A APUR tem recebido, constantemente, queixas referentes aos processos de afastamento para qualificação, os quais colocam, muitas vezes, o docente em situação constrangedora, mesmo que ele esteja apenas fazendo uso de um direito que promoverá um salto qualitativo e quantitativo necessário para universidade. A reitoria da UFRB, não satisfeita, também não vem pagando as férias dos docentes afastados. Não bastasse tudo isso, agora os docentes procuram o sindicato denunciando a ausência de informações e recebimento das bolsas do PRODOUTORAL 2014. Já estamos no mês de julho e os docentes afastados apontam que não receberam nenhum mês da bolsa até agora. Inclusive, alguns informaram que irão encurtar o processo de capacitação por conta da ausência deste pagamento.
Uma situação que nada combina com o propósito do Programa de Formação Doutoral Docente – Prodoutoral. De acordo ao site da CAPES, “O Prodoutoral tem como objetivo geral estimular a elaboração e a implementação de estratégias de melhoria do ensino, da pesquisa e da extensão das IFES de origem, de modo a apoiar esforços institucionais para a capacitação e para o aprimoramento da qualificação dos seus docentes, visando à consolidação de grupos de pesquisa e à formação de programas de pós-graduação”.
Diante da situação apresentada pelos docentes da UFRB, entramos em contato com a CAPES, e fomos informados que a previsão inicial era que as bolsas fossem concedidas a partir de março deste ano. “No entanto, a demanda apresentada no âmbito do Programa extrapolou o orçamento previsto para esse fim, atrasando a divulgação do resultado”, afirmaram.
Ainda segundo a resposta que obtivemos, foi solicitado apoio financeiro das Secretarias de Educação Superior (SESU) e de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) do Ministério da Educação, mas ainda aguardam uma definição.
A Pró-Reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Criação e Inovação (PPGCI), Ana Cristina Firmino Soares, nos confirmou que a CAPES informou à Pró-Reitoria que tiveram uma grande demanda de pedidos de candidatos ao Prodoutoral das IES Brasileiras. “Nesse momento, a PPGCI encaminhou para a lista de docente da UFRB, no dia 26 de maio de 2014, o texto enviado pela CAPES, com a mensagem intitulada ‘Informações sobre o PRODOUTORAL’”, acrescentou Ana Cristina. Assim como nos foi informado, a mensagem enviada pela CAPES à PPGCI explicava que havia sido solicitado apoio financeiro.
Quanto ao não pagamento das férias de quem já estar afastado, a Pró-Reitora explicou que este é um esclarecimento que cabe à Pró- Reitoria de Gestão de Pessoal (PROGEP).
Infelizmente, os docentes da UFRB, além de esperar as soluções nacionais, ainda sofrem com os entraves internos que tornam o processo de capacitação e qualificação ainda mais doloroso. Para o professor Herbert Martins, vice-presidente da APUR, os professores da UFRB têm enfrentado inúmeras dificuldades nesse processo. “A capacitação e a qualificação docente têm sido uma penitência na UFRB. Nós da APUR não iremos descansar enquanto não garantirmos os plenos direitos dos docentes da UFRB. Consideramos grave o desrespeito, por exemplo, a direitos constitucionais como as férias”, completou Herbert Martins.
