aceitou. Inspirados nos povos do Recôncavo, uma grande delegação de professores/as da UFRB seguiram à Salvador para impedir essa tentativa de golpe, “com tiranos não combinam brasileiros corações”, em defesa da democracia e do respeito à autodeterminação, à liberdade sindical dos professores/as federais da Bahia. A grande unidade com os demais colegas da IFE do nosso Estado, principalmente do interior, representados/as pelo SINASEFE, pelo SINDUFSB, pelo SINDUNIVAF, pela ADUFOB, e com o apoio e solidariedade de demais colegas do ANDES/SN e da UFBA, conseguimos ganhar a Assembleia, e manter o respeito de autonomia e auto-organização de cada representação atualmente existente. A autonomia de organização da base docente da APUB/UFBA não pode atacar a autonomia dos professores e professoras das demais IFE. Se saia APUB, os colonizadores já foram expulsos faz tempo, os/as professores/as da UFRB já tem sindicato!
Conheça a nova Diretoria Executiva da APUR

Na última sexta-feira, 16, a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) empossou a nova Diretoria Executiva, que conduzirá a seção sindical do ANDES no Recôncavo da Bahia pelo biênio 2025-2027. A nova direção é composta por oito professores e professoras de diferentes Centros da UFRB que formaram a chapa “Unificar para Avançar”. Mas você já conhece todos os integrantes? Caso contrário, não tem problema. Logo abaixo, preparamos uma breve apresentação sobre nossa nova diretoria. Confira: A Diretoria Executiva da APUR é formada por 8 cargos: presidência; vice-presidência; Secretaria; Suplência da Secretaria; Tesouraria; Suplência da Tesouraria; Direção Executiva e Suplência na Direção Executiva. Para estes cargos foram eleitos os/as docentes: • Presidente – prof. David Romão Teixeira (CFP/Campus Amargosa) • Vice-presidenta – profa. Talita Lopes Honorato (CCAAB/Campus Cruz das Almas) • Secretária: profa. Maíra Lopes dos Reis (CFP/Campus Amargosa) • Suplente da Secretária: prof. Juliano Pereira Campos (CETEC/Campus Cruz das Almas) • Tesoureira: Emmanuelle Félix dos Santos (CFP/Campus Amargosa) • Suplente da Tesoureira: prof. Éder Pereira Rodrigues (CCS/Santo Antônio de Jesus) • Diretor Executivo: prof. Luis Henrique Barbosa Leal Maranhão (CECULT/Campus Santo Amaro) • Suplente do Diretor Executivo: prof. Gabriel da Costa Ávila (CAHL/Campus Cachoeira/SãoFélix). David Romão Teixeira Doutor em Educação. David é professor adjunto do Centro de Formação de Professores (CFP/UFRB), localizado em Amargosa. Talita Lopes Honorato Doutora em Engenharia Química. É professora adjunta da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, atuando no Centro de Ciências Agrárias e Ambientais e Biológicas (CCAAB-Cruz das Almas). Maíra Lopes dos Reis Professora Assistente da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) – Centro de Formação de Professores (CFP), Campus de Amargosa. É doutoranda no Curso de Pós Graduação em Estudos Interdisciplinares em Mulheres, Gênero e Feminismo. Juliano Pereira Campos Doutor em Cosmologia e professor Doutor Associado I do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC- Cruz das Almas). Emmanuelle Felix dos Santos Doutoranda em Linguística. Atua no Centro de Formação de Professores (CFP – Amargosa). Éder Pereira Rodrigues Doutor em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas. Atua como professor adjunto no Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRB), em Santo Antônio de Jesus. Luis Henrique Barbosa Leal Maranhão doutorando em Comunicação Audiovisual. É professor assistente no Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT/UFRB), campus Santo Amaro. Gabriel da Costa Ávila Doutor em História. Atua como professor adjunto no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL/UFRB), Centro localizado nos municípios de Cachoeira e São Félix. Obs: As informações acima foram retiradas do site Escavador. Plano de Governo Durante o processo eleitoral, a chapa “Unificar para Avançar” divulgou o plano de governo que pretende implementar nos dois anos de gestão. O material discorre sobre a conjuntura político-social mundial e sobre as condições de trabalho enfrentadas pelos/as docentes, bem como a necessidade de melhorá-las. Veja o plano completo abaixo: