APUR

Prezadas, A diretoria da APUR se reunirá com a assessoria jurídica na próxima semana para definir quais medidas serão adotadas. Ressaltamos que este será um processo demorado, pois envolve diversas situações. Recomendamos que, enquanto não conseguirmos a suspensão da obrigatoriedade do preenchimento da ocorrência de presencialidade, os(as) docentes continuem realizando o preenchimento do referido documento, a fim de evitar eventuais prejuízos futuros. Solicitamos, ainda, que sejam guardados todos os e-mails e documentos relacionados a este assunto, pois há a possibilidade de ingresso com ações judiciais.

Professores/as da UFRB e das demais instituições federais da Bahia derrotam a tentativa de criação de sindicato estadual

Ontem, 22 de maio de 2025, entrou para história do movimento docente federal da Bahia. Mais de 200 professores/as compareceram na Assembleia aberta a todos/as professores/as do Estado convocada pela APUB/UFBA, que tinha como objetivo transformar a APUB/UFBA num sindicato estadual, à revelia dos interesses da APUR e das demais organizações sindicais da Bahia. A Assembleia começou bastante disputada, não podia ser diferente, já que a maioria dos presentes não tinha nenhuma informação de como ela seria conduzida e suas regras, uma vez que sua convocação foi feita às escondidas, e sem nenhum diálogo com as representações sindicais das demais instituições do Estado. Apesar deste ambiente de dúvidas, a Assembleia se iniciou dentro de uma normalidade, não houve nenhuma ocorrência de impedimento de credenciamento, todos/as professoras tiveram acesso ao plenário com segurança. Um fato é preciso destacar, a maioria significativa dos presentes estampavam nas suas camisas, adesivos, bandeiras e palavras de ordem uma posição explícita contrária aos interesses da diretoria da APUB/UFBA que convocou e estava conduzindo a assembleia. Após a segunda chamada, às 14:30, com o auditório cheio, com base num acordo, foi prorrogado o início por mais de 20 minutos, com o intuito de garantir a entrada de professores/as que ainda estavam no credenciamento. Aí, acontece nossa surpresa, a presidenta da APUB/UFBA, que estava como responsável para dirigir a Assembleia, retoma a palavra para informar que estavam cancelando a Assembleia, sem nenhuma consulta ao plenário lotado. Contraditoriamente, no momento em que a plenária se encontrava mais tranquila e preparada para o início dos debates. A direção da APUB/UFBA, certamente, fez a conta que eram minoria e que suas propostas seriam derrotadas no voto democrático de um Assembleia presencial. Para evitar essa fragorosa derrota, optou por sabotar a própria Assembleia convocada por eles na surdina. Confirmando as suas intenções antidemocráticas já denunciadas nos dias que antecederam a Assembleia. Diante da rejeição da direção da APUB/UFBA de dirigir a Assembleia, e sua fuga do espaço em ato contínuo, em respeito a soberania da Assembleia, os professores/as presentes, previamente cadastrados, pela própria APUB/UFBA, resolveram seguir e colocaram em votação os três pontos da pauta presentes na convocação, que obteve 196 votos contrários para os três pontos, maioria esmagadora dos presentes. É preciso ressaltar que a iniciativa da direção da APUB/UFBA foi eivada de ações antidemocráticas, desde a convocação na surdina. Durante os dias que antecederam a Assembleia, nós da direção da APUR, tanto na segunda-feira em reunião com a direção da APUB intermediada pela CUT/Bahia, como na quarta em reunião com todas as representações sindicais do Estado, incluindo a APUB/UFBA, solicitamos à direção da APUB/UFBA o cancelamento da Assembleia, para que os mesmos dessem um aceno que estavam dispostos a começar um diálogo com as demais representações, ao invés de querer impor sua vontade, algo que a soberba da atual direção da APUB/UFBA não aceitou. Inspirados nos povos do Recôncavo, uma grande delegação de professores/as da UFRB seguiram à Salvador para impedir essa tentativa de golpe, “com tiranos não combinam brasileiros corações”, em defesa da democracia e do respeito à autodeterminação, à liberdade sindical dos professores/as federais da Bahia. A grande unidade com os demais colegas da IFE do nosso Estado, principalmente do interior, representados/as pelo SINASEFE, pelo SINDUFSB, pelo SINDUNIVAF, pela ADUFOB, e com o apoio e solidariedade de demais colegas do ANDES/SN e da UFBA, conseguimos ganhar a Assembleia, e manter o respeito de autonomia e auto-organização de cada representação atualmente existente. A autonomia de organização da base docente da APUB/UFBA não pode atacar a autonomia dos professores e professoras das demais IFE.  Se saia APUB, os colonizadores já foram expulsos faz tempo, os/as professores/as da UFRB já tem sindicato!

APUR convoca docentes para assembleia geral da APUB e disponibiliza transporte

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) marcará presença na assembleia geral da APUB, nesta quinta-feira, 22, às 14h, no Auditório da Faculdade de Direito da UFBA, em Salvador, que discutirá a transformação da entidade em um sindicato estadual. Caso a pauta seja acatada, a decisão ferirá a representação legal dos/das docentes de todas as Ifes da Bahia. Por essa razão, todos/as os/as docentes da UFRB estão convocados/as para participar deste encontro. Haverá transporte coletivo. Preencha o formulário abaixo, ou entre em contato através do WhatsApp (75) 99871-6597, e solicite uma vaga até ao meio-dia de amanhã (21). https://docs.google.com/forms/d/1EtwoeCUiomvv49nX5EzcNNfMrnEQ4qdm5GGzS5psT-M/edit APUR em risco O retrocesso proposto pela APUB faz com que a APUR corra um grave risco de deslegitimação de autonomia, podendo desarticular a categoria, impedir que os/as docentes se organizem e tenham representação no local de trabalho. Por essa razão, é necessária a participação de todos/as. Nos uniremos aos/as docentes da UFBA, UFOB, UFSB, Univasf, IFBA e IFBaiano contra este ataque. Não aceitaremos retrocesso! Quem tem sindicato nunca está só!

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) agradece à ex-Diretoria Executiva pela condução da seção sindical durante o último biênio (2023-2025). Neste período, os professores/as Arlen Beltrão (ex-Presidente); Leila Longo (ex-Vice-presidenta); Jorge Filho (ex-Secretário); Maíra Lopes (ex-suplente do Secretário); Givanildo Bezerra (ex-Tesoureiro); Talita Honorato (ex-suplente do Tesoureiro); Juliano Campos (ex-Diretor Executivo) e Emmanuelle Felix (ex-suplente do Diretor Executivo), bem como as representações sindicais de cada Centro, fizeram parte da gestão que retomou nossos encontros presenciais pós-pandemia, que norteou nossa categoria na greve docente do último ano e lutou ativamente em pautas relacionadas às questões laborais, à estrutura da UFRB, aos direitos, ao respeito e à dignidade dos/das servidores/as. Ao mesmo tempo, gostaríamos de desejar aos professores/as David Romão (Presidente); Talita Honorato (Vice-presidenta); Maíra Lopes (Secretária); Juliano Campos (Suplente da Secretária); Emmanuelle Félix (Tesoureira); Éder Rodrigues (Suplente da Tesoureira); Luis Henrique Leal (Diretor Executivo) e Gabriel Ávila (Suplente do Diretor Executivo), nova Diretoria da APUR, uma condução construtiva, que ouça e consiga atender aos anseios dos/das professores/as, bem como mantenha a categoria unida e vigilante em prol dos seus direitos. Quem tem sindicato nunca está só!

Carta sindical da Apub é golpe contra docentes das Ifes da Bahia

Fortalecer a organização por local de trabalho é a resposta do ANDES-SN A direção da Apub pretende transformar a entidade em um sindicato estadual de docentes das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia, impedindo que docentes de todas as Ifes baianas – UFBA, UFRB, UFOB, UFSB, Univasf, IFBA e IFBaiano – se organizem e tenham representação por local de trabalho. Por consequência, docentes dessas instituições ficam ameaçados quanto a sua representação e participação na vida política do ANDES-SN. Para garantir esse golpe, a entidade convocou uma assembleia para o dia 22 de maio, às 14 horas, no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na pauta da assembleia da “Carta Sindical”, como vem sendo chamada, estão a rerratificação da fundação da Apub, a rerratificação do seu Estatuto e a ratificação da eleição da atual diretoria.  A legislação brasileira, de acordo com o artigo 8º da Constituição Federal, só permite a existência de um sindicato por categoria profissional em cada base territorial, prevalecendo sempre a menor base até o limite do município. Caso passe a se constituir enquanto sindicato estadual de docentes das IFES da Bahia, tendo reconhecimento do registro e da carta sindical, a Apub promoverá um desmembramento da base nacional, impedindo que docentes tenham representação por local de trabalho e vinculação nacional ao Sindicato Nacional de Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) e ao Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica (Sinasefe). Atualmente, as entidades que representam docentes nas Federais da Bahia são seções sindicais de sindicatos nacionais, isto é, são registradas como associações e utilizam a prerrogativa de representação sindical das cartas sindicais dos sindicatos nacionais. A Apur, Adufob, SindiUFSB, Sindunivasf (com sede em Pernambuco e campus avançado na Bahia) são seções sindicais do ANDES-SN. O Sinasefe-IFBA/CMS, Sinasefe-Catu, Sinasefe-Guanambi e Sinasefe-IFBaiano são seções sindicais do Sinasefe. No caso dos professores e professoras da UFBA e Unilab-Malês, a seção sindical historicamente instituída na UFBA e Unilab, o APUB, não teve seu registro desomologado nos Congressos do ANDES-SN. Ou seja, mesmo com tentativas infindas de golpe, até o momento este não se consumou por completo. Em 2009, porém, em assembleia até hoje questionada judicialmente, a Apub decidiu por se separar do ANDES-SN, fragilizando a representação sindical de parcela da categoria. Para se organizar no sindicato nacional, docentes da UFBA buscaram historicamente formar uma oposição pró-ANDES, que segue combativa e teve importante saldo eleitoral no último pleito, após a greve, junto à entidade. De acordo com Diego Marques, professor da UFBA e militante histórico da oposição à Proifes na Bahia, a tentativa dos dirigentes da APUB de darem legalidade à forma atual da associação, não pode ser efetivada causando prejuízo às entidades das demais IFEs baianas e privando docentes da UFBA de contarem com uma representação por local de trabalho. Ele lembra ainda que, por durante 16 anos, dirigentes da Apub omitiram da categoria na UFBA que a entidade não possui carta sindical. “Esse é um debate que precisa ser amadurecido com a categoria, que tem o direito de conhecer todas as nuances do processo, algo que tem sido negado pela direção da APUB ao convocar apressadamente uma Assembleia para tal fim, sem inclusive informar amplamente sobre caráter obrigatório, por lei, que essa reunião seja aberta e extensiva a docentes de todas as Ifes baianas”, afirma o docente. Para barrar essa tentativa de golpe, que prejudicará a organização e luta dos professores e professoras federais da Bahia, e também nacionalmente, o ANDES-SN convoca todas e todos a se mobilizar e, a partir das melhores táticas definidas pela coletividade docente, promover o enfrentamento a essa farsa. Fonte: ANDES-SN