UM MÊS DE GREVE DOCENTE NA UFRB! UMA SEMANA CRUCIAL PARA GREVE NACIONAL!

Na última quinta-feira, 6 de junho, o comando local de greve da UFRB se reuniu para fazer avaliação da greve local e nacional, e organizar as ações desta semana. A greve docente ainda cresce em número de universidades nessa semana, ao mesmo tempo em que a pressão sobre os negociadores do governo também aumenta. A entrada da UFRB na greve, no dia 13 de maio, contribuiu na condução da greve nacional, com representantes no Comando Nacional de Greve, o que favoreceu uma mudança política na atuação do ANDES na mesa de negociação, em comparação às últimas greves, positivamente em nossa opinião. Isso porque o CNG do ANDES realizou um grande esforço na busca de uma negociação real, apresentando uma contraproposta viável, muito alinhada com a decisão da última assembleia da APUR, e buscando amplo apoio junto a parlamentares para reabertura das negociações. Esta greve tem demonstrado sua força em diferentes níveis, como maior repercussão nas mídias e no parlamento, o que tem provocado o governo a responder de forma mais rápida, em comparação com outras greves. No que se refere a negociação salarial o governo federal segue intransigente em não se dispor a reabrir as negociações, mas a força da greve manteve o debate ainda em curso, principalmente pela insistência do governo em manter 0% de recomposição em 2024. O balanço é de conquistas nessa greve. Na pauta salarial desde o início da greve o governo foi pressionando a ampliar o volume de recursos para a malha salarial em comparação com a sua proposta inicial, mesmo com uma proposta rebaixada e ampliação nas distorções da nossa carreira docente. No que se refere ao orçamento de custeio, durante a greve o MEC fez dois anúncios que juntos ultrapassam R$ 400 milhões, e anuncia outro repasse para hoje, dia 10/6, na reunião com os reitores/as. Para esta reunião, o governo tem divulgado que apresentará também um plano de investimentos em obras para rede federal, o que ouvimos chamar de PAC das Universidades. A atualização da pauta local dos docentes da UFRB é fundamental nesse contexto, pois assim apontamos para nossa administração central as diversas precariedades a que estamos sendo submetidos nos últimos anos, fruto dos cortes constantes nas rubricas de investimento e custeio de nossa universidade. As ações em Brasília e os Atos Públicos do dia 03/06 em todo Brasil, fizeram o governo agendar duas reuniões envolvendo MEC e MGI para tratar da pauta dos servidores técnicos no dia 11/06, e para tratar da pauta docente no dia 14/06. Entendemos que essa semana é crucial para os rumos das negociações e da greve, nessa semana podemos ter resultados novos que serão objetos de análise por nossa categoria, na próxima assembleia no dia 18/06. Para nós do CLG/UFRB, é fundamental ampliar os esforços de mobilização na esfera local, reforçando as ações das primeiras semanas de greve na UFRB, assim como reconhecemos a necessidade de todo esforço nessa semana para pressionar os/as deputados/as baianos/as para ampliar o apoio para o atendimento da pauta da nossa greve. Por isso convocamos todos/as colegas da UFRB para se engajarem nas ações dessa semana nos Centros de Ensino, e aqueles que possuem articulação com deputados/as tentem agendas para apresentarmos nossas pautas da UFRB. Nessa semana crucial para as negociações seguiremos com representante da UFRB em Brasília para atuar nas negociações com o governo federal, o presidente da APUR, José Arlen Beltrão estará nos representando e com a responsabilidade de trazer informações rápidas dessa importante semana. Toda força a greve! Por avanços nas negociações já! Cruz das Almas, 10 de junho de 2024. Comando Local de Greve.
Confira as atividades desenvolvidas pelo Comando Local de Greve da UFRB nesta semana

O Comando Local de Greve teve uma agenda de mobilizações cheia nesta semana. Os encontros ocorreram nos campi da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e também nas ruas. As atividades desenvolvidas envolveram docentes, discentes e técnico administrativos, pressionando o governo federal a voltar a realizar mesas de negociações, que foram encerradas unilateralmente de maneira desrespeitosa. Segunda-feira, 3O início das mobilizações foi na segunda-feira, 3, quando o Comando Local de Greve da UFRB se juntou aos comandos da UFBA, UFSB, Fasubra, Sinasefe e Movimento Estudantil, em Salvador.Centenas de manifestantes lotaram as ruas do bairro Campo Grande e cobraram, em ato unificado, a recomposição orçamentária das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), os justos reajustes salariais de técnicos e docentes, bem como o fim das negociações com a Proifes, que não tem legitimidade para representar os/as professores/as.A pressão surtiu efeito e o governo agendou duas reuniões no dia 11 de junho (terça-feira) com os Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) e no dia 14 de junho (sexta-feira) com docentes, ambas no Ministério da Educação. Terça-feira, 4Na última terça-feira, 4, houve atividades de mobilização no Cecult, campus Santo Amaro, com a realização de uma oficina pedagógica sobre táticas de condução de assembleia e uma roda de conversa, com docentes e discentes, sobre a greve em curso. Quarta-feira, 5Na quarta-feira, 5, os Centros CAHL (Cachoeira/São Félix), CFP (Amargosa) e CCAAB-CETEC (ambos em Cruz das Almas) desenvolveram diversas atividades que englobaram professores/as, estudantes e técnicos/as, além da comunidade externa, como roda de conversas; piquenique brincante com participação de crianças, oficinas pedagógicas e fórum de discussão sobre as pautas locais. Durante o evento Rede Beira-Mar: Biodiversidade, Conservação e Uso das Restingas da Bahia e Espírito Santo, que foi realizado em Cruz das Almas e teve transmissão ao vivo na TV UFRB, a professora Leila Longo, vice-presidenta da APUR, foi convidada para falar sobre a greve docente em curso na universidade.Leila ressaltou a importância das mobilizações grevistas e a disputa política nacional por orçamento. “Estamos lutando e reivindicando a recomposição orçamentária da UFRB e por melhores condições de trabalho. Nós somos todos trabalhadores e nós temos um déficit de salário de 22%. Não estamos falando de aumento, nós estamos falando de recomposição. Nós estamos falando de direitos. Como trabalhadores, é nosso direito lutar pelos nossos salários.Mas a nossa maior luta é pela recomposição do orçamento para que as universidades possam funcionar. E nós estamos falando de um valor, que tem sido tratado pela ANDIFES, de R$ 2, 5 bi para o funcionamento destas instituições. Quando a gente vê que as emendas parlamentares chegam a R$ 53 bi […] nós percebemos que sim, é possível olhar para a educação, disputar orçamento por um futuro. A nossa luta está nesse sentido”, disse. Quinta-feira, 6Na manhã de quinta-feira, a APUR, representada por Leila Longo, participou da mesa de negociação entre o grupo Coletivo de Docentes Substitutos/as da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Reitoria. O apoio é um compromisso da seção sindical com os/as substitutos/as.A matéria completa sobre a mesa de negociação pode ser encontrada no site www.apur.org.br. Sexta-feira, 7Finalizando a semana de atividades do Comando Local de Greve, houve um fórum de discussão da pauta local sobre problemas de infraestrutura, no CCAAB/CETEC, campus Cruz das Almas. Ao mesmo tempo, o Tesoureiro da APUR, professor Givanildo Oliveira, em representação ao Comando Local, entregou um ofício à Reitoria com a manifestação das preocupações docentes em relação à postura do governo federal frente ao movimento grevista.Além disso, o documento pede a atuação da gestão universitária em sensibilizar o Executivo Federal sobre a necessidade de estabelecimento de negociações efetivas com o movimento paredista, uma vez que, a reitora Gina Gonçalves foi convocada para uma reunião com o presidente Lula, na próxima segunda-feira, 10.
Comando Local de Greve entrega ofício à reitora da UFRB

O Comando Local de Greve da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) entregou, na manhã desta sexta-feira, 7, um ofício à reitora Gina Gonçalves. O documento é uma manifestação das preocupações docentes com a postura do governo federal frente ao movimento grevista e pede a atuação da gestão em sensibilizar o Executivo Federal sobre a necessidade de estabelecimento de negociações efetivas com o movimento paredista. Gina Gonçalves e demais reitores das Instituições de Ensino Superior Federais (Ifes) foram convocados para uma reunião com o presidente Lula, na próxima segunda-feira, 10. De acordo com trecho do ofício, a ação visa assegurar os direitos da categoria.“Diante desse cenário, solicitamos que Vossa Magnificência atue junto à ANDIFES para que, na reunião de 10 de junho próxima, a entidade busque sensibilizar o Presidente da República sobre o impasse gerado pela postura política de seus prepostos e sobre nossa disposição para a negociação. Nesse sentido, desejamos avanços concretos para viabilizar o funcionamento de nossas instituições e para assegurar direitos de nossa categoria”. Confira o documento abaixo na íntegra: Confira abaixo, também, a minuta e a contraproposta do ANDES-SN:
APUR participa de mesa de negociação entre substitutos/as e Reitoria da UFRB

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) participou da mesa de negociação entre o grupo Coletivo de Docentes Substitutos/as da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Reitoria. O encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira, 6, em Cruz das Almas, com intuito de debater as condições de trabalho dos servidores em regime temporário. O coletivo representa cerca de 85 membros. Os/as substitutos/as apresentaram um ofício com oito pautas reivindicatórias, as quais são sobre a duração dos contratos, redução de carga horária dedicada à sala de aula, participação em editais de pesquisa e extensão, dentre outras. Este documento foi protocolado a partir de uma reunião realizada com o setor jurídico da APUR, no último dia 13 de maio. De acordo com a vice-presidenta da APUR, professora Leila Longo, o acompanhamento da mesa de negociação é um compromisso da seção sindical com os/as substitutos/as. “A pauta dos/das professores/as substitutos/as vem sendo tratada com a Reitoria, especialmente, durante o período de greve, pela natureza temporária dos contratos e a necessidade de reposição de aulas após o encerramento do movimento paredista. Houve um compromisso da Reitoria em dar continuidade nos contratos que não tenham atingido o tempo máximo de vigência, para garantir que os substitutos possam repor este tempo de aulas suspensas, assim como os docentes efetivos. Neste sentido, a APUR também firmou compromisso de acompanhar todas as negociações entre os/as servidores/as substitutos/as e a gestão central.”, explica. As fotos do encontro podem ser encontradas abaixo:
APUR NA MÍDIA: jornal aborda manifestações docentes em Salvador

O jornal Correio, de Salvador, publicou uma matéria sobre as mobilizações de greve dos/das docentes federais. O texto, que pode ser lido na íntegra no link disponível abaixo, mostra o encontro entre as categorias docente, discente e técnico administrativa que ocorreu na última segunda-feira, explica as reivindicações das categorias e traz a opinião do presidente da Associação dos Professores do Recôncavo (APUR), professor Arlen Beltrão, sobre o acordo vexatório do governo federal com a Proifes. A matéria pode ser acessada na íntegra através do link https://www.correio24horas.com.br/minha-bahia/universidades-e-institutos-federais-protestam-por-mais-orcamento-e-aumento-salarial-para-professores-0624 .