NOTA DA DIREÇÃO DA APUR CONTRA OS CORTES ORÇAMENTÁRIOS NA UFRB

Na última semana, fomos surpreendidos com a demissão de trabalhadores terceirizados, de forma abrupta, trabalhadores com mais de 10 anos de prestação de serviços na UFRB, resultado do fim de alguns postos de trabalho. Dias depois, somos novamente surpreendidos com docentes se queixando do edital interno de bolsas de extensão, no qual seus projetos aprovados com bolsa, mudaram de status de aprovado para classificado, perdendo as bolsas, resultado de cortes no orçamento do edital. Não sabemos se nesta semana teremos novas notícias desta natureza, desejamos que não! Na nossa avaliação, não existe mais espaço para cortes na UFRB sem que eles representem problemas graves nos serviços prestados e nas ações prioritárias da universidade. Não temos mais onde cortar. A UFRB, como as demais IFE, vem sofrendo com um orçamento severamente reduzido desde 2015, enquanto isso a universidade cresceu. A alternativa é mobilizar e fazer pressão política para que o governo federal amplie a recomposição do orçamento das IFE, para além dos R$ 400 milhões anunciados no fim de maio. A administração central deve suspender os cortes e ampliar a pressão política para conquistar nova recomposição até o final de 2025. Torna-se premente, portanto, que as comunidades acadêmicas e universitárias organizem um grande movimento nacional e popular para defender a pesquisa científica, a Universidade e a Educação Pública. Nós, da APUR, iremos a Brasília nessa semana para fortalecer a ação do ANDES- SN e dos demais sindicatos para pressionar o governo na Mesa Permanente de Negociação dia 12/06/25, e levaremos a urgência desta pauta para a reunião do Setor das Federais do ANDES que irá se reunir nesta sexta-feira 13/06/2025. Nos solidarizamos com cada trabalhador demitido e nos colocamos na luta para retomada dos postos de trabalho encerrados. A UFRB não suporta mais cortes às vésperas de comemorar 20 anos de existência. Cruz das Almas, 09 de junho de 2025. Direção da APUR.
APUR realiza Assembleia Geral na próxima terça-feira (10)

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) convida os/as docentes para a Assembleia Geral, que ocorrerá na próxima terça-feira, 10, às 13h30. O encontro ocorrerá na modalidade híbrida, permitindo a realização do evento em todos os campi. Serão discutidas pautas referentes à categoria; ao orçamento da UFRB; à eleição de delegado/a para o CONAD e às contas da seção sindical do ano de 2024. Participe! Os polos de encontro da Assembleia Geral, que estarão espalhados em todos os campi da UFRB, serão divulgados em breve. É necessário que toda a categoria participe da Assembleia Geral para fortalecer a nossa luta. Quem tem sindicato nunca está só!

Prezadas, A diretoria da APUR se reunirá com a assessoria jurídica na próxima semana para definir quais medidas serão adotadas. Ressaltamos que este será um processo demorado, pois envolve diversas situações. Recomendamos que, enquanto não conseguirmos a suspensão da obrigatoriedade do preenchimento da ocorrência de presencialidade, os(as) docentes continuem realizando o preenchimento do referido documento, a fim de evitar eventuais prejuízos futuros. Solicitamos, ainda, que sejam guardados todos os e-mails e documentos relacionados a este assunto, pois há a possibilidade de ingresso com ações judiciais.
Professores/as da UFRB e das demais instituições federais da Bahia derrotam a tentativa de criação de sindicato estadual

Ontem, 22 de maio de 2025, entrou para história do movimento docente federal da Bahia. Mais de 200 professores/as compareceram na Assembleia aberta a todos/as professores/as do Estado convocada pela APUB/UFBA, que tinha como objetivo transformar a APUB/UFBA num sindicato estadual, à revelia dos interesses da APUR e das demais organizações sindicais da Bahia. A Assembleia começou bastante disputada, não podia ser diferente, já que a maioria dos presentes não tinha nenhuma informação de como ela seria conduzida e suas regras, uma vez que sua convocação foi feita às escondidas, e sem nenhum diálogo com as representações sindicais das demais instituições do Estado. Apesar deste ambiente de dúvidas, a Assembleia se iniciou dentro de uma normalidade, não houve nenhuma ocorrência de impedimento de credenciamento, todos/as professoras tiveram acesso ao plenário com segurança. Um fato é preciso destacar, a maioria significativa dos presentes estampavam nas suas camisas, adesivos, bandeiras e palavras de ordem uma posição explícita contrária aos interesses da diretoria da APUB/UFBA que convocou e estava conduzindo a assembleia. Após a segunda chamada, às 14:30, com o auditório cheio, com base num acordo, foi prorrogado o início por mais de 20 minutos, com o intuito de garantir a entrada de professores/as que ainda estavam no credenciamento. Aí, acontece nossa surpresa, a presidenta da APUB/UFBA, que estava como responsável para dirigir a Assembleia, retoma a palavra para informar que estavam cancelando a Assembleia, sem nenhuma consulta ao plenário lotado. Contraditoriamente, no momento em que a plenária se encontrava mais tranquila e preparada para o início dos debates. A direção da APUB/UFBA, certamente, fez a conta que eram minoria e que suas propostas seriam derrotadas no voto democrático de um Assembleia presencial. Para evitar essa fragorosa derrota, optou por sabotar a própria Assembleia convocada por eles na surdina. Confirmando as suas intenções antidemocráticas já denunciadas nos dias que antecederam a Assembleia. Diante da rejeição da direção da APUB/UFBA de dirigir a Assembleia, e sua fuga do espaço em ato contínuo, em respeito a soberania da Assembleia, os professores/as presentes, previamente cadastrados, pela própria APUB/UFBA, resolveram seguir e colocaram em votação os três pontos da pauta presentes na convocação, que obteve 196 votos contrários para os três pontos, maioria esmagadora dos presentes. É preciso ressaltar que a iniciativa da direção da APUB/UFBA foi eivada de ações antidemocráticas, desde a convocação na surdina. Durante os dias que antecederam a Assembleia, nós da direção da APUR, tanto na segunda-feira em reunião com a direção da APUB intermediada pela CUT/Bahia, como na quarta em reunião com todas as representações sindicais do Estado, incluindo a APUB/UFBA, solicitamos à direção da APUB/UFBA o cancelamento da Assembleia, para que os mesmos dessem um aceno que estavam dispostos a começar um diálogo com as demais representações, ao invés de querer impor sua vontade, algo que a soberba da atual direção da APUB/UFBA não aceitou. Inspirados nos povos do Recôncavo, uma grande delegação de professores/as da UFRB seguiram à Salvador para impedir essa tentativa de golpe, “com tiranos não combinam brasileiros corações”, em defesa da democracia e do respeito à autodeterminação, à liberdade sindical dos professores/as federais da Bahia. A grande unidade com os demais colegas da IFE do nosso Estado, principalmente do interior, representados/as pelo SINASEFE, pelo SINDUFSB, pelo SINDUNIVAF, pela ADUFOB, e com o apoio e solidariedade de demais colegas do ANDES/SN e da UFBA, conseguimos ganhar a Assembleia, e manter o respeito de autonomia e auto-organização de cada representação atualmente existente. A autonomia de organização da base docente da APUB/UFBA não pode atacar a autonomia dos professores e professoras das demais IFE. Se saia APUB, os colonizadores já foram expulsos faz tempo, os/as professores/as da UFRB já tem sindicato!

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) agradece à ex-Diretoria Executiva pela condução da seção sindical durante o último biênio (2023-2025). Neste período, os professores/as Arlen Beltrão (ex-Presidente); Leila Longo (ex-Vice-presidenta); Jorge Filho (ex-Secretário); Maíra Lopes (ex-suplente do Secretário); Givanildo Bezerra (ex-Tesoureiro); Talita Honorato (ex-suplente do Tesoureiro); Juliano Campos (ex-Diretor Executivo) e Emmanuelle Felix (ex-suplente do Diretor Executivo), bem como as representações sindicais de cada Centro, fizeram parte da gestão que retomou nossos encontros presenciais pós-pandemia, que norteou nossa categoria na greve docente do último ano e lutou ativamente em pautas relacionadas às questões laborais, à estrutura da UFRB, aos direitos, ao respeito e à dignidade dos/das servidores/as. Ao mesmo tempo, gostaríamos de desejar aos professores/as David Romão (Presidente); Talita Honorato (Vice-presidenta); Maíra Lopes (Secretária); Juliano Campos (Suplente da Secretária); Emmanuelle Félix (Tesoureira); Éder Rodrigues (Suplente da Tesoureira); Luis Henrique Leal (Diretor Executivo) e Gabriel Ávila (Suplente do Diretor Executivo), nova Diretoria da APUR, uma condução construtiva, que ouça e consiga atender aos anseios dos/das professores/as, bem como mantenha a categoria unida e vigilante em prol dos seus direitos. Quem tem sindicato nunca está só!