ESTUDANTES INSATISFEITOS FAZEM ATO PÚBLICO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO

Insatisfeitos com diversos problemas que a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) tem enfrentado, os alunos do Campus de Cruz das Almas participaram de um Ato Público nessa quarta-feira(11). Entre outras insatisfações, os principais motivos que levaram ao ato foram: ausência de Restaurante Universitário Popular em todos os campi da UFRB; necessidade de climatização das salas de aula, pois estas se tornam, no verão, insalubres; morosidade na entrega de obras em todos os campi; insatisfação com o uso de contêineres como salas de aula no CFP; ausência de iluminação no campus de Cruz das Almas, o que tem gerado insegurança no campus e o descaso e morosidade da PROPAAE para com os estudantes em situação de vulnerabilidade. O ato, que foi organizada pelo Levante Popular da Juventude, Diretório Acadêmico de Engenharia Florestal e Diretório Acadêmico Livre de Agronomia, contou com o apoio da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) que, segundo o estudante Joelton Belau, é um dos importantes parceiros do Movimento Estudantil na luta pela melhoria da educação.
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN

Divulgado anexo ao caderno de textos do 34º Congresso do ANDES-SN O ANDES-SN divulgou nesta quarta-feira (4) o anexo ao Caderno de Textos do 34º Congresso do Sindicato Nacional. O documento conta com 20 contribuições, de seções sindicais e docentes sindicalizados, que servirão, junto com os demais textos já apresentados, para embasar os debates e as deliberações deste encontro, instância máxima de deliberação da categoria docente organizada no ANDES-SN. Confira aqui. O 34º Congresso acontece em Brasília (DF), entre os dias 23 e 28 de fevereiro, sob o tema central “Manutenção e Ampliação dos direitos dos trabalhadores: avançar na organização dos docentes e enfrentar a mercantilização da educação”. De acordo com o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, o congresso anual da entidade é um momento importante para a reflexão e o debate sobre a educação, as condições de trabalho dos docentes, a conjuntura e os desafios para a classe trabalhadora. “Neste ano temos uma nova conjuntura política do país, que está sem crescimento econômico. Será, necessariamente, um ano de muitas lutas, e o objetivo do congresso é preparar os docentes para esses enfrentamentos”, afirmou. Lançamento da Campanha dos SPF Durante o 34º Congresso do ANDES-SN acontecerá em Brasília, no dia 25 deste mês, o ato de lançamento oficial da Campanha Unificada dos Servidores Públicos Federais de 2015. “Para nós será extremamente importante, porque todos os delegados e participantes do congresso poderão integrar e fortalecer o ato de lançamento da Campanha salarial”, ressalta Rizzo. Credenciamento prévio Os delegados e observadores do 34º Congresso ainda podem fazer o credenciamento prévio, conforme divulgado na Circular nº 207/14, até o dia 6 de fevereiro. O credenciamento também poderá ser feito no dia 23 de fevereiro de 2015, das 9h às 12h e das 14h às 20h.
NOTA PÚBLICA

Por decisão de sua assembléia, a APUR vem a público manifestar-se quanto aos pontos centrais que, na visão dos/as docentes, dizem respeito às instalações dos containers no campi de Amargosa, Centro de Formação de Professores. Destacamos, para isso, dois pontos que, após a nota técnica da Superintendência de Implantação e Planejamento do Espaço Físico/UFRB (30/01/2015) nos preocupou: 1- Democracia e publicidade – Os agentes públicos devem primar pelas deliberações nas instancias formais, garantindo os trâmites regimentais e pela publicização de seus atos e decisões, consultando as instâncias competentes, promovendo ampla discussão política. Quando a SIPEF admite “a não apresentação e esclarecimento deste projeto” e pede desculpas aos órgãos gestores, causa-nos estranheza porque flancos são abertos à democracia necessária às ações de infra estrutura que relacionam-se imediatamente ao processo educativo. Isto atinge diretamente a participação dos/as docentes na construção de suas condições de trabalho. Além disso, inviabiliza a divergência ou a convergência com os projetos de decisão da gestão da universidade e encaminhados pela SIPEF. A admissão da não discussão traz problemas que podem dificultar a solução de ações futuras. A APUR coloca-se em contraposição a ausência de debate e democratização das discussões acadêmicas. 2- Condições de trabalho e projeto político da educação – Tornamos pública a nossa preocupação com as questões político-didático-pedagógicas que a educação em containers pode nos causar. Em que medida será alterada nossa condição de saúde e de trabalho de modo geral? Em que medida esta estrutura está contextualizada com a identidade política da educação no interior da Bahia, onde as escolas do campo – no caso de Amargosa – são as que formaram, prioritariamente, na educação básica e depois no ensino médio, nossa população de discentes? Em que medida a gestão da universidade pode responder sobre o que entende por “emergencial e temporário”? Este espaço de educação compromete ou não o projeto político pedagógico dos cursos e o projeto institucional da Universidade? Por que a opção por este tipo de estrutura, enquanto as obras programadas já ultrapassaram seus prazos de entrega e/ou as já construídas não estão adequadamente climatizadas? Em que prazo e como os espaços usados para laboratórios serão adaptados para sala de aula? Estas são algumas das questões que dizem respeito a garantia das condições de trabalho e de democracia e construção da educação. Por uma educação pública e de qualidade! APUR
APUR entrega Ofício à reitoria solicitando esclarecimentos sobre o conflito ocorrido na manhã de quarta feira, 28/01, na Comunidade Quilombola Vila Guaxinin

OF-01 /2015 Cruz das Almas, 30 de janeiro de 2015. Ao Magnífico Reitor Paulo Gabriel Soledade Nacif REF.: Solicitação de Esclarecimento A APUR, instada por discentes quilombolas e docentes do movimento de negras e negras vem a público pedir esclarecimentos sobre o conflito ocorrido na manhã de quarta feira, 28/01, na Comunidade Quilombola Vila Guaxinin, noticiada pelas redes sociais . Segundo imagens de vídeo e denúncias, a Vigilância da UFRB entrou sem a permissão na Comunidade, portando armas de fogo e procedendo estratégias de ameaça e cercamento à comunidade. No intuito de proteger e defender as vidas, os valores agregados de diversidade, inclusive princípios de existência institucional e política da UFRB, este sindicato requer estas informações para posicionar-se diante do ocorrido. Informamos, no entanto, que desde já seremos intransigentes na defesa das comunidades e povos tradicionais, dos valores e práticas ligados à pauta e vida dos negros e negras quilombolas e do direito a viverem em paz em suas terras. Também nos dirigimos à Comunidade Quilombola Vila Guaxinin, por meio de seus representantes, nos colocando a disposição para ouvi-los e com eles nos posicionarmos pela luta e garantia de vida da população negra. Sem mais para o momento, despeço-me. Atenciosamente, Antonio Eduardo Alves de Oliveira Presidente da APUR (Seção do ANDES/SN) CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR O OFICIO
34º Congresso do ANDES-SN – Contribuição da Diretoria da APUR Seção Sindical – Para enfrentar os desafios da conjuntura. Construir o ANDES pela base

Para enfrentar os desafios da conjuntura. Construir o ANDES pela base Após uma eleição acirrada Dilma foi reeleita, que impuseram uma derrota ao candidato conservador do PSDB. Em resposta ao resultado eleitoral setores importantes da elite nacional prontamente principia um ataque aos direitos democráticos conclamando uma nova ditadura militar e o impechment da presidente eleita, combinado com uma ação no parlamento aprovando medidas que inviabilizam a participação popular e os interesses dos trabalhadores. Por um lado, a crise econômica tende aumentar as divisões entre setores dominantes e diminuir as margens de conciliação, ampliando a pressão sob o governo. Os setores capitalistas avançam pressionando pela adoção de políticas recessivas e contra os interesses populares, ao mesmo tempo que uma ala direitista, apoiada pelos grandes grupos da imprensa nacional ensaiam uma política claramente golpista. Para os trabalhadores e para os servidores públicos, o próximo período será de muita luta na defesa dos seus direitos. A perda do poder aquisitivo, bem como os cortes de verbas no fim de 2014 e o precário investimento nos serviços públicos (como educação e saúde) é sem dúvida, um elemento crucial para a retomada das mobilizações dos docentes e demais servidores públicos. A grande mobilização dos trabalhadores na campanha do plebiscito, que contou com a participação de mais de 120 organizações dos trabalhadores e principais movimentos sociais do país, e que colheu mais de sete milhões de votos favoráveis a uma Constituinte para a Reforma Política é uma expressão desta tendência política que pressiona o governo a esquerda. Nesta conjuntura complexa, em que a direita passa nitidamente na ofensiva e o governo da frente popular tende a uma política ambígua que flerta com os movimentos populares sem abrir mão dos acordos com setores importantes da burguesia. A política do movimento sindical, e em especial do Andes precisa criticar com muita nitidez as tendências golpistas dos setores conversadores e buscar uma frente única com a maioria dos trabalhadores organizados, para combater as perdas de direitos e arrancar as suas reivindicações. Para isso, é preciso superar a política do CSP-Conlutas, que junto com a direção do ANDES impediu que o sindicato nacional participasse do movimento do Plebiscito pela Constituinte da Reforma Política. Além disso, a política da direção do ANDES-SN promoveu um ano de prejuízos para a categoria, que se manteve afastada das ações da maioria da classe e viu suas pautas estagnadas. Reestruturar o sindicato nacional para a construção de um movimento nacional que possa dar conta das tarefas da conjuntura é um aspecto fundamental no balanço político no congresso do ANDES, não se trata de medidas administrativas e mudanças estatutárias, mas construir uma reorientação geral da política e um aprofundamento da democracia e participação nas instâncias do sindicato. Assim, a mobilização dos trabalhadores tem estabelecido as bases para um movimento mais participativo e democrático, que expressa à necessidade das bases da categoria controlar suas próprias entidades e poder assim levar adiante sua luta de maneira mais ampla. A experiência da greve docente na IFES em 2012 – espaço de constantes diálogos, disputas e enfrentamentos – foi marco político fundamental no movimento docente nos últimos anos. Apesar dos resultados contraditórios do movimento nacional, uma vez que o governo, em diversos aspectos, piorou nossa carreira, sobretudo dos novos professores, e do não atendimento de muitos itens da pauta. Entretanto, é importante ressaltar que a interface presencial dos professores é fator fundamental para uma verdadeira democracia, pois permite uma verdadeira participação e discussão dos rumos do movimento. Por isso, um eixo fundamental para a construção do ANDES é que fomente de uma maneira cada vez intensa da participação da base da categoria a partir do seu local de trabalho nas instâncias do sindicato. É preciso que o ANDES assuma como prioridade as pautas dos docentes das IES, o que passa pela necessidade criar meios para abrir uma negociação efetiva com o governo, o que passa por uma construção tática para o atendimento da pauta específica e dos demais servidores públicos federais. Conquista que só será possível com a unidade na ação com a maioria dos servidores. Para combater os setores conservadores e para arrancar do governo as reivindicações da categoria e do conjunto dos trabalhadores como a defesa do ensino público de qualidade necessitamos fomentar a unidade dos trabalhadores, um passo importante no movimento docente é a luta por um movimento coletivo para reconstruir o ANDES pela base.