Encontro virtual da APUR reúne novos/as docentes e assessoria jurídica sindical

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou uma reunião virtual com os/as novos/as docentes da UFRB, na última terça-feira, 28. O encontro contou com a participação da assessoria jurídica sindical e de diretores/as da seção, objetivando dar as boas-vindas aos/às professores/as, bem como esclarecer dúvidas referentes ao exercício acadêmico. A reunião é um compromisso da APUR em instruir e lutar pelos direitos docentes. Dentre os assuntos discutidos, os/as docentes foram informados/as sobre as mudanças na resolução do estágio probatório; a carreira e as mudanças de níveis; a previdência e a vitória no caso FUNPRESP; os encargos de trabalho; as situações que podem envolver assédio moral; o orçamento deficitário da universidade, além da importância da luta conjunta sindical. Filiação A APUR reitera o compromisso pela luta em defesa de todos/as os/as professores/as da UFRB e salienta que isso só é possível graças à sindicalização. Filiar-se é fortalecer o mecanismo de manutenção da garantia dos nossos direitos trabalhistas. Para se filiar, acesse nosso site www.apur.org.br. Para quaisquer dúvidas relacionadas às pautas discutidas durante o encontro, entre em contato através do número (WhatsApp) (75) 99871-6597, que pertence à secretaria da APUR.
Comissão Eleitoral divulga homologação final da eleição do CONSUNI

A Comissão Eleitoral tornou público, nesta segunda-feira, 20, a homologação final da eleição do Conselho Universitário (CONSUNI) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A decisão ocorre após o fim do período de envio e análise de recursos. Agora, a Comissão encaminha o resultado para a gestão universitária. O período de representação no Conselho é de 24 meses. Após o pleito, as professoras Juliana Pinele Santos Porto (titular) e Sânzia Alves do Nascimento (suplente) foram eleitas por 91 votos. Além disso, houve 2 votos brancos e 1 voto nulo, totalizando 94 votos válidos. Veja a homologação final no documento abaixo:
NOVA VITÓRIA DA APUR: Justiça reconhece direito dos/das docentes da UFRB sobre regime previdenciário

A APUR obteve recentemente uma importante vitória na 2ª Turma do TRF1, em processo pleiteando o direito de opção pelo regime previdenciário anterior (RPPS sem teto do RGPS) aos servidores que ingressaram na União após a Lei nº 12.618/2012, mas que já detinham vínculo estatutário com outros entes federados (Estados ou Municípios) sem solução de continuidade. Foi reconhecido, em sede de apelação, o direito de todos os docentes da UFRB que ingressaram em cargos efetivos da Universidade após 04/02/2013, mas que eram servidores efetivos de outros entes federativos, a não se submeterem ao regime previdenciário que impõe o teto do INSS como limitador dos benefícios futuros, a não ser que assim optem, determinando a restituição de valores vertidos indevidamente à FUNPRESP, o que só poderá ser cobrado após o trânsito em julgado da decisão, quando não houver mais recursos. Ainda cabem, no entanto, recursos da decisão, e a UNIÃO e a FUNPRESP já protocolaram embargos de declaração, que serão apreciados pela 2ª Turma do TRF1.
APUR alerta filiados/as sobre tentativas de golpes com número telefônico falso

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) informa aos/as docentes de que golpistas estão se passando pelo sindicato e contactando alguns/algumas professores/as. Os criminosos estão usando números falsos (como mostrado na imagem abaixo) e solicitam informações pessoais ou pagamentos para liberação de alvará e documentos semelhantes, o que não corresponde com as nossas práticas. Caso receba alguma mensagem suspeita, entre em contato diretamente com o escritório, pessoalmente ou através do número oficial (71) 4009-0000 ou nosso contato via WhatsApp. Para se comunicar com a sede do nosso sindicato, o número é (75) 99871-6597. Fique atento/a. Suspeite de mensagens estranhas e pedidos de pagamentos. Denuncie! Quem tem sindicato nunca está só!
69º CONAD encerra em São Luís (MA) com reafirmação da luta contra a extrema direita e o imperialismo

Sob o tema “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da Balaiada: contra o imperialismo e a extrema direita”, o 69º Conad do ANDES-SN encerrou suas atividades nesse domingo (5), em São Luís (MA). Realizado no Centro Pedagógico Paulo Freire da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o evento reuniu mais de 300 docentes para atualizar os planos de luta da categoria e reafirmar o compromisso com a defesa da universidade pública e dos direitos da classe trabalhadora. A mesa da Plenária de Encerramento foi composta pelo presidente do ANDES-SN, Cláudio Mendonça, pelo 1º tesoureiro, Sérgio Barroso, a secretária-geral Fernanda Maria Vieira, a 1ª secretária Jacqueline Lima, a 1ª vice-presidenta da Regional Nordeste, Lila Luz, e o presidente da Associação de Professores da UFMA (Apruma Seção Sindical), Luiz Eduardo Neves. O 69º Conad contou com a presença de 81 seções sindicais, representadas por 78 delegadas e delegados e 167 observadores e observadoras. Também participaram do evento 3 convidadas e convidados, 3 acompanhantes de docentes e 34 diretores nacionais do ANDES-SN. Moções aprovadas reforçam pautas sociais e políticasOs delegados e as delegadas do 69º Conad aprovaram, por aclamação, um bloco de 16 moções que expressam as lutas do movimento docente e o caráter classista do Sindicato Nacional. Entre os destaques estão o repúdio à privatização de escolas estaduais no Rio Grande do Sul e ao projeto de lei que fragiliza o ensino de filosofia e sociologia na educação básica. A plenária também manifestou a urgência da mobilização pela aprovação, no Senado, da redução da jornada de trabalho para 30 horas sem redução salarial e ao fim da escala 6×1, além de exigir celeridade no julgamento de ações em defesa da população trans no STF. As e os participantes também declararam apoio à aprovação do projeto de lei estadual de Minas Gerais 5365/2026, em defesa da democracia e autonomia nas universidades estaduais mineiras. Outras moções incluíram manifestação de apoio ao docente da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitor Cei, que se tornou alvo de ataques e ameaças, devido ao seu projeto de pesquisa que aborda o conceito de “cristofascismo bolsonarista” na literatura e na política; o repúdio à regulamentação da educação domiciliar e à presença da empresa Palantir no Brasil. As e os docentes também repudiaram veementemente os adiamentos sucessivos no calendário eleitoral para diretorias de centros na UFMA, cujas eleições deveriam ter ocorrido em março de 2026. Carta de São Luís: um manifesto de resistênciaUm dos momentos marcantes do encerramento foi a leitura da Carta de São Luís, realizada pela secretária-geral Fernanda Maria Vieira. O documento resgata as memórias de luta do Maranhão, como a Balaiada, para inspirar a resistência atual contra o avanço da extrema direita na América Latina. A carta define como prioridade política a derrota das candidaturas de direita e extrema direita já no primeiro turno das próximas eleições e reafirma a campanha “Lutar não é crime”, em resposta à criminalização da categoria docente e os recorrentes ataques às universidades públicas. O texto também saúda a entrada do ANDES-SN no Fórum Nacional de Educação (FNE) e a adoção do ecossocialismo como uma bandeira central do sindicato frente à crise ambiental. O documento será divulgado posteriormente à categoria. Balanço da organização localO presidente da Apruma SSind, Luiz Eduardo Neves, expressou sua emoção ao sediar o evento em São Luís coincidindo com sua gestão. Ele classificou o saldo do encontro como muito positivo, destacando que, apesar de “modesto”, o evento foi organizado com zelo e funcionou perfeitamente dentro das realidades financeiras da seção sindical. Lila Luz, 1ª vice-presidenta da Regional Nordeste 1, também manifestou felicidade pelo trabalho realizado nos últimos meses. Ela enfatizou que o encontro foi uma expressão da diversidade brasileira e uma oportunidade para a categoria docente se reencontrar e celebrar a cultura nordestina, enquanto constrói pautas de luta fundamentais. Avaliação política e encerramentoEm sua fala final, o presidente do ANDES-SN, Cláudio Mendonça, agradeceu nominalmente às equipes de funcionários, monitores e às comissões nacional e local pelo esforço na realização do Conad. Mendonça destacou que as divergências internas, longe de enfraquecer o Sindicato Nacional, são elementos que o fortalecem, desde que o debate seja democrático e franco. “Não há inimigos de classe nesta sala; há companheiros, companheiras e camaradas que constroem a luta”, afirmou o presidente, lembrando que a unidade foi o que permitiu as conquistas da greve de 2024. Ele reforçou a necessidade de solidariedade internacional aos povos de Cuba e Venezuela e a urgência de ocupar as ruas para derrotar o fascismo. Ao encerrar o 69º Conad, Cláudio Mendonça mencionou a poesia “Quem Matou a Aparecida”, de Ferreira Gullar. O texto conta a triste história de uma mulher favelada, cuja vida de pobreza e abandono termina com o suicídio. “Se não descobres te digo para que possas saber: o mundo assim dividido não pode permanecer. Foi esse mundo que mata tanta criança ao nascer, que negou à Aparecida o direito de viver. Quem ateou fogo às vestes dessa menina infeliz foi esse mundo sinistro que ela nem fez nem quis — que deve ser destruído pro povo viver feliz”, diz o último verso de Gullar. Para o presidente do ANDES-SN, o poema político sintetiza o que é o capitalismo: para alguns poucos, a riqueza. Para a maioria, principalmente, pobres, negros e indígenas a situação de precariedade humana e social. “É com a esperança que nós iremos sair desse Conad, com muito ânimo e muita alegria para derrotarmos esses ataques. E que a memória de Aparecida não seja esquecida, para que a gente lembre que, quem matou a Aparecida, está, a todo momento, tentando matar os nossos sonhos, as nossas esperanças e as nossas universidades. Nós iremos resistir, como estamos resistindo até hoje”, conclamou, declarando encerrado o 69º Conad. *Texto reproduzido do site do ANDES-SN