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APUR

NOTA DE PESAR

A direção da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) vem a público manifestar suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos da professora Fran Demétrio, docente do Centro de Ciências da Saúde (CCS), que nos deixou na tarde dessa quarta-feira (28). Fran Demétrio fez história na UFRB, sendo a primeira mulher trans docente da instituição. A professora era líder, coordenadora e pesquisadora do Laboratório Humano de Estudos, Pesquisa e Extensão Transdisciplinares em Integralidade e Interseccionalidade do Cuidado em Saúde e Nutrição, Gêneros e Sexualidade da UFRB; e ainda atuou no Núcleo de Gênero, Diversidade Sexual e Educação da PROPAAE e no PET. Fran em sua trajetória em nossa universidade lutou pela construção de uma UFRB capaz de acolher, respeitar e lutar pela diversidade do existir e viver no mundo. A professora Fran teve um papel importante, dentro e fora da universidade, em pesquisas e no ativismo, em especial da área de saúde, pelos direitos das pessoas trans e da população LGBTQIAP+ em geral, sendo integrante da Associação Brasileira de Profissionais pela Saúde Integral de Pessoas Trans, Travestis e Intersexo (ABRASITTI) e o Coletivo de Trans Pra Frente (Salvador-BA).

DOCENTES DO CAHL AVALIAM NÃO SER O MOMENTO DE FLEXIBILIZAÇÃO DAS ATIVIDADES

Em reunião nessa quarta-feira (28), docentes do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) participaram de uma Reunião Sindical para discutir a proposta apresentada pela reitoria da UFRB de flexibilização das atividades no semestre acadêmico 2021.1, saindo de atividades totalmente remotas para híbridas. Com o objetivo de produzir uma posição mais madura do CAHL, que depois será levada à assembleia docente da APUR, a reunião refletiu principalmente sobre as condições concretas que a universidade tem de voltar com algumas atividades presenciais com segurança, sem oferecer riscos a professores e alunos. Pensando nessas condições concretas, as falas chamaram atenção para as diferenças entre os centros de ensino da UFRB. O CAHL, segundo tais falas, já tem estrutura complicada mesmo em tempos normais, o que fica ainda mais complicado no momento da pandemia, em que se tem que obedecer a uma serie de protocolos de biossegurança, que a parte arquitetônica do prédio não ajudaria. Outro ponto bastante discutido foi o trânsito de alunos e professores, a forma como se deslocariam para Cachoeira. Além de não ser possível garantir protocolos nos meios de transportes, muitos estudantes utilizam transportes alternativos; é importante saber como está a taxa de transmissão nos municípios de onde estão vindo esses discentes e docentes. As falas também questionaram quais seriam as atividades excepcionais, que demandariam um retorno presencial, bem como se a UFRB teria condições financeiras para adequar a universidade (todos os seus centros) para um retorno seguro, pois se trata de um momento delicado, sendo necessário apontar o que existe e a capacidade de executar o protocolo de biossegurança. Após uma rica discussão sobre a questão, os/as docentes presentes encaminharam não entenderem que seja o momento adequado para a flexibilização das atividades.

REUNIÃO SINDICAL DO CCAAB DISCUTE AS CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO DA UFRB PARA O SEMESTRE 2021.1

A rodada de Reuniões Sindicais proposta pela diretoria da APUR começou pelo Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB), no último dia 22. A reunião, que contou com uma média de 30 docentes, discutiu primordialmente as condições de funcionamento da UFRB, com foco no formato do semestre acadêmico da graduação 2021.1. Em diálogo com a representação docente do centro que também estava presente, a reunião sindical do CCAAB encaminhou o posicionamento em adiar a votação de deliberação sobre o calendário 2020.1 no CONSUNI, reivindicando à reitoria da UFRB que sejam feitos melhores esclarecimentos às dúvidas surgidas no decorrer da reunião (como, por exemplo, detalhar em qual fase de retorno a reitoria pretende voltar ao ensino hibrido e presencial). A APUR assumiu a reivindicação de que não seja obrigatório que o/a professor/a ofereça atividades presenciais no próximo semestre, e que a discussão do tema será levada para votação em assembleia, além de executar o monitoramento quanto ao respeito ao protocolo de biossegurança e demais condições de trabalho. A reunião foi finalizada com o convite aos docentes, caso se sentissem seguros, para o ato FORA BOLSONARO, ocorrido no dia 24 de julho, explicando a importância do ato, uma vez que o governo atual busca o desmonte do serviço público através da PEC 32, além de se mostrar tão perigoso quanto a pandemia.

REUNIÃO SINDICAL DO CFP INICIA DISCUSSÃO SOBRE POSSÍVEL VOLTA ÀS ATIVIDADES PRESENCIAIS

Na última sexta-feira (23), os/as docentes do Centro de Formação de Professores (CFP) participaram de uma Reunião Sindical para discutir, principalmente, sobre um possível retorno de atividades presenciais, já que a reitoria da UFRB anunciou a pretensão de ter atividades híbridas no próximo semestre; e tanto a representação sindical do CFP quanto a direção da APUR acreditam ser necessário ouvir a categoria docente antes de tomar uma posição. Obviamente, a posição geral da direção da APUR sempre será de defesa do ensino presencial, pois entende que ele é insubstituível, contudo, nesse momento adverso da pandemia, é importante observar se as condições de segurança necessárias serão disponibilizadas numa possível volta às atividades presenciais. Na reunião ficou evidente a urgência de mobilizar toda a categoria docente para não só discutir esse possível retorno, mas principalmente para qualificar uma posição e montar uma pauta que possibilite aos docentes um retorno seguro; pois ficou evidente, no decorrer do debate, que os/as professores/as não devem trabalhar sem as condições de segurança necessárias. A importância da mobilização da categoria docente fica ainda mais evidente com o fato da APUR não ter assento nos fóruns deliberativos, o que não permite uma intervenção direta do sindicato. Nesse sentido, cabe à APUR levantar a posição da categoria e cobrar da reitoria as condições necessárias, e isso só será possível ouvindo os/as professores/as de todos os centros de ensino; por isso a importância das reuniões sindicais. A reunião do CFP ainda frisou que a situação começa a ficar no limite, pois as atividades remotas eram algo emergencial, mas que já completaram um ano. A contradição é que, mesmo passado um ano de atividades remotas, ainda não há uma pauta concreta para o retorno das atividades presenciais. As falas também lembraram dos problemas estruturais que já acompanhavam a universidade mesmo antes da pandemia, bem como da falta de investimentos e constantes cortes orçamentários, o que só se potencializa com as demandas impostas pela pandemia. Diante da importância e dificuldade de debater a questão da volta às atividades presenciais de maneira qualificada sem a construção urgente de uma pauta, a reunião fez os seguintes encaminhamentos: mobilizar a categoria docente, em diálogo com as demais categorias, para discutir as condições de segurança e de trabalho para uma possível volta às atividades presenciais; chamar mais uma reunião de centro para alimentar uma futura assembleia, para poder montar uma pauta docente.