Diretoria da APUR discute demandas docentes durante reunião com a PROGEP

A Diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) se reuniu com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na última sexta-feira, 11, em Cruz das Almas. O momento foi o primeiro encontro formal entre a nova Diretoria da seção sindical e a gestão universitária. O objetivo foi apresentar queixas, demandas e dúvidas docentes que chegaram nos últimos dias. A reunião, conforme a Direção, foi positiva. Foram levadas à PROGEP questões que afetam os/as professores/as da UFRB, como o andamento dos processos, questões referentes a exercícios anteriores e a progressões, a melhoria na comunicação com os/as professores/as de outros campi e dúvidas sobre o PDP. O encontro não representa uma mesa de negociação, mas uma primeira apresentação de demandas. Os assuntos foram formulados após docentes entrarem em contato com a Direção e com os canais de atendimento da APUR. Segundo o presidente da APUR, professor David Romão, o encontro traz uma visão geral sobre as demandas docentes. “Tratamos de pontos que afetam a funcionalidade e as questões de relação de trabalho dos/das professores/as da UFRB. Tratamos de diversos aspectos que pudessem facilitar, desde o atendimento da PROGEP ao encaminhamento dos processos. Nós tratamos, também, de questões que afetam diretamente os exercícios anteriores; tratamos, também, de mudar o atendimento aos professores que não são do campus de Cruz das Almas; e tratamos de questões mais pontuais, como a progressão e o PDP”, explicou. Abaixo, você pode conferir fotos da reunião com a PROGEP:
Ancestralidade, travessia e laços identitários unem mulheres negras durante evento da APUR

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou a mesa de debates “Mulheres afrodiaspóricas em conexão com mulheres africanas”, no Centro de Formação de Professores (CFP/UFRB), em Amargosa, na noite desta quarta-feira, 9. O encontro contou com a participação das professoras palestrantes Francys Cerqueira (UESB), Yérsia Souza de Assis (CFP/UFRB) e Maicelma Maia Souza (CFP/UFRB), além da mediação da professora Fernanda Cristina de Souza (CFP/UFRB). O evento faz parte do Julho das Pretas, que homenageia as trajetórias, experiências e lutas de mulheres negras. As professoras convidadas discorreram sobre seus percursos formativos e políticos, abordando o autoconhecimento, a ancestralidade, a raça, o gênero, a África, a identidade, dentre outros aspectos. Mulheres transatlânticas A mesa de debates uniu mulheres transatlânticas, isto é, brasileiras que possuem laços históricos, culturais e identitários firmes com o continente africano. De acordo com a professora Francys Cerqueira (UESB), que abriu a mesa de debates e compartilhou suas vivências em Moçambique, o processo de travessia à África é de autoconhecimento. “Eu quero compartilhar com vocês essa travessia. […] Meu primeiro ponto de contato com a minha essência ancestral. E essa travessia é muito linda. Até então um lugar de martírio para muitos, inclusive gostaria de saudar os que vieram antes de mim, mas um lugar de descoberta para mim”, disse. Ainda conforme a professora Francys, a travessia também une mulheres negras para além da tragédia social. “É o pensar para além da dor, o que nos une, o afeto, por exemplo, em qualquer lugar do mundo. […] Mulheres negras que levam o mundo nas costas. […] Essa foi a maior viagem da minha vida. Conhecer a África, um lugar de potência”, explicou. Ancestralidade Já a professora Yérsia Souza (CFP/UFRB), abordou a travessia sob a ótica do relacionamento direto com a ancestralidade através dos estudos sobre os laços familiares da sua trisavó, que veio sequestrada da África pelos europeus. As falas ressaltam também a necessidade de promoção do conhecimento acadêmico produzido e influenciado por pesquisadores/as negros(as)/africanos(as). Segundo Yérsia, a sua ida à Angola reacende a travessia feita por sua ancestral. No entanto, ao contrário da sua trisavó, que fez a travessia em negação, Yérsia retornou ao continente para afirmar a sua ancestralidade. “Diferente da minha trisavó, eu aportei em Angola como uma estudante de pós-graduação. A dinâmica dessas travessias demonstra as mudanças que ocorreram e as novas possibilidades geradas. É importante postular que o Julho das Pretas é uma agenda política e de lutas.” Tradições A travessia também foi abordada pela professora Maicelma Maia (CFP/UFRB), que esteve em Cabo Verde durante a pós-graduação. Conforme a professora Maicelma, embora o colonialismo europeu ainda persista nas relações pessoais e econômicas no país africano, as tradições e os costumes do povo constituem um território fixo em cada pessoa. “É uma grande satisfação, uma grande alegria, encontrar estas mulheres aqui e nesta mesa. Para falar desse território que está em nós. Chama viva, energia para continuarmos vivas. Enquanto ouvia as histórias anteriores, foram passando diversas memórias em minha mente. O chamado da nossa ancestralidade”, declarou. Aquilombamento A mesa de debates foi realizada pela Diretoria da APUR e teve o intuito de trazer luz às experiências de mulheres negras durante o Julho das Pretas. O intuito, de acordo com a secretária da APUR, professora Maíra Lopes, da mesa é de criar um processo de aquilombamento na seção sindical. “A gente agradece a presença de todos e todas, especialmente da mesa, por ter trazido a partilha de trajetórias que relacionam o Brasil e a África. Não visitei países africanos como as professoras, mas, enquanto mulher transatlântica, as experiências me atravessam, como na capoeira quando os tambores batem muito forte e me aproximo da minha ancestralidade. Quando pensamos nesta mesa, a APUR teve o intuito de fazer do nosso sindicato um quilombo de pessoas negras, de mulheres negras. Este é o segundo encontro que realizamos no nosso sindicato”, concluiu. Abaixo, confira uma seção de fotos da nossa mesa de debates:
APUR discute insatisfações docentes com a PROGEP nesta sexta-feira, 11

A Diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizará uma reunião com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), nesta sexta-feira, 11, em Cruz das Almas. O encontro, que faz parte das deliberações docentes durante a última Assembleia Geral da APUR, discutirá sobre as queixas mais frequentes dos/das professores/as referentes a processos que envolvem a PROGEP. Além disso, a Diretoria da APUR também levará outras pautas de interesses funcionais dos/das servidores/as, como problemas com pagamentos retroativos relacionados a progressões e promoções; insalubridade; reestruturação da carreira docente e auxílio-transporte.
APUR apoia Plebiscito Popular sobre justiça tributária e direitos do/da trabalhador/a; saiba como assinar

Mais de 70 organizações sociais, incluindo a APUR, movimentos populares, entidades estudantis e da sociedade civil apoiam o Plebiscito Popular Por um Brasil Mais Justo, que reivindica justiça tributária e os direitos dos/das trabalhadores/as brasileiros/as. Em suma, o documento defende a cobrança de mais impostos do grupo de super ricos, redução de escala de trabalho, redução das emendas parlamentares e isenções tributárias para a população mais pobre. O plebiscito irá ouvir o povo brasileiro até o dia 7 de setembro deste ano. Na avaliação das organizações que assinam o plebiscito, há uma ofensiva dos setores mais privilegiados da sociedade com intuito de obrigar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a realizar cortes orçamentários em áreas sociais, como educação, saúde e previdência. “Querem obstruir medidas apresentadas pelo governo para tributar especuladores do mercado financeiro, que são privilegiados pelo nosso sistema de impostos que penaliza quem vive de salários e protege quem tem renda de mais de R$ 1 milhão por mês. Além disso, bloqueiam medidas para enfrentar os supersalários de juízes e desembargadores e a aposentadoria dos militares”, diz a carta. Além de apoiar o plebiscito, a APUR pede para que a comunidade acadêmica da UFRB vote e se atente às pautas do documento, bem como ao contexto social e político que o Brasil enfrenta. Em www.apur.org.br você poderá encontrar uma cartilha com os eixos principais da mobilização, dos temas que serão votados e orientações para a realização da votação. CLIQUE AQUI. Voto e procedimento A votação ocorre de maneira presencial em urnas fixas ou itinerantes em diversas cidades do Brasil (CLIQUE AQUI E SAIBA ONDE ESTÁ OCORRENDO). Para votar, o/a cidadão/ã precisará responder a duas perguntas: A APUR está organizando a instalação de urnas na UFRB para receber os votos na primeira semana do semestre 2025.2. Mais informações serão disponibilizadas ao público em breve. Após o dia 7 de setembro, os votos serão contabilizados e encaminhados aos parlamentares para produzirem legislação de acordo com o desejo dos votantes. Por isso, salientamos, mais uma vez, a importância do plebiscito e pedimos para que a comunidade participe ativamente deste processo civilizatório.
JULHO DAS PRETAS: APUR convoca comunidade acadêmica para participar de mesa de debates sobre a jornada universitária de mulheres negras

A Associação dos Professores Universitários realizará uma mesa de debates com o tema “Mulheres afrodiaspóricas em conexão com mulheres africanas”, no próximo dia 9 de julho, às 18h, no Centro de Formação de Professores/as (CFP/UFRB), em Amargosa. O evento faz parte das comemorações do Julho das Pretas, que tem o objetivo de defender os direitos das mulheres negras e enfrentar o racismo na UFRB. Farão parte da mesa as professoras Maicelma Maia Souza (CFP/UFRB), Francys Cerqueira (UESB) e Yérsia Souza de Assis (CFP/UFRB). A mesa de debate proposta pela APUR objetiva ouvir das professoras convidadas seus percursos formativos e políticos. Julho das Pretas O Julho das Pretas é um movimento de dedicação do mês de julho à luta e a conquistas das mulheres negras. A APUR tem colocado como centralidade em sua agenda política as lutas antirracista e contra sexismo. Por essa razão, reforçamos que é de extrema importância que a comunidade acadêmica participe. Contamos com a sua presença!