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Servidores Federais marcham na Esplanada e cobram valorização do serviço público

Mais de 5 mil trabalhadores marcaram presença no coração de Brasília na Marcha dos Servidores Públicos Federais (SPFs) nessa quarta-feira (7). A luta por serviços públicos de qualidade, contra as privatizações e pela valorização funcionalismo federal foram as principais pautas que levaram os manifestantes a enfrentar o forte sol e a ocupar a Esplanada dos Ministérios por toda a manhã. A concentração para o ato teve início às 9h, em frente à Catedral de Brasília. Aos poucos chegavam ônibus de todo o país, trazendo servidores das diversas categorias representadas no Fórum das Entidades Nacionais dos SPF, para exigir seus direitos e protestar contra o descaso do governo federal. Às 11h teve início a Marcha, que fechou pistas da Esplanada e partiu em direção ao Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog). Lá os manifestantes se encontraram com as delegações de Fasubra e Sinasefe, que desde a madrugada trancavam as entradas do ministério, cobrando do governo a abertura de negociação sobre as pautas de suas greves. Do alto do carro de som, os organizadores da Marcha deram início às falas das entidades e categorias presentes, que expuseram suas pautas específicas, deram informes sobre a mobilização nas bases e reafirmaram a importância da luta conjunta entre os SPFs. Falaram, entre outras entidades, representantes da Assibge, da Fasubra, do Sindireceita, do Sinal, da Fenasps, do Sinasefe e da Fenajufe, além de representantes das centrais sindicais. Os trabalhadores em greve da Indústria de Metal Bélico do Brasil (Imbel) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também discursaram. Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN, falou aos servidores presentes sobre os ataques que o governo vem realizando contra o serviço público. Ela lembrou que hoje há uma inversão de prioridades e que o governo investe cada vez mais dinheiro público em esferas privadas. Marinalva ainda apontou que a Marcha era vitoriosa pela mobilização das categorias e que a hora é de intensificar a luta nos locais de trabalho para conseguir pressionar ainda mais o governo federal para que negocie com os SPFs. “Esse governo só responde quando é pressionado e já disse que não vai negociar, então temos que aumentar a mobilização para conseguir reverter a situação”, concluiu a presidente do ANDES-SN. Paulo Barela, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, também se dirigiu aos manifestantes. O dirigente afirmou que o governo federal investiu 34 bilhões de reais na Copa do Mundo, enquanto deixa o serviço público de lado, o que demonstra que “nesse governo, quem ganha são os empresários e a Fifa”. Barela ainda lembrou que o governo tem realizado políticas de isenção fiscal para setores do empresariado, mas segue sem investir nos serviços públicos de qualidade para a população. “É hora de pegarmos o exemplo dos garis do Rio de Janeiro, dos rodoviários de Porto Alegre, e de muitas outras categorias em luta pelo país para unificar nossas lutas e avançar na conquista de direitos”, destacou. O representante da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Marizar Mansiglia, saudou os militantes que resistem contra os ataques do governo federal do serviço público. “Esse ato simboliza a nossa arrancada para combater o entreguismo do serviço público por parte da Dilma” afirmou. Ele ainda lembrou a importância da manutenção das lutas durante a realização da Copa do Mundo, e terminou sua fala afirmando que na “Copa vai ter luta”. Entidades pressionam e são recebidas Na madrugada desta quarta-feira (7), Fasubra e Sinasefe bloquearam as entradas do bloco C da Esplanada, onde funcionam algumas secretarias do Ministério do Planejamento, entre elas a Secretaria de Relações do Trabalho. A ação vitoriosa serviu para pressionar o governo federal a se reunir com as entidades em greve. Às 10 horas, uma comissão formada por coordenadores e representantes dos Comandos Nacionais de Greve foi recebida pelo secretário da SRT/Mpog, Sérgio Mendonça, e pelo secretário de Educação Superior do MEC, Paulo Speller. Depois de muita conversa, os trabalhadores conseguiram dos representantes do Executivo o compromisso de uma resposta às pautas das categorias num prazo de 15 dias. Uma nova reunião foi agendada para o dia 22 de maio. De acordo com o informe das entidades, o governo sinalizou que há pouca ‘margem de manobra’ para negociar com os trabalhadores da educação federal, mas que buscaria dar retorno até a próxima reunião. “A vitória de hoje foi um sinal claro de que só a mobilização e o fortalecimento da greve vai fazer com que sejamos atendidos. Vamos ampliar a nossa luta e assim conseguir com que o governo aumente também sua margem de manobra”, ressaltou Alexandre Fleming, coordenador geral do Sinasefe. Ele lembrou que no dia anterior o MEC havia se recusado a receber ANDES-SN, Fasubra e Sinasefe, durante a Caravana da Educação Federal. Terminada a ocupação do Mpog, Fasubra e Sinasefe se juntaram à Marcha, que seguiu em direção ao acampamento da Fasubra, na no gramado central da Esplanada em frente ao Museu da República, onde o ato foi encerrado. Plenária dos SPF Às 15 horas, os trabalhadores das entidades do Fórum dos SPF se reuniram em plenária, na tenda do acampamento da Fasubra, para avaliar o ato e tirar encaminhamentos para as próximas ações. Os dirigentes nacionais e representantes das entidades de base fizeram relatos de como está a mobilização em suas bases e várias falas apontaram a necessidade de intensificação e unidade da luta. Foi aprovado incorporar no calendário dos servidores federais mobilizações nos estados nos dias 15 de maio, Dia Internacional de Luta Contra as Remoções promovidas pela Copa do Mundo, e 12 de junho – data do primeiro jogo do campeonato mundial de futebol. Uma nova reunião do Fórum dos SPF foi agendada para 20 de maio, em Brasília. Fonte: ANDES-SN

Entidades realizam Caravana da Educação Federal na terça-feira (6), em Brasília

O descaso com a Educação Federal em todos os níveis, os constantes ataques à autonomia e à democracia nas Instituições Federais de Ensino e a dificuldade em conseguir negociação efetiva com o governo federal fizeram com que as entidades sindicais do setor – ANDES-SN, Fasubra e Sinasefe – se reunissem para realizar no próximo dia 6 de maio, a Caravana da Educação Federal em Brasília (DF). O ato contará também com a participação do movimento estudantil. De acordo com Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN, a caravana reflete a luta conjunta desses setores para fortalecer a educação pública e de qualidade. “A realidade tem conduzido cada vez mais para a unidade das entidades representativas dos professores, dos técnico-administrativos e das representações estudantis na luta pelas condições necessárias ao desenvolvimento das atividades acadêmica com a qualidade que a população exige quanto aos serviços públicos, bem como unificar as ações em defesa dos direitos dos trabalhadores na educação federal”, ressalta a dirigente. Confira aqui a Carta da Caravana da Educação Federal. Reivindicações Docentes, técnicos e estudantes denunciam a falta de condições necessárias para funcionamento das Instituições Federais de Ensino (IFE), o que resulta no comprometimento da qualidade das atividades acadêmicas e na precarização do trabalho. Apontam ainda a necessidade de vagas e concursos públicos para professores e técnico-administrativos, aprimoramento das carreiras – correção de distorções e reestruturação -, com a valorização salarial de ativos e aposentados. Cobram também a ampliação das condições de acesso e permanência estudantil. As entidades alertam que é urgente e necessário reverter o acelerado processo de privatização das IFE e da terceirização do trabalho nestas instituições. Além disso, denunciam também o agravamento da criminalização contra os movimentos sociais, a judicialização das greves e as tentativas de utilização dos meios institucionais para reprimir o direito à divergência. Para discutir essas questões e buscar abertura de negociações de verdade em torno das pautas de reivindicações, docentes e técnico-administrativos solicitaram uma audiência com o ministro da Educação, José Henrique Paim, para o dia 6 de maio. Marcha a Brasília No dia seguinte à Caravana, os trabalhadores do setor da Educação se juntam aos demais servidores públicos federais, na grande Marcha a Brasília, organizada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos SPF. A concentração está prevista para às 9 horas, em frente a Catedral da capital federal, na Esplanada dos Ministérios. Fonte: ANDES-SN

Docentes das IFE intensificam mobilização e marcam novo dia de paralisação

Uma agenda intensa de atividades, com paralisação nacional no dia 21 de maio, foi uma das deliberações da reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do ANDES-SN, que reuniu em Brasília, no último final de semana (26 e 27), representantes de 43 seções sindicais. A Caravana da Educação Federal, na próxima terça-feira (6) e a Marcha a Brasília, no dia seguinte também integram o calendário de lutas aprovado. Para o período de 12 a 16 de maio está prevista uma semana de mobilização local nas Instituições Federais. A decisão sobre o período de deflagração da greve, com base no resultado da rodada de assembleias gerais das Seções Sindicais, foi remetida para a próxima reunião do Setor das Ifes, que acontece nos dias 24 e 25 deste mês. “Foi uma das maiores e mais densas reuniões do Setor das Ifes. Fizemos uma cuidadosa avaliação da conjuntura, das audiências com o Ministério da Educação e do resultado das assembleias gerais. A orientação do Setor é intensificar a mobilização, fortalecendo as assembleias, aprofundando o debate sobre a greve, reforçando as pautas locais, a partir da articulação com a pauta nacional de negociação em curso”, explicou  Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN. A reunião contou com a presença de 70 docentes, sendo 63 representantes de 43 seções sindicais e sete diretores nacionais. De acordo com Marinalva, o Setor das Ifes também orientou a constituição de fóruns locais articulados, se possível, com os técnico-administrativos e estudantes, no que diz respeito a precarização das condições de trabalho e funcionamento das Instituições Federais de Ensino. “Devem ser montados mini-dossiês contendo descrição sumária das carências locais de cada IFE e paralisação dos docentes no dia 21 de maio, com atividades de mobilização e vigília à reunião com o MEC, prevista para às 16 horas desse dia”, comentou.  Leia aqui o relatório da reunião. Unidade na ação Durante a reunião, representantes da Fasubra e Sinasefe apresentaram informes dos movimentos grevistas protagonizados pelas entidades. Os técnico-administrativos das Universidades Federais estão em greve desde 17 de março, enfrentando a truculência de alguns reitores, que cortaram ponto dos trabalhadores que aderiram ao movimento e judicializaram a greve da categoria. Os docentes e técnicos das IFE representados pelo Sinasefe iniciaram a paralisação no dia 21 de abril e instalaram o Comando Nacional de Greve em Brasília neste final de semana. Segundo balanço da entidade, trabalhadores de instituições de mais de dez estados já integram a greve. Uma comissão de garis, trabalhadores da Comlurb do Rio de Janeiro, também visitaram a reunião do setor das Ifes para compartilhar a experiência do movimento grevista organizado pela categoria durante o carnaval e declararam o apoio à luta dos docentes das Federais. Confira a agenda de mobilização e luta: 29/04 Audiência do Espaço Unidade de ação com Gilberto Carvalho às 16 horas; 01/05: Participação nos atos do Dia do Trabalhador; 06/05: Caravana da Educação Federal a Brasília; 07/05: Marcha dos SPF a Brasília; Entre os dias 12 a 16 de maio: Rodada de Assembleias gerais, incluindo na pauta a paralisação do dia 21 de maio. De 12 a 16 de maio: Semana de Mobilização Local – Constituição de fóruns locais articulados, se possível, com os técnicos e estudantes no que diz respeito a precarização das condições de trabalho e funcionamento da instituição. Devem ser montados mini-dossiês contendo descrição sumária das carências 15/05: Dia Nacional de luta contra as remoções da copa e ações policiais de restrição ou cerceamento a livre manifestação da população; 21/05: Mesa de reunião Sesu/MEC e ANDES-SN, às 16 horas; 21/05: Paralisação nos locais de trabalho; Entre os dias 22 e 23 de maio: Rodada de Assembleias Gerais, incluindo na pauta greve nacional dos docentes das IFE e intensificação da mobilização na categoria; 24 e 25 de maio: próxima reunião do Setor das Ifes. Fonte: ANDES-SN