APUR

Docentes recebem reajustes salarial e de auxílios em maio resultado da greve de 2024

Os/as professores/as federais receberão, já no próximo mês de maio, 3,5% de reajuste salarial linear, o aumento de auxílios e a continuação da reestruturação da carreira. A atualização remuneratória é resultado da greve docente de 2024 em que a APUR somou forças e participou do processo de negociação com o Ministério de Gestão e Inovação (MGI) através do ANDES-SN. A reestruturação da carreira garantiu a criação de uma classe de entrada, a fim de atrair novos/as professores/as, bem como as mudanças nos percentuais de progressão (steps), que também garantem acréscimos salariais, por isso teremos índices diferentes de reajuste entre os níveis que irão variar de 3,5 a 6,15%. Auxílios A união docente federal também resultou na correção dos auxílios alimentação, que passará a R$ 1.192; pré-escolar (com atualização para R$ 526,34); e assistência à saúde suplementar (que deverá alcançar a média de R$ 213,78). Atualização contribuição sindical A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) informa aos/às seus/suas filiados/as a atualização da contribuição sindical após o reajuste. O percentual ainda continuará sendo 1% sobre o salário bruto (vencimento básico mais retribuição por titulação) e será debitado neste mês de maio. Reforçamos que a contribuição sindical é essencial para fortalecer a luta em prol das nossas pautas internas e externas, bem como manter a estrutura da nossa seção sindical em pleno funcionamento. Só desta forma, podemos representar dignamente os/as docentes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e lutar por um projeto de educação público, de qualidade e valorizador.

Entidades repudiam bombardeios dos EUA e de Israel contra instituições de ensino no Irã

O Andes-SN, a APUR e mais de 30 outras entidades compartilham uma nota de repúdio aos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra universidades e centros de estudos no Irã. O documento foi divulgado nessa quarta-feira, 8, e denuncia que a Universidade Imam, Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã e a Universidade de Tecnologia de Isfahan estão entre as instituições atingidas por mísseis. Além disso, há registros de que mais de 150 estudantes foram assassinadas durante um bombardeio brutal à Escola Feminina Shajareh Tayyebeh (Minab). Confira abaixo a nota na íntegra: Repúdio aos bombardeios dos EUA e de Israel às Universidades e Escolas do Irã O ataque militar unilateral lançado pelos EUA e por Israel contra o Irã em 28/02/2026 tem escalado a cada dia e cada vez mais alvejado sua população civil e instituições sociais. Várias universidades e centros de estudos do Irã têm sido deliberadamente bombardeadas. Entre as instituições criminosamente atingidas pelos mísseis dos EUA-Israel, destacam-se a Universidade Imam, Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã e Universidade de Tecnologia de Isfahan.  Logo no primeiro dia desta guerra, aliás, a Escola Feminina Shajareh Tayyebeh (Minab) foi devastada com os brutalmente destrutivos mísseis norte-americanos Tomahawk, tendo mais de 150 de suas jovens estudantes assassinadas. Tais atos de destruição seguem, pois, o mesmo padrão daqueles ocorridos, recentemente em Gaza, quando as Forças Armadas de Israel (FDI) destruíram as 12 universidades ali existentes – e seguem agora fazendo no Líbano. Repudiamos com veemência tais ataques e interpelamos toda a comunidade acadêmica brasileira a denunciar o escolasticídio que EUA e Israel têm desenvolvido contra o Irã. Por meio da destruição de escolas, universidades, bibliotecas e centros de pesquisas pretendem apagar a memória, a cultura, a soberania científica e tecnológica e o futuro do povo e da nação iranianas. A barbárie cultural em curso contra o Irã – Nação dotada de uma rica e milenar cultura é, definitivamente, um crime contra a humanidade. Pelo fim imediato dos bombardeios contra o Irã! Toda solidariedade aos docentes, pesquisadores, acadêmicos e estudantes iranianos! Primeiros signatários: ANDES – SN (Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior) Adcac (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Catalão) Aduemg (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Minas Gerais) Aduems (Associação dos docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso do Sul) Aduenp (Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte do Paraná) Adufabc (Associação dos Docentes da Universidade Federal do ABC) Aduferpe (Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco) Adufepe (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco) Adufmat (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso) Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Adufop (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Ouro Preto) Adufpb (Associação dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba) Adufrj (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro) Adufs (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe) Adufu (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia) Adunemat (Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Mato Grosso) Adunicamp (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Campinas) Adunicentro (Associação dos Docentes da Universidade do do Cento-Oeste do Paraná) Adunifesp (Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo) Adunioeste (Associação dos Docente da Universidade Federal do Oeste do Paraná) Apur (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Recôncavo) Asduerj (Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro) Sesduem (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Maringá) Sindcefet-MG (Sindicato dos Docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) Sesunila (Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Integração Latino Americana) Sindiprol/Aduel (Sindicato de Docentes da Universidade Estadual de Londrina) Sinduece (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Ceará) Sinduepg (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa) Sindunespar (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Paraná) Apropuc (Associação dos Professores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Anpuh (Associação Nacional de História) Cebes (Centro Brasileiro de Estudos de Saúde) SEP (Sociedade Brasileira de Economia Política)

Senado aprova fim da lista tríplice para escolha de reitoras e reitores; texto vai à sanção

Após anos de mobilização das entidades ligadas à Educação e do movimento estudantil, o Senado Federal aprovou, nessa terça-feira (10), mudanças no processo de escolha de reitoras e reitores das universidades e institutos federais. A medida põe fim ao modelo da lista tríplice e estabelece que o presidente da República deverá nomear a candidata e o candidato mais votado na consulta realizada pela comunidade acadêmica. O texto segue agora para sanção presidencial. A alteração foi incluída no Projeto de Lei (PL) 5.874/2025, de autoria do Poder Executivo, que originalmente trata da reestruturação de carreiras do serviço público federal e da criação de mais de 24 mil novos cargos efetivos. Entre estes, estão cerca de 3,8 mil vagas para docentes do ensino superior e mais de 9,5 mil para os institutos federais de educação, ciência e tecnologia. A matéria teve como relator o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). “O nosso Sindicato Nacional tem sido uma das vozes mais contundentes pelo fim da lista tríplice. Em nosso Caderno 2 já defendemos, fruto de nossas deliberações congressuais, que o reitor e o vice-reitor sejam escolhidos por meio de eleições diretas e voto secreto, com a participação, universal ou paritária, de docentes, estudantes e técnico-administrativos, encerrando-se o processo eletivo no âmbito da instituição”, afirmou Cláudio Mendonça, presidente do ANDES-SN. A conquista, segundo Mendonça, é resultado de uma mobilização histórica das entidades da Educação e do movimento estudantil em defesa da autonomia universitária. Entre as organizações que participaram dessa luta estão o ANDES-SN, o Sinasefe e a Fasubra, além de entidades estudantis. Nos últimos anos, o Sindicato Nacional, em unidade com demais movimentos, também realizou iniciativas para pressionar pela mudança legislativa, como o Dia Nacional pelo Fim da Lista Tríplice, pressão junto a parlamentares e reuniões com entidades representativas das instituições federais, entre elas a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). “Durante o governo Bolsonaro, as instituições estiveram imersas em ataques à escolha dos mais votados, com a imposição de interventores, o que exigiu de nosso sindicato ainda mais pressão”, contou. Entre 2019 e 2021, das 50 nomeações feitas pelo ex-presidente, 18 foram de reitoras e reitores que não haviam vencido as consultas realizadas internamente nas instituições, situação que gerou tensões e protestos das comunidades acadêmicas. Regras atuaisPelas regras atuais, após consulta à comunidade universitária (que envolve docentes, estudantes e servidoras e servidores técnico-administrativos), as instituições encaminham ao governo federal uma lista tríplice com três candidatas e candidatos a reitora ou reitor. A partir dessa lista, o presidente da República pode escolher qualquer um dos nomes indicados, mesmo que não tenha sido o mais votado. Com o texto aprovado pelo Senado, esse procedimento muda. A exigência da lista tríplice deixa de existir, e a indicação passa a refletir diretamente o resultado da consulta interna realizada pela comunidade acadêmica. A proposta também revoga dispositivos da Lei 5.540 de 1968, que historicamente serviram de base para o sistema de lista tríplice nas universidades. Outra alteração importante é o fim da regra legal que estabelecia peso de 70% para o voto docente na escolha das reitorias nas universidades federais. Com a nova legislação, o peso dos votos de cada segmento da comunidade acadêmica deverá ser definido por um colegiado específico da instituição, respeitando a autonomia universitária e a legislação vigente.  O texto também permite que, conforme as normas de cada universidade, representantes de entidades da sociedade civil participem do processo de votação. Essa alteração é criticada pelo ANDES-SN, pois pode permitir que entidades privadas, e que não têm relação direta com a universidade, participem da escolha dirigentes, violando a autonomia didático-científica, administrativa, de gestão financeira e patrimonial das instituições.  Pontos críticosApesar de avaliar positivamente o fim da lista tríplice, o Sindicato também aponta para questões a serem enfrentadas para ampliar a democratização nas universidades, institutos federais e cefets. Entre os pontos que permanecem em debate está a necessidade de garantir maior isonomia entre as carreiras do magistério superior e da educação básica, técnica e tecnológica (EBTT) no acesso aos cargos de gestão. Além disso, a nova legislação não determina que os processos eleitorais sejam necessariamente universais ou paritários, o que dependerá de regulamentações posteriores. A nova legislação também se aplica apenas às instituições federais de ensino e não altera automaticamente as regras existentes nas universidades estaduais, onde o modelo de lista tríplice pode continuar vigente, dependendo da legislação de cada estado. “O ANDES-SN considera positivo o fim da lista tríplice nas IFEs, mas entende que devemos continuar mobilizados para democratizar os espaços de nossas universidades, garantindo isonomia entre as carreiras do magistério superior e da EBTT, e o fim da lista tríplice também nas demais universidades públicas ”, avaliou o presidente do Sindicato Nacional. RSC e novo IFO projeto também prevê a instituição do programa de Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE). Um dos problemas apontados no texto é a restrição de concessão do RSC para, no máximo, 75% do total de servidores do PCCTAE, “observada a disponibilidade orçamentária, conforme o disposto no art. 169, §1º, da Constituição, a ser acompanhada pelo Ministério da Educação”. A proposta inclui ainda a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSertãoPB). ANDES-SN na lutaA luta pelo fim da lista tríplice é uma pauta histórica da categoria docente organizada no Sindicato Nacional. Durante o governo de extrema direita de Jair Bolsonaro, o ANDES-SN organizou a campanha “Reitor/a eleito/a é reitor/a empossado/a!” para denunciar as intervenções, do então presidente, na escolha de dirigentes das universidades federais e cobrar respeito à autonomia universitária. Em dezembro do ano passado, o Sindicato realizou um debate no Auditório Marielle Franco, na sede da entidade em Brasília, transmitido ao vivo em suas redes sociais, para tratar do tema. A atividade integrou o Dia Nacional de Luta pelo Fim da Lista Tríplice, em defesa da gestão democrática das instituições públicas de ensino e da autonomia universitária. Saiba mais aqui. Em março deste ano, durante o 44º Congresso do ANDES-SN, a defesa da autonomia universitária

Curitiba (PR) sediará o 45º Congresso do ANDES-SN

A cidade de Curitiba (PR) será a sede do 45º Congresso do ANDES-SN. Única candidatura apresentada, a capital foi aprovada, na noite desta sexta-feira (6), por ampla maioria das delegadas e dos delegados presentes no 44º Congresso do Sindicato Nacional, durante a plenária do Tema IV – Questões Organizativas e Financeiras. A candidatura foi defendida pela direção da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR- Seção Sindical do ANDES-SN).  Segundo Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da seção sindical, construir o Congresso do ANDES-SN é um desafio coletivo que exige diálogo, consenso e articulação entre diferentes campos políticos da categoria. “A complexidade dos debates e da conjuntura tem crescido. Após muitas discussões, chegamos a um acordo e apresentamos esta proposta. Esse coletivo reúne diferentes campos políticos e mostra que é possível construir consensos de forma coletiva. Depois de anos afastados do debate nacional, recuperamos o sindicato, fruto da última greve. Conquistas recentes, como a nova diretoria do Sindiedutec, também contaram com a participação desse coletivo. Esse conjunto de avanços nos encoraja a seguir juntos no desafio de construir o Congresso”, afirmou. Durante a plenária, também foram aprovadas ratificações, declarações de nulidade e novas alterações regimentais de seções sindicais. As e os docentes ainda se manifestaram favoráveis à manutenção e ampliação de apoios financeiros à Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), à Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), ao Casarão da Luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e à Secretaria Nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). No âmbito do Fundo Único – Fundo Nacional de Solidariedade, Mobilização e Greve do ANDES-SN, foi autorizada a ordenação de despesas pela diretoria do Sindicato Nacional para garantir o custeio de atividades de mobilização, campanhas, marchas e eventos definidos pelo 44º Congresso como centrais na luta da entidade. Também foi autorizado que o 69º Conad aprecie e delibere sobre os custeios de mobilização e de luta para o segundo semestre de 2026.  A plenária ainda aprovou que as seções sindicais do Setor das Iees, Imes e Ides, que enfrentarem dificuldades financeiras e entrarem em greve em 2026, possam suspender a contribuição para o Fundo Único enquanto durar o movimento paredista. O 44º Congresso também aprovou a prestação de contas do 68º Conad. Ainda durante a plenária, foi reafirmada a deliberação por realizar um Conad extraordinário, para debater possíveis mudanças estruturantes relacionadas às questões organizativas, políticas, administrativas e financeiras do ANDES-SN. Os temas e propostas apresentados no 44º Congresso sobre esse assunto serão discutidos previamente em um seminário preparatório, e o Conad extraordinário ocorrerá em Brasília, em novembro de 2026. “A plenária do Tema 4 apontou para uma discussão muito latente na categoria, que é a necessidade de repensar os espaços organizativos e as questões financeiras do nosso sindicato. A base já vem acumulando esse debate desde 2025, com a realização de um seminário, e chegou ao congresso com algumas propostas. No entanto, a categoria entendeu que é necessário aprofundar essas discussões antes de uma tomada de decisão. Assim, foi aprovado um Conad extraordinário, precedido de um seminário preparatório, no qual a categoria poderá debater novamente todos esses pontos para, depois, levá-los ao Conad e, futuramente, ao congresso que será realizado em Curitiba, organizado pela APUFPR Seção Sindical”, avaliou Letícia Carolina Nascimento, 2ª vice-presidenta do ANDES-SN. “Ficamos muito felizes de encerrar este congresso com a escolha da sede do 45º Congresso e fortalecendo discussões importantes para a categoria”, completou. Também compuseram a mesa desta plenária Aroldo Félix Junior, 1º vice-presidente da Regional Nordeste III; Emanuela Monteiro, 2ª vice-presidenta da Regional Nordeste II; e Herrmann Vinicius Muller, 2º secretário do ANDES-SN. 44º CongressoO 44º Congresso foi realizado de 2 a 6 de março, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Sob organização do Coletivo Democracia e Luta da UFBA e da Regional Nordeste III do ANDES-SN, o encontro reuniu mais de 640 docentes na capital baiana. Por ANDES-SN

Chamado à luta marca encerramento do 44º Congresso do ANDES-SN

Chegou ao fim, na noite de sexta-feira (6), o 44º Congresso do ANDES-SN, que teve como tema central “Na capital da resistência, das revoltas dos Búzios e dos Malês: ANDES-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita!”. Instância máxima de deliberação da categoria docente, o encontro reuniu 641 docentes, de 93 seções sindicais, durante cinco dias na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Organizado pela Coletivo Democracia e Luta da UFBA, oposição à Proifes-Federação na universidade, o congresso foi concluído com um chamado à luta em defesa do Sindicato Nacional, como único instrumento que representa a luta da categoria docente.  As falas durante a Plenária de Encerramento também reforçaram os grandes desafios impostos à classe trabalhadora em 2026 e a importância das resoluções aprovadas, durante os 5 dias de evento, para enfrentá-los. A mesa de encerramento foi composta pelo presidente do Sindicato Nacional, Claudio Mendonça, a secretária-geral, Fernanda Maria, a 1ª secretária, Jacqueline Lima, o 1º tesoureiro, Sérgio Barroso, o 1º vice-presidente da regional Nordeste III, Aroldo Félix Júnior, e a representante do Coletivo Democracia e Luta da UFBA, Maíra Kubik. Comissão de enfrentamento ao assédioCaroline Lima, 1ª vice-presidenta do ANDES-SN e integrante da comissão de enfrentamento ao assédio do evento, saudou a categoria e afirmou que, felizmente, a comissão não recebeu registro de denúncia de constrangimento ou assédio. “Estamos muito felizes. Isso mostra como estamos evoluindo nas relações interpessoais em nossos espaços”, afirmou. Moções Foram apresentadas 34 moções durante o 44º Congresso, que foram votadas em bloco na plenária. Destas, apenas a moção 11  uma foi rejeitada pelos delegados e pelas delegadas, por trazer poucas informações sobre o tema de que tratava. Outras três moções foram apresentadas fora do prazo, mas apenas duas foram acatadas pelo plenário. Dentre as moções aprovadas estão manifestações de apoio e solidariedade às vítimas das chuvas em Juiz de Fora e Ubá, no estado de Minas Gerais; às e aos estudantes internacionais da Universidade Da Integração Internacional Da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab); aos povos indígenas que lutam em defesa dos rios amazônicos; em defesa da gestão democrática, autonomia universitária e liberdade sindical na Universidade do Distrito Federal (UnDF); e de aplauso e reconhecimento à iniciativa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) pela criação do Programa Humanitário Refugiados Palestinos. As e os participantes do 44º Congresso também manifestaram repúdio aos crimes de feminicídio; aos ataques neocolonialistas do governo estadunidense de Donald Trump à Venezuela; e à imposição de medidas de controle de ponto da carreira EBTT na Universidade Federal de Goiás (UFG). Além disso, as delegadas e os delegados do 44º Congresso expressaram agradecimento ao Coletivo Docente Democracia e Luta da UFBA pela garra, ousadia e resistência militante na construção do congresso. “Saímos daqui com energias renovadas para as lutas e a certeza de que somente o ANDES-SN nos representa”, afirma o texto aprovado. Todos os textos serão encaminhados pela secretaria do ANDES-SN aos destinatários e às destinatárias e também às seções sindicais, para conhecimento. Coletivo Democracia e LutaMaíra Kubik, da comissão organizadora local do 44º Congresso, falou em nome do Coletivo Democracia e Luta da UFBA e agradeceu a confiança depositada pela categoria no grupo, quando propuseram que uma oposição sindical organizasse o 44º Congresso do ANDES-SN.  “Na nossa avaliação, o saldo foi positivo. Fizemos o possível para acolher vocês bem, para que nós saíssemos daqui reenergizados para esse ano que vai ser de enfrentamentos muito difíceis, tanto para a nossa categoria, para a defesa da Universidade Pública, como também para o futuro do nosso país. Nós sabemos que teremos um ano duríssimo de enfrentamento à extrema direita, que nós precisamos sair daqui com energias para fazer esse combate, acreditando na importância do nosso Sindicato Nacional, das nossas lutas e da nossa caminhada coletiva”, ressaltou.  Carta de SalvadorFernanda Maria fez a leitura da Carta de Salvador, que traz uma síntese do 44º Congresso. O documento pontuou as principais deliberações e debates ocorridos e destacou a potência das apresentações artísticas, fundamentais para inspirar os trabalhos durante os cinco dias de congresso. “Nosso Congresso inicia-se com a força dos Orixás, com os alabês do terreiro de Oxumaré, fazendo um toque para Exu abrir os nossos caminhos, tão necessário diante de um ano que começa com um dos ataques mais agressivos do imperialismo americano na América Ladina, conceito cunhado por Lélia Gonzalez, que expressa o necessário processo de conhecimento e ação contra estruturas de poder marcadas pela colonialidade, que sangrou, exterminou, escravizou povos indígenas e africanos. Maior potência termos o canto aos encantados de Thiago Tupinambá, em conjunto com o grupo de ogãs da Casa de Oxumaré, em nossa abertura, reafirmando nossa ancestralidade e nossa herança de resistência”, destacou o documento.  A carta destacou ainda a potência das discussões e deliberações durante o evento na UFBA, em especial a solidariedade internacionalista, e reforçou a necessidade de atuação da categoria na urgente luta contra o feminicídio. “Diante dos altos índices de feminicídio, casos que se multiplicam no plano nacional, incluindo nas instituições da educação, o ANDES-SN precisa debater o necessário papel a ser efetuado na desconstrução da lógica patriarcal, absorvida pelo capitalismo, que transforma nossos corpos em mercadoria a serem apropriadas, lógica cuja permanência se revela nos altos índices da violência contra mulheres, em especial mulheres negras”, alertou. O ANDES-SN, que se desafia, se questiona, se transforma, se reflete, repensa, muda suas posições no debate político entre múltiplas forças e correntes, é o demonstrativo que nosso Sindicato Nacional mantém suas práticas democráticas, sem se engessar, sem perder de vista o importante papel das lutas em defesa da emancipação da classe trabalhadora, da democracia, da educação pública e da vida com dignidade de trabalhadores e trabalhadoras no decorrer dos seus 45 anos”, afirmou também a Carta de Salvador, que será posteriormente disponibilizada às seções sindicais e divulgada no site da entidade. EncerramentoO presidente do Sindicato Nacional iniciou sua fala de encerramento agradecendo às diretoras e diretores do Sindicato Nacional, ao Coletivo Democracia e Luta da UFBA e às