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APUR

MESMO COM OBRAS ANUNCIADAS, A UFRB AINDA SOFRE COM A FALTA DE ESTRUTURA MÍNIMA

Desde a greve docente de 2012, a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) tem reivindicado por uma estrutura mínima para o funcionamento dos cursos oferecidos na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). De lá para cá, pouca coisa mudou. Todos os campi da UFRB, em diferentes graus e setores, continuam esperando início e/ou conclusão de obras essenciais de funcionamento. Quem passa constantemente pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS), por exemplo, fica chocado com as obras intermináveis sendo tomadas pelo limo, cercadas por mato, que mais parecem obras abandonadas. Sendo que, recentemente, mesmo sem nenhuma preparação prévia (professores e técnicos suficientes, por exemplo), o Centro passou a oferecer o curso de medicina, ou seja, necessitando ainda mais de espaços adequados e equipados para um bom funcionamento. A esperança de término das obras é uma placa colocada no Centro que fala da conclusão da construção da sede, mas, até o momento, ela ainda continua sendo a única novidade, pois o local ainda continua com seu aspecto de abandono. A alternativa é continuar esperando, já que o prazo para a conclusão é de 270 dias. O CAHL e as eternas soluções paliativas  Depois de insistentes pedidos da comunidade acadêmica, algumas obras de recuperação foram iniciadas no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL). O professor Maurício Silva (coordenador do curso de Ciências Sociais) explicou que as obras são direcionadas para alguns setores, em especial o auditório, já que é um dos ambientes mais utilizados para atividades acadêmicas, sofrendo maiores desgastes. Porém, o professor lembra que, apesar de necessárias, essas obras acabam gerando soluções paliativas para problemas maiores. “A ausências de estrutura física adequada faz com que a comunidade tenha que criar improvisos, e é isto que acontece no caso do auditório, com sua utilização para algumas atividades que poderiam ser evitadas caso houvesse espaços alternativos, como a apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso, reuniões de grupos de pesquisa, projeção de conteúdo de aulas, reuniões de colegiado etc”, completou Maurício. Não podemos esquecer que o CAHL é um Centro que não tem grandes alternativas de crescimento, já que é sediado dentro de uma cidade tombada. Entre outras reclamações, os docentes do CAHL sempre lembram que ainda não têm seus gabinetes, dificultando, por exemplo, suas atividades de orientação aos discentes. Para desespero dos professores, as obras iniciadas no início do ano só tem dado conta de questões mais pontuais como, por exemplo, pintura e parte elétrica. Como bem lembrou o professor Maurício, os problemas estruturais da UFRB também têm a ver com o modelo de expansão. “As obras de manutenção são necessárias, mas insuficientes para fornecer à comunidade a estrutura física adequada ao cotidiano acadêmico. Para crescer com qualidade, a UFRB terá de repensar urgentemente sua estratégia de expansão”, concluiu o professor. Complexo Poliesportivo e Casa do DUCA: problemas que se arrastam no CFP Ainda em março deste ano, a Superintendência de Implantação e Planejamento do Espaço Físico (SIPEF) lançou uma nota de esclarecimento à Comunidade Amargosense tonando públicas ações para recuperar a infraestrutura física do prédio onde deveria funcionar o Centro de Artes de Amargosa: Diversidade, Universidade, Cultura e Ancestralidade – a CASA DO DUCA. Todavia, até o momento, o prédio continua sem nenhuma obra em execução. No período eleitoral para direção do Centro de Formação de Professores (CFP), o diretor Clarivaldo Santos informou que existia um milhão de reais já aprovado para a reforma. Procurado para esclarecer essa informação, o coordenador da CASA DO DUCA, professor Ricardo Andrade, afirmou não saber exatamente a que milhão de reais o diretor estava se referindo. Segundo ele, o que existe é um contrato da UFRB com uma construtora na ordem de alguns milhões para fazer a manutenção de todos os prédios da universidade, mas que ele não saberia precisar quanto. “Até onde fui informado, seria este o contrato utilizado para a reforma da sede. Com algum esforço hermenêutico (do tipo caritas cristã) suponho que seja este o valor estimado, pelo referido professor em campanha, quanto esses gastos, mas isto não nos foi informado ainda”, completou Ricardo. Parece que a administração central e do CFP não entendem que um Complexo Poliesportivo é imprescindível para o curso de Educação Física. Talvez essa seja a explicação para o fato de que estudantes e professores do curso oferecido no Centro de Formação de Professores (CFP) estejam até hoje esperando pela finalização de uma obra que, segundo o diário oficial, estaria concluída no dia 15 de outubro de 2012. Um complexo poliesportivo que para o curso de Licenciatura em Educação Física tem a mesma importância que um laboratório devidamente equipado para um curso de Química, por exemplo. Entende-se, desse modo, que sua inexistência afeta diretamente na formação e qualificação dos futuros professores de Educação Física. Preocupados com essa possibilidade, os professores do curso têm buscado outros meios para suprir esta falta grave. A coordenadora do curso, Priscila Dornelles conta que há quatro anos as aulas do curso de Educação Física têm sido realizadas em outro espaço fora do CFP. Priscila Dorneles chama a atenção para os prejuízos que esse remanejamento tem causado: “Além do deslocamento em todas as aulas (com prejuízos para o tempo de aula), temos que negociar internamente como dispor as disciplinas do curso nos dias nos quais a instituição CETEP nos cede o seu espaço em formato de convênio. Deste modo, temos um curso noturno que utiliza três noites para atividades de ensino que prescindam de quadra poliesportiva coberta, de campo de futebol e de piscina – espaços do CETEP utilizados com maior frequência pelo curso de Licenciatura em Educação Física. É deste modo que “sobrevivemos” cotidianamente sem a estrutura do Complexo Esportivo”, explicou a coordenadora. O professor do curso, José Arlen Beltrão, também chamou a atenção para os prejuízos causados pela utilização de outros espaços que não o Complexo Poliesportivo.  “Além do tempo pedagógico, os equipamentos e espaços utilizados pelo curso não reúnem as condições demandadas nesse processo. Não é possível, por exemplo, participar de uma aula prática de esportes aquáticos à noite (período em que o

POSIÇÃO DA DIREÇÃO DA APUR SOBRE O PROCESSO SUCESSÓRIO DA REITORIA DA UFRB

O ano de 2015 também será marcado pela presença de nova reitoria na UFRB. A diretoria da APUR se dispõe a organizar, com as demais representações das categorias, um processo de participação da comunidade na escolha dos dirigentes da instituição, a partir de preceitos democráticos. Infelizmente, os/as dirigentes das universidades federais brasileiras ainda são escolhidos/as sem a obrigação de uma consulta democrática, mas sim pela escolha do/a presidente da república a partir de uma lista tríplice encaminhada pelo conselho superior da universidade. Diante de mais um processo sucessório, registramos a nossa indignação pela existência ainda de leis antidemocráticas para as escolhas dos dirigentes das universidades, e, principalmente, pela inoperância dos reitores e dos governantes em modificar legalmente este processo ao longo dos últimos anos. Na ausência de um marco legal para a escolha democrática dos dirigentes, as categorias historicamente organizam consultas para pressionar que o candidato com maior votação possa ser escolhido pela presidência. Neste sentido, para o próximo pleito eleitoral, a direção da APUR aproveitará para discutir a importância de um processo democrático. E para orientar a posição do sindicato na comissão, realizaremos, no início do próximo semestre, uma assembleia da categoria para definir os princípios que os docentes reconhecem como adequados para escolha da representação máxima da UFRB, o que passa pelo peso dos votos das diferentes categorias e o formato do processo de consulta. Coerente com nossa tradição, a partir da decisão da assembleia dos docentes, a diretoria da APUR se compromete a organizar o pleito para escolha do novo reitorado, e para construção de processos democráticos na UFRB. Cruz das Almas, 04 de dezembro de 2014.

REUNIÃO DA APUR DISCUTE A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO POLÍTICA E AS PRÓXIMAS AÇÕES DO SINDICATO

A diretoria da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) e o Conselho de Representantes se reuniram, nesta terça-feira (2), com o objetivo de discutir os seguintes pontos de pauta: Informes; Balanço da gestão da diretoria da APUR 2012-2014; Cenários 2015 (campanha salarial, eleição para reitor, estatuinte); Posse da nova diretoria da APUR e Calendário de atividades. A nova diretoria também foi convidada para pensar na transição do mandato. Com a presença de todo o conselho de representantes (Maurício Silva, Givanildo de Oliveira, Tarcísio Cordeiro e Nilton da Silva), foi deliberada a prorrogação do mandato da atual diretoria, 2012-2014, até o dia 21 de janeiro de 2015, quando haverá uma assembleia para tomada de posse da nova diretoria. A prorrogação foi aprovada por dois motivos: a data prevista para a posse era o dia 15 de dezembro de 2014, mas essa data se tornou inviável por conta das férias docentes, e a prorrogação contribuirá para facilitar o encerramento do atual mandato, dando-lhe tempo para fazer as prestações de contas necessárias e, consequentemente, ajudará na transição da nova diretoria. Fazendo um balanço da atual diretoria da APUR, e já entrando na discussão sobre as próximas ações, o professor Antonio Eduardo Oliveira, diretor eleito para a próxima gestão do sindicato, colocou que a associação conseguiu estruturar minimamente o sindicato, mas que é necessário lembrar sempre que o principal papel da APUR é com a pauta da categoria. Por isso, o professor defende que o debate em torno da sucessão da reitoria seja politizado, e que leve em conta as reivindicações docentes. Para Eduardo, é imprescindível que o processo sucessório seja discutido com toda a comunidade. Nesse mesmo sentido, o atual presidente da APUR, David Teixeira, destacou que, independente do assunto que venha a ser colocado em pauta, como é o caso da sucessão da reitoria, a tarefa do sindicato é saber qual a pauta sindical, quais os interesses da categoria docente. “A APUR entra com uma pauta muito específica, por isso temos que pensar qual é a posição do sindicato em cada pauta apresentada pela instituição. O sindicato tem que aparecer como uma alternativa de ponto de apoio para os docentes. Nossa principal tarefa é saber como atuar enquanto sindicato nos diferentes espaços de atuação”, completou David. Contribuindo com a discussão sobre as pautas do sindicato, o professor Tarcísio Cordeiro defendeu a posição de uma pauta sindical que fortaleça e dê um norte político à categoria docente. Na mesma linha de pensamento, o professor Willian Tito Maia colocou que, para 2015, é importante pensar o que é fundamental, aquilo que unifica a categoria, pois, em sua opinião, a fragmentação não levará os docentes para lugar nenhum. Além de ações práticas que deem conta das pautas docentes, também foi discutido o nível do debate em torno delas. Nesse sentido, a professora Ana Cristina Givigi, diretora executiva da próxima gestão, lembrou que a universidade termina sendo gestada pelos docentes, sendo assim, se faz importante que os docentes, em especial a diretoria do sindicato, qualifiquem a sua política e a sua posição. “Não podemos palpitar em tudo sem qualidade. Temos que colaborar de fato com a nossa posição. Qualificar a nossa unidade, mas também qualificar as nossas divergências. As discussões nos amadurecem. Nós precisamos nos diferenciar, precisamos disputar política, pois a cena para o próximo ano é deprimente”, defendeu Ana Cristina. Para a vice-presidente da próxima gestão, Karina Cordeiro, é urgente se pensar na formação política dos professores da UFRB, não só para qualificar os debates, mas também como uma forma de conscientização sobre a importância da filiação. “Se não garantirmos a formação contínua e permanente, a gente perde o nosso quadro”, afirmou a futura vice-presidente. Karina também colocou que é importante pensar nas pautas que não foram atendidas pela reitoria, sendo necessário construir numa forma de pressionar. Após as discussões, os professores presentes construíram um calendário com algumas atividades para o próximo período.  Ficou acertado que as reuniões ordinárias da diretoria da APUR ocorrerão quinzenalmente às terças-feiras. No dia 21 de janeiro de 2015, haverá uma assembleia para a posse da nova diretoria da APUR. Nos dias 23 e 24 de janeiro, haverá uma reunirão de planejamento entre a diretoria do sindicato e os representantes sindicais. Uma outra assembleia foi marcada para o dia 3 de fevereiro, com os seguintes pontos de pauta: Informes; Eleição de delegados para o congresso do ANDES-SN; Processo sucessório para reitoria e O que ocorrer. Sabendo das dúvidas sobre o tema, a APUR organizará para o dia 18 de março o Seminário de Formação sobre Previdência. O local e o horário ainda serão confirmados.

APUR INFORMATIVO – Novembro/2014

APUR INFORMATIVO – NOVEMBRO 2014  NÃO É HORA DE VACILAR! PRECISAMOS AVANÇAR NA LUTA PELA PAUTA DOCENTE E POR UMA CONSTITUINTE PELA REFORMA POLÍTICA QUE ATENDA OS INTERESSES DOS TRABALHADORES O momento é fundamental para os docentes, os embates sobre carreira e condições de trabalho continuam na ordem do dia. Na rede federal, a discussão salarial deve ser intensificada, uma vez que em março/2015 deverá ser executada a última parcela do reajuste, o que exige o início das negociações. Com esse congresso não dá! Muitas reivindicações dos docentes e demais trabalhadores estão emperradas no parlamento e outras ainda passarão por lá, por isso a urgência de uma Constituinte para Reforma Política. No contexto nacional, o conflito de classe exige que avancemos na unidade da classe para fazer frente à pressão da burguesia sob o governo. Precisamos mobilizar para cobrar, com toda a autoridade, as reivindicações da maioria explorada e oprimida. Consideramos que os/as docentes das IFES precisam estar próximos aos demais trabalhadores. Isso exige que o ANDES-SN participe com as mais de 420 organizações (entre elas: CUT, MST e a UNE) da campanha do Plebiscito Oficial pela Constituinte, exigindo de Dilma a convocação da Constituinte para a Reforma Política que possibilite abrir saída às questões travadas como 40h sem redução de salário, reforma agrária, desmilitarização das PMs, serviços públicos de qualidades (educação, saúde, transporte…), reestatizações das empresas privatizadas, fim do fator previdenciário, e do superávit primário. Na pauta local, precisamos avançar na campanha das 8 horas mínimas e 12 horas máximas para as atividades de sala de aula, pauta prioritária de 2014, ainda não atendida pela administração da UFRB. Nesse boletim, apresentaremos como anda uma importante pauta docente da greve de 2012, as condições de trabalho, mais especificamente a situação caótica das obras na UFRB e suas implicações na qualidade do trabalho docente. Apresentaremos também o funcionamento da nossa assessoria jurídica e nossa recente vitória judicial, garantido férias para os docentes afastados. Temos aqui a satisfação de apresentar a nova diretoria eleita para dirigir nosso sindicato neste momento importante da política brasileira e da UFRB.  

CONVOCAÇÃO Reunião conjunta do conselho de representantes da APUR e diretoria da APUR

CONVOCAÇÃO  Reunião conjunta do conselho de representantes da APUR e diretoria da APUR Data: 02 de Dezembro às 9h Local: Sala 01 – Pavilhão de Aulas I – Cruz das Almas Pauta: 1. informes 2. balanço da gestão da diretoria da apur 2012-2014 3. cenários 2015 ( campanha salarial, eleição para reitor,estatuinte,etc) 4. posse nova diretoria da apur 5. calendário de atividades