Grupo de Trabalho do ANDES-SN avança na luta em defesa dos povos originais

Grupo de Trabalho do ANDES-SN avança na luta em defesa dos povos originais

unnamed (11)O Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental (GTPaua) do ANDES-SN se reuniu no último final de semana (5 e 6) em Niterói-RJ para dar encaminhamento às deliberações relacionadas a essas temáticas aprovadas no 33º Congresso do Sindicato Nacional, realizado no mês de fevereiro em São Luís-MA (confira aqui o Relatório Final do 33º Congresso).

Dez seções sindicais enviaram representantes para a reunião, que apontou prioridade de ação a defesa dos povos originais vítimas de ataques do agronegócio e do capital e a participação no Congresso Intercultural de Resistência dos Povos Indígenas e Tradicionais dos Saberes Maraká’nà. Para isso, os representantes do GTPaua indicaramque a seções sindicais se articulem com as etnias indígenas de suas regiões para participar de ambos os espaços. O Congresso Intercultural será lançado no dia 19 de abril na Aldeia Maracanã no Rio de Janeiro (RJ), e ocorrerá, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do dia 7 ao 12 de maio.

Ainda foi indicado que as seções sindicais iniciem ou intensifiquem levantamentos sobre situação dos povos originais, levando em conta as etnias presentes, a área ocupada, os conflitos, o atendimento a todos os dispositivos para demarcação de área, as ações realizadas pelos governos, e a presença e consequências de megaempreendimentos nas regiões. O GT também discutiu a construção de um seminário para intensificar o debate sobre o direito à cidade, as lutas urbanas e a criminalização da pobreza e dos povos originais. unnamed (12)

Outro ponto abordado na reunião foi a necessidade de diálogo conjunto com o Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia do ANDES-SN para formulações sobre a concepção de ciência e de matriz de conhecimento científico dentro das universidades e seus desdobramentos – como o livre transito da lógica privada e de empresas dentro das universidades. Além disso, o GTPaua também pretender construir espaços de diálogo aprofundado sobre o uso de Produtos Geneticamente Modificados (PGM) e agrotóxicos, e também sobre matrizes energéticas.

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