Chamado à luta marca encerramento do 44º Congresso do ANDES-SN

Chegou ao fim, na noite de sexta-feira (6), o 44º Congresso do ANDES-SN, que teve como tema central “Na capital da resistência, das revoltas dos Búzios e dos Malês: ANDES-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita!”. Instância máxima de deliberação da categoria docente, o encontro reuniu 641 docentes, de 93 seções sindicais, durante cinco dias na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Organizado pela Coletivo Democracia e Luta da UFBA, oposição à Proifes-Federação na universidade, o congresso foi concluído com um chamado à luta em defesa do Sindicato Nacional, como único instrumento que representa a luta da categoria docente. As falas durante a Plenária de Encerramento também reforçaram os grandes desafios impostos à classe trabalhadora em 2026 e a importância das resoluções aprovadas, durante os 5 dias de evento, para enfrentá-los. A mesa de encerramento foi composta pelo presidente do Sindicato Nacional, Claudio Mendonça, a secretária-geral, Fernanda Maria, a 1ª secretária, Jacqueline Lima, o 1º tesoureiro, Sérgio Barroso, o 1º vice-presidente da regional Nordeste III, Aroldo Félix Júnior, e a representante do Coletivo Democracia e Luta da UFBA, Maíra Kubik. Comissão de enfrentamento ao assédioCaroline Lima, 1ª vice-presidenta do ANDES-SN e integrante da comissão de enfrentamento ao assédio do evento, saudou a categoria e afirmou que, felizmente, a comissão não recebeu registro de denúncia de constrangimento ou assédio. “Estamos muito felizes. Isso mostra como estamos evoluindo nas relações interpessoais em nossos espaços”, afirmou. Moções Foram apresentadas 34 moções durante o 44º Congresso, que foram votadas em bloco na plenária. Destas, apenas a moção 11 uma foi rejeitada pelos delegados e pelas delegadas, por trazer poucas informações sobre o tema de que tratava. Outras três moções foram apresentadas fora do prazo, mas apenas duas foram acatadas pelo plenário. Dentre as moções aprovadas estão manifestações de apoio e solidariedade às vítimas das chuvas em Juiz de Fora e Ubá, no estado de Minas Gerais; às e aos estudantes internacionais da Universidade Da Integração Internacional Da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab); aos povos indígenas que lutam em defesa dos rios amazônicos; em defesa da gestão democrática, autonomia universitária e liberdade sindical na Universidade do Distrito Federal (UnDF); e de aplauso e reconhecimento à iniciativa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) pela criação do Programa Humanitário Refugiados Palestinos. As e os participantes do 44º Congresso também manifestaram repúdio aos crimes de feminicídio; aos ataques neocolonialistas do governo estadunidense de Donald Trump à Venezuela; e à imposição de medidas de controle de ponto da carreira EBTT na Universidade Federal de Goiás (UFG). Além disso, as delegadas e os delegados do 44º Congresso expressaram agradecimento ao Coletivo Docente Democracia e Luta da UFBA pela garra, ousadia e resistência militante na construção do congresso. “Saímos daqui com energias renovadas para as lutas e a certeza de que somente o ANDES-SN nos representa”, afirma o texto aprovado. Todos os textos serão encaminhados pela secretaria do ANDES-SN aos destinatários e às destinatárias e também às seções sindicais, para conhecimento. Coletivo Democracia e LutaMaíra Kubik, da comissão organizadora local do 44º Congresso, falou em nome do Coletivo Democracia e Luta da UFBA e agradeceu a confiança depositada pela categoria no grupo, quando propuseram que uma oposição sindical organizasse o 44º Congresso do ANDES-SN. “Na nossa avaliação, o saldo foi positivo. Fizemos o possível para acolher vocês bem, para que nós saíssemos daqui reenergizados para esse ano que vai ser de enfrentamentos muito difíceis, tanto para a nossa categoria, para a defesa da Universidade Pública, como também para o futuro do nosso país. Nós sabemos que teremos um ano duríssimo de enfrentamento à extrema direita, que nós precisamos sair daqui com energias para fazer esse combate, acreditando na importância do nosso Sindicato Nacional, das nossas lutas e da nossa caminhada coletiva”, ressaltou. Carta de SalvadorFernanda Maria fez a leitura da Carta de Salvador, que traz uma síntese do 44º Congresso. O documento pontuou as principais deliberações e debates ocorridos e destacou a potência das apresentações artísticas, fundamentais para inspirar os trabalhos durante os cinco dias de congresso. “Nosso Congresso inicia-se com a força dos Orixás, com os alabês do terreiro de Oxumaré, fazendo um toque para Exu abrir os nossos caminhos, tão necessário diante de um ano que começa com um dos ataques mais agressivos do imperialismo americano na América Ladina, conceito cunhado por Lélia Gonzalez, que expressa o necessário processo de conhecimento e ação contra estruturas de poder marcadas pela colonialidade, que sangrou, exterminou, escravizou povos indígenas e africanos. Maior potência termos o canto aos encantados de Thiago Tupinambá, em conjunto com o grupo de ogãs da Casa de Oxumaré, em nossa abertura, reafirmando nossa ancestralidade e nossa herança de resistência”, destacou o documento. A carta destacou ainda a potência das discussões e deliberações durante o evento na UFBA, em especial a solidariedade internacionalista, e reforçou a necessidade de atuação da categoria na urgente luta contra o feminicídio. “Diante dos altos índices de feminicídio, casos que se multiplicam no plano nacional, incluindo nas instituições da educação, o ANDES-SN precisa debater o necessário papel a ser efetuado na desconstrução da lógica patriarcal, absorvida pelo capitalismo, que transforma nossos corpos em mercadoria a serem apropriadas, lógica cuja permanência se revela nos altos índices da violência contra mulheres, em especial mulheres negras”, alertou. O ANDES-SN, que se desafia, se questiona, se transforma, se reflete, repensa, muda suas posições no debate político entre múltiplas forças e correntes, é o demonstrativo que nosso Sindicato Nacional mantém suas práticas democráticas, sem se engessar, sem perder de vista o importante papel das lutas em defesa da emancipação da classe trabalhadora, da democracia, da educação pública e da vida com dignidade de trabalhadores e trabalhadoras no decorrer dos seus 45 anos”, afirmou também a Carta de Salvador, que será posteriormente disponibilizada às seções sindicais e divulgada no site da entidade. EncerramentoO presidente do Sindicato Nacional iniciou sua fala de encerramento agradecendo às diretoras e diretores do Sindicato Nacional, ao Coletivo Democracia e Luta da UFBA e às
APUR participa de Marcha Nacional contra a Reforma Administrativa em Brasília

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) marcou presença na Marcha Nacional Unificada dos Serviços Públicos contra a Reforma Administrativa, na última quarta-feira, 29, em Brasília (DF). O evento reuniu mais de 20 mil servidoras e servidores públicos de todo o País, de acordo com a estimativa do ANDES-SN. A concentração teve início no Museu Nacional da República e seguiu rumo às imediações do Congresso Nacional. Na Marcha estiveram presentes mais de 20 caravanas de todas as regiões do Brasil, que foram convocadas pelo ANDES-SN e as demais entidades que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe). De acordo com a avaliação do presidente da APUR, professor David Romão, a manifestação desta quarta foi extremamente importante e agora o avanço será nas ações de mobilização na UFRB. “A marcha foi um sucesso com a representação de vários sindicatos, movimentos sociais, das três esferas municipais, estaduais, federais com um intuito claro de rejeitar a tramitação da PEC 38. Os sindicatos deram uma resposta clara que não vão aceitar essa proposta do congresso. A iniciativa serviu para animar a mobilização e fortalecer as ações nos municípios e nos estados. O nosso Sindicato Nacional (ANDES) teve uma presença importante e com peso no ato. E agora vamos avançar com as ações na UFRB.Vamos realizar reuniões e atividades de esclarecimento e de mobilização, em articulação com outros sindicatos. Essa é a nossa tarefa agora”, disse. Abaixo, confira algumas imagens da Marcha.
Feliz Dia do/da Servidor/a Público!

Um serviço público de qualidade é essencial para o desenvolvimento do País. E um serviço público de qualidade só é conquistado com a valorização dos/das servidores/as. Nesta terça-feira, 28, comemoramos o Dia do/da Servidor/a Público. Por isso a APUR tem orgulho em parabenizar a todos/as os/as trabalhadores/as, em especial àqueles pertencentes à comunidade acadêmica da UFRB. Embora o trabalho dos/das servidores/as públicos seja reconhecidamente de extrema importância, setores políticos conservadores e neoliberais avançam contra o Estado, atacando funcionários/as ao delegar supostos déficits fiscais e “improdutividades” aos/às trabalhadores/as. Um desses avanços é a Reforma Administrativa, que foi protocolada na última sexta-feira, 24, na Câmara de Deputados. A APUR une forças ao ANDES-SN e às demais entidades representativas contra esta proposta absurda de desmonte do serviço público. Nesta quarta-feira, 29, participaremos da Marcha Nacional dos Serviços Públicos contra a Reforma Administrativa. Apoie a luta sindicalizada! Filie-se à APUR! Lute pelo serviço público brasileiro!
CONQUISTA DA LUTA SINDICAL DOCENTE: governo redistribui 17 FCCs e 1 CD para a UFRB

O Ministério da Educação (MEC) publicou a redistribuição de cargos de direção (CD), funções gratificadas (FG) e funções comissionadas de coordenação de curso (FCC) para as 69 universidades federais do Brasil. A publicação ocorreu na última segunda-feira, 20, no Diário Oficial da União através da Portaria nº 708/2025. A ação do governo federal ocorre após uma intensa pressão dos movimentos sindicais, em especial da APUR. A cobrança pelo pagamento de FCCs faltantes é um pedido antigo da APUR, que foi incorporado na pauta de reivindicações aprovada pela Assembleia Geral em 2023. Já em 2024, uma delegação da APUR participou do 42° Congresso do ANDES-SN, em Fortaleza, e construiu um Texto de Resolução (TR) sobre a situação dos/das docentes federais que estavam ocupando cargos de Coordenação de Curso sem o recebimento de FCCs. Posteriormente, o TR foi aprovado pela assembleia, fazendo com que a Diretoria do ANDES exigisse, em caráter de prioridade, que o MEC fizesse a distribuição às instituições de ensino superior. FCCs e CD para a UFRB De acordo com a Portaria, a UFRB foi contemplada com 17 FCCs e um CD, como pode ser visto no documento abaixo. Confira: A redistribuição de FCCs, FGs e CDs é uma conquista da luta sindicalizada docente e mostra a importância da união da categoria. Por essa razão, pedimos para que os/as professores/as da UFRB se filiem à APUR e/ou regularizem a contribuição sindical.Fortaleça a APUR! Fortaleça os/as direitos dos/das docentes!
Prof. Alberto Handfas lança livro na sede da APUR sobre a educação federal

A sede da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) foi palco do lançamento do livro “EDUCAÇÃO FEDERAL: EXPANSÃO, GOLPE E LUTA”, do professor Alberto Handfas, na última sexta-feira, 17. A publicação é uma investigação sobre a evolução do ensino superior brasileiro no contexto das batalhas da ciência e da educação públicas e das ameaças privatistas. O evento contou com a participação de filiados/as da seção sindical. Em breve resumo, o livro debate teórica e historicamente os dilemas da universidade no quadro das limitações da formação soberana do Brasil como nação. Contribui à reflexão sobre os rumos recentes das políticas governamentais e das respostas do movimento docente, incluindo a Expansão das Federais e as lutas mais recentes por financiamento, condições de trabalho (salariais, carreira, pesquisa) e de estudo. De acordo com o professor Alberto Handfas, que é filiado e ex-presidente da Adunifesp, o livro nasceu da relação entre a análise dos direitos dos docentes, a luta coletiva e o corte de verbas para a educação, especialmente durante os governos Temer e Bolsonaro. “Estou há quase 11 anos na Adunifesp. Neste período enfrentamos o golpe de Temer e o governo Bolsonaro. Ambos com corte de verbas. A gente vinha procurando explicar, entender, investigar o orçamento, o financiamento, os ataques contra a universidade pública, procurando elaborar, escrever sobre o assunto, mas nunca de forma muito sistematizada. Até que no ano passado houve uma grande greve nacional dos docentes federais e a partir daí, decidi, de forma mais organizada e sistematizada, pensar mais no assunto e colocar no papel para dar uma explicação mais geral sobre os problemas das universidades públicas brasileiras, teoricamente, com dados, e historicamente.”, explicou. Futuro da educação Questionado sobre qual é a percepção do futuro da educação pública brasileira, o prof. Alberto Handfas afirmou que tudo depende da mobilização popular. “Se o povo for capaz de voltar às ruas, mobilizar, lutar pela universidade pública, pelos seus direitos, para barrar, por exemplo, a Reforma Administrativa que tramita agora, para exigir mais verbas para a universidade, para exigir verbas públicas só para as universidades públicas, etc. É possível, sim, enxergar um futuro bastante promissor para a universidade pública brasileira e para o Brasil. Agora, se não tiver mobilização, nós estamos caminhando a passos largos para a destruição, não só da universidade, mas para a destruição da economia brasileira, para a destruição do Brasil, para a destruição de todas as conquistas que o povo teve e para barbárie no mundo inteiro. Esse, infelizmente, não é o problema só nosso.”, disse. Ação da APUR Ainda conforme o prof. Alberto Handfas, o lançamento do seu livro na sede da APUR é um ato de mobilização coletiva e de análise conjunta dos problemas que se repetem em todo o Brasil. “Fizemos um debate aqui. Foi um lançamento misturado com um debate. Isso ocorreu de forma bastante interessante. Os professores daqui levantaram questões que são recorrentes em todo o País, como as dificuldades com verbas, investimento, problema de evasão de alunos, dentre outros. […] Foi um debate muito interessante que revela que existe uma identidade geral. As questões específicas, na verdade, são parte de um problema geral que precisa ser enfrentado coletivamente. […] Aliás, esse não é só um problema nacional, mas também mundial porque há um ataque de grupos reacionários, de neofascistas, à ciência, à pesquisa, à cultura, e, obviamente, isso se traduz como um ataque ao financiamento público”, avaliou. Para adquirir o livro “EDUCAÇÃO FEDERAL: EXPANSÃO, GOLPE E LUTA” de Alberto Handfas acesse o site da editora através do link: https://shre.ink/SRcp.