AVISO

AVISO INFORMAMOS QUE A SEDE DA APUR ESTARÁ FECHADA NOS DIAS 16 E 17 DE NOVEMBRO. CASO PRECISE ENTRAR EM CONTATO CONOSCO, É SÓ ENVIAR UM E-MAIL PARA apurdiretoria@gmail.com.
PARALISAÇÃO – 10/11: APUR PARTICIPA ATIVAMENTE NAS LUTAS EM DEFESA DOS DIREITOS DO TRABALHADORES

Obedecendo à convocação da assembleia, docentes da UFRB participaram das atividades de paralisação desta sexta-feira (10), ocorridas em Amargosa, Santo Antônio de Jesus e Cruz das Almas. A paralisação, chamada pela CUT e demais centrais sindicais, foi contra a Reforma Trabalhista, que entrará em vigor neste sábado (11), e contra os ataques do governo Temer aos servidores e serviços públicos. Unidos à APLB e ao SINTRACAM, os/as docentes da UFRB de Amargosa fizeram panfletagem pelo comércio da cidade. Em Cruz das Almas, os/as docentes se uniram a outros sindicatos na principal praça da cidade para explicar à população os efeitos nefastos da reforma trabalhista, bem como frisar a importância de se manter lutando contra os desmandos de um governo que vem atacando o/a trabalhador/a brasileiro/a. Junto ao Sindicato dos Comerciários, os/as docentes de Santo de Antônio de Jesus participaram do “enterro” da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que está sendo destruída com a reforma trabalhista. A reforma trabalhista usurpará muitos direitos que os/as trabalhadores/as conquistaram com muita luta ao longo dos anos. Sendo assim, os manifestantes resolveram mostrar sua indignação fazendo o sepultamento simbólico da CLT. Mas não foi apenas o recôncavo que ouviu o chamado das centrais sindicais. Trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil foram ás ruas mostrar sua revolta contra a reforma trabalhista. Em Salvador, por exemplo, a manifestação começou cedo, às 6h, com o bloqueio do trânsito na rotatória entre o Dique do Tororó e a Lapa. Os professores e os bancários do Rio de Janeiro também disseram não à reforma trabalhista. Já no Recife, cerca de 5 mil pessoas tomaram uma das mais importantes vias da cidade, a Avenida Agamenon Magalhães. Mostrando que a luta contra a reforma trabalhista deveria ser de todos, estudantes de escolas públicas foram às ruas de Moju, no Pará, para reivindicar a anulação na reforma. A CUT e demais centrais sindicais conseguiram reunir mais de 20 mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo. Além do protesto contra a Reforma Trabalhista, os manifestantes ainda avisaram que, caso a reforma da Previdência seja encaminhada para votação na Câmara dos Deputados, o Brasil vai parar. Em entrevista, o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, falou da Campanha Nacional pela Anulação da Reforma Trabalhista, realizada em todo país, por meio de abaixo-assinado em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP). “Esta reforma é uma afronta à Constituição e ao povo brasileiro. Em todos os locais de trabalho e praças públicas onde temos coletado assinaturas, não há quem seja a favor. Nós não permitiremos que ela avance na prática e alertamos desde já: se a reforma da Previdência for aprovada, vamos parar o Brasil”, disse. GALERIA DE FOTOS:
ATIVIDADES DA PARALISAÇÃO DO DIA 10 DE NOVEMBRO

Conforme aprovação da paralisação em assembleia de ontem (8), a diretoria da APUR convoca a todos (as) docentes a participarem das atividades que ocorrerão nesta sexta-feira (10), dia Nacional de Lutas, Paralisação e Greve, nas cidades em que a UFRB está inserida. Segue a programação de algumas cidades: AMARGOSA: Concentração às 8 horas, na praça em frente ao Feirão; CRUZ DAS ALMAS: Praça do Coreto, em frente à Igreja Matriz, às 9 horas; SANTO ANTÔNIO DE JESUS: Saindo do Sindicato dos Comerciários, às 9 horas.
APUR SE REÚNE COM A REITORIA DA UFRB PARA DISCUTIR DEMANDAS LOCAIS

APUR SE REÚNE COM A REITORIA DA UFRB PARA DISCUTIR DEMANDAS LOCAIS A diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) se reuniu com a reitoria da UFRB na tarde de ontem (8) para discutir o orçamento da universidade, condições de trabalho e assédio moral, e também abrir negociação sobre a pauta local. Ao final, ficou acordado que assim que as rodadas de consultas nos centros se encerrarem, a APUR entrará em contato com a reitoria para marcar uma nova reunião para iniciar a discussão sobre a pauta local.
POR UNANIMIDADE, DOCENTES DA UFRB APROVAM PARALISAÇÃO NO DIA 10/11

POR UNANIMIDADE, DOCENTES DA UFRB APROVAM PARALISAÇÃO NO DIA 10/11 Reunidos em assembleia extraordinária nesta quarta-feira (8), os docentes da UFRB aprovaram, por unanimidade, participação na paralisação desta sexta-feira (10), com atividades nos centros e ações com as organizações políticas locais. As atividades serão divulgadas em breve, e terão como pontos principais a defesa dos direitos trabalhistas, contra a Reforma Trabalhista de Temer e em defesa da UFRB. As centrais sindicais chamaram o dia 10 de novembro – dia Nacional de Lutas, Paralisação e Greve- por conta dos diversos ataques que os servidores públicos e os direitos sociais vêm sofrendo nos últimos tempos, e ocorre exatamente um dia antes da entrada em vigor da Reforma Trabalhista. Dois desses ataques foram amplamente debatidos na assembleia da APUR: a redução do salário líquido em 2018 (MP 805/17) e o fim da estabilidade do servidor público (PLS 116/17). O professor David Teixeira, presidente da APUR, avaliou que tais ataques aos direitos dos servidores públicos fazem parte de um processo de desmonte do Estado. Sobre a redução do salário líquido em 2018, o professor explicou que, imediatamente, todos os docentes sofrerão a mudança na alíquota, combinado ao congelamento de salários. O presidente da APUR também opinou sobre o fim da estabilidade do servidor público. A estabilidade é questionada sob o discurso de que é preciso que o servidor comprove produtividade. David colocou que a questão não é que o servidor não queira ser avaliado, até porque já existem instrumentos de avaliação. “O que é mais grave é a necessidade do Estado ter um motivo para poder demitir”, defendeu o professor. Para o professor Antonio Eduardo Oliveira, estamos diante de uma reconfiguração das relações políticas e econômicas, se fazendo necessária uma avaliação constante da conjuntura. Ainda segundo o professor, estamos presenciando um momento de cerceamento democrático e de ataque aos direitos dos trabalhadores, sendo a reforma trabalhista a maior derrota que classe trabalhadora teve nos últimos tempos: “Ataques sem precedentes. Como reagir a isso? O problema da mobilização é política, e o erro é querer enfrentar a situação isoladamente. Temos que entender que o cenário de 2018 é complicado, temos que fazer uma luta de forma organizada.”, colocou o professor. A professora Fátima Silva, diretora executiva da APUR, também acredita que o cenário previsto para 2018 é caótico, e citou alguns impactos que a universidade vai sofrer. Segundo a professora, o governo já anunciou o fim do PARFOR e a transformação do PIBID num projeto de estágio: “O que vemos é um cenário de controle de projetos do governo, onde a redução de recursos é mais de 60%”, explicou Fátima. Durante as discussões ainda surgiram ideias de atividades que visem informar à população a realidade das universidades e dos servidores públicos, para que a luta ganhe apoio externo; bem como atividades que reúnam a categoria docente para discutir quais pautas são convergentes, criando uma maior mobilização. Após as falas, ficou nítida a necessidade da atuação em defesa da universidade pública, em especial a UFRB, porque, no entendimento dos (as) docentes, lutar pela educação pública de qualidade é também lutar por um projeto de nação. Por isso, além da paralisação da próxima sexta-feira, a diretoria da APUR se empenhará em outros encontros para discutir as condições de trabalho docente, inclusive pretende dar continuidade às negociações com a reitoria, e a Estatuinte, que será ponto de pauta da próxima assembleia. GALERIA DE FOTOS: