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A SAÚDE DO SERVIDOR DA UFRB EM DEBATE

A SAÚDE DO SERVIDOR DA UFRB EM DEBATE

 

Representada pelo presidente David Teixeira, a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) fez parte da mesa do seminário “Saúde dos(as) servidores(as) da UFRB: Aspectos contemporâneos”, organizado pelo NUGASST/PROGEP,  realizado nesta terça-feira (24).  Além do presidente da APUR, a mesa ainda foi composta pela advogada Laís Pinto e o médico perito Igor Barreto.

O professor David Teixeira falou sobre os impactos da conjuntura nacional na crise da Universidade Pública e seus rebatimentos na saúde dos servidores. O presidente da APUR afirmou que o momento de desmonte enfrentado pelas universidades públicas impacta diretamente no desempenho do trabalho dos servidores público, acarretando, muitas vezes, em problemas de saúde.

David ainda falou sobre um dos problemas que influencia de forma significativa na saúde do servidor público, o assédio moral. Segundo ele, nestes últimos dois anos, o número de denúncias de assédio moral na UFRB vem crescendo consideravelmente. “O assédio moral coloca o servidor em uma situação fragilizada, que pode desencadeados sérios problemas de doenças ou em sua vida funcional”, colocou David. Ao encerrar, David reforçou a disposição da APUR de dar o suporte necessário a todos/as professores/as que estiverem passando por situações de assédio.

A advogada Laís Pinto explicou os procedimentos legais para a defesa dos servidores públicos. O primeiro passo é identificar a situação, pois para que uma prática de configure como assédio é necessário que seja reiterada. “O assediador sabe que não pode demitir o servidor público, então ele provoca situações para que o servidor se afaste do ambiente do trabalho”, completou a advogada.

Para que seja feita uma denúncia de assédio moral não basta apenas a palavra da vítima, é imprescindível que se tenha provas, e quem está alegando ser a vítima é quem deve fornecer tais provas. Contudo, a advogada foi categórica ao explicar que a pessoa que sofreu assédio moral não deve comparecer sozinha ao ambiente em que o assediador se encontra, para que ela não seja exposta à situação favorável ao assédio.

O médico perito Igor Barreto explanou sobre o impacto das condições de trabalho no cotidiano dos servidores da UFRB: uma análise a partir das demandas atendidas pela perícia médica do NUGASST, levando alguns dados que comprovam como a saúde do servidor público não tem sido prioridade do governo. Segundo ele, o valor do auxílio saúde complementar não tem aumento há quase dois anos, ao passo que o SUS vem sofrendo constantes cortes orçamentários.

Igor apontou o aumento do número de afastamentos por motivo de problemas de saúde nos últimos dois anos na UFRB, e que os exames periódicos, que são uma boa oportunidade para saber como anda a saúde do servidor, foram realizados em 2014, não sendo mais realizados por causa do corte orçamentário de 2015. “O investimento na saúde do servidor é muito importante, não apenas por uma questão ética e humana, mas também financeira, pois as empresas que investem na saúde dos trabalhadores são as mais produtivas”, finalizou o Igor.

 

No debate, o presidente da APUR reafirmou a necessidade de ampliarmos a campanha contra o fim da estabilidade do servidor público (Projeto de Lei do Senado n° 116/17), medida que visa fragilizar ainda mais a condição do servidor e favorecer o assédio moral dentro da instituição pública por meio da ameaça de demissão. David aproveitou para convidar a todos os presentes a se engajarem na campanha pelo Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Revogação da Reforma Trabalhista puxada pela CUT.

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