Confira o que foi discutido durante a Assembleia Geral da APUR

A Associação de Professores Universitários do Recôncavo (APUR) realizou a Assembleia Geral, nessa quarta-feira, 20, em Cruz das Almas. O encontro ocorreu no Pavilhão de Aulas III do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (Cetec). Os/as filiados/as discutiram a conjuntura nacional política; a pauta local; o CONAD e questões administrativas da seção. No início da Assembleia, a diretoria propôs a reorganização dos pontos de pauta, com a retirada do item 5 “atualização dos/das filiados/as em conformidade com o Artigo 12 do Regimento da APUR”, que foi aceito pelos/as docentes. Visando à participação dos/das professores/as no quadro de filiados/as, a diretoria continuará a comunicação individual com os/as docentes sobre a importância da contribuição regularizada e os benefícios oferecidos pela seção sindical. Informes à categoria Dando sequência ao encontro, a diretoria informou resumidamente aos presentes sobre a conjuntura política e social que o Brasil enfrenta atualmente, especialmente com os debates acerca do fim da jornada 6×1. Os/as docentes debateram os ataques que a classe trabalhadora enfrenta, sobretudo vindos de setores empresariais, neoliberais e conservadores, que tentam não só adiar o fim da escala, como enfraquecer a legislação trabalhista. Além disso, os/as filiados/as foram informados/as sobre as reuniões recentes realizadas entre a diretoria da APUR e a gestão universitária (Ouvidoria e Corregedoria), nas quais foram debatidos os processos sobre assédios; a celeridade das demandas; o fluxo comunicacional, dentre outros. Encerrando os informes, também foram debatidas atividades formativas do ANDES-SN que tratam sobre questões financeiras da instituição. Pauta local No segundo tópico das pautas, os/as docentes discutiram as demandas relacionadas à atuação docente no âmbito da UFRB. Em resumo, a diretoria informou que um grupo de trabalho apresentará uma minuta sobre a discussão e a reformulação da resolução 05/16, que trata do regime de trabalho. Houve também discussões sobre a resolução de progressão; as limitações no transporte de docentes que trabalham nos cursos de alternância; as questões referentes à segurança nos campi da UFRB; a unificação dos procedimentos institucionais de trabalho em todos os campi e a formação adequada para lidar com as especificidades de saúde dos/das alunos sem sobrecarregar docentes. Ainda em “pauta local”, a assembleia decidiu por empenhar esforços em torno do processo da reformulação e consolidação da estatuinte. De acordo com as opiniões dos/das participantes, o estatuto universitário está defasado e não acompanha as transformações que ocorreram na UFRB em seus mais de 20 anos. Esta não é a primeira vez que a comunidade acadêmica demonstra interesse em construir um novo estatuto. Desde 2013, reuniões e debates foram realizados em torno do assunto, mas sem avanços nas mobilizações e na consolidação do processo. A APUR tem realizado a tarefa política de escuta e levantamento das demandas locais nos centros de ensino. E a elaboração de um novo estatuto é uma bandeira histórica do nosso sindicato. Construir a Estatuinte é uma urgência histórica na qual toda a comunidade acadêmica precisa participar, com amplas reflexões e debates democráticos que serão a base para um novo estatuto para a UFRB. Por essa razão, haverá atividades, como o Sindquarta, panfletagens, a construção de um GT, seminários e campanhas nas redes sociais, convocando a mobilização do corpo docente em torno do projeto. Além disso, a assembleia também entende que será necessária a união entre docentes, técnicos e estudantes para que um estatuto que realmente atenda as características da UFRB seja criado. CONAD De 3 a 5 de julho deste ano, haverá o 9° Conselho Nacional do ANDES-SN (CONAD). O evento ocorrerá na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís, com organização da Associação de Professores da UFMA (Apruma). O tema do encontro será “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da Balaiada: contra o imperialismo e a extrema direita”. A assembleia decidiu que as professoras Talita Honorato e Leila Longo serão a delegada e a observadora-suplente, respectivamente. Conselho Fiscal A Assembleia Geral da APUR elegeu o novo Conselho Fiscal para o biênio 2026-2027. Os eleitos por unanimidade foram: Conselho Fiscal Prof. Luiz Paulo (CAHL) Profa. Ana Paula (CETENS) Prof. Adielson Ramos de Cristo (CFP) Suplentes do Conselho Fiscal: Prof. Shanti Nitya Marengo (CCAAB) Prof. Tiago Rodrigues (CFP) Profa. Heleni Ávila (CAHL) Fundo de mobilização Encerrando o encontro, os/as docentes fizeram duas aprovações referentes ao Fundo de Mobilização. A primeira é a mudança, a partir desta assembleia, de depositar os valores referentes ao fundo em outra aplicação com rentabilidade maior e com possibilidade de movimentação diária, uma vez que a conta da PagSeguro permite apenas depósitos e movimentações únicas. Além disso, a assembleia destinou parte da arrecadação do fundo para quitar despesas da Marcha das Mulheres Negras, ocorrida em novembro de 2025, que teve participação da APUR.
CONAQ: 30 anos, séculos de Re-existência

Prof. Dr. Tiago Rodrigues Santos CFP/UFRB Maio se tornou para a luta do movimento negro um mês ressignificado, haja visto que foi retirado o caráter redentor do 13 de maio e reforçado que o mês deve ser lembrado como uma conquista banhado com suor e sangue. E foi exatamente no dia 12 de maio de 1996, no solo sagrado e ancestral de Rio das Rãs, em Bom Jesus da Lapa, que foi erguido o mais importante movimento quilombola do Brasil: a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, a CONAQ. Antes do nascimento da CONAQ, as comunidades negras rurais, na década de 1970, reivindicaram a sua ancestralidade quilombola quando passaram a denunciar o avanço da grilagem sob suas terras e, ao mesmo tempo, as sequelas e feridas da escravidão e do racismo no nosso País. Antes de nascer, a CONAQ finca o artigo 68 da Constituição Federal, que diz: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os respectivos títulos”. Em 1995, durante a Marcha Zumbi dos Palmares, os quilombos se pronunciaram em torno de quatro pautas fundamentais: terra, educação, saúde e mulher negra. Na educação é importante lembrar a constituição do Coletivo Nacional de Educação da CONAQ, em 2019, que tem provocado mudanças significativas na educação para e com os quilombos, da educação infantil ao superior. No caso da Educação Superior, é a força do movimento quilombola, na sua potência educadora, que tem instigado rupturas epistemológicas nas universidades brasileiras. Na UFRB, vários coletivos, como Encruza, a Escola Quilombo UFRB e a Turma Mãe Bernadete do Parfor Equidade, vem reafirmando a trajetória de uma universidade que aprende como o povo, e, portanto, territorializada no seu fazer e saber, e com isso, avança nas ações de ensino, pesquisa e extensão com quilombos. Mas a UFRB quis ser mais quilombola: formou uma comissão numa proposta ousada de um curso regular em Licenciatura em Educação Escolar Quilombola, reafirmando a sua luta por uma educação antirracista, contexualizada e territorializada, para fincar institucionalmente a memória de Zumbi e Dandara e Mãe Bernadete; mas para honrar, em vida, Seu Simplicio de Rio das Rãs, Givânia Maria, de Conceição das Crioulas, Dona Hilta de Lage dos Negros e Mãe Juvani do Kaonge. Que nos 30 anos da CONAQ – que representam séculos de lutas e reexistências- o Brasil possa lembrar que ele não é apenas um país negro e afrodescendente, mas um Brasil Quilombola e que por isso precisa, urgentemente, regularizar os territórios quilombolas, proteger as suas lideranças e garantir uma educação antirracista e territorializada. Viva a luta quilombola, Viva a CONAQ! *Esse é um texto de opinião publicado no “Espaço do Professor/a”, aberto a todos/as filiados/as. Como todos os textos desta seção, não necessariamente reflete a opinião política da diretoria da APUR.
APUR tem reunião com corregedoria da UFRB e discute fluxo de processos

A diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) se reuniu virtualmente com a corregedoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) para discutir o fluxo de processos de assédios e as condutas da instituição, na última segunda-feira, 11. O encontro atende a demandas docentes e instrui a direção sindical sobre o funcionamento do órgão. Por fim, a APUR estabeleceu o compromisso de retomar o debate com sua base e pensar na construção de pautas específicas para um futuro diálogo com a administração universitária. Participaram do encontro o presidente da APUR, prof. David Romão; a vice-presidente, profa. Talita Honorato; o suplente da tesoureira, prof. Éder Rodrigues e a responsável pela unidade setorial de corregedoria da UFRB, Andreia Correia. A corregedoria é um órgão interno e tem a função de fiscalizar, orientar e punir a conduta de servidores e membros da UFRB. Além disso, ela serve para garantir que as leis e os regulamentos internos sejam cumpridos, melhorando a eficiência do serviço público. Tendo em vista o combate aos assédios moral e sexual dentro da universidade, a direção da APUR se reuniu, primeiramente, com a ouvidoria da UFRB e, em seguida, com a corregedoria e externou preocupações sobre o fluxo dos processos e a conduta universitária em casos de assédios. As reuniões convocadas pela APUR são um compromisso de escuta à base e luta ativa por direitos. Quem tem sindicato nunca está só!
APUR defende fim da escala 6×1 durante audiência pública lotada em Santo Antônio de Jesus

Entidades sindicais, sociedade civil, estudantes, políticos e demais participantes lotaram a audiência pública pelo fim da jornada 6×1, ocorrida na noite desta quarta-feira, 13, em na Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus. O evento ocorreu através do mandato do vereador Uberdan Cardoso (PT) e teve como temática “A vida do trabalhador não pode se resumir a trabalhar, dormir e repetir”. Ao fim do encontro, foi aprovado um manifesto que será construído coletivamente e enviado aos deputados federais, exigindo a votação favorável pelo fim da escala e a sua implementação imediata. O presidente da APUR, prof. David Romão, representou a seção sindical durante a audiência pública. Confira abaixo as fotos do evento:
Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Jesus realiza audiência pública pelo fim da escala 6×1, nesta quarta-feira, 13

Santo Antônio de Jesus, no recôncavo da Bahia, é mais um município a convocar a classe trabalhadora para debater o fim da jornada 6×1. Nesta quarta-feira, 13, às 19h, haverá uma audiência pública com entidades sindicais, estudantes, sociedade civil, trabalhadores/as e representantes políticos, na Câmara de Vereadores do município, a fim de debater os impactos de escalas exaustivas e o bem-estar do povo brasileiro. O evento contará com transmissão ao vivo pelo YouTube. A audiência pública, que ocorre através do mandato do vereador Uberdan Cardoso (PT), segue a temática “A vida do trabalhador não pode se resumir a trabalhar, dormir e repetir” e debaterá a construção de uma jornada mais justa, com mais dignidade e qualidade de vida. A APUR, mais uma vez, manifesta apoio às manifestações pelo fim da escala 6×1 sem redução salarial. Junte-se a causa!