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APUR

APUR PARTICIPARÁ DO 2 DE JULHO EM SALVADOR

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) participará do cortejo do 2 de julho em Salvador. Os festejos em comemoração à Independência da Bahia são comumente marcados por manifestações de diversos setores da sociedade. Como em outros anos, a APUR estará presente reivindicando o atendimento às demandas da classe trabalhadora, em especial da categoria docente. Os/as professores/as que estiverem interessados em participar da manifestação devem entrar em contato pelo endereço eletrônico da associação: apurdiretoria@gmail.com ou pelo telefone: (75) 3621-4473.

POUCO AVANÇO NAS NEGOCIAÇÕES COM A REITORIA

A diretoria da APUR se reuniu presencialmente com a reitoria da UFRB na manhã do dia 01 de junho, no prédio da reitoria, para tratar da pauta local docente. Essa pauta vem sendo construída desde o ano passado, através de reuniões sindicais e visitas aos centros, visando apresentar as reivindicações da categoria em relação às condições para o retorno presencial e de trabalho. Na última mesa de negociação, ocorrida em dezembro, a reitoria se comprometeu a responder nossas solicitações e foi informada que iríamos encaminhar demandas relativas às condições para o retorno presencial, o que fizemos em 11 de março. Diante da ausência de resposta e com o início do semestre letivo, a diretoria da APUR cobrou a realização de reunião para tratarmos da pauta da categoria. Lamentavelmente, a Reitoria não apresentou resposta a maioria das nossas reivindicações. Nenhuma das demandas pendentes da mesa de negociação de dezembro foi encaminhada. A diretoria manifestou sua profunda insatisfação em relação à forma como a pauta docente vem sendo tratada pela atual gestão da UFRB. Pautas importantes não foram respondidas como a criação de normativa acerca das análises dos PIT e RIT, a normatização do tempo de exposição a telas, o problema de desvio de função de docentes, a acessibilidade para atividades remotas nos centros, dentre outras. A diretoria da APUR estará dialogando com a categoria estratégias para avançarmos nessa negociação e no atendimento das nossas reivindicações junto à Reitoria. Na próxima assembleia será apresentada a situação de cada ponto de pauta. SÍNTESE DA PAUTA Aquisição de microfones e caixas amplificadas para as salas de aula – O reitor informou que está reivindicação está atrelada a situação da pandemia, sendo esse um cenário que, sob a avaliação do Comitê de Acompanhamento e Enfrentamento à Covid-19 e do Grupo de Trabalho de Monitoramento da COVID-19 da UFRB, evoluiu positivamente, e com a flexibilização das máscaras, e diante da situação de bloqueio orçamentário em que se encontra a universidade, a avaliação é de que esse é um ponto não mais urgente. Disponibilização das decisões tomadas pelo Comitê COVID – A Reitoria assegurou que a partir de agora irá encaminhar à APUR as decisões e orientações emitidas pelo Comitê de Acompanhamento e Enfrentamento à Covid-19. Aquisição e conserto de ventiladores – Foi informado estão sendo instalados ventiladores nas salas, inclusive em alguns centros isso já foi concluído, bem como a manutenção necessária daqueles que apresentam problema. Rede local de internet – Quanto à internet, segundo a Reitoria, está sendo feita uma otimização em todos os Centros, com troca de aparelhos para melhorar a rede Wi-Fi Condicionalidades para afastamento (PIT e RIT) – Diante da orientação produzida pela PROGEP que condiciona os afastamentos para capacitação à homologação dos PIT e RIT, mesmo sem normatização para apreciação desses documentos, a diretoria da APUR solicitou que essa orientação fosse suspensa imediatamente. A Reitoria se comprometeu a dar uma resposta ainda esta semana sobre essa demanda. Pauta CETENS – A Reitoria informou que foram realizadas melhoria na rede local de internet, foram construídos quiosques para convivência e os aparelhos de ar-condicionado foram reparados. Pauta CECULT – A Reitoria informou que foram feitas as instalações de ventiladores, pintura, e que o muro foi substituído por um gradil. Sobre a regularização do abastecimento de água no Centro, a Reitoria atendeu à reivindicação da APUR e realizou intervenção para normalizar o abastecimento de água. Pauta CFP – Sobre as reinvindicações do CFP, em relação à aquisição de kits para o trabalho no laboratório de química, o Reitor informou que entrou em contato com o responsável pelo setor, e foi informado que não chegou nenhuma solicitação formalizada para a aquisição desses materiais. Na questão da instabilidade de energia, o reitor reforça que não há previsão de resolução por completo em função de insuficiência orçamentária, mesmo motivo que explica a não previsão para conclusão das obras do Complexo Esportivo, que já se arrastam há mais de 10 anos. Em relação à reivindicação da APUR para reforma no pavilhão de aulas do centro, a reitoria informou que a obra está em andamento com previsão de conclusão para as próximas semanas. CCAAB e CETEC – A respeito dos Centros de Cruz das Almas, o reitor reconheceu que os prédios estão em situações precárias. A diretoria da APUR destacou que entende ser prioridade solucionar, urgentemente, os problemas de infiltração nos diferentes prédios, especialmente no prédio que abriga os laboratórios de Biologia. A Reitoria informou que estão fazendo estudos dos custos para realizar essas obras, mas ainda sem previsão para dar início às reformas. Como mencionado, as demais reivindicações da categoria não foram respondidas na mesa de negociação. A desvalorização da Reitoria em relação à pauta docente não implica apenas na dimensão das condições de trabalho, o que já seria um elemento grave, mas na própria consecução das atividades finalísticas da UFRB. A diretoria da APUR estará apresentando a situação detalhada de cada ponto de pauta na próxima assembleia e construindo em conjunto com a categoria encaminhamentos para avançarmos nessa negociação.

A COMUNIDADE DA UFRB EXIGE A REVERSÃO DOS CORTES E DEMONSTRA DISPOSIÇÃO EM CONTINUAR LUTANDO

Professores/as, estudantes e demais trabalhadores de todo o país protestaram e ocuparam as ruas nesta quinta-feira (09/06) contra os cortes orçamentários na educação e a proposta de cobrança de mensalidades nas universidades públicas. A APUR, a ASSUFBA e o movimento estudantil realizaram atos em Cruz das Almas, Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Cachoeira e Feira de Santana. A comunidade da UFRB demonstrou disposição em lutar para que o Governo Bolsonaro desbloqueie o orçamento das universidades federais. Palavras de ordem como “Educação não é mercadoria”, “Educação essencial, ô Bolsonaro tira a mão federal” e “Fora Bolsonaro” entoaram durante os atos no Recôncavo da Bahia. Foram realizadas panfletagens, plenárias conjuntas, blitz e passeata pelas ruas. Segundo o professor Arlen Beltrão, presidente da APUR, caso o bloqueio seja mantido “a UFRB não terá condições de manter suas atividades até o final do ano, bolsas serão cortadas, trabalhadores terceirizados serão demitidos, pesquisas e atividades de extensão serão interrompidas, além de precarizar ainda mais as condições de trabalho. Uma verdadeira catástrofe para nossa universidade! Não há outra saída que não seja lutar contra esses cortes. A comunidade da UFRB enviou um forte recado ao Governo Bolsonaro: não aceitará que as verbas da UFRB sejam cortadas. Professores/as, técnicos/as e estudantes estarão em mobilização permanente e demonstraram disposição em realizar atos ainda maiores, se não houver o desbloqueio do orçamento”. 7,2% do orçamento das universidades federais permanecem bloqueados. Segundo o MEC, 3,2% do orçamento discricionário será remanejado para outros órgãos para pagamento de despesas obrigatórias, representando uma perda de mais de R$ 220 milhões para as universidades federais. A APUR continuará apoiando e construindo as ações necessárias de luta até a reversão destes cortes. CRUZ DAS ALMAS SANTO ANTÔNIO DE JESUS AMARGOSA CACHOEIRA

APUR DENUNCIA OS CORTES NA UFRB E CONVOCA A COMUNIDADE PARA AS MOBILIZAÇÕES NO DIA 09 DE JUNHO

Nesta sexta-feira (3), o professor Arlen Beltrão, presidente da APUR, participou do programa Microfone Aberto da rádio Santa Cruz FM para abordar os cortes no orçamento da UFRB realizado pelo Governo Federal, e também tratar da PEC 206/2019, que propõe cobrança de mensalidade nas universidades públicas. O professor Arlen explicou que os cortes de 3,2 Bilhões no orçamento do MEC e de, aproximadamente, 6 milhões no orçamento da UFRB precisam ser contextualizados, para compreendermos a gravidade dessa medida. Pois, o orçamento da UFRB vendo sendo reduzido sistematicamente nos últimos anos e aquilo que estava previsto já eram insuficientes para desenvolvermos nossas atividades com qualidade. Para se ter ideia, em 2014 a UFRB teve um orçamento de 78 milhões, e agora para 2022 estavam perspectivados 44 milhões. Ao bloquear 6 milhões, a UFRB receberia menos da metade que recebeu há 8 anos. O professor Arlen salientou ainda que o único caminho para se reverter esses cortes, na avaliação do sindicato, é construir uma forte mobilização assim como fizemos no chamado tsunami da educação, durante o governo Temer, que na ocasião fez o governo recuar. Nossa tarefa nesse momento é aumentar a pressão sobre o Governo Federal, cobrando das lideranças políticas locais e dos parlamentares compromisso com essa pauta, dialogando com a comunidade do recôncavo, ocupando as ruas, para exigir o desbloqueio imediato do orçamento da UFRB e das universidades federais. A APUR em conjunto com a ASSUFBA e o movimento estudantil estarão organizando nos diferentes Centros da UFRB, no próximo dia 09 de junho, mobilizações que compõem o dia nacional de luta contra os cortes e contra a cobrança de mensalidade nas universidades. É imprescindível a participação de todos e todas, vamos defender A UFRB! A íntegra da entrevista pode ser acessada no link abaixo. Quem tem sindicato nunca está só!

EXIGIMOS O DESBLOQUEIO IMEDIATO DO ORÇAMENTO DA UFRB E DEMAIS UNIVERSIDADES FEDERAIS

O Governo Federal promoveu mais um brutal ataque à educação brasileira nessa semana, ao efetuar um corte de aproximadamente R$ 3,23 bilhões no orçamento do Ministério da Educação (MEC) para o corrente ano. Desse montante mais de 1 bilhão de reais atinge o orçamento já deficitário das Instituições Federais de Ensino. Foi determinado um bloqueio linear de 14,5% no orçamento discricionário das instituições, que na UFRB representa cerca de 6,6 milhões de reais. Caso esse corte não seja revertido, o funcionamento da nossa universidade ficará ainda mais comprometido. Certamente observaremos agravamento nas já precárias condições de trabalho, com implicações diretas na nossa produção acadêmica e maior dificuldade no acesso e na permanência estudantil, dentre vários outros prejuízos incalculáveis. Essa medida só ratifica que o Governo Bolsonaro é o inimigo número 1 da educação pública brasileira, particularmente das universidades públicas. Ela se associa a outras medidas, como a PEC 206/2019, que visa instituir a cobrança de mensalidade nas universidades públicas, e o Reuni Digital, que propõe a ampliação da rede via ensino à distância em vez do ensino presencial. Caso o Governo Bolsonaro e os defensores destas propostas estivessem preocupados realmente com as Instituições Federais de Ensino Superior, ao contrário de promover sucessivos cortes desde o primeiro dia de governo, estariam ampliando o orçamento das IFES. Caso estivessem interessados que os ricos contribuíssem com o ensino público, taxariam as grandes fortunas e os bens de alto valor, destinando essas receitas à educação pública. No fundo, querem precarizar ainda mais nossas instituições para avançar nos diversos processos de privatização. É imprescindível defender a UFRB, umas das maiores conquistas do povo do Recôncavo da Bahia. É vital defendermos as Universidades Públicas! Exigimos que o Governo Bolsonaro desbloqueie imediatamente o orçamento da UFRB e das demais instituições federais de ensino. Nós da direção da APUR nos colocamos à disposição e conclamamos toda a comunidade universitária a construirmos a mobilização necessária para revertermos esse covarde ataque à UFRB. Assim como fizemos durante o Governo Temer, ao realizarmos o chamado Tsunami da educação, acreditamos que é possível derrotar o Governo Bolsonaro. O 09 de junho será dia nacional de lutas contra a cobrança de mensalidade nas universidades públicas e cortes nas federais, convocado pela UNE e que apoiaremos. Convocamos todos e todas a participarem das mobilizações. Quem tem sindicato nunca está só! EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA! UNIVERSIDADE PÚBLICA MUDA VIDAS! RESISTIREMOS! #EudefendoaUFRB #contraoscortes #FORABOLSONARO #9J PELA EDUCAÇÃO! DIRETORIA DA APUR