APUR RECEBE RESPOSTAS SOBRE PROGRESSÕES NO CFP

APUR RECEBE RESPOSTAS SOBRE PROGRESSÕES NO CFP Na reunião de negociação na tarde de ontem (2), a reitoria respondeu positivamente sobre os processos de progressão funcional dos docentes do CFP– neste momento totalizam onze- que estão em andamento, alguns deles desde fevereiro do ano passado. Segundo o Reitor, todos eles estão em sua mesa para despacho depois de devidamente instruídos naquilo em que foram requeridos pelas instâncias competentes, sem o que eram impossíveis os encaminhamentos. A diretoria da APUR aproveitou este ponto de pauta para discutir a possibilidade de simplificação do processo, visto que o CFP é o centro onde mais ocorrem questões sobre progressão funcional. A reitoria mostrou-se disposta a colaborar e criar, junto à APUR, formas que impeçam os atrasos no Centro. Nos próximos dias, conforme a reitoria, todos os professores que pleitearam sua progressão terão suas progressões publicadas. COMISSÃO ENTREGARÁ MINUTA SOBRE CARGA HORÁRIO DOCENTE EM MARÇO Até março, a reitoria comprometeu-se a enviar ao CONSUNI a substituição da Resolução 03/2008 para apreciação dos conselheiros. Após a instituição de uma comissão – representantes dos diretores dos centros, da CPPD e da administração central – que estudou as modificações instituindo a carga horária mínima de oito horas e máxima de doze horas, falta ainda finalizar a minuta substitutiva. As polêmicas estão em torno da carga horária máxima que, segundo a reitoria, podem ser debatidas pelo CONSUNI. Contudo, a reitoria concorda com a proposta da APUR e espera que até o início do próximo semestre o CONSUNI tenha se manifestado sobre a mudança da resolução. SISTEMA ON-LINE PODE MELHORAR E QUALIFICAR O TRABALHO DOCENTE Um dos maiores gargalos para a qualificação do trabalho docente são as falhas do sistema acadêmico on-line. A APUR vem discutindo, desde a gestão passada da reitoria, os ajustes e modificações neste sistema. Ontem, na reunião com a reitoria, foi garantida a completa implantação do novo sistema para o semestre 2016.1. A reitoria comunicou que a Coordenadoria de Tecnologia da Informação – COTEC, com apoio das equipes da PROAD e da PROPLAN, já implantou os módulos do SIPAC (protocolo, almoxarifado, catálogo de materiais e contratos) e do SIGRH (férias). Após a assinatura do contrato com a empresa licenciada foi realizada a revisão do ambiente computacional e atualização dos módulos implantados. O que está em andamento são as ações de implantação do modulo de graduação – primeiro do SIGAA, que permitirá a comunicação entre as áreas da universidade e gerenciamento das ações planejadas. Para isso será necessário não só o treinamento – que já está acontecendo – como a migração da base de dados do Sagres, análises, testes etc. Após tudo isso todo o sistema estará integrado qualificando a informação e a integração na universidade, alega a reitoria. A APUR está acompanhando de perto a execução do calendário proposto pela gestão.
ASSEMBLEIA DISCUTE CRISE POLÍTICA E UNIVERSIDADE

Reunidos em assembleia nesta quinta-feira (21), os docentes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) se debruçaram sobre a situação de crise que o país atravessa, e como essa crise reflete na universidade. Além dessa discussão, a assembleia foi convocada para escolher os delegados do Congresso do ANDES-SN e para eleger o Conselho Fiscal da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR). Dando início às discussões, o professor David Teixeira afirmou que o cenário para 2016 tende a ser mais difícil, mostrando que a luta que se iniciou na greve do ano passado vai ter que continuar, pois as dores dos cortes de verbas serão sentidas agora. “Temos que organizar a retomada das atividades de mobilização, para que a gente não comece a atuar só depois que os problemas se acumularem. A solução é colocar os trabalhadores e trabalhadoras na rua, concentrar nossas ações e articular com outros sindicatos e categorias”, defendeu o professor. Na mesma linha de defesa da mobilização, o professor Tarcísio Cordeiro colocou a necessidade de se abrir o debate sobre a política nacional, pois a situação atual se mostra complexa. Ao mesmo tempo em que a representação sindical precisa defender a democracia, o que acaba esbarrando na luta contra o impeachment, ela também precisa se posicionar contra a situação política atual que aponta um retrocesso econômico, político e de direitos. Diante disso, o professor acredita que se devam construir estratégias de atuação política capazes de lidar com esse contexto. Estratégias que não apenas dialoguem, mas que também cobrem soluções, tanto em se tratando do cenário local, bem como do nacional. Para o presidente da APUR, professor Antonio Eduardo Oliveira, está claro que é necessário defender a democracia, mas que isso tem que ser debatido com a base, por meio de uma discussão mais profunda, feita em todos os centros da UFRB. Falando mais especificamente da universidade, assim como o professor David, Antonio Eduardo prevê que o ano de 2016 seja ainda mais difícil. “Há uma crise na universidade, e isso demanda estabelecermos qual a posição do sindicato. Temos que estabelecer diálogos com os Conselhos, mas, ao mesmo tempo, manter a nossa independência política. A negociação tem que ter como base a pauta docente”, falou o presidente da APUR. O professor Luiz Nova chamou atenção para importância de que nessa luta pela democracia o sindicato não perca sua identidade, por isso a necessidade de se pensar no método de fazer tal defesa: “Que a identidade sindical se afirme como defensora dos direitos trabalhistas. Nesse sentido, o esforço de debate é fundamental. Esclarecer na base o que se está fazendo do ponto de vista da política”, concluiu Luiz Nova. Os docentes também debateram a necessidade de transparência de gestão, e que se cobre da reitoria o cumprimento da pauta local. Ao final, a assembleia aprovou a criação de uma ouvidoria política através da representação sindical nos centros. Também foram aprovados os nomes dos professores Antonio Eduardo Oliveira, Karina Cordeiro, Gleide da Silva, David Teixeira e José Arlen Beltrão (suplente) como delegados do Congresso do ANDES-SN, que ocorrerá de 25 a 30 de janeiro de 2016. Já o Conselho Fiscal será composto pelos seguintes docentes: José Arlen Beltrão (Titular), Luiz Paulo Oliveira (Titular), Érico Figueiredo (Titular), Tarcísio Cordeiro (Suplente), Heleni de Ávila (Suplente) e João Mendes (Suplente).
ASSEMBLEIA DA APUR
ASSEMBLEIA DISCUTE PROPOSTA DO GOVERNO

Os docentes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) se reuniram em assembleia nesta quinta-feira (26). A assembleia foi chamada para que fosse discutida a proposta que o governo encaminhou ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN). Além da proposta, também estava em pauta a prestação de contas e a redistribuição de cargos na diretoria da APUR. Sobre a proposta do governo, ele manteve o reajusta salarial de 10,8% em dois anos (5,5%, em agosto de 2016, e, adicionalmente, em 5,0%, em janeiro de 2017), os reajustes de benefícios também já anunciados anteriormente, e acrescentou proposição no ponto Reestruturação de carreiras (o ofício com a proposta completa já foi disponibilizado no site da APUR). Na visão do professor Tarcísio Cordeiro, o que o governo propõe para a reestruturação da carreira não é ruim, mas os percentuais são insuficientes e distantes do que já foi apresentado no passado. No entanto, está claro que, mais uma vez, o PROIFS vai assinar, enquanto que o ANDES-SN vai rejeitar. “A gente tem que ter é uma maturidade de que deixar a carreira desestruturada é algo que nos fragiliza”, ponderou o professor. Os docentes entendem e dão razão ao ANDES-SN sobre os números apresentados pelo governo estarem aquém do que já foi, todavia a crítica que se faz é ao fato de o ANDES-SN ter feito uma greve e, mais uma vez, quem acaba saindo como protagonista é o PROIFS, assinando o acordo com o governo. Para o presidente da APUR, Antonio Eduardo Oliveira, a questão não é fazer ou não um acordo, já que ele será assinado por um dos sindicatos. “A estratégia nem é de fato do PROIFS, é do governo, que fez uma proposta num pior momento. O PROIFS quer dizer que assinou o acordo, que bom ou ruim tem ganhos”, afirmou o presidente da APUR. Ainda segundo o professor Antonio Eduardo, é necessário que o ANDES-SN também entre nas negociações sobre os percentuais apontados no ponto sobre a reestruturação da carreira. E é papel da categoria docente tensionar o sindicato nesse quesito. “Fazemos greve, e o pelego assina com o governo. Nós fizemos a greve e não podemos deixar que façam o que quiser. Temos que manter nossa coerência, mesmo não sendo o fator decisivo do jogo”, finalizou Antonio Eduardo. Ao final da discussão, a assembleia manteve a decisão da assembleia anterior relativa ao aceite do índice e período do reajuste salarial, e no que se refere à reestruturação da carreira e os demais aspectos funcionais, a assembleia delega ao ANDES-SN a negociação conforme os estudos feitos pelo sindicato. O professor Antonio Eduardo irá representar a APUR na reunião do ANDES-SN, que ocorrerá neste fim de semana. Sobre os demais pontos de pauta, a documentação da prestação de contas da gestão anterior da APUR foi acolhida, e depois será encaminhada para o Conselho Fiscal. A assembleia também votou sobre a redistribuição de cargos na diretoria da associação. A professora Alessandra Caiafa, impossibilitada de continuar no posto de tesoureira, pediu um remanejamento. Sendo assim, o posto agora será ocupado pela professora Gleide Sacramento, que era suplente de secretário, posto que será ocupado por Alessandra.
ASSEMBLEIA GERAL DA APUR