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APUR

APUR recebe homenagem durante sessão solene que comemora 20 anos da UFRB

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) esteve presente na sessão solene da Câmara de Vereadores de Cruz das Almas, que homenageou os 20 anos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O evento ocorreu na noite desta quarta-feira, 6, no parlamento do município, reunindo representantes da gestão universitária, técnicos, terceirizados, discentes e docentes. A sessão solene, que foi proposta pelo vereador professor William (Lilo) Lordelo (PT), também homenageou cada representação da comunidade acadêmica da UFRB. Nas fotos abaixo, as professoras Talita Honorato (Vice-presidenta da APUR) e Leila Longo recebem flores e uma placa do vereador William (Lilo) Lordelo.

APUR marca presença no 68º CONAD do ANDES-SN

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) esteve presente no 68º CONAD do Andes- Sindicato Nacional, que aconteceu neste final de semana, em Manaus, no estado do Amazonas. O encontro reuniu cerca de 82 seções sindicais de todo o Brasil e mais de 350 participantes, sendo organizado pela ADUA – Seção Sindical da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A professora Leila Longo foi a delegada representante da APUR. O tema central do 68º CONAD foi “Unificar as lutas anticapitalistas: contra o colapso socioambiental e em defesa da vida e da educação pública”. As discussões sobre o tema começaram na sexta-feira, 11, e se estenderam até o domingo, 13. Durante este período, foram submetidos 57 textos de resolução, com temas diversos, como a análise da conjuntura social e política, a defesa do ensino público de qualidade, a saúde e as condições de trabalho da categoria docente. Principais discussões De acordo com a delegada Leila Longo, o 68º CONAD centrou as discussões na necessidade de recomposição salarial e do orçamento das universidades públicas, com a urgência da luta pelo cumprimento dos acordos de greve firmados ano passado. Além disso, os/as representantes sindicais discutiram sobre a necessidade da revogação do Novo Arcabouço Fiscal, que restringe de forma contundente os investimentos nas universidades públicas; a taxação dos bilionários; a necessidade da defesa do ensino público contra privatizações e contra o ataque do Proifes às ADs filiadas ao ANDES-SN. Outros temas Ainda durante o encontro, relata Leila Longo, outros temas de relevância surgiram durante a socialização, como a importância de atenção quanto à carga horária e regimes de progressão de professores/as com necessidades específicas próprias e/ou de familiares. Tratou-se ainda sobre as campanhas contra assédios de toda natureza, bem como sobre a continuidade das lutas pelos direitos de docentes da comunidade LGBTQIA+. 69º CONAD Garantindo a continuidade das discussões e planejamento de lutas do ANDES-SN, foi escolhida a ADUFMA – sessão sindical da Universidade Federal do Maranhão, em São Luís, no Maranhão, como a sede do 69º CONAD, em 2026. A partir das resoluções deste 68º CONAD, temos muito trabalho a ser feito em defesa dos direitos da categoria docente e da Universidade Pública Federal! Quem tem sindicato nunca está só!

Ancestralidade, travessia e laços identitários unem mulheres negras durante evento da APUR

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou a mesa de debates “Mulheres afrodiaspóricas em conexão com mulheres africanas”, no Centro de Formação de Professores (CFP/UFRB), em Amargosa, na noite desta quarta-feira, 9. O encontro contou com a participação das professoras palestrantes Francys Cerqueira (UESB), Yérsia Souza de Assis (CFP/UFRB) e Maicelma Maia Souza (CFP/UFRB), além da mediação da professora Fernanda Cristina de Souza (CFP/UFRB). O evento faz parte do Julho das Pretas, que homenageia as trajetórias, experiências e lutas de mulheres negras. As professoras convidadas discorreram sobre seus percursos formativos e políticos, abordando o autoconhecimento, a ancestralidade, a raça, o gênero, a África, a identidade, dentre outros aspectos. Mulheres transatlânticas A mesa de debates uniu mulheres transatlânticas, isto é, brasileiras que possuem laços históricos, culturais e identitários firmes com o continente africano. De acordo com a professora Francys Cerqueira (UESB), que abriu a mesa de debates e compartilhou suas vivências em Moçambique, o processo de travessia à África é de autoconhecimento. “Eu quero compartilhar com vocês essa travessia. […] Meu primeiro ponto de contato com a minha essência ancestral. E essa travessia é muito linda. Até então um lugar de martírio para muitos, inclusive gostaria de saudar os que vieram antes de mim, mas um lugar de descoberta para mim”, disse. Ainda conforme a professora Francys, a travessia também une mulheres negras para além da tragédia social. “É o pensar para além da dor, o que nos une, o afeto, por exemplo, em qualquer lugar do mundo. […] Mulheres negras que levam o mundo nas costas. […] Essa foi a maior viagem da minha vida. Conhecer a África, um lugar de potência”, explicou. Ancestralidade Já a professora Yérsia Souza (CFP/UFRB), abordou a travessia sob a ótica do relacionamento direto com a ancestralidade através dos estudos sobre os laços familiares da sua trisavó, que veio sequestrada da África pelos europeus. As falas ressaltam também a necessidade de promoção do conhecimento acadêmico produzido e influenciado por pesquisadores/as negros(as)/africanos(as). Segundo Yérsia, a sua ida à Angola reacende a travessia feita por sua ancestral. No entanto, ao contrário da sua trisavó, que fez a travessia em negação, Yérsia retornou ao continente para afirmar a sua ancestralidade. “Diferente da minha trisavó, eu aportei em Angola como uma estudante de pós-graduação. A dinâmica dessas travessias demonstra as mudanças que ocorreram e as novas possibilidades geradas. É importante postular que o Julho das Pretas é uma agenda política e de lutas.” Tradições A travessia também foi abordada pela professora Maicelma Maia (CFP/UFRB), que esteve em Cabo Verde durante a pós-graduação. Conforme a professora Maicelma, embora o colonialismo europeu ainda persista nas relações pessoais e econômicas no país africano, as tradições e os costumes do povo constituem um território fixo em cada pessoa. “É uma grande satisfação, uma grande alegria, encontrar estas mulheres aqui e nesta mesa. Para falar desse território que está em nós. Chama viva, energia para continuarmos vivas. Enquanto ouvia as histórias anteriores, foram passando diversas memórias em minha mente. O chamado da nossa ancestralidade”, declarou. Aquilombamento A mesa de debates foi realizada pela Diretoria da APUR e teve o intuito de trazer luz às experiências de mulheres negras durante o Julho das Pretas. O intuito, de acordo com a secretária da APUR, professora Maíra Lopes, da mesa é de criar um processo de aquilombamento na seção sindical. “A gente agradece a presença de todos e todas, especialmente da mesa, por ter trazido a partilha de trajetórias que relacionam o Brasil e a África. Não visitei países africanos como as professoras, mas, enquanto mulher transatlântica, as experiências me atravessam, como na capoeira quando os tambores batem muito forte e me aproximo da minha ancestralidade. Quando pensamos nesta mesa, a APUR teve o intuito de fazer do nosso sindicato um quilombo de pessoas negras, de mulheres negras. Este é o segundo encontro que realizamos no nosso sindicato”, concluiu. Abaixo, confira uma seção de fotos da nossa mesa de debates:

JULHO DAS PRETAS: APUR convoca comunidade acadêmica para participar de mesa de debates sobre a jornada universitária de mulheres negras

A Associação dos Professores Universitários realizará uma mesa de debates com o tema “Mulheres afrodiaspóricas em conexão com mulheres africanas”, no próximo dia 9 de julho, às 18h, no Centro de Formação de Professores/as (CFP/UFRB), em Amargosa. O evento faz parte das comemorações do Julho das Pretas, que tem o objetivo de defender os direitos das mulheres negras e enfrentar o racismo na UFRB. Farão parte da mesa as professoras Maicelma Maia Souza (CFP/UFRB), Francys Cerqueira (UESB) e Yérsia Souza de Assis (CFP/UFRB). A mesa de debate proposta pela APUR objetiva ouvir das professoras convidadas seus percursos formativos e políticos. Julho das Pretas O Julho das Pretas é um movimento de dedicação do mês de julho à luta e a conquistas das mulheres negras. A APUR tem colocado como centralidade em sua agenda política as lutas antirracista e contra sexismo. Por essa razão, reforçamos que é de extrema importância que a comunidade acadêmica participe. Contamos com a sua presença!

Assembleia Geral da APUR debate orçamento da UFRB, elege delegada para CONAD e aprecia parecer do Conselho Fiscal

Os/as docentes filiados à Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizaram a Assembleia Geral, na tarde da última terça-feira, 10. O encontro ocorreu de forma híbrida, presencial e virtual, com polos espalhados em todos os campi da UFRB. A Assembleia foi marcada pela discussão dos cortes orçamentários da UFRB, a eleição de delegada para o Conad e a apresentação do parecer do Conselho Fiscal referente às contas da seção sindical do ano de 2024. De início, o presidente da APUR, professor David Romão, informou à categoria as primeiras atividades realizadas pela nova gestão, que assumiu em 16 de maio de 2025, bem como os problemas enfrentados pelos/as docentes, como o ataque da APUB à autonomia sindical e a desapropriação do terreno da UFRB em Santo Amaro. Além disso, foram repassados informes referentes ao pedido de agendamento de uma reunião com a gestão universitária para discutir a pauta local docente. A data ainda não foi estabelecida pela Reitoria. Orçamento universitário Em seguida, a Assembleia Geral da APUR discutiu o grave contexto orçamentário que continua na UFRB, mesmo após a greve docente de 2024. De acordo com os/as professores/as, não há espaço para novos cortes, que já resultaram no fim de bolsas para estudantes e demissões de trabalhadores/as terceirizados. Os cortes vão de encontro ao projeto educacional que os/as docentes acreditam.Em resposta, a categoria aprovou a solicitação de outra reunião com a Reitoria para que aja esclarecimentos sobre o orçamento, além da construção de uma mobilização nacional junto ao ANDES-SN e da produção de material didático que divulgue a gravidade da situação.Segundo o presidente David Romão, a condição atual e que se desenha pior a cada dia é insustentável. “A pergunta que temos que avaliar é ‘até onde é possível ir com as condições que estamos?’ […] É necessário fazer um movimento conjunto nacional para pressionar o governo federal para ampliar o orçamento. Nós pedimos a suspensão dos pontos de arrocho”, disse. Eleição CONAD Entre os dias 11 e 13 de julho de 2025 será realizado o 68° Conad do ANDES-SN. O evento ocorrerá na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus, e terá como tema central “Unificar as lutas anticapitalistas: contra o colapso socioambiental, em defesa da vida e da educação pública”. Visando à participação na instância de deliberação da categoria docente, a Assembleia Geral da APUR indicou e aprovou a professora Leila Longo como delegada representante da APUR. Contas de 2024 Complementando a última pauta da Assembleia, o Conselho Fiscal enviou o parecer sobre as contas referentes ao exercício de 2024 da APUR. O documento, que foi lido na Assembleia, afirma ser favorável à aprovação do relatório de 2024, destacando a redução significativa no lapso temporal entre o encerramento das demonstrações contábeis e a análise do Conselho.O documento, que foi aprovado por unanimidade, também destaca o aumento na arrecadação, fruto da filiação maior dos/das docentes.