APUR

APUR discute fluxo de demandas e denúncias de assédios com Ouvidoria da UFRB

A diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou uma reunião com a Ouvidoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), nesta segunda-feira, 13. O encontro ocorreu remotamente e discutiu os fluxos de demandas docentes e o fortalecimento do órgão. Após o diálogo, o próximo passo sindical é a realização de uma reunião com a Corregedoria da universidade. Dentre os assuntos discutidos com a Ouvidoria estavam a redução dos ruídos comunicacionais entre o órgão e os/as docentes, além do fluxo de denúncias sobre assédios. Sobre os assédios, a diretoria debateu quais são os critérios necessários para a admissão de uma denúncia; qual é o prazo máximo para a avaliação da admissão; bem como as questões fundantes para orientação e proteção das vítimas. Próximo passo A partir da reunião com a Ouvidoria, a diretoria realizará um diálogo com a Corregedoria da UFRB, a fim de alinhar a escuta e a atuação em favor dos/das docentes.

Docentes recebem reajustes salarial e de auxílios em maio resultado da greve de 2024

Os/as professores/as federais receberão, já no próximo mês de maio, 3,5% de reajuste salarial linear, o aumento de auxílios e a continuação da reestruturação da carreira. A atualização remuneratória é resultado da greve docente de 2024 em que a APUR somou forças e participou do processo de negociação com o Ministério de Gestão e Inovação (MGI) através do ANDES-SN. A reestruturação da carreira garantiu a criação de uma classe de entrada, a fim de atrair novos/as professores/as, bem como as mudanças nos percentuais de progressão (steps), que também garantem acréscimos salariais, por isso teremos índices diferentes de reajuste entre os níveis que irão variar de 3,5 a 6,15%. Auxílios A união docente federal também resultou na correção dos auxílios alimentação, que passará a R$ 1.192; pré-escolar (com atualização para R$ 526,34); e assistência à saúde suplementar (que deverá alcançar a média de R$ 213,78). Atualização contribuição sindical A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) informa aos/às seus/suas filiados/as a atualização da contribuição sindical após o reajuste. O percentual ainda continuará sendo 1% sobre o salário bruto (vencimento básico mais retribuição por titulação) e será debitado neste mês de maio. Reforçamos que a contribuição sindical é essencial para fortalecer a luta em prol das nossas pautas internas e externas, bem como manter a estrutura da nossa seção sindical em pleno funcionamento. Só desta forma, podemos representar dignamente os/as docentes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e lutar por um projeto de educação público, de qualidade e valorizador.

Entidades repudiam bombardeios dos EUA e de Israel contra instituições de ensino no Irã

O Andes-SN, a APUR e mais de 30 outras entidades compartilham uma nota de repúdio aos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra universidades e centros de estudos no Irã. O documento foi divulgado nessa quarta-feira, 8, e denuncia que a Universidade Imam, Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã e a Universidade de Tecnologia de Isfahan estão entre as instituições atingidas por mísseis. Além disso, há registros de que mais de 150 estudantes foram assassinadas durante um bombardeio brutal à Escola Feminina Shajareh Tayyebeh (Minab). Confira abaixo a nota na íntegra: Repúdio aos bombardeios dos EUA e de Israel às Universidades e Escolas do Irã O ataque militar unilateral lançado pelos EUA e por Israel contra o Irã em 28/02/2026 tem escalado a cada dia e cada vez mais alvejado sua população civil e instituições sociais. Várias universidades e centros de estudos do Irã têm sido deliberadamente bombardeadas. Entre as instituições criminosamente atingidas pelos mísseis dos EUA-Israel, destacam-se a Universidade Imam, Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã e Universidade de Tecnologia de Isfahan.  Logo no primeiro dia desta guerra, aliás, a Escola Feminina Shajareh Tayyebeh (Minab) foi devastada com os brutalmente destrutivos mísseis norte-americanos Tomahawk, tendo mais de 150 de suas jovens estudantes assassinadas. Tais atos de destruição seguem, pois, o mesmo padrão daqueles ocorridos, recentemente em Gaza, quando as Forças Armadas de Israel (FDI) destruíram as 12 universidades ali existentes – e seguem agora fazendo no Líbano. Repudiamos com veemência tais ataques e interpelamos toda a comunidade acadêmica brasileira a denunciar o escolasticídio que EUA e Israel têm desenvolvido contra o Irã. Por meio da destruição de escolas, universidades, bibliotecas e centros de pesquisas pretendem apagar a memória, a cultura, a soberania científica e tecnológica e o futuro do povo e da nação iranianas. A barbárie cultural em curso contra o Irã – Nação dotada de uma rica e milenar cultura é, definitivamente, um crime contra a humanidade. Pelo fim imediato dos bombardeios contra o Irã! Toda solidariedade aos docentes, pesquisadores, acadêmicos e estudantes iranianos! Primeiros signatários: ANDES – SN (Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior) Adcac (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Catalão) Aduemg (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Minas Gerais) Aduems (Associação dos docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso do Sul) Aduenp (Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte do Paraná) Adufabc (Associação dos Docentes da Universidade Federal do ABC) Aduferpe (Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco) Adufepe (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco) Adufmat (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso) Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Adufop (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Ouro Preto) Adufpb (Associação dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba) Adufrj (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro) Adufs (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe) Adufu (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia) Adunemat (Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Mato Grosso) Adunicamp (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Campinas) Adunicentro (Associação dos Docentes da Universidade do do Cento-Oeste do Paraná) Adunifesp (Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo) Adunioeste (Associação dos Docente da Universidade Federal do Oeste do Paraná) Apur (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Recôncavo) Asduerj (Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro) Sesduem (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Maringá) Sindcefet-MG (Sindicato dos Docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) Sesunila (Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Integração Latino Americana) Sindiprol/Aduel (Sindicato de Docentes da Universidade Estadual de Londrina) Sinduece (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Ceará) Sinduepg (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa) Sindunespar (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Paraná) Apropuc (Associação dos Professores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Anpuh (Associação Nacional de História) Cebes (Centro Brasileiro de Estudos de Saúde) SEP (Sociedade Brasileira de Economia Política)

IV Encontro de Professoras da APUR debate violência de gênero, racismo e desigualdades

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou, na última terça-feira (31/04), o IV Encontro de Professoras. O evento, que teve como tema “Prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres na universidade”, contou com a participação de docentes que debateram violências contra a mulher, racismo e as desigualdades de gênero. A iniciativa da APUR faz parte da campanha sindical “Mulheres vivas, feminicídio não!”. Participaram da mesa de debates as professoras Ana Cristina Givigi (UFRB); Deise Queiroz da Silva (UFRB); Katia Maria de Aguiar Barbosa (UNEB); Yérsia Souza de Assis (UFRB); da mediadora e vice-presidenta da APUR, Talita Lopes Honorato (UFRB), além de professoras/es filiadas/os. Luta histórica A mesa de debates foi aberta pela professora Ana Cristina Givigi, que mencionou o nome de mulheres que sofreram diferentes tipos de violência durante o Golpe Militar-Empresarial de 1964. A fala fez referência aos 62 anos do início da ditadura militar em 31 de março. De acordo com a docente, começar o IV Encontro de Professoras citando mulheres é uma forma de visibilizar o protagonismo feminino na construção do Brasil. “Lembrar das nossas (mulheres) que foram esquecidas durante os movimentos sindicais; durante os movimentos contra a ditadura; durante toda a luta sindical; durante a luta pela terra. Os momentos políticos desse país sempre tiveram mulheres na sua construção. Porque a construção do movimento não é só quando sai para a passeata. É também na criação do processo formativo. Desde a infraestrutura ao arranjo, à preparação, até mesmo à exposição. Mas lá na ponta a visibilidade é dada aos homens. […] Entender a luta política como um processo é relembrar as nossas mortas e vivas presentes no movimento de resistência contra a ditadura porque nós estamos pensando nesse processo de vencer o golpe todos os dias”, disse. Fator socioeconômico A segunda professora a debater o enfrentamento das violências contra as mulheres foi Deise Queiroz da Silva, que trouxe vivências sobre a carreira universitária, gênero e raça. Conforme a docente, além das já debatidas violências que atravessam o cotidiano de mulheres, as mulheres negras, sobretudo, também podem sofrer violência financeira causada pelo fator socioeconômico. “O fator econômico tem grande impacto porque as mulheres mais empobrecidas fazem parte de famílias empobrecidas. A partir dessa lógica, o salário docente, que naturalmente melhora a situação financeira, em destaque à remuneração do resto da família, não garante só a família nuclear, se estende para a parentalidade. A consequência disso é que um recurso que poderia ser significativo acaba sendo dispersado para dar condições aos demais. Isso é um fator de peso. Quando nós, docentes negras, temos, por exemplo, um problema de saúde familiar em que precisamos dispor de um(a) cuidador(a), não temos esse valor disponível. Além disso, temos o trabalho doméstico, o trabalho do cuidado, que influenciam na disponibilidade da nossa produção acadêmica. É uma relação que parece distante, mas que, na verdade, está completamente entrelaçada nas relações de trabalho que recaem em algumas experiências, em algumas identidades. Mulheres negras, nós somos as que estão mais suscetíveis a acumular as diversas modalidades de trabalho disponíveis”, enfatizou. Violências política e psicológica Já a representante externa da UNEB, professora Katia Maria de Aguiar Barbosa, trouxe a perspectiva das violências política e psicológica que atravessam a experiência universitária das mulheres. “Esses dois tipos de violência estão interligados porque, à medida que a mulher é atacada por exercer um poder político, por estar em um espaço decisório, não deixa de ter também o sofrimento de uma violência psicológica. É muito importante criarmos espaços de debate sobre isso e junto com nossos colegas professores do sexo masculino. É importante que eles saibam como nos sentimos e como é nosso ponto de vista a respeito disso. Eu fiz um recorte sobre estes dois tipos de violência na minha fala porque existe um marco legal que tipifica estes crimes. São leis de 2021 e acho que vale a pena informar à categoria e levar essa discussão adiante”, explicou. Conscientização para além da universidade Por fim, a professora Yérsia Souza de Assis contemplou a dificuldade em levar movimentos de conscientização sobre as violências de gênero para fora da universidade. Yérsia citou experiências realizadas com o público adolescente e a importância de iniciativas externas. “A partir da produção de conhecimento que a gente tem no ambiente acadêmico, a experiência que nós professoras, mulheres e mulheres negras, temos dentro do campo da educação, do ensino superior… a gente consegue contribuir externamente com a nossa própria experiência e com a disputa dos sentidos, da política e das demais questões. A universidade é um espaço singular porque permite que nós façamos esse tipo de enfrentamento que, às vezes, no mundo social, é mais difícil. Como estamos imbuídas nesse papel de educadoras universitárias, conseguimos disputar, problematizar e fazer críticas importantes”, concluiu. Confira abaixo algumas fotos do IV Encontro de Professoras da APUR:

Confira resumo das discussões da primeira negociação de pauta local deste ano entre APUR e a gestão da UFRB

A direção da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) se reuniu com a reitoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) para discutir a pauta docente local, na última quinta-feira, 19, em Cruz das Almas. As reivindicações expostas durante o encontro foram aprovadas na última Assembleia Geral da seção sindical de 2025. De acordo com a diretoria, além de acompanhar o andamento dos acordos feitos, um dos objetivos seguintes é de retomar as visitas aos centros de ensino para ouvir a categoria. Estiveram presentes a Reitora Georgina Gonçalves, o professor Sílvio Soglia (Assessor), e o professor Fabrício Fontes (Chefe de Gabinete), representando a administração central; pela APUR estiveram presentes o professor David Teixeira, a professora Talita Honorato, e o professor Juliano Campos. Discutiu-se incialmente a conjuntura nacional, e logo abordamos o primeiro ponto relacionado a Orientação para as atividades que requerem os servidores técnicos no período da greve. A APUR reforçou sua posição de apoio ao movimento grevista e cobrou da reitoria orientações para comunidade no período da greve. Após discussão a reitoria, concordou em apontar orientações específicas conforme as demandas forem chegando na administração central. Assim ficou acordado quem tiver demandas específicas encaminhem para as Pró-reitorias responsáveis pelo tema, que as mesmas darão as orientações devidas. Uma pauta importante que estamos negociando desde o ano passado e ainda precisamos chegar numa conclusão é  que a UFRB igual em todos os lugares – padronização de atendimento e funcionamento das instâncias, em especial nos casos dos colegiados, NDE, e áreas de conhecimento. A diretoria da APUR insistiu que não é possível que o suporte técnico seja diferenciado nas instâncias comuns em cada Centro de Ensino, que a UFRB tem que ser uma só no que se refere às condições de trabalho docente. Em resposta a Reitoria acatou encaminhar imediatamente uma encomenda à PROGEP para identificar como se dá o funcionamento e o atendimento em cada Centro de Ensino, para que seja apresentado numa comissão a ser formada que criará uma padronização comum. Na última assembleia da APUR em dezembro de 2025, apareceu novamente a demanda relacionada às Condições do ensino na alternância nos cursos  de Educação do Campo, com destaque a disponibilidade de transporte para o acompanhamento aos estágios e as atividades do Tempo Comunidade obrigatória dos cursos, inclusive com distâncias superiores a 600km de deslocamento. A Reitoria reconheceu a especificidade destes cursos, ressaltou que no final de 2025 precisou adotar medidas de contingenciamento relacionado aos transportes, mas tem acordo que precisa de uma solução administrativa que atenda as peculiaridades destes cursos. Por isso, apontou que em virtude de parceiras conseguiram uma nova Van para o CETENS, o que ajudará a desafogar a fila de pedidos, e que nas próximas duas semanas irá construir um ordenamento que viabilize o atendimento às solicitações dos cursos em questão. Uma pauta importante apareceu nas visitas aos Centros de Ensino, que foi a necessidade de uma Política de segurança da UFRB. A direção da APUR apresentou os problemas informados de cada campus, e a urgência de se ter protocolos e orientações de como proceder diante dos episódios já conhecidos. A Reitoria apontou a delicadeza deste debate, em virtude de tudo que está implicado, mas informou que existe protocolos e procedimentos que talvez precisem ser melhor divulgados. Reforçou que parte dos problemas são atribuições da segurança pública e que eles estabelecem contatos com  os agentes responsáveis sempre que necessário. Como encaminhamento a Reitoria se comprometeu em organizar uma formação com as equipes responsáveis de cada Centro de Ensino, e também irá dialogar com a PROGEP ações de acolhimento para os/as servidores/as. Sobre a FUC de coordenador a diretoria da APUR cobrou um prazo para solucionar a ausência de 7 das 26 funções que faltavam. Em resposta a Reitoria informou que deslocaram duas outra Funções Gratificadas de outras unidades administrativas da UFRB para garantir que todos os cursos de Pós-graduação Acadêmicos também recebessem, com esta medida, hoje, só os cursos de Pós-graduação em Rede onde a sede não é na UFRB estão sem receber, num total de 5 faltantes. A Reitoria informou que já enviou ofício a CAPES para discutir a caracterização destes cargos e as responsabilidades de cada instituição. A direção da APUR reforçou que aguardará o retorno desta comunicação, e que reconhece que estes coordenadores/as devem ser remunerados pela função exercida. A tempo também informamos que estamos aguardando despacho do Desembargador referente nossa Ação Judicial, que em positivo iremos agir na busca dos pagamentos retroativos. Retomamos a discussão em torno da Estatuinte da UFRB, na mesa de negociação do ano passado tinha sido acordado uma primeira atividade junto as ações de 20 anos da UFRB, o que não aconteceu. Diante disso, a Reitoria se comprometeu a realizar uma primeira atividade até o fim do mês de maio de 2026, com o intuito de repensar a forma e o conteúdo desta Estatuinte. A direção da APUR ainda solicitou duas informações importantes, sobre o Orçamento 2026, e as situação da conclusão das obras em andamento. A Reitoria reforçou que embora o presidente Lula tenha revertido o corte feito pelo Congresso Nacional, a situação ainda é muito crítica, segue um constrangimento orçamentário desde 2015. A Reitora reforçou que é urgente um movimento nacional para exigir uma nova política de financiamento das IFEs, que garanta um mínimo de estabilidade e que não deixe as instituições reféns de Emendas Parlamentares para execução de despesas regulares. A direção da APUR informou que o ANDES-SN está promovendo ações para colocar o financiamento das IFEs no centro da pauta, e que de fato exigirá um grande empenho político de todas as representações da comunidade para pressionar o governo federal. Em relação as obras inconclusas, a Reitoria informou da entrega do pavilhão administrativo do CCS no dia 17/03, e apontou que das obras antigas em andamento, só o Complexo Esportivo do CFP ainda segue sem uma data de conclusão, ainda que mesmo com dificuldades a obra siga em andamento, estão tomando medidas que possam garantir a conclusão da obra e para