Comissão Especial torna público o cronograma e normas para os debates da consulta para os cargos de reitor(a) e vice-reitor(a) da UFRB

Data Local Horário 20/04/2023 CETENS 10:00h 25/04/2023 CETEC 10:00h 27/04/2023 CAHL 10:00h 27/04/2023 CECULT 16:00h 04/05/2023 CFP 10:00h 05/05/2023 CCS 10:00h 09/05/2023 CCAAB 10:00h Confira o documento na íntegra: CONFIRA O EDITAL COMPLETO EM FORMATO PDF CLICANDO ACIMA NO NOME “BAIXAR“ Cruz da Almas – Bahia, 05 de abril de 2023. Comissão Especial: APUR José Arlen Beltrão de Matos – Leila de Loures Longo – Heleni Duarte Dantas de Ávila ASSUFBA Ana Maria Coelho – Silvane da Silva Santos – Rildo José S. Conceição ESTUDANTES Ludymila Sena dos Santos – Marcos da Silva – Lúcio Apoema Franco
Servidores da UFRB vão eleger nova Seção Sindical para o triênio 2023-2026

A Coordenação da ASSUFBA Sindicato convoca os seus associados para a eleição da Seção Sindical da UFRB, que acontece no dia 12 de abril, das 8h às 17h. Os sindicalizados podem votar na urna fixa no prédio da Reitoria, em Cruz das Almas, e nas urnas itinerantes nos campi da instituição, conforme consta no edital. Todos os servidores sindicalizados podem se candidatar. O prazo final para a inscrição de chapa termina no dia 10 de abril, às 12h. O formulário de inscrição dos membros para composição de chapas estará disponível em formato eletrônico na página do Sindicato, ou na sede da Seção da ASSUFBA Sindicato na UFRB, com a Coordenadora Regional da entidade, Ana Maria Coelho, a partir da publicação do edital. O formulário pode ser entregue de forma presencial na Seção da ASSUFBA Sindicato na UFRB ou através do e-mail da secretaria da entidade: secretaria.assufbasindicato@gmail.com. Fonte: ASSUFBA
Governo oficializa reajuste do auxílio alimentação aos servidores federais resultado da campanha salarial

O governo federal reajustou em R$ 200 o valor mensal do auxílio alimentação a ser pago aos servidores da administração pública federal direta, autárquica e funcional. A mudança foi publicada na última sexta-feira, 31, no Diário Oficial da União. De acordo com o informe, o novo valor será de R$ 658 e começará a ser pago a partir do próximo dia 1° de maio. A última correção salarial tinha acontecido em 2016. O aumento do auxílio alimentação é um direito que foi conseguido através da luta sindical por melhores condições de remuneração e trabalho, sendo válido em todo o território nacional. Com isso, após sete anos, fica revogada a Portaria MP nº 11, de 13 de janeiro de 2016. Reajuste salarial Também na última sexta-feira, 31, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) que viabiliza a correção salarial em 9% para servidoras e servidores públicos do Executivo Federal. Esta alteração é necessária para o cumprimento das exigências da Lei orçamentária de 2023 (LOA). Enfatizamos que é imprescindível a continuação na mobilização da campanha salarial para incluir na construção do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2024 a diferença daquilo que reivindicamos (reajustamento de 27%) e daquilo que foi concedido (9%). Clique aqui e veja o link da publicação da Portaria no Diário Oficial
59 ANOS DO GOLPE MILITAR: como a Ditadura impactou a educação pública universitária no Brasil

Há 59 anos, no dia 1° de abril de 1964, as Forças Armadas do Brasil instauraram a Ditadura Militar, período que durou 21 anos. O Golpe de 64, como é referenciado, é lembrado por ter sido um período de privação de direitos individuais, perseguição de opositores políticos, torturas, assassinatos e censuras. Durante 1964 a 1985, em número oficiais, de acordo com o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, 434 pessoas morreram ou desapareceram. No entanto, a conjuntura autoritária da época instiga a pensar que os dados podem ser muito maiores. Destas vítimas que foram assassinadas ou continuam desaparecidas, segundo o ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior), em levantamento feito pelo professor Milton Pinheiro, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), 106 eram estudantes universitários, 12 docentes e 1 técnico-administrativo do ensino superior. Impacto na educação Duas semanas após a tomada à força do poder em 1964, os militares empossaram o professor Flávio Suplicy de Lacerda, ex-reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), como ministro da Educação. Lacerda tinha o intuito de transformar a educação superior brasileira em verdadeiros “escolões tecnocráticos”, com foco nas ciências naturais e exatas; reduzindo a presença das ciências humanas; desmontando o ensino gratuito e de qualidade através de privatizações, dentre outros. Conforme palavras do ex-presidente militar Castelo Branco, o modelo educacional “serviria ao desenvolvimento nacional”. Intervenções As intervenções da ditadura não pararam por aí. Nos corredores das Instituições de Ensino Superior do Brasil também eram proibidas as maneiras de pensar e agir. Docentes, discentes e servidores sofriam frequentes perseguições políticas, prisões arbitrárias e demissões, além de serem impedidos de realizar reuniões sindicais e de buscar conhecimento em autores que não agradassem ao governo federal. De acordo com o professor da Universidade de São Paulo (USP) Everaldo Oliveira, que é mestre e doutor em História Econômica, o autoritarismo na educação universitária resguardava o governo de sofrer críticas e serviu aos interesses capitalistas americano. “Em primeiro lugar, (tinha o objetivo de) atacar a autonomia das universidades e impedir que se desenvolvesse uma ciência crítica que debatesse os problemas nacionais, que solucionasse os grandes entraves do desenvolvimento da economia brasileira, sob uma perspectiva democrática e com soberania nacional. Ou seja, a ciência deveria ser instrumental, deveria estar a serviço do capital. Subordinada cientificamente ao exterior e particularmente ao modelo desenvolvido pelos Estados Unidos”, explica. Passado, presente e futuro Além da imposição do que deveria ser estudado e pensado, os governantes escolheram arbitrariamente os reitores das instituições, como tentativa de controlar o ambiente. Este cenário durou até 1985, com a redemocratização do Brasil. Atualmente, ainda é possível sentir os resquícios da Ditadura Militar na educação brasileira. Projetos como o Escola sem Partido, a implementação do Novo Ensino Médio e as sucessivas falas sobre a privatização das universidades públicas representam, respectivamente, a mordaça do pensar, a “tecnização da educação” e o desmonte do ensino gratuito e de qualidade. Segundo Tiago Rodrigues, que é professor do curso de Licenciatura em Educação do Campo e do Programa de Pós-Graduação em Educação do Campo na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), o silenciamento sobre o tema ainda é um tabu que precisa ser superado. “Penso que um desses reflexos (da repressão) seja justamente o silenciamento sobre o tema e deste período nas Universidades. Durante a ditadura, professores e estudantes foram perseguidos; sindicatos de professores e servidores foram proibidos de existir e, a vinculação da universidade com o povo foi impedida. A política não poderia ser debatida e discutida nesse espaço do saber, que são as Universidades. Isso, ao meu ver, aprofundou uma lógica falsa de que a universidade é neutra, é lugar de conhecimento técnico e não é o lugar da política. Isso ainda permanece hoje, pois na maioria dos currículos, a discussão política, a discussão sobre o passado, sobre o presente e sobre o futuro são silenciadas. A presença de movimentos sociais, como o MST, nas universidades é vista como algo não universitário, não acadêmico. Como disse, isso é fruto do autoritarismo da Ditadura Militar”, enfatiza. Pelo não silenciamento deste período sombrio na história brasileira, hoje, recordamos o dia 1° de abril de 1964, para que os crimes cometidos durante a Ditadura não sejam esquecidos.
Apesar de avanço no IGC, UFRB ainda deve progredir em melhores condições de trabalho

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) alcançou a nota 4 no índice Geral de Cursos (IGC). O resultado foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na noite desta terça-feira, 28, e reflete a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação das instituições de ensino superior do Brasil. De acordo com a plataforma digital e-MEC, a última avaliação disponível mostra que a UFRB tinha recebido nota 3 em 2019. A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) parabeniza os docentes da UFRB e reconhece que o salto para nota 4 é uma conquista do esforço coletivo. No entanto, isto não acompanha efetivamente a qualidade das condições de trabalho e remuneração que estes profissionais têm. De acordo com o presidente da APUR, professor Arlen Beltrão, o avanço no IGC deve ser comemorado, mas é necessário que a universidade progrida em pautas que são defendidas pelo sindicato. “A nota conquistada pelos cursos da UFRB é fruto do comprometimento do trabalho qualificado dos professores e professoras da nossa instituição. Por isso, deve ser motivo de orgulho para nossa comunidade, mas é preciso dizer, também, que é possível progredir ainda mais. É necessário avançarmos em melhores condições de trabalho. Precisamos de mais e melhores laboratórios, qualificação das nossas salas de aula, insumos para aulas práticas. Ou seja, temos um conjunto de reivindicações que precisam ser atendidas para, de fato, implementarmos a UFRB que queremos. Sei que a categoria docente vai continuar desenvolvendo seu trabalho com qualidade e, ao mesmo tempo, a APUR estará atuando na mobilização e na luta por melhores condições laborais, na defesa da UFRB e na construção da universidade que almejamos”, enfatiza. IGC O índice Geral de Cursos é um indicador de qualidade do ensino superior e é construído com base numa média ponderada das notas dos cursos de graduação e pós-graduação de cada instituição. A nota é expressa em valores contínuos, que vão de 0 a 500, e em faixas, de 1 a 5, em que a ordem crescente representa a melhor colocação da instituição.