Prof. Alberto Handfas lança livro na sede da APUR sobre a educação federal

A sede da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) foi palco do lançamento do livro “EDUCAÇÃO FEDERAL: EXPANSÃO, GOLPE E LUTA”, do professor Alberto Handfas, na última sexta-feira, 17. A publicação é uma investigação sobre a evolução do ensino superior brasileiro no contexto das batalhas da ciência e da educação públicas e das ameaças privatistas. O evento contou com a participação de filiados/as da seção sindical. Em breve resumo, o livro debate teórica e historicamente os dilemas da universidade no quadro das limitações da formação soberana do Brasil como nação. Contribui à reflexão sobre os rumos recentes das políticas governamentais e das respostas do movimento docente, incluindo a Expansão das Federais e as lutas mais recentes por financiamento, condições de trabalho (salariais, carreira, pesquisa) e de estudo. De acordo com o professor Alberto Handfas, que é filiado e ex-presidente da Adunifesp, o livro nasceu da relação entre a análise dos direitos dos docentes, a luta coletiva e o corte de verbas para a educação, especialmente durante os governos Temer e Bolsonaro. “Estou há quase 11 anos na Adunifesp. Neste período enfrentamos o golpe de Temer e o governo Bolsonaro. Ambos com corte de verbas. A gente vinha procurando explicar, entender, investigar o orçamento, o financiamento, os ataques contra a universidade pública, procurando elaborar, escrever sobre o assunto, mas nunca de forma muito sistematizada. Até que no ano passado houve uma grande greve nacional dos docentes federais e a partir daí, decidi, de forma mais organizada e sistematizada, pensar mais no assunto e colocar no papel para dar uma explicação mais geral sobre os problemas das universidades públicas brasileiras, teoricamente, com dados, e historicamente.”, explicou. Futuro da educação Questionado sobre qual é a percepção do futuro da educação pública brasileira, o prof. Alberto Handfas afirmou que tudo depende da mobilização popular. “Se o povo for capaz de voltar às ruas, mobilizar, lutar pela universidade pública, pelos seus direitos, para barrar, por exemplo, a Reforma Administrativa que tramita agora, para exigir mais verbas para a universidade, para exigir verbas públicas só para as universidades públicas, etc. É possível, sim, enxergar um futuro bastante promissor para a universidade pública brasileira e para o Brasil. Agora, se não tiver mobilização, nós estamos caminhando a passos largos para a destruição, não só da universidade, mas para a destruição da economia brasileira, para a destruição do Brasil, para a destruição de todas as conquistas que o povo teve e para barbárie no mundo inteiro. Esse, infelizmente, não é o problema só nosso.”, disse. Ação da APUR Ainda conforme o prof. Alberto Handfas, o lançamento do seu livro na sede da APUR é um ato de mobilização coletiva e de análise conjunta dos problemas que se repetem em todo o Brasil. “Fizemos um debate aqui. Foi um lançamento misturado com um debate. Isso ocorreu de forma bastante interessante. Os professores daqui levantaram questões que são recorrentes em todo o País, como as dificuldades com verbas, investimento, problema de evasão de alunos, dentre outros. […] Foi um debate muito interessante que revela que existe uma identidade geral. As questões específicas, na verdade, são parte de um problema geral que precisa ser enfrentado coletivamente. […] Aliás, esse não é só um problema nacional, mas também mundial porque há um ataque de grupos reacionários, de neofascistas, à ciência, à pesquisa, à cultura, e, obviamente, isso se traduz como um ataque ao financiamento público”, avaliou. Para adquirir o livro “EDUCAÇÃO FEDERAL: EXPANSÃO, GOLPE E LUTA” de Alberto Handfas acesse o site da editora através do link: https://shre.ink/SRcp.
APUR participa de Mesa de Diálogos Formativos durante comemoração do Dia do/da Professor/a

O Presidente da Associação de Professores Universitários do Recôncavo (APUR), David Romão, representou a entidade sindical na mesa Diálogos Formativos: os sentidos da docência, que ocorreu em Cachoeira, na última quarta-feira, 15. O evento foi organizado pela turma do Mestrado da História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas (UFRB) e aconteceu em alusão ao Dia do/da Professor/a. Os/as convidados debateram diversos aspectos das carreiras docentes através das vivências de formação e sala de aula. O professor David Romão participou da mesa pela manhã, junto à professora Jussiana Silva, doutoranda pela UFRB e docente da rede estadual de ensino. À tarde do mesmo dia, o debate foi realizado pelas professoras Dyane Brito (UFRB) e Solyane Lima (UFRB). Lutas e organização sindical Durante fala, o prof. David Romão parabenizou a toda categoria, teceu críticas à maneira pela qual o trabalho docente é visto e precarizado, bem como celebrou a luta coletiva. “A nossa profissão tem uma condição que nos caracteriza, especialmente no Brasil. O nosso trabalho tem uma marca que é a da resistência e da luta. Poderia ser mais fácil. Poderíamos dedicar nossos dias preparando boas aulas, estudando mais, nos preparando cada vez melhor, mas nossa realidade força os professores e os futuros professores a se dispor a uma organização para lutar. Tudo isso ocorre porque as condições ideais não nos foram dadas desde o início do nosso processo formativo”, disse. Reforma Administrativa O prof. David Romão também pediu para que a população esteja atenta, especialmente os/as servidores/as, ao projeto de Reforma Administrativa que precarizará os serviços públicos. Um panfleto do ANDES-SN foi distribuído ao público presente que aponta cinco razões pelas quais afirmamos que a Reforma Administrativa é péssima para o Brasil. Para mais informações sobre os danos da Reforma Administrativa, acesse o site do ANDES-SN (www.andes.org.br) ou nosso site (www.apur.org.br). Fique atento também aos nossos canais de comunicação.
Presidente da APUR participa de evento em comemoração ao mês do servidor público e defende mobilização conjunta contra Reforma Administrativa

O presidente da APUR, professor David Romão, representou a seção sindical durante a Mesa de Abertura do Seminário Gestão com Pessoas – Comemoração ao Dia do/a Servidor/a Público. O evento ocorreu em Cruz das Almas, na manhã desta quarta-feira, 8, com intuito de valorizar o servidor/a público e debater questões relacionadas ao dia a dia de trabalho. Em momento de fala concedido aos representantes, o prof. David Romão parabenizou os/as trabalhadores/as públicos e destacou o impacto da coletividade no combate à Reforma Administrativa. De acordo com David, a qualidade reconhecida da UFRB é fruto do empenho de cada colaborador que, mesmo com dificuldades orçamentárias e estruturais, entregam bons resultados. “Esta mesa é um marco importante porque nos provoca a pensar em um novo ciclo. Os 20 anos da UFRB só foram possíveis graças aos esforços de todos nós. Essa construção não foi fácil nem tem sido fácil, mas tem dado muito resultado positivo para nossa população”, disse. Embora tenha discutido os problemas internos da UFRB, David não deixou de mencionar a discussão da Reforma Administrativa que tramita na Câmara dos Deputados. “O Congresso Nacional só tem feito coisas ruins para o povo brasileiros. Depois da PEC da Bandidagem, agora resolveu apresentar um projeto de Reforma Administrativa e no mês do servidor/a público, o qual ataca os serviços públicos. A gente (aqui) discute gestão de pessoas enquanto a Câmara manda um projeto que desestrutura as carreiras e coloca abaixo as nossas conquistas obtidas durante a greve de 2024. […] da mesma forma que enterramos a PEC da Bandidagem, é preciso que a gente se mobilize nesse próximo período e possamos barrar essa Reforma Administrativa”, afirmou. Marcha Nacional Visando a barrar a Reforma Administrativa, as entidades sindicais, incluindo o ANDES-SN, estão convocando os/as servidores/as para a Marcha Nacional dos Serviços Públicos contra a Reforma Administrativa, no próximo dia 29 de outubro, em Brasília, no Distrito Federal. A concentração do encontro ocorrerá às 9h, em frente ao Museu Nacional. Participe e nos ajude a barrar este novo ataque!
Presidente da APUR participa de abertura de I Seminário da REDMULTI e defende mobilização contra Reforma Administrativa

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) marcou presença na abertura do I Seminário da REDMULTI, que engloba Escolas Multisseriadas nos Territórios do Campo, das Águas e das Florestas, na última segunda-feira, 1°. O evento ocorreu em Amargosa e reuniu representantes da educação de todo o Brasil. Após ter fala concedida, o Presidente da APUR, professor David Romão, defendeu uma mobilização dos/das servidores/as públicos contra a Reforma Administrativa. Projetos sobre uma Reforma Administrativa deverão ser discutidos nos próximos dias no Congresso Nacional. O intuito, de acordo com as entidades que defendem a classe trabalhadora, é de sucatear o serviço público brasileiro com o avanço de ideias neoliberais. Conforme o Presidente da APUR, durante a abertura do I Seminário Nacional da REDMULTI, “uma mobilização conjunta entre todas/todos os/as servidores/as públicos e demais presentes” é necessária “para combater a movimentação do Congresso que visa desqualificar o serviço público e atacar os/as trabalhadores/as”, disse. Nos próximos dias, a APUR, em conjunto com as demais entidades sindicais, começará uma mobilização contra a Reforma Administrativa. Precisamos da união de cada servidor/servidora neste momento. Quem tem sindicato nunca está só!
APUR participa de Reunião do Setor das Federais promovida pelo ANDES-SN

A Diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) marcou presença na Reunião de Setor das Federais do ANDES – Sindicato Nacional, neste fim de semana. O evento ocorreu entre os dias 29 e 30 de agosto, no Auditório da FENAJUFE, em Brasília, reunindo seções sindicais de todo o Brasil. Pautas referentes ao cumprimento do acordo de greve, sobre a reforma administrativa e a conjuntura nacional/internacional foram abordadas nas discussões. A representante sindical foi a Vice-presidenta da APUR, professora Talita Honorato, que levou à reunião informes referentes ao Sindquartas; à mobilização para a Marcha das Mulheres Negras (ato ocorrido em Amargosa com coordenação conjunta da APUR); à busca pela garantia de posse dos docentes que foram aprovados pelas cotas; às urnas do Plebiscito que passaram pelos campi da UFRB; ao pesar pela morte do professor Fabricio Dalla Vecchia e às orientações e encaminhamentos dos/das docentes da UFRB sobre os projetos de reforma administrativa. Discussões A abertura da reunião ocorreu na manhã da sexta-feira, 29, com os informes nacionais e específicos de cada seção sindical. À tarde, os/as docentes discutiram a conjuntura política e social do Brasil e do mundo. Em seguida, a situação relativa à implementação da IN SRT/MGI n° 71/2025 (auxílio transporte); o plano de ação do ANDES-SN e seções sindicais e a ação relacionada à aplicação do piso nacional do magistério aos professores EBTT, com presença do corpo jurídico; e a construção de um calendário para Jornada de Lutas pelo integral cumprimento do Acordo de Greve e contra a Reforma Administrativa foram debatidos. Já no sábado, 30, os/as professores/as construíram o calendário para Jornada de Lutas pelo integral cumprimento do acordo de greve e contra os projetos de reforma administrativa que podem ser votados em breve.