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APUR

Abaixo a intervenção golpista na UNB: Em defesa da Liberdade de Cátedra

Um dos métodos mais tradicionais dos regimes autoritários é o cerceamento do livre debate de ideias, com uma permanente agressão contra o funcionamento de espaços educativos de análise e pesquisa. Não por acaso, a ditadura militar instalada no país em 1964 realizou um intenso processo de expurgos, censura e perseguições nas escolas, nas artes e com especial relevo nas universidades brasileiras. A constante agressão contra a liberdade de expressão, e tentativa do estabelecimento da mordaça contra a cultura e a educação é também uma característica do governo golpista instalado no Brasil a partir de 2016. O acontecimento mais recente é tentativa do ministro golpista Mendonça Filho (DEM) de impedir a realização da disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, ofertada pelo curso de graduação em Ciência Política na Universidade de Brasília (UNB) e ministrada pelo professor Luis Felipe Miguel. Como se viu nas universidades, o governo golpista não tolera a contestação nem mesmo a mais branda crítica. De fato, em diversas oportunidades a autonomia universitária foi pisoteada e foram sendo implementadas medidas de censura e perseguição política no interior das instituições do ensino superior. Os ataques contra reitores (UFMG, UFSC) são exemplos que o verdadeiro objetivo dos golpistas é demolir as universidades, através de uma política de intimidação e terror contra a comunidade universitária. Nunca é demais lembrar que em 2017, a UFRB sofreu uma forte agressão a sua autonomia, quando foi impedida de conceder o título de Doutor Honoris Causa, para ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva pelo judiciário golpista. O Ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) quer censurar a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, pois golpista não quer permitir o debate sobre o significado do golpe. Além disso, é importante ressaltar que a entregar do MEC para um ministro do DEM foi uma escolha consciente e reveladora do intuito dos golpistas . O ministro que ataca a liberdade de cátedra e autonomia universitária, censurando a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” e perseguindo o professor Luís Felipe Miguel, é representante político de um partido herdeiro da antiga Arena, um partido da ditadura militar, que invadiu campus das universidades, que expulsou, torturou e até mesmo assassinou estudantes e professores no Brasil. Precisamos fomentar amplamente a oferta da disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, nas universidades e unidades de ensino no pais. A proposta está sendo discutida e implementada em diversas universidades (Unicamp, UFBA, UFPB, UFRB entre outras). Existe um movimento nacional contra a arbitrariedade do MEC golpista, comandado por ministro do DEM, partido da ditadura militar. Para isso é fundamental que os docentes progressistas, que não aceitam os desmandos do MEC golpista aprovem a oferta da disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” nos planejamentos acadêmicos, adaptando de acordo com cada curso e universidade. O interessante é que seja uma construção coletiva ( inclusive com a participação discente), tendo como ponto de partida a ementa da disciplina do professor Luís Felipe Miguel ( completando, uma vez que existe lacunas importantes no conteúdo programático) para a elaboração de módulos para as aulas públicas abertas ao povo. Não podemos nos omitir nesta luta decisiva em defesa da democracia. Já colocaram os militares nas ruas do Rio de Janeiro e condenaram o ex-presidente Lula, além de atacarem cotidianamente os direitos sociais e democráticos do povo brasileiro. O projeto escola sem partido, o relatório do Banco Mundial propondo a cobrança de mensalidades nas universidades públicas e os diversos episódios de ataques contra a autonomia universitária são indicadores que os golpistas almejam a destruição da educação e da universidade como espaço de crítica e resistência ao golpe. Precisamos organizar uma contraposição política aos golpistas em todos os terrenos, organizando comitês contra o golpe nas universidades, mobilizando contra a prisão de Lula e contra a intervenção militar no Rio de Janeiro (a preparação para o golpe militar). Ofertar em todas as universidades a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” é uma resposta contundente e uma luta concreta contra os ataques do Ministro golpista.

APUR NA LUTA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

APUR NA LUTA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA  A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) participou de mais um Dia de Luta Contra a Reforma da Previdência, ocorrido ontem (19) em todo o país. A associação esteve presente nos atos de Amargosa e Santo Antônio de Jesus, com panfletagem nos comércios locais e na própria universidade, para explicar à população os danos da reforma para a classe trabalhadora. A realização do Dia de Luta foi de extrema importância, e a participação da APUR fortaleceu a luta na região do Recôncavo, ajudando a pressionar e organizar os/as trabalhadores/as da região em torno da luta contra a reforma da previdência. Vale ressaltar que o governo tirou a reforma da previdência da pauta, um resultado positivo que só foi possível por conta da reação dos/as trabalhadores/as que pressionaram contra a reforma. O presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE), estabeleceu no dia de ontem (19) a suspensão da tramitação de todas as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) durante a vigência do decreto de intervenção federal na segurança do estado do Rio de Janeiro, que está previsto até dezembro. Mas, para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a decisão é o resultado da luta dos trabalhadores e trabalhadoras, que foram às ruas fazer o enfrentamento, deixando claro que a proposta de Temer é desmonte da previdência. “Temos de comemorar, mas é uma comemoração momentânea. Quem está em guerra como nós estamos, tem de estar o tempo todo mobilizado pra luta”, disse Vagner.

REUNIÃO SINDICAL DO CCAAB DISCUTE PROCESSO ELEITORAL PARA DIREÇÃO DO CENTRO

REUNIÃO SINDICAL DO CCAAB DISCUTE PROCESSO ELEITORAL PARA DIREÇÃO DO CENTRO   Na manhã desta quarta-feira (7), o presidente da APUR, David Teixeira, se reuniu com os/as docentes do CCAAB para discutir o processo eleitoral para direção do centro. A APUR foi chamada para contribui com o debate, e ser a ponte no diálogo entre as três categorias que compõem a universidade: docentes, discentes e servidores técnicos, que estão no impasse sobre a forma do voto. O presidente da APUR começou explicando que a associação não participa das comissões eleitorais dos centros, mas que referenda os colegas que são escolhidos pela categoria. David Teixeira ainda falou que o mais importante diante de todo o impasse que vem ocorrendo é que a eleição ocorra, para que a decisão seja o resultado da vontade da comunidade do CCAAB. Diante disso, a APUR se comprometeu a se reunir com as demais categorias para tentar um consenso, fazendo com que o pleito ocorra o mais rápido possível. GALERIA DE FOTOS

AGORA É A HORA DE BARRAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA! Se botar para votar o Brasil vai parar!

AGORA É A HORA DE BARRAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA! Se botar para votar o Brasil vai parar! David Romão Teixeira – presidente da APUR Amargosa, 05 de fevereiro de 2018 Colegas da UFRB, mal chegamos do recesso e é necessário que participemos efetivamente da jornada de lutas contra a Reforma da Previdência, que terá no dia 19/2 -greves, paralisações e lutas por todo país- convocada pela CUT e demais centrais sindicais, numa preparação de uma Greve Geral, com o recado que Se botar para votar o Brasil vai parar! A APUR, junto com outros sindicatos da região, está organizando atividades públicas no Recôncavo, assim, a participação de todos os professores será decisiva nesta luta, ou reagimos com força agora ou sofreremos uma grande perda histórica. Não resta nenhuma dúvida sobre o retrocesso social que significa a Reforma da Previdência do governo golpista de Temer (PMDB/PSDB/DEM), não é a toa a dificuldade deles de conseguirem deputados que queiram apoiar esta reforma, mesmo o governo despejando dinheiro público e distribuindo cargos.  Nossa tarefa é acentuar estas dificuldades até a retirada da proposta do plenário da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) já ameaçou hoje a retirada por falta de votos. Em 2017, a CPI do Senado e vários estudos desnudaram a falácia do déficit da Previdência, o que se identificou foi uma enorme sonegação das grandes empresas e dos governos. Mesmo assim, Temer insiste em sua saga de destruir os direitos dos trabalhadores o mais rápido possível, este foi o seu pacto para o golpe, depois da CLT ele ainda precisa entregar a Previdência e a Assistência Social. Um dos principais alvos de Temer são os servidores federais, por isso ele encaminhou, em dezembro de 2017, a Medida Provisória 808/17 que reduzia nosso salário líquido, aumentando o desconto previdenciário de 11% para 14%, e congelando nossos salários até 2019. Até aqui a nossa resistência em conjunto com os demais trabalhadores impôs derrotas ao governo Temer, derrubamos, por meio da luta e da via judicial, a MP 808, e dificultamos que o governo consiga os votos necessários para aprovação da Reforma da Previdência (304 deputados), mas ainda não acabou. O impopular Temer insiste em tramar contra os trabalhadores, desta vez colocando a nefasta Reforma da Previdência em votação na Câmara logo após o carnaval, para aproveitar a dispersão social do povo brasileiro neste importante acontecimento da cultura do nosso país. Para Temer e seus aliados aprovar esta reforma previdenciária é decisiva, pois ela representa o último suspiro do seu moribundo governo ilegítimo, que segue a bancarrota, ameaçado pelo acentuado aumento do desemprego e pelas previsões eleitorais, que coloca Lula na liderança expressiva contra qualquer um dos seus sucessores, mesmo sendo injustamente condenado em segunda instância. Diante disto tudo, é urgente que lutemos em defesa de nossa aposentadoria e da Previdência Social agora neste mês de fevereiro. É crucial nestes próximos dias que todos os professores da UFRB se empenhem em denunciar a absurda Reforma da Previdência que só visa precarizar a aposentadoria dos trabalhadores e favorecer os interesses dos setores rentistas. Nas atividades cotidianas junto aos estudantes e demais setores da população do Recôncavo precisamos mostrar que o governo Temer mente sobre a Reforma da Previdência, e que é necessário pressionar os deputados federais, na linha que SE VOTAR NA REFORMA, NÃO VOLTA NAS URNAS.   É verdade que necessitamos de uma Reforma da Previdência, mas uma reforma que garanta aposentadoria e assegure uma assistência social digna aos trabalhadores, o que só é possível de ser feito por um governo legitimamente eleito e por uma assembleia constituinte soberana. Nos próximos dias a APUR apresentará o calendário de atividades de combate à Reforma da Previdência no Recôncavo, conto com sua participação.  TODA FORÇA PARA BARRAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA DE TEMER!