Governo Federal não dará reajuste salarial aos/às docentes em 2024A mobilização é a saída!

Nesta segunda-feira, 18, aconteceu a última reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) de 2023 que discute a recomposição salarial para o funcionalismo público federal. Esta foi a sexta rodada de conversas e reuniu entidades sindicais e representantes do governo federal. Em síntese, alegando falta de recursos financeiros, o governo não propôs um reajuste salarial para 2024, mas aumentos no auxílio-alimentação, no auxílio pré-escolar e no auxílio-saúde suplementar. Ainda conforme a proposta, fica prometido que os anos de 2025 e 2026 terão dois reajustes salariais de 4,5% cada, perfazendo um total de 9%. O documento foi encaminhado às representações sindicais, que farão os debates nas bases e, sem seguida, responderão ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Confira abaixo as possíveis mudanças nos auxílios em 2024: Insatisfação O ANDES – Sindicato Nacional avalia que a proposta do governo federal é “desrespeitosa” e “entrega apenas penduricalhos para 2024”. De acordo com Lucia Lopes, 3ª Vice-presidenta do ANDES e integrante da bancada sindical, o projeto cria uma distinção entre servidores ativos e aposentados. “Esta é uma proposta que joga no lixo a equiparação entre servidoras e servidores ativos e aposentados. É desrespeitosa porque o governo oferece 9% de reajuste em duas parcelas, uma que seria paga a partir de maio de 2025 e a segunda, em maio de 2026, deixando como zero, o ano de 2024. Então isso mostra que essa proposta é insatisfatória, inaceitável”, avalia a dirigente. Posicionamento da APUR A APUR entende que, embora o aumento dos auxílios pode ser visto como um avanço, a proposta de reajuste salarial ainda não cobre as perdas inflacionárias que os servidores enfrentam. “A última mesa de negociação com o governo federal frustrou as expectativas da categoria que vêm acumulando perdas inflacionárias nos salários há algum tempo. É verdade que pode ser considerada positiva a proposição de aumentar os auxílios-alimentação, pré-escolar e saúde suplementar que estão há bastante tempo, especialmente estes dois últimos sem nenhum tipo de atualização. Entretanto, é preciso dizer que ainda está distante da equiparação com os demais poderes. Contudo, o que é mais grave é a não apresentação de um reajuste para 2024, o que significa na prática o congelamento dos nossos salários. O governo apresentou uma proposta de 4,5% para 2025 e 4,5% para 2026, o que também está distante das nossas indicações.”, disse o presidente da APUR, prof. Arlen Beltrão. Saída política Para continuarmos avançando na campanha salarial é imprescindível ampliarmos a mobilização. Para isso, convocamos nossos filiados, em conjunto com os demais servidores federais, para iniciarmos 2024 discutindo questões referentes à carreira, condições de trabalho e remuneração. Estas ações contribuirão para pressionar o governo a conceder nossos direitos.
NOTA DE PESAR

A APUR manifesta seu pesar pelo falecimento de Luiz Alberto Santos, liderança negra e ex-deputado federal, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador. Luiz Alberto prestou grandes serviços ao povo baiano, contribuindo significativamente na fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da criação e da instalação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), além da luta antirracista no país e a favor de uma sociedade mais justa. A APUR se solidariza com familiares, amigos e companheiros de luta neste momento de dor. Luiz Alberto, presente!
APUR se reúne com reitora da UFRB para discutir pauta docente

Encontro marcará primeira mesa de negociação entre seção sindical e a gestão universitária. A mesa de negociação entre a Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) e a reitoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foi marcada para o próximo dia 20 de dezembro, no Gabinete da Reitoria, em Cruz das Almas. O encontro é resultado de cobranças da diretoria da seção sindical por respostas acerca da pauta da categoria docente, que foi formulada em assembleia geral durante o período de consulta. Na época, o documento foi entregue aos professores Gina Gonçalves e Fábio Josué, atuais reitora e vice-reitor da UFRB. Esta será a primeira rodada da mesa de negociação entre a seção sindical e a nova gestão universitária. A APUR ressalta a importância do convite e tem o compromisso de apresentar as demandas docentes locais, visando às melhores condições à categoria. A reunião entre a APUR e a nova gestão da UFRB é o primeiro ponto da pauta da diretoria. O documento completo com as reivindicações pode ser visto abaixo:
Pressão do ANDES-SN e Sinasefe provoca avanço para revogação da IN 66/22

Parecer da CGU indica possibilidade de revogação da IN 66/2022 que limita promoções e progressões funcionais de docentes. O governo federal deve revogar total ou parcialmente a Instrução Normativa nº 66/2022, criada na gestão de Jair Bolsonaro (PL). A medida trouxe prejuízos às e aos docentes do Magistério Superior e do EBTT, impactando as progressões múltiplas nas carreiras e impedindo o pagamento de parcelas retroativas à data de aquisição dos requisitos para as progressões. O fim dos entraves na IN 66/2022 é considerado uma vitória da mobilização da categoria docente, que vinha pressionando desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva pela revogação da medida. Em 4 de setembro deste ano, um ofício assinado pelo ANDES-SN e o Sinasefe, encaminhado à ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, reforçou a pauta extraordinária da categoria e cobrou a revogação da IN 66/22, observando que a apresentação de instrução normativa substitutiva, assegurasse direitos adquiridos, conforme os artigos 13-A e 15-A da lei nº13.325, de 29 de julho de 2016, em especial a garantia que o efeito financeiro da progressão e da promoção ocorra “a partir da data em que o docente cumprir o interstício e os requisitos estabelecidos em lei para o desenvolvimento na carreira”. Leia o documento aqui. No ofício das entidades, reivindica-se ainda que a nova instrução normativa deve garantir a progressão múltipla, que ocorre quando há acúmulo de interstícios diferentes, nos quais não foram requeridas as progressões ou as promoções funcionais devidas. E ainda, que seja assegurado o reposicionamento dos e das docentes na carreira nas IFE, onde as progressões e promoções funcionais foram canceladas, anulando as portarias que ilegalmente atingiram progressões e promoções funcionais, assegurando o consequente pagamento dos retroativos devidos. Para Lucia Lopes, 3ª vice-presidenta do ANDES-SN, o avanço é uma vitória. “A pacificação de entendimentos sobre a possibilidade de progressões multiplicas de interstícios acumulados é uma vitória importante para nossa categoria. Há muitos docentes que não conseguiam fazer suas progressões em decorrência de entendimentos diversos nas universidades. A IN 66/22, em artigos específicos, provocou essas divergências de compreensão. Por isso, não há mais razões para que tais artigos continuem a existir. Espera-se que sejam imediatamente revogados. O ANDES-SN, juntamente com o Sinasefe apresentou esta demanda ao governo desde o dia 4 de setembro na mesa de negociação de carreira, por considerar uma reivindicação que beneficiará positivamente muitos docentes”, aponta. Um parecer emitido por órgãos da Advocacia-Geral da União, em 1 de novembro, aponta que a divergência que ensejou a elaboração do PARECER n. 00042/2017/DECOR/CGU/AGU, ratificado pelo parecer n. 00096/2018/DECOR/CGU/AGU, sobre progressão por interstícios acumulados na carreira do Magistério Federal, deixou de existir e considera ambos superados. Além disso, afirma que “há consenso entre a Procuradoria-Geral Federal, as Consultorias Jurídicas junto aos Ministérios da Educação e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e o Órgão Central do SIPEC acerca da natureza declaratória da avaliação de desempenho e quanto à possibilidade de haver progressão em mais de um nível, de uma só vez, pelo acúmulo de interstícios na carreira do Magistério Federal, nos termos considerados e em harmonia com a atual jurisprudência”. O parecer n. 00038/2023/CGGP/DECOR/CGU/AGU aponta, para sustentar a argumentação, decisões judiciais que reconhecem o direito à concessão de progressões e promoções por interstícios acumulados, ou seja, a possibilidade de haver progressão funcional em mais de um nível, de uma só vez, pelo acúmulo de interstícios na carreira do Magistério Federal. Leia aqui o parecer da AGU. Fonte: ANDES-SN
Solidariedade ao povo palestino

A diretoria da APUR manifesta o mais profundo e total repúdio ao massacre sofrido pelo povo palestino em sua luta contra o Estado assassino de Israel, que está usando, mais uma vez, a sua máquina de guerra, mantida pelos Estados Unidos e pela Europa, para garantir seu poder opressor no Oriente Médio. Neste momento, quando Israel despeja sobre o povo palestino as suas balas e bombas, matando até hoje mais de oito mil pessoas, das quais a maioria é de crianças e mulheres, como resposta ao ataque do Hamas em 07 de outubro, está claro para os povos de todo o mundo que essa situação representa a mais completa barbárie e que a sua continuidade é de responsabilidade integral das nações mais ricas do mundo, lideradas pelos Estados Unidos. A luta do povo palestino, que já dura mais de 70 anos, é uma luta em defesa do direito à sua terra, a uma vida de paz e de garantia de direitos básicos, o que somente pode ser alcançado pela construção de uma paz duradoura sobre todo o território da Palestina, onde os seus diferentes componentes árabes, judeus e cristãos possam viver harmonicamente em um Estado laico e democrático. A nossa solidariedade ao povo palestino deve ser total, para que Israel e os Estados Unidos parem o massacre imediatamente, permitindo o acesso à Faixa de Gaza e a entrega de medicamentos, alimentos e ajuda para a população da região. SOMOS TODOS PALESTINOS! CESSAR FOGO IMEDIATO! FIM DO BLOQUEIO A GAZA E ENTREGA DE AJUDA AO POVO DA REGIÃO! Cruz das Almas, 16 de novembro de 2023. A Diretoria da APUR.