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APUR

40º Congresso do ANDES-SN – CADERNO DE TEXTOS

No próximo dia 27 de março acontecerá, na cidade de Porto Alegre-RS, o 40º Congresso do ANDES-SN, com o tema “A vida acima dos lucros: ANDES-SN 40 anos de luta!” Esse será o primeiro evento deliberativo presencial do ANDES-SN desde o início da pandemia de covid-19, em março de 2020. Porto Alegre foi escolhida como sede do encontro durante o 39º Congresso, ocorrido em São Paulo em fevereiro de 2020. O 40º Congresso estava previsto para ser realizado no primeiro semestre de 2021, no entanto, devido às condições impostas, o evento foi suspenso. Durante o 13º Conad Extraordinário, em outubro passado, as e os docentes participantes reafirmaram a cidade de Porto Alegre como sede para o encontro presencial. O 40º Congresso do Andes-SN irá discutir a política a ser desenvolvida no próximo período e as ações que serão priorizadas. É o momento onde todo/a sindicalizado/a pode apresentar contribuições com Textos de Conjuntura e Textos de Resoluções (TR) a serem debatidos no congresso, a fim de serem rejeitados ou aprovados. Foram apresentados TR sobre diferentes questões, dentre elas, a campanha salarial, o plano de lutas do setor das IFES, as condições sanitárias para o retorno presencial, a democracia nas universidades e a luta contra as intervenções do Governo Bolsonaro, a transferência das aposentadorias e pensões das IFES ao INSS, a organização dos nossos congressos e a desfiliação do ANDES-SN à Conlutas. Nossa delegação será composta pelos professores Givanildo Oliveira, Arlen Beltrão, David Romão e Juliano Campos, todos eleitos na última assembleia da APUR. Disponibilizamos abaixo o caderno de texto do congresso com todas as contribuições encaminhadas pela categoria. CADERNO-DE-TEXTO-40-CONGRESSO-ANDES.pdf   Quem tem sindicato nunca está só!  

Comunicado – Convite para compor o Comitê Covid-19 da UFRB

Na última quarta-feira, 16 de fevereiro, a diretoria da APUR recebeu ofício da Reitoria da UFRB solicitando a indicação de um/a representante/a dos/as servidores/as docentes para compor o comitê de acompanhamento e enfrentamento à COVID-19 no âmbito da UFRB. O referido comitê foi constituído em meados de março de 2020 para acompanhar e avaliar questões inerentes ao contexto epidemiológico. Foi um órgão criado para assessorar a reitoria, orientando as decisões da Administração Central da UFRB quanto às ações a serem encaminhadas. A diretoria da APUR entende que nossa atuação política na defesa dos direitos e interesses da categoria não depende de nossa participação no comitê de acompanhamento e enfrentamento à COVID-19. Pelo contrário, em certa medida, isto poderia retirar nossa liberdade e autonomia de atuar sobre esse tema. Cabe ainda registrar que ocuparíamos posição minoritária. Por essas razões, a diretoria da APUR decidiu por não aceitar o convite. De qualquer modo, pautaremos essa questão nas reuniões sindicais nos centros para ouvir a categoria e, se for o caso, rever nossa posição inicial. Informamos ainda que solicitamos à reitoria que nos encaminhe os relatos das reuniões com as orientações e sugestões emitidas pelo Comitê de Acompanhamento e Enfretamento à COVID-19, para que possamos acompanhar e discutir com nossa base as ações necessárias para garantir as condições de trabalho dos/as docentes e a segurança da nossa comunidade.   Por fim, reconhecemos o trabalho desenvolvido pelos colegas do comitê durante a pandemia e nos colocamos à disposição para discutir, sempre que necessário.   Saudações Sindicais   Diretoria da APUR Quem tem sindicato nunca está só!

NOTA DE PESAR

A direção da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) vem a público manifestar suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos do professor Joelito de Oliveira Rezende, que nos deixou na noite desta quarta-feira (16).   Na sua trajetória em nossa universidade, o professor Joelito sempre se mostrou apaixonado pela docência e extremamente comprometido com o trabalho. Contribuiu com a formação de inúmeros profissionais em nossa região, desenvolveu pesquisas de destaques, se tornando referência em sua área, além de colaborar com a pós-graduação.   O professor Joelito foi um dos grandes entusiastas da criação da UFRB. Seu legado de mais de 48 anos na nossa universidade, sendo 38 anos como docente, certamente é incalculável.   Joelito também contribuiu na construção do nosso sindicato. Esteve presente nas fileiras da APUR desde seu início. Em 2013, prestamos homenagem em razão de sua aposentadoria. Sua partida significa uma triste perda para todos nós.   Joelito de Oliveira Rezende, Presente!

Assembleia da APUR decide pela construção da mobilização em torno da campanha salarial 2022

Em assembleia da APUR, realizada nesta terça-feira (8), os/as docentes da UFRB travaram importantes discussões sobre pontos que têm sido caros não só à categoria docente, mas também ao conjunto de servidores públicos do país e à sociedade de maneira geral, como, por exemplo, a campanha pelo reajuste salarial e o retorno presencial das atividades acadêmicas. Apesar do assunto ter sido colocado em pauta pelas entidades sindicais no início do ano, a questão do reajuste salarial é uma pauta acumulada da categoria docente, que vem sofrendo com a falta de correções nos últimos cinco anos. Para ajudar na discussão do tema, a APUR convidou o economista Alberto Handfas, da UNIFESP, para fazer uma intervenção na assembleia. Alberto Handfas começou a intervenção afirmando que o salário dos/as docentes está defasado por conta da inflação, sendo que o último reajuste foi em 2015, ou seja, há sete anos, e que não houve nenhum acordo depois disso, já que os governos se recusaram a negociar. Só no governo Bolsonaro, as perdas no salário docente chegam a 20%. Para além da falta de reajuste no salário da categoria, os ataques do governo à educação também se refletem na falta de investimentos e nos constantes cortes nos orçamentos destinados às universidades públicas. Como bem frisou o economista Alberto, as universidades continuam com gastos, o número de alunos continua aumentando, mas o orçamento, pelo contrário, só vem diminuindo a cada ano. Exatamente por todos esses ataques à educação e a alguns setores dos serviços públicos, o que comprova que o problema é sim político, já que algumas categorias conseguiram ajuste salarial, a exemplo dos militares, o economista defendeu a necessidade da unificação da luta pelo reajuste salarial já. Ele explicou que não existe exatamente um índice ideal, que vai depender da força que a categoria tem para reivindicar, mas que as centrais e movimentos sindicais estão pedindo um reajuste emergencial unificado da inflação do governo Bolsonaro (2019, 2020 e 2021) de 19,99%. Entendendo que a campanha pelo reajuste salarial já não é apenas justa, mas também urgente, a direção da APUR se junta às centrais e movimentos sindicais na luta, defendendo a ampla unidade entre as categorias, e apresentou os seguintes encaminhamentos à assembleia, que foram aprovados por unanimidade: construir a mobilização da campanha salarial na UFRB, produzindo materiais e realizando atividades, dentre elas, atuar na realização de uma live no dia 25/02 em conjunto com outras entidades; aprovar índice de recomposição inflacionária emergencial de 19,99%; aprovar a agenda de lutas do FONASEFE, integrando a APUR às atividades, inclusive à paralisação nacional dos servidores públicos federais dia 09/03 e realizar reuniões sindicais nos centros de 14 a 25 de fevereiro. Desde que o possível retorno presencial das atividades acadêmicas na UFRB foi colocado em pauta, a direção da APUR tem levado a discussão para reuniões e assembleias, e não foi diferente nesta terça-feira. A direção, mais uma vez, reiterou a posição de defesa do ensino presencial por entender que ele é capaz de garantir uma boa formação aos estudantes, mas que também é necessário que as condições de trabalho condizentes com o momento de pandemia sejam garantidas. Algumas falas mostraram preocupação com o retorno previsto para meados de abril, tanto por conta das situações diversas que cada centro de ensino apresenta, com as dificuldades de adequação às normas sanitárias, quanto pela situação dos discentes, que são oriundos de diversos lugares do país, e que precisam se preparar para retornar às cidades em que a UFRB está inserida. De forma geral, as falas indicaram que há um entendimento das dificuldades que esse retorno presencial vai gerar, mas que sua construção é necessária e, por isso, tem que ser feito por etapas, respeitando e atendendo as particularidades e necessidades de cada centro. Para cobrar o cumprimento do protocolo de biossegurança e reivindicar as condições de trabalho necessárias, a APUR já vem discutindo com a administração central, direções de centros e com a base da categoria, tendo aprovado em assembleia hoje os seguintes encaminhamentos: realizar reuniões de centros para levantar demandas e ouvir a categoria; acompanhar e exigir o respeito ao protocolo de biossegurança; cobrar a reitoria respostas às reivindicações da categoria; apoiar as reivindicações dos colegiados que estejam de acordo com as reivindicações e interesses da categoria e discussão de dispositivo para um possível recuo observando a estrutura e os dados epidemiológicos locais, se necessário. Além desse importante debate, a assembleia ainda fez valer seu poder de decisão em duas votações de grande relevância para a categoria docente no âmbito nacional e local. Os presentes escolheram os professores José Arlen Beltrão, Givanildo Oliveira, David Teixeira e Juliano Campos como delegados e a professora Renata Gomes como observadora e suplente de delegado para o 40º Congresso do ANDES-SN. A segunda votação foi para escolher o Conselho Fiscal da APUR, que vai ficar responsável por avaliar as contas da associação de 2020 e 2021. A assembleia aprovou os nomes de Cristina Souza Paraíso (CFP), Deisy Vital dos Santos (CCS) e Gabriel da Costa Ávila (CAHL) como titulares e Albany Mendonça Silva (CAHL), Emmanuelle Félix dos Santos (CFP) e Sérgio Schwarz da Rocha (CCAAB) como suplentes.