APUR

Confira os principais encaminhamentos da reunião entre APUR e PROGEP

Na última sexta-feira, 11, a Diretoria da APUR e a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) se reuniram em Cruz das Almas para discutir demandas docentes. O momento, que foi o primeiro encontro formal entre a direção da seção sindical e a gestão universitária, abordou diversas questões manifestadas pelos/as docentes através do e-mail institucional da APUR, como noticiado mais cedo. Abaixo, confira um resumo do encontro e os principais encaminhamentos discutidos. Logo no início da reunião, a PROGEP informou que a prioridade da gestão é reduzir a existência de processos que acumulem restos a pagar de anos anteriores, porém, ainda não há autorização para pagar valores maiores do que R$ 5 mil, por isso estão priorizando pagar o possível no ano em exercício. Alguns pontos tiveram maior debate e discussão, como: Atendimento ao Professor/a Já nos primeiros contatos da nova direção da APUR com os colegas de diferentes campi, uma queixa comum foi observada: dificuldades e insatisfação com os atendimentos de demandas dirigidas à PROGEP. Muitos professores/as reclamavam de não conseguir se comunicar pelo telefone e, por e-mail, levavam muito tempo para obter respostas. Na maioria das vezes são consultas simples e que um breve atendimento resolveria. Levamos alguns casos como exemplo, o que facilitou a discussão. Após contextualizar a situação, a direção da APUR solicitou à PROGEP a criação de um canal de comunicação rápida para atender principalmente os servidores que não estão lotados no campus de Cruz das Almas. A equipe da PROGEP reconheceu os problemas, apresentou algumas sugestões e apontou a disposição de acabar com esta dificuldade, porém indicou problemas estruturais que dificultam melhorar o atendimento, uma vez que a Pró-Reitoria, hoje, possui apenas uma linha telefônica oficial e uma carência de servidores para suprir todas as necessidades da unidade, o que inclui o atendimento aos servidores. Após discussão, ficou encaminhado que a PROGEP irá solicitar uma nova linha telefônica para o serviço de atendimento, e irá avaliar a possibilidade da criação de outras formas de atendimento, principalmente para as dúvidas mais comuns. Destacou que a demora nas respostas de alguns e-mails, e no andamento de alguns processos é resultado do quadro limitado de servidores, o que os têm obrigado a atuar nas prioridades e urgências, mas que irão procurar uma alternativa para reduzir os problemas. A direção da APUR se comprometeu a levar estas demandas para melhoria do atendimento aos servidores para reunião que terá com a Reitoria, com data a confirmar, aguardamos o agendamento da reitoria. Resolução de Progressão A PROGEP nos informou que está construindo uma minuta com ajustes à progressão atual, uma obrigatoriedade para adequar as mudanças na carreira docente resultado das nossas conquistas da greve de 2024, já encaminhada para apreciação da CPPD. A direção da APUR reforçou que reconhece a atual resolução um bom instrumento, mas entende a necessidade de uma atualização que avance mais na sua simplificação enquanto os trâmites nas instâncias da UFRB, uma proposta desde a greve de 2012, na linha de integrar via sistema usando o RIT como relatório de progressão. Foi encaminhado que a PROGEP irá enviar a minuta à APUR. A APUR se comprometeu em discutir com a categoria apresentando suas contribuições início do semestre 2025.2. Nesse intervalo, será feito um diálogo com a COTEC para identificar adaptações necessárias no sistema. PDP 2026 A APUR mais uma vez manifestou insatisfação da categoria docente com a exigência deste instrumento, totalmente sem sentido, pensando as funções e atribuições da categoria. A PROGEP reforçou que se trata de uma exigência do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e que também reconhece a ineficácia do instrumento. Destacaram que dentro das gestões locais dos Centros é possível um preenchimento genérico e ampliado, onde todas as solicitações do próximo ano estejam contempladas, e reforçou que o PDP é um instrumento coletivo, que não necessita provocar uma manifestação individual de cada servidor para seu preenchimento. A APUR destacou que alguns Centros têm convocado os/as professores/as a se manifestarem com um ano de antecedência para apresentarem do ano seguinte no que se refere a afastamento para eventos e atividades afins. A PROGEP se comprometeu a enviar uma orientação às direções dos Centros de Ensino para orientarem um melhor preenchimento do PDP sem criar exigências ou obstáculos para os afastamentos no ano de 2026. Auxílios Insalubridade A APUR informou sobre a abertura dos processos de Insalubridade por conta do risco biológico, uma conquista da categoria, que afeta principalmente os colegas do CCS. A PROGEP informou que já deu andamento a muitos processos que chegaram e que dará atenção a esta demanda. A APUR informou que dará suporte jurídico para os colegas que tiverem algum problema no atendimento do pleito, e que fará na primeira semana de aula uma atividade com os advogados do sindicato no CCS para verificar cada pendência que ainda existir e dar encaminhamentos. Destacamos que a normativa nacional que orienta não dá conta das especificidades das ações dos/as professores/as de pesquisa, extensão, ensino e administração que os expõe aos riscos, e que seguimos lutando nacionalmente para alterar. Saúde Docente A APUR solicitou acesso aos registros relacionados à saúde dos/as professores/as da UFRB, a nossa intenção é construir um quadro da situação e identificar possíveis problemas ou especificidades de cada Centro de Ensino, para construirmos ações e políticas específicas para promoção da saúde da nossa categoria, assim como atuar contra agentes e ações adoecedoras. A PROGEP se prontificou a passar os dados solicitados. Na reunião discutimos ainda sobre as ações de controle que o governo federal vem adotando e retirando da esfera das universidades, como no caso do Auxílio-transporte. Pontuamos a necessidade de lutar para barrar essas medidas do MGI que avançam para uma padronização nacional e que retiram das universidades os processos de gestão, condição que diminuem a autonomia das IFE. A direção da APUR envidará todos os esforços para exigir maior celeridade e bom atendimento aos professores/as internamente na UFRB, sabemos que nem tudo pode ser resolvido na esfera local, mas iremos cobrar da Reitoria

APUR marca presença no 68º CONAD do ANDES-SN

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) esteve presente no 68º CONAD do Andes- Sindicato Nacional, que aconteceu neste final de semana, em Manaus, no estado do Amazonas. O encontro reuniu cerca de 82 seções sindicais de todo o Brasil e mais de 350 participantes, sendo organizado pela ADUA – Seção Sindical da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A professora Leila Longo foi a delegada representante da APUR. O tema central do 68º CONAD foi “Unificar as lutas anticapitalistas: contra o colapso socioambiental e em defesa da vida e da educação pública”. As discussões sobre o tema começaram na sexta-feira, 11, e se estenderam até o domingo, 13. Durante este período, foram submetidos 57 textos de resolução, com temas diversos, como a análise da conjuntura social e política, a defesa do ensino público de qualidade, a saúde e as condições de trabalho da categoria docente. Principais discussões De acordo com a delegada Leila Longo, o 68º CONAD centrou as discussões na necessidade de recomposição salarial e do orçamento das universidades públicas, com a urgência da luta pelo cumprimento dos acordos de greve firmados ano passado. Além disso, os/as representantes sindicais discutiram sobre a necessidade da revogação do Novo Arcabouço Fiscal, que restringe de forma contundente os investimentos nas universidades públicas; a taxação dos bilionários; a necessidade da defesa do ensino público contra privatizações e contra o ataque do Proifes às ADs filiadas ao ANDES-SN. Outros temas Ainda durante o encontro, relata Leila Longo, outros temas de relevância surgiram durante a socialização, como a importância de atenção quanto à carga horária e regimes de progressão de professores/as com necessidades específicas próprias e/ou de familiares. Tratou-se ainda sobre as campanhas contra assédios de toda natureza, bem como sobre a continuidade das lutas pelos direitos de docentes da comunidade LGBTQIA+. 69º CONAD Garantindo a continuidade das discussões e planejamento de lutas do ANDES-SN, foi escolhida a ADUFMA – sessão sindical da Universidade Federal do Maranhão, em São Luís, no Maranhão, como a sede do 69º CONAD, em 2026. A partir das resoluções deste 68º CONAD, temos muito trabalho a ser feito em defesa dos direitos da categoria docente e da Universidade Pública Federal! Quem tem sindicato nunca está só!

Diretoria da APUR discute demandas docentes durante reunião com a PROGEP

A Diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) se reuniu com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na última sexta-feira, 11, em Cruz das Almas. O momento foi o primeiro encontro formal entre a nova Diretoria da seção sindical e a gestão universitária. O objetivo foi apresentar queixas, demandas e dúvidas docentes que chegaram nos últimos dias. A reunião, conforme a Direção, foi positiva. Foram levadas à PROGEP questões que afetam os/as professores/as da UFRB, como o andamento dos processos, questões referentes a exercícios anteriores e a progressões, a melhoria na comunicação com os/as professores/as de outros campi e dúvidas sobre o PDP. O encontro não representa uma mesa de negociação, mas uma primeira apresentação de demandas. Os assuntos foram formulados após docentes entrarem em contato com a Direção e com os canais de atendimento da APUR. Segundo o presidente da APUR, professor David Romão, o encontro traz uma visão geral sobre as demandas docentes. “Tratamos de pontos que afetam a funcionalidade e as questões de relação de trabalho dos/das professores/as da UFRB. Tratamos de diversos aspectos que pudessem facilitar, desde o atendimento da PROGEP ao encaminhamento dos processos. Nós tratamos, também, de questões que afetam diretamente os exercícios anteriores; tratamos, também, de mudar o atendimento aos professores que não são do campus de Cruz das Almas; e tratamos de questões mais pontuais, como a progressão e o PDP”, explicou. Abaixo, você pode conferir fotos da reunião com a PROGEP:

Ancestralidade, travessia e laços identitários unem mulheres negras durante evento da APUR

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou a mesa de debates “Mulheres afrodiaspóricas em conexão com mulheres africanas”, no Centro de Formação de Professores (CFP/UFRB), em Amargosa, na noite desta quarta-feira, 9. O encontro contou com a participação das professoras palestrantes Francys Cerqueira (UESB), Yérsia Souza de Assis (CFP/UFRB) e Maicelma Maia Souza (CFP/UFRB), além da mediação da professora Fernanda Cristina de Souza (CFP/UFRB). O evento faz parte do Julho das Pretas, que homenageia as trajetórias, experiências e lutas de mulheres negras. As professoras convidadas discorreram sobre seus percursos formativos e políticos, abordando o autoconhecimento, a ancestralidade, a raça, o gênero, a África, a identidade, dentre outros aspectos. Mulheres transatlânticas A mesa de debates uniu mulheres transatlânticas, isto é, brasileiras que possuem laços históricos, culturais e identitários firmes com o continente africano. De acordo com a professora Francys Cerqueira (UESB), que abriu a mesa de debates e compartilhou suas vivências em Moçambique, o processo de travessia à África é de autoconhecimento. “Eu quero compartilhar com vocês essa travessia. […] Meu primeiro ponto de contato com a minha essência ancestral. E essa travessia é muito linda. Até então um lugar de martírio para muitos, inclusive gostaria de saudar os que vieram antes de mim, mas um lugar de descoberta para mim”, disse. Ainda conforme a professora Francys, a travessia também une mulheres negras para além da tragédia social. “É o pensar para além da dor, o que nos une, o afeto, por exemplo, em qualquer lugar do mundo. […] Mulheres negras que levam o mundo nas costas. […] Essa foi a maior viagem da minha vida. Conhecer a África, um lugar de potência”, explicou. Ancestralidade Já a professora Yérsia Souza (CFP/UFRB), abordou a travessia sob a ótica do relacionamento direto com a ancestralidade através dos estudos sobre os laços familiares da sua trisavó, que veio sequestrada da África pelos europeus. As falas ressaltam também a necessidade de promoção do conhecimento acadêmico produzido e influenciado por pesquisadores/as negros(as)/africanos(as). Segundo Yérsia, a sua ida à Angola reacende a travessia feita por sua ancestral. No entanto, ao contrário da sua trisavó, que fez a travessia em negação, Yérsia retornou ao continente para afirmar a sua ancestralidade. “Diferente da minha trisavó, eu aportei em Angola como uma estudante de pós-graduação. A dinâmica dessas travessias demonstra as mudanças que ocorreram e as novas possibilidades geradas. É importante postular que o Julho das Pretas é uma agenda política e de lutas.” Tradições A travessia também foi abordada pela professora Maicelma Maia (CFP/UFRB), que esteve em Cabo Verde durante a pós-graduação. Conforme a professora Maicelma, embora o colonialismo europeu ainda persista nas relações pessoais e econômicas no país africano, as tradições e os costumes do povo constituem um território fixo em cada pessoa. “É uma grande satisfação, uma grande alegria, encontrar estas mulheres aqui e nesta mesa. Para falar desse território que está em nós. Chama viva, energia para continuarmos vivas. Enquanto ouvia as histórias anteriores, foram passando diversas memórias em minha mente. O chamado da nossa ancestralidade”, declarou. Aquilombamento A mesa de debates foi realizada pela Diretoria da APUR e teve o intuito de trazer luz às experiências de mulheres negras durante o Julho das Pretas. O intuito, de acordo com a secretária da APUR, professora Maíra Lopes, da mesa é de criar um processo de aquilombamento na seção sindical. “A gente agradece a presença de todos e todas, especialmente da mesa, por ter trazido a partilha de trajetórias que relacionam o Brasil e a África. Não visitei países africanos como as professoras, mas, enquanto mulher transatlântica, as experiências me atravessam, como na capoeira quando os tambores batem muito forte e me aproximo da minha ancestralidade. Quando pensamos nesta mesa, a APUR teve o intuito de fazer do nosso sindicato um quilombo de pessoas negras, de mulheres negras. Este é o segundo encontro que realizamos no nosso sindicato”, concluiu. Abaixo, confira uma seção de fotos da nossa mesa de debates:

APUR discute insatisfações docentes com a PROGEP nesta sexta-feira, 11

A Diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizará uma reunião com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), nesta sexta-feira, 11, em Cruz das Almas. O encontro, que faz parte das deliberações docentes durante a última Assembleia Geral da APUR, discutirá sobre as queixas mais frequentes dos/das professores/as referentes a processos que envolvem a PROGEP. Além disso, a Diretoria da APUR também levará outras pautas de interesses funcionais dos/das servidores/as, como problemas com pagamentos retroativos relacionados a progressões e promoções; insalubridade; reestruturação da carreira docente e auxílio-transporte.