TBT DA APUR: conheça a história da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo

Você sabe como a APUR nasceu? Sabe como nosso sindicato é constituído e quais lutas desempenhamos ao longo do tempo? Confira abaixo um resumo da nossa história no #TBTdaAPUR desta semana. Nossa história Três anos após a criação da UFRB, em 13 de outubro de 2008, nasceu a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo, a APUR, durante uma reunião que contou com a presença de 26 docentes e 23 assinaturas favoráveis. O sindicato foi criado pela necessidade do corpo acadêmico da UFRB de exercer a autonomia no movimento dos professores federais, suprindo a lacuna de ter sido, até aquele momento, a única universidade federal sem uma seção sindical ou sindicato. A APUR, então, tornou-se uma seção sindical do ANDES (Sindicato/Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), tendo como diretoria provisória os professores Amílcar Baiardi, Benedito Marques, Robério Marcelo e Soraya Luz, para os cargos de Presidente, Vice-presidente, Secretário Geral e Tesoureiro, respectivamente. Os primeiros passos da APUR, após a institucionalização da seção, foram dados em direção à identificação de problemas da pauta interna, como a burocracia universitária, questões estruturais da UFRB e carreira docente. Antes do sindicato, a solução destes empecilhos passava por relações individuais, muitas vezes centralizadas na Reitoria, sem a devida publicidade dos fatos. Em seguida, pautas nacionais defendidas, especialmente, pelo ANDES-SN passaram também a ser prioridade da APUR. Participamos de greves, lutamos contra as ameaças antidemocráticas e nos mobilizamos contra projetos políticos antagônicos ao bem-estar da classe trabalhadora brasileira, como o Projeto de Lei (PL) das Terceirizações; a Reforma Trabalhista; o Novo Ensino Médio; a Reforma da Previdência; o projeto FUTURE-SE; o Teto de Gastos, dentre tantos outros. Como nosso sindicato é formado? De acordo com o regimento, a APUR estrutura-se em Assembleia Geral; Conselho de Representantes; Diretoria e Conselho Fiscal. A Assembleia Geral é o órgão máximo da APUR e é composta por todos os sindicalizados(as) que estão no gozo de seus direitos estatutários e regimentais. As reuniões ocorrem ordinariamente, de seis em seis meses, de forma itinerante em todos os campi ou extraordinariamente sempre que convocada pelo presidente da APUR ou por dez por cento dos sindicalizados. O intuito é de dialogar com os/as docentes e construir a pauta de reivindicações interna. Já o Conselho de Representantes é um órgão consultivo e deliberativo, que está subordinado hierarquicamente à Assembleia Geral, composto de dois representantes dos professores dos centros da UFRB.Por sua vez, a Diretoria é o órgão executivo da APUR, sendo composta por Presidente, Vice-presidente, Secretário, Tesoureiro e Diretor Executivo.Completando a estrutura da APUR está o Conselho Fiscal, que é composto por três membros titulares e três suplentes eleitos pela Assembleia Geral. Como faço para me filiar ou buscar informações sobre a APUR? Disponibilizamos os canais de atendimento: WhatsApp 75 99871-6593; e-mail apurdiretoria@gmail.com; Instagram @apursindicato; site www.apur.org.br e o Facebook APUR Associação dos Professores e Professoras.
APUR recorda luta contra autoritarismo e os 60 anos do golpe militar no Brasil

No final de junho encerramos a nossa greve docente federal e construímos mais um capítulo da nossa trajetória de mobilizações em prol dos direitos dos/das trabalhadores/as e do futuro do Brasil. A nossa história é permeada por lutas coletivas e por pessoas que desempenharam e desempenham ações fundamentais para moldar um país mais justo, mais democrático. Uma dessas pessoas é o professor Luiz Henrique Sá da Nova, que leciona no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) – Campus Cachoeira/São Félix, e que lutou politicamente contra o grave período de recrudescimento dos direitos humanos no Brasil, a Ditadura Militar (1964-1985). Hoje, lembramos deste período manchado da história do país com perspectivas de mudanças futuras. O caminho é longo, mas reanimamos nossa expectativa após a decisão do governo federal em retomar a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos nesta quinta-feira, 4. Luta política Luiz Nova é natural de Macarani, no interior da Bahia. Desde criança, aos 8 anos, já tinha dado os primeiros passos na militância política, quando participou de passeata que cobrava esclarecimentos sobre a morte por afogamento de um pescador. Anos mais tarde, no fim da década de 60, mudou-se para Salvador. Lá, ingressou na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com intuito de estudar Jornalismo. Em parceria com os demais estudantes, Luiz Nova se articulou politicamente e participou de coletivos de resistência política que pediam o fim do golpe militar, que havia sido dado em 1964. De acordo com Luiz Nova, os movimentos sociais que ele havia participado eram clandestinos e sofriam forte repressão do governo, que utilizava ameaças, prisões e tortura como forma de intimidação. “A ditadura militar é a comprovação do absurdo. Foi um atropelo da história e da vida normal. Um movimento embasado pela classe média e alta brasileira, com apoio dos Estados Unidos, que não tinha o consentimento da maioria da população […] o protagonismo daquele momento foi tirado das mãos do povo por um golpe militar violento e indevido”, diz. Desmobilização educacional Um dos intuitos da ditadura militar era a supressão do pensamento crítico, especialmente nas universidades públicas, com foco na implementação do tecnicismo educacional para criação de mão de obra capitalista. Para que isso se concretizasse, o governo militar, em parceria com os Estados Unidos, firmou acordos à revelia do conhecimento da população, que hoje são conhecidos como acordos MEC-USAID. Conforme Luiz Nova, este projeto educacional não resistiu à mobilização conjunta da população, especialmente dos discentes. “O MEC-USAID não foi implementado em sua totalidade devido à reação dos estudantes das universidades públicas. Na época, tínhamos disciplinas soltas que impactavam também na vida social dos estudantes. Tive aulas em que não poderia ter a turma toda presente. Era uma desagregação, que se somava à repressão, às ameaças de expulsão, às invasões policiais iminentes, ao discurso violento contra a educação. Pode parecer exagero, mas eu diria que este modelo educacional tenta permanecer até hoje nas escolas e nas universidades. A verticalização do conhecimento que impedia o aflorar da diversidade de opiniões”. História que não pode ser esquecida A repressão militar também manchou de sangue o interior da Bahia. Segundo Luiz Nova, os relatos sobre mortes e desaparecimentos eram mais comuns nas capitais, mas isso não impedia a ditadura de expandir seu terror por todo o país. “Conheci a história de Rosalindo Souza, estudante de Direito que a família morava em Itapetinga – Bahia, município vizinho a Macarani. Rosalindo militava contra a ditadura e se incorporou à Guerrilha do Araguaia. Soubemos que ele havia sido preso e depois se tornou desaparecido. Não se sabe nada sobre ele, nem o corpo foi encontrado. Lembro que ele era brilhante, extremamente articulado nas reuniões operárias em Itapetinga. O desaparecimento dele fez com que muitos estudantes abandonassem não só a luta, mas também a vida acadêmica. A ditadura produziu vazios em gerações inteiras. Pessoas que estavam nas suas fases mais pujantes. Ela prendeu e matou, quando não destruía fisicamente e mentalmente com a imposição das torturas”. Por fim, Luiz Nova destaca que embora o golpe tenha terminado há 60 anos e o governo federal esteja trabalhando para que parte desta história não fique impune, o projeto de poder implantado entre 1964 a 1985 ainda está presente no dia a dia. “Em 1964, 40% do eleitorado apoiavam o presidente Jango e 39% apoiavam as reformas de base no Brasil. Naquela época, do ponto de vista tecnológico e econômico, era tudo mais atrasado, mas a visão comunitária da vida se sustentava. Hoje, entendo que este tipo de visão dificilmente sobreviva porque estamos em uma sociedade enraizada pelo liberalismo econômico. Esta é a grande matriz para a derrota da democracia comunitária”, explica. Este texto tem o intuito de trazer um recorte enxuto das transgressões do período do golpe militar para que não sejam esquecidas ou reescritas. A APUR soma forças às entidades que lutam pela preservação da memória da ditadura militar, a fim de identificar e problematizar os impactos passados e atuais na sociedade brasileira.
Greve docente federal termina na próxima terça-feira, 26, na UFRB; confira as conquistas da categoria

O movimento grevista que se encerra na próxima terça-feira, 26, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), e apesar de não ter a pauta completamente atendida, trouxe conquistas importantes para a categoria docente e para a universidade. A greve ocorre desde o último dia 13 de maio e vem sendo um período de intensa mobilização. Nesses dias de luta, conquistamos a recomposição parcial do orçamento da universidade, recomposições salarias, revogação de portarias danosas à prestação do serviço público de qualidade, dentre outras. A greve docente de 2024 é mais um indicativo da força conjunta das categorias. Embora seja consenso de que os recursos destinados ainda são insuficientes, foi dado um passo importante rumo à volta da valorização das universidades e dos institutos federais. Sem a luta empreendida por nossa categoria, provavelmente, estaríamos em uma condição muito pior. Seguiremos atentos às políticas públicas sempre objetivando o projeto de país que acreditamos, pautado na educação pública de qualidade.Além das conquistas materiais, o ganho político dessa greve deve ser registrado, visto que o grau de mobilização nas universidades foi muito maior ao observado nos últimos anos. Na UFRB realizamos a maior assembleia da nossa história, ampliamos a sindicalização, promovemos atividades em todos os centros e retomamos a atualização da nossa pauta local. O ANDES-SN compilou as conquistas financeiras e políticas que a greve está trazendo. Confira abaixo:
Docentes da UFRB votam por saída da greve docente federal

Os/as docentes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) votaram pela saída da greve docente a partir do próximo dia 26 de junho. A decisão ocorreu na manhã desta terça-feira, 18, durante a Assembleia Geral da APUR, no CCS, campus Santo Antônio de Jesus. De acordo com os/as professores/as, o movimento paredista conquistou direitos e recomposição parcial orçamentária, embora ainda insuficientes. Cerca de 60 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) de todo o Brasil estão mobilizadas. Com a decisão, os/as docentes estarão à disposição para o retorno a partir do dia 26 de junho, além disso há o indicativo ao ANDES para a saída unificada das IFES entre os dias 26 de junho a 5 de julho. No entanto, a volta das atividades acadêmicas depende de ajustes no calendário que serão decididos pela gestão da UFRB nos próximos dias. Movimento nacional e coletividade Neste fim de semana, o Comando Nacional de Greve reunirá as decisões das seções sindicais, como a APUR, e decidirá sobre a continuidade da greve no ANDES. A APUR parabeniza a categoria docente que vem realizando intensas mobilizações desde a histórica Assembleia Geral do último dia 9 de maio, que contou com a presença de ⅓ dos educadores que deliberaram por unanimidade a favor da greve. Apesar da saída, a APUR aponta que este não é o fim das reivindicações da pauta interna nem da campanha salarial e, por essa razão, é necessária a continuidade das mobilizações em prol da luta pelos direitos da categoria.
APUR realiza Assembleia Geral na próxima terça-feira, 18, no CCS

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) convida a todos os/as docentes para participarem da Assembleia Geral sindical, na próxima terça-feira, 18, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), em Santo Antônio de Jesus. O encontro acontecerá às 9h no auditório da Biblioteca do CCS, e terá como pautas as eleições de delegado para o 67º CONAD, a análise de conjuntura e avaliação das negociações, a pauta local, além dos informes gerais e o que ocorrer durante as discussões. Após a Assembleia Geral, a APUR também convida os/as docentes para almoçarem juntos um caruru, que é um prato típico baiano. A APUR ressalta a importância da participação coletiva para deliberar sobre as questões sindicais. Só assim, encontraremos os melhores encaminhamentos para a categoria.