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APUR participa de Marcha Nacional contra a Reforma Administrativa em Brasília

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) marcou presença na Marcha Nacional Unificada dos Serviços Públicos contra a Reforma Administrativa, na última quarta-feira, 29, em Brasília (DF). O evento reuniu mais de 20 mil servidoras e servidores públicos de todo o País, de acordo com a estimativa do ANDES-SN. A concentração teve início no Museu Nacional da República e seguiu rumo às imediações do Congresso Nacional. Na Marcha estiveram presentes mais de 20 caravanas de todas as regiões do Brasil, que foram convocadas pelo ANDES-SN e as demais entidades que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe). De acordo com a avaliação do presidente da APUR, professor David Romão, a manifestação desta quarta foi extremamente importante e agora o avanço será nas ações de mobilização na UFRB. “A marcha foi um sucesso com a representação de vários sindicatos, movimentos sociais, das três esferas municipais, estaduais, federais com um intuito claro de rejeitar a tramitação da PEC 38. Os sindicatos deram uma resposta clara que não vão aceitar essa proposta do congresso. A iniciativa serviu para animar a mobilização e fortalecer as ações nos municípios e nos estados. O nosso Sindicato Nacional (ANDES) teve uma presença importante e com peso no ato. E agora vamos avançar com as ações na UFRB.Vamos realizar reuniões e atividades de esclarecimento e de mobilização, em articulação com outros sindicatos. Essa é a nossa tarefa agora”, disse. Abaixo, confira algumas imagens da Marcha.

Feliz Dia do/da Servidor/a Público!

Um serviço público de qualidade é essencial para o desenvolvimento do País. E um serviço público de qualidade só é conquistado com a valorização dos/das servidores/as. Nesta terça-feira, 28, comemoramos o Dia do/da Servidor/a Público. Por isso a APUR tem orgulho em parabenizar a todos/as os/as trabalhadores/as, em especial àqueles pertencentes à comunidade acadêmica da UFRB. Embora o trabalho dos/das servidores/as públicos seja reconhecidamente de extrema importância, setores políticos conservadores e neoliberais avançam contra o Estado, atacando funcionários/as ao delegar supostos déficits fiscais e “improdutividades” aos/às trabalhadores/as. Um desses avanços é a Reforma Administrativa, que foi protocolada na última sexta-feira, 24, na Câmara de Deputados. A APUR une forças ao ANDES-SN e às demais entidades representativas contra esta proposta absurda de desmonte do serviço público. Nesta quarta-feira, 29, participaremos da Marcha Nacional dos Serviços Públicos contra a Reforma Administrativa. Apoie a luta sindicalizada! Filie-se à APUR! Lute pelo serviço público brasileiro!

APUR divulga vídeo contra Reforma Administrativa e alerta sobre danos ao serviço público; assista

A Proposta de Emenda à Constituição: PEC DA REFORMA ADMINISTRATIVA proposta pelo grupo de trabalho coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) e de iniciativa do deputado do PL Zé trovão é uma ameaça serviço público. A PEC da Reforma, que foi protocolada nesta sexta-feira, 24, propõe alterações em artigos da Constituição Federal, que implica em restrição a concursos públicos, provoca achatamento salarial, institui um sistema de metas e programa de gestão de desempenho (PGD) e estabelece um teto de gastos, com elevação de despesas limitada a 2,5% ao ano, independente da evolução da receita. Em relação ao PLC, abre a possibilidade de demissão por desempenho, ameaçando um direito histórico das e dos servidores públicos. E dessa forma, condiciona o orçamento dos órgãos às metas estabelecidas, usando a avaliação como instrumento para progressão, promoção e bônus. Quanto ao PLO, ele se estrutura em quatro eixos básicos: A reforma propõe a flexibilização do Regime Jurídico Único (RJU) e a ampliação dos contratos temporários e terceirizados no serviço público fragilizando a estrutura estatal e comprometendo o funcionamento dos serviços públicos. Além de que a terceirização pode afetar a realização de novos concursos públicos. As principais ameaças à carreira docente a partir do que está proposto na Reforma Administrativa são: o achatamento e congelamento salarial; gestão por resultados e obstáculos a concursos, uniformização de remuneração das carreiras, progressão e promoção estarão ameaçadas. Com a uniformização das carreiras estão em riscos direitos históricos como:        Sabemos que os reais motivos da reforma são os interesses neoliberais, a redução do Estado e avanço da iniciativa privada, colocando o interesse financeiro acima do bem estar social e dos direitos da população. Em defesa dos nossos direitos e do serviço público dizemos: NÃO À REFORMA ADMNISTRATIVA!

NOTA DA APUR SOBRE EMAIL DA PROAD/UFRB – INVENTÁRIO GERAL 2025

Em virtude do e-mail institucional enviado pela representação da PROAD com o título: INVENTÁRIO GERAL 2025, solicitamos, em caráter de urgência, ao nosso jurídico uma avaliação da existência da obrigação dos docentes para realização de tal tarefa. Por ora, até o retorno da NOTA do nosso setor jurídico orientamos que os docentes que foram convocados para esta ação não façam nenhum tipo de atuação até que tenhamos uma resposta do nosso escritório. A direção da APUR entende que não existe obrigatoriedade dos servidores docentes de realizarem tal tarefa, compartilhamos a mesma opinião que a maioria dos colegas que se manifestaram no e-mail institucional. Cruz das Almas, 22 de outubro de 2025. Direção da APUR

Prof. Alberto Handfas lança livro na sede da APUR sobre a educação federal

A sede da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) foi palco do lançamento do livro “EDUCAÇÃO FEDERAL: EXPANSÃO, GOLPE E LUTA”, do professor Alberto Handfas, na última sexta-feira, 17. A publicação é uma investigação sobre a evolução do ensino superior brasileiro no contexto das batalhas da ciência e da educação públicas e das ameaças privatistas. O evento contou com a participação de filiados/as da seção sindical. Em breve resumo, o livro debate teórica e historicamente os dilemas da universidade no quadro das limitações da formação soberana do Brasil como nação. Contribui à reflexão sobre os rumos recentes das políticas governamentais e das respostas do movimento docente, incluindo a Expansão das Federais e as lutas mais recentes por financiamento, condições de trabalho (salariais, carreira, pesquisa) e de estudo. De acordo com o professor Alberto Handfas, que é filiado e ex-presidente da Adunifesp, o livro nasceu da relação entre a análise dos direitos dos docentes, a luta coletiva e o corte de verbas para a educação, especialmente durante os governos Temer e Bolsonaro. “Estou há quase 11 anos na Adunifesp. Neste período enfrentamos o golpe de Temer e o governo Bolsonaro. Ambos com corte de verbas. A gente vinha procurando explicar, entender, investigar o orçamento, o financiamento, os ataques contra a universidade pública, procurando elaborar, escrever sobre o assunto, mas nunca de forma muito sistematizada. Até que no ano passado houve uma grande greve nacional dos docentes federais e a partir daí, decidi, de forma mais organizada e sistematizada, pensar mais no assunto e colocar no papel para dar uma explicação mais geral sobre os problemas das universidades públicas brasileiras, teoricamente, com dados, e historicamente.”, explicou. Futuro da educação Questionado sobre qual é a percepção do futuro da educação pública brasileira, o prof. Alberto Handfas afirmou que tudo depende da mobilização popular. “Se o povo for capaz de voltar às ruas, mobilizar, lutar pela universidade pública, pelos seus direitos, para barrar, por exemplo, a Reforma Administrativa que tramita agora, para exigir mais verbas para a universidade, para exigir verbas públicas só para as universidades públicas, etc. É possível, sim, enxergar um futuro bastante promissor para a universidade pública brasileira e para o Brasil. Agora, se não tiver mobilização, nós estamos caminhando a passos largos para a destruição, não só da universidade, mas para a destruição da economia brasileira, para a destruição do Brasil, para a destruição de todas as conquistas que o povo teve e para barbárie no mundo inteiro. Esse, infelizmente, não é o problema só nosso.”, disse. Ação da APUR Ainda conforme o prof. Alberto Handfas, o lançamento do seu livro na sede da APUR é um ato de mobilização coletiva e de análise conjunta dos problemas que se repetem em todo o Brasil. “Fizemos um debate aqui. Foi um lançamento misturado com um debate. Isso ocorreu de forma bastante interessante. Os professores daqui levantaram questões que são recorrentes em todo o País, como as dificuldades com verbas, investimento, problema de evasão de alunos, dentre outros. […] Foi um debate muito interessante que revela que existe uma identidade geral. As questões específicas, na verdade, são parte de um problema geral que precisa ser enfrentado coletivamente. […] Aliás, esse não é só um problema nacional, mas também mundial porque há um ataque de grupos reacionários, de neofascistas, à ciência, à pesquisa, à cultura, e, obviamente, isso se traduz como um ataque ao financiamento público”, avaliou. Para adquirir o livro “EDUCAÇÃO FEDERAL: EXPANSÃO, GOLPE E LUTA” de Alberto Handfas acesse o site da editora através do link: https://shre.ink/SRcp.