SINDICATOS DA REGIÃO SE REÚNEM PARA DISCUTIR ATIVIDADES CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

SINDICATOS DA REGIÃO SE REÚNEM PARA DISCUTIR ATIVIDADES CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA A convite da Regional da CUT, a APUR e outros sindicatos do Recôncavo e do Vale do Jiquiriçá se reuniram nesta sexta-feira (2) para tratar da construção das atividades do dia 19 de fevereiro na região. Na oportunidade, discutiram-se as estratégias e ações a serem desenvolvidas nos próximos dias e no dia 19. Ficou acertado que haverá atividades de publicização dos elementos contrários à contrarreforma, dos deputados que se colocam contra os trabalhadores e de panfletos para explicar a população os efeitos nefastos da reforma da previdência, que está em discussão pelo governo Temer. No dia 19, ocorrerão atos nas cidades, levando esclarecimento à população sobre os efeitos da reforma da previdência que o governo golpista quer colocar. Além da APUR, representada pelos diretores David Teixeira, Fátima Silva e José Arlen Beltrão, estiveram presentes o SINDILIMP, o Sindicato dos Comerciários de Amargosa (SINTRACAM), o Sindicato dos Comerciários de Santo Antônio de Jesus, o SINPAF, Seção Sindical da ASSUFBA e o Sindicato dos Servidores Municipais do Recôncavo. GALERIA DE FOTOS
CONVITE – CCAAB

CONVITE A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) convida os/as docentes do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB) para uma reunião sindical na próxima quarta-feira (7), às 10 horas, no Pavilhão II, sala 01. A pauta da reunião será o processo de consulta para direção do centro.
DOCENTE DA APUR COMPORÁ CHAPA QUE DISPUTARÁ DIREÇÃO DO ANDES-SN

DOCENTE DA APUR COMPORÁ CHAPA QUE DISPUTARÁ DIREÇÃO DO ANDES-SN Não é de hoje que a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) vem conseguindo imprimir seu nome nas principais lutas e discussões dentro do ANDES-SN (vide a forte participação da APUR e de sua base na greve docente de 2012). Agora a importância da APUR no cenário nacional fica ainda mais evidente com a indicação do professor Antonio Eduardo Oliveira, ex-presidente da APUR e representante sindical do CAHL, para compor a chapa do Renova ANDES-SN na eleição da nova diretoria do sindicato nacional. O nome do professor Antonio Eduardo foi indicado na terça-feira (23), na 1ª Convenção do Fórum Renova ANDES-SN. Quando teve a oportunidade de fala, o professor lembrou o protagonismo da APUR na criação do Renova ANDES-SN: “Quero destacar a luta política que foi travada pela APUR, que era um grãozinho de arroz enfrentando a diretoria do sindicato, e hoje nós temos essa quantidade de companheiros participando”, disse o professor. O professor explicou os motivos que levaram alguns/as docentes a pensarem numa outra alternativa para o sindicato nacional: “O grupo que dirige o sindicato transformou o ANDES não em um sindicato dos trabalhadores da educação do ensino superior, mas num condomínio, um condomínio dirigido por grupelhos políticos que não têm expressão na base e utilizam a máquina do sindicato para implementar uma política contra a base”, defendeu Antonio Eduardo. A falta de democracia no ANDES-SN foi ressaltada em muitas falas durante a convenção, sendo um dos motivos que levaram muitos/as docentes que ali estavam a manifestarem apoio à chapa do Renova. Sobre essa questão de democracia, Antonio Eduardo acredita que não exista democracia no sindicato nacional porque a política que a diretoria do ANDES trava não pode ser debatida com a base. Contudo, segundo ele, uma direção que se preze precisa debater a luta política com a base.
FÓRUM RENOVA ANDES-SN LANÇA CHAPA PARA A PRÓXIMA ELEIÇÃO DO SINDICATO

Na última terça-feira (23), ocorreu a 1ª Convenção do Fórum Renova ANDES-SN, que foi o palco do lançamento de uma chapa que concorrerá à próxima eleição do sindicato nacional docente. A convenção aprovou os principais nomes da chapa, que comporá o triunvirato, são eles: a professora Celi Taffarel (UFBA), a professora Lurdinha Nunes (UFPI) e o professor Everaldo Andrade (USP). Na última terça-feira (23), ocorreu a 1ª Convenção do Fórum Renova ANDES-SN, que foi o palco do lançamento de uma chapa que concorrerá à próxima eleição do sindicato nacional docente. A convenção aprovou os principais nomes da chapa, que comporá o triunvirato, são eles: a professora Celi Taffarel (UFBA), a professora Lurdinha Nunes (UFPI) e o professor Everaldo Andrade (USP). Já experiente na direção sindical, foi secretária geral do ANDES-SN na gestão de 2002 a 2004, a professora Celi Taffarel, candidata a presidente, começou falando que não vai desvalorizar os anos de luta do ANDES-SN: “Vamos tirar as melhores lições para defender esse instrumento fundamental da classe trabalhadora, que é o sindicato. É importante que a gente reconheça o que são as reivindicações da base, e a partir dessas reivindicações nós conduziremos o processo eleitoral, para que, uma vez eleito, a gente cumpra essa responsabilidade de lutar pelas reivindicações da base”, defendeu Celi. A candidata a presidente do ANDES-SN ainda destacou a importância de defender a classe trabalhadora, por meio da defesa da universidade. “Nós estamos defendendo a classe trabalhadora brasileira, um patrimônio imprescindível para o processo emancipatório, que é a universidade pública que produz ciência e tecnologia para a classe trabalhadora, que forma a classe trabalhadora”, afirmou Celi Taffarel. Apoios e avaliações Durante a convenção, muitos docentes manifestaram apoio à chapa do Renova ANDES-SN, bem como expuseram suas avaliações sobre a situação atual do sindicato nacional. O professor Eduardo Vargas (UFRJ) colocou que sua seção sindical tem uma postura bastante crítica em relação à diretoria do sindicato: “Especialmente em relação ao Conlutas, e achamos que o ANDES se apequenou dentro da perspectiva de ter uma central para chamar de sua, e obstaculizou o nosso papel na luta dos trabalhadores do nosso país. O tamanho que o nosso sindicato tem não comporta o tipo de sectarismo que a gente tem na nossa central, e que também tem na direção do nosso sindicato”. O professor Benerval Santos (UFU) também trouxe à tona a problemática da Conlutas. Segundo ele, “nós não podemos compactuar com um sindicato pelego e reacionário como esse que nós estamos observando. Queremos um ANDES diferente, queremos um ANDES que agregue, que traga a base a participar, não esse ANDES que está aparelhado pela CSP-Conlutas”. As falas ainda deram conta de pensar a direção do ANDES-SN para além da universidade, uma direção que reflita o que acontece no país. Nesse ponto, o professor Ricardo Gilson (UNIR) se disse estarrecido com a “perspectiva míope da conjuntura internacional” daqueles que comandam o sindicato nacional (Conlutas, PSTU e PSOL). “Não conseguem perceber o processo neoliberal no golpe internacional que está se fazendo no país. Nós temos um sindicato universitário que não consegue, pelo sectarismo, compreender o que significa o julgamento do presidente Lula para a luta dos trabalhadores”, completou o professor. O ANDES resgatado Uma frase que esteve presente em diversas falas na convenção foi resgatar o lugar do ANDES-SN. A fala do professor Everaldo Andrade explicou o porquê dessa preocupação. Segundo ele, na USP ninguém fala do ANDES, nem mesmo a diretoria da ADUSP. “Temos companheiros da UNESP, da Unicamp, da USP, da Unifesp, até da UFSCar, que não é do ANDES, tem companheiros para apoiar a gente. A gente está conseguindo fazer muito mais com o núcleo Renova ANDES do que a própria diretoria regional do ANDES. O Renova responde a problemas concretos da nossa categoria, da universidade, que a atual diretoria do ANDES-SN não vem respondendo”, explicou o professor. Mesmo tendo algumas críticas ao modo como o ANDES-SN vem sendo conduzido nos últimos anos, o Renova ANDES-SN também aproveitou a convenção para reafirmar que reconhecem o sindicato nacional como legítimo representante dos/das docentes das instituições de ensino superior, e que o lançamento de uma chapa com nova orientação tem o objetivo de fortalecer o ANDES-SN. Estiveram presentes na convenção o reitor da UFBA, João Carlos Salles, e o presidente da CUT-Bahia, Cedro Silva.
INTERVENÇÃO DA APUR NO 37º CONGRESSO DO ANDES DEFENDE A DEMOCRACIA E A UNIDADE NA LUTA CONTRA O GOLPE E AS CONTRARREFORMAS

INTERVENÇÃO DA APUR NO 37º CONGRESSO DO ANDES DEFENDE A DEMOCRACIA E A UNIDADE NA LUTA CONTRA O GOLPE E AS CONTRARREFORMAS Defendendo a tese “Fora Temer! Em defesa da universidade pública! Pela revogação de todas as medidas do governo golpista”, a delegação da APUR foi coerente com as discussões que vem fazendo com a base da associação, e defendeu a necessidade de lutar pela democracia e unidade da luta contra todos os ataques que o governo golpista de Michel Temer vem infligindo à classe trabalhadora. Durante a defesa da tese, os delegados lembraram que o julgamento do ex-presidente Lula (que ocorrerá nesta quarta-feira) é um ataque frontal aos direitos democráticos, pois é um julgamento político que visa impedir que Lula dispute as próximas eleições. Para o presidente da APUR, David Teixeira, não podemos nos iludir com o que vai acontecer a partir do julgamento do ex-presidente: “Alguém tem a ilusão de que vai parar no Lula? Não. Vai parar em um mundo de gente, e os processos que estão acontecendo nas universidades aonde não se precisa mais de provas para se instruir a condenação de professor, de reitores, pró-reitores. Parece que a gente está imune a tudo isso que acontecendo. Defender o direito de Lula candidatar-se é defender o processo democrático”, explicou David. Para o professor Antonio Eduardo Oliveira, também delgado da APUR, o julgamento de Lula não passa de uma farsa, pois é uma continuidade do golpe que foi dado na presidente eleita Dilma Roussef. “Mais importante do que as questões econômicas, nesse momento está colocado o problema do poder político do país. E os golpistas, prevendo a transição dentro do governo Temer, estão realizando uma medida de arbitrariedade política contra o ex-presidente, e não é só contra Lula, mas também contra todos os trabalhadores que vão estar impedidos de votar em seu candidato”, colocou Antonio Eduardo. Unidade na luta Os delegados da APUR reconhecem que não é possível que a classe trabalhadora tenha êxito sem que o golpe seja derrotado, e partem do princípio de que lutar contra as contrarreformas e não lutar contra o golpe é uma incoerência. “Nós precisamos ter clareza que temos a tarefa de derrotar o golpe. Derrotar o golpe é muito mais que as eleições, derrotar o golpe é derrotar a reforma da previdência, derrotar o golpe é fazer a revogação das medidas golpistas, e isso a gente só faz com o povo na rua”, conclamou o presidente da APUR. Mas, para que isso aconteça, se faz necessária uma unidade na luta, por isso o presidente da APUR destacou a importância da construção da unidade, e aproveitou para fazer uma crítica: “Quando a gente discute construção da unidade me espanta porque, muitas vezes, a gente não quer ir com certos setores como, por exemplo, a CNTE, que é o maior sindicato de professores do mundo com mais de 1,5 milhão de professores em sua base, mas aceita fazer unidades com setores que defendem o fora Maduro. Qual é esse termômetro? Aqueles que defendem as pautas liberais, no sentido da política, e o imperialismo aqui no Brasil, que foi para a rua, botando fotos na FIESP pelo Fora Dilma? Eu estou aqui, inclusive, dizendo o contrário, que devemos marchar também com eles, mas não virar as costas para as maiores organizações de trabalhadores e professores”, defendeu David Teixeira. Postura do ANDES-SN Desde que o ANDES se negou a admitir que houve golpe no Brasil, mesmo várias assembleias de base aprovando a luta contra o golpe, com a construção de comitês contra o golpe em diversas universidades do Brasil, a diretoria da APUR vem apontando algumas incoerências no sindicato nacional. Durante a mesa de abertura do 37º Congresso, o representante da CSP-Conlutas (central sindical do ANDES), Saulo Arcangeli, defendeu a prisão de Lula; o que explicitou ainda mais o não reconhecimento do golpe. Na visão do professor Antonio Eduardo, esse tipo de política na semana do julgamento, se trata de uma política de conciliação de classe: “É uma política de conciliação de classe com Bolsonaro, com a direita, com a Globo, com aquilo que existe de mais espúrio no país. É uma política de conciliação de classe, é uma aliança com aquilo que existe de mais hediondo na face da terra, que mata milhões de trabalhadores, eles fizeram uma aliança com o imperialismo norte americano. O que o nosso sindicato está fazendo numa central sindical que é uma marionete na mão do imperialismo?”, questionou o professor. Ainda sobre o silêncio do ANDES em relação ao golpe, o presidente da APUR recordou que o sindicato nacional não compôs e, em alguns casos, até calou aos comitês contra o golpe nas universidades. Mas, mesmo com todas as críticas que os delegados da APUR têm contra a forma como o sindicato nacional vem sendo dirigido, a APUR reconhece a necessidade do ANDES ser o protagonista na luta, ajudando um CONAPE que leve o movimento de trabalhadores da educação para frente. Nesse sentido, David Teixeira, presidente da APUR, registrou a disposição da associação em construir a luta junto com o ANDES. “Estamos dispostos a construção dessa greve geral junto com o ANDES, e defendemos uma ampla unidade do movimento docente, ninguém fora do ANDES, todos dentro do ANDES, que ajude a construir um ANDES que ajude a classe trabalhadora a avançar na luta das conquistas e na defesa da universidade”, concluiu o presidente da APUR. O 37º Congresso do ANDES-SN teve início na segunda-feira (22), no campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Salvador, e terminará no próximo sábado (27). Com o tema “Em defesa da educação pública e dos direitos da classe trabalhadora. 100 anos da Reforma Universitária de Córdoba”, o congresso reúne mais de 500 docentes de todo o Brasil.