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APUR CONVOCA TODOS/AS PARA MARCHA VIRTUAL PELA CIÊNCIA NESTA QUINTA-FEIRA

A APUR convoca a todos e todas para a Marcha Virtual pela Ciência no Brasil, que vai ocorrer nesta quinta-feira (7). Durante todo o dia, serão transmitidas atividades pelas redes sociais, algumas serão nacionais, mas também terão atividades organizadas por estados ou região, e até por setores específicos. Como atividade do dia, a APUR vai transmitir a live “EAD e seus simulacros em tempos de pandemia de Covid-19: perspectivas e limitações”, às 9:30, com Hélder Gusso (UFSC). Organizado pela SBPC e suas Secretarias Regionais e Sociedades Científicas Afiliadas, a marcha tem o intuito de chamar a atenção para a importância da ciência no combate da pandemia do coronavírus e de suas implicações sociais, econômicas e na saúde da população. Mais do nunca é importante unirmos forças para defender a ciência em nosso país. Participem! Confira a grade de programação nacional: 1. 10h30-12h: Painel nacional sobre a pandemia da COVID-19 2. Meio-dia: Tuitaço 3. 15h-16h30: Painel nacional sobre a ciência brasileira e seu financiamento 4. 18h: Tuitaço Link oficial: http://portal.sbpcnet.org.br/marcha-virtual-pela-ciencia/

DOCENTES DO CAHL DISCUTEM CRISE SANITÁRIA E POLÍTICA

Os/as professores/as do CAHL se reuniram virtualmente nesta quinta-feira (30). Na oportunidade, discutiram sobre a pandemia do coronavírus e suas implicações na política nacional, na educação/universidade, na saúde e na sociedade como um todo. Pode-se dizer que foi unanime a posição de que o governo Bolsonaro tem sido o maior inimigo no combate à Covid-19, pois além de não fazer os investimentos necessários na área da saúde, continua atacando ferozmente setores que têm papal fundamental na luta contra o coronavírus, como o SUS, a ciência e as universidades públicas. Há ainda a nítida percepção de que o governo tem usado a pandemia como um campo de disputa política, como uma oportunidade de atacar os/as servidores/as públicos/as. Diante disso, o professor Jorge Cardoso acredita ser necessário que a categoria docente monte uma estratégia de como se comportar frente a essa disputa política. “Já havia desde o início desse governo intenção de colocar a culpa da crise nos servidores públicos, e agora mais ainda, porque o rombo vai ser ainda maior. Vamos precisar ser resistência a uma série de estratégias hegemônicas dentre da área de educação para lidar com o isolamento social”, pontuou o professor. A ligação da política com a pandemia também foi descrita por meio do aumento da flexibilização do isolamento social, já que os comércios de muitas cidades já voltaram a funcionar. Para o professor Antonio Eduardo Oliveira, tudo é orquestrado em prol dos interesses da burguesia, que quer o lucro acima de qualquer coisa, inclusive de vidas. A quantidade de mortes decorrentes do coronavírus tem a ver não só com problemas de saúde, mas também social e político. Como não poderia deixar de ser, os/as professores/as do CAHL também manifestaram preocupação com os rumos que serão tomados na UFRB, especialmente com as discussões sobre retorno ou não das aulas presenciais e a questão das aulas virtuais. Antes de qualquer coisa, é importante destacar que o sentimento geral é de não deixar a universidade parar, todavia, não se pode aderir à tendência de se reduzir a universidade pública a dar aulas. Muitas falas informaram das inúmeras atividades que vêm sendo realizadas mesmo no isolamento social: qualificações, orientações de TCC e mestrado, reuniões com alunos, reuniões administrativas, palestras etc. Inclusive, a professora Dyane Reis, diretora do CAHL, informou que o centro entregou 100 novos profissionais ao mercado, principalmente na área de serviço social. Ou seja, os/as docentes da UFRB também estão envolvidos nas formaturas à distância. Ainda assim, se faz urgente pensar em alternativas para manter a universidade cada vez mais atuante, por isso o exercício de pensar sobre as aulas virtuais se fez presente na reunião. Ficou evidente que uma das grandes preocupações é com os alunos que não têm acesso aos meios digitais. Então, como seria esse modelo de educação para esses estudantes? Afinal de contas, uma universidade diferenciada e inclusiva como a UFRB precisa estar atenta às necessidades desses alunos que não terão como acessar as aulas virtuais. O fato é que muitas questões precisam ser pensadas. Há uma pressão muito grande sobre o/a professor/a, sobre a universidade pública, que precisa provar diariamente sua importância, precisa mostrar produtividade mesmo em condições insuficientes. A verdade é que a constante intimidação que as universidades públicas vêm sofrendo para aderirem às aulas virtuais também é mais uma jogada rumo ao sucateamento da educação pública. Nessa perspectiva, a professora Marcela Silva trouxe um pensamento bastante preocupante, quando ela afirmou que as universidades filhas do Reúne serão as primeiras a ser debilitadas. Mas os/as professores/as do CAHL também mostram uma grande preocupação com a saúde, não apenas da categoria docente, mas de toda comunidade universitária; por isso solicitaram que os procedimentos médicos sejam seguidos. Nesse sentido, o retorno às atividades presenciais precisa ser refletido com muita seriedade, até porque, vale lembrar, a UFRB é multicampi, tem discentes e servidores de diferentes lugares, que precisam transitar até chegar ao local de aula ou trabalho. Fora que o retorno afeta diretamente as comunidades nas quais a universidade está inserida. Por fim, a reunião apontou a importância da defesa do SUS, uma política social que tem capilaridade em todo o país; e a necessidade de uma articulação dos três seguimentos da UFRB e a comunidade externa na defesa da universidade pública. Os/as professores se mostraram bastante satisfeitos com a reunião, por isso aprovaram a ideia de uma próxima reunião dentro de 15 dias.

MUDANÇA DA PLENÁRIA DOCENTE PARA O DIA 13 DE MAIO

Anteriormente, anunciamos que teríamos uma plenária virtual com todos/as os/as docentes da UFRB neste 1º de maio (amanhã), mas estamos informando que foi preciso mudar para o dia 13 de maio (quarta-feira), às 15 horas. A mudança ocorreu porque não conseguimos realizar todas as reuniões sindicais, o que é um ponto importante, já que a ideia é ouvirmos todos os centros para que tenhamos elementos a serem levados à plenária; e ainda temos uma reunião com a reitoria, certamente na próxima semana, quando vamos levar à discussão as questões apontadas nas reuniões sindicais. Logo entraremos em contato com o convite para a plenária. Certos da compressão de todos e todas, aguardamos vocês no dia 13.

REUNIÃO SINDICAL DO CETENS REFLETE SOBRE AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA UM RETORNO A NORMALIDADE

Visando verificar a situação de todos/as docentes nesse momento atual de pandemia, a APUR vem realizando reuniões virtuais sindicais por centro, e hoje (29) foi a vez dos/as professores/as do CETENS discutirem um pouco sobres as suas impressões em tempo de isolamento social. As falas demonstraram a preocupação da categoria docente em discutir, ainda que não tenha uma previsão de datas, o retorno às aulas; pois os/as professores/as percebem uma pressão muito grande para que tenham uma resposta exata. Nesse sentido, analisam que os discursos sobre o retorno priorizam o calendário, mas não pensam na questão do currículo e das individualidades. As falas apontaram que o grau de preocupação e crise se acirram nesse momento, pois estão vivendo um contexto social extremante inadequado, inclusive para dar aula. Os/as professores/as estão em isolamento compulsório, mas continuam pensando em como fazer universidade durante a pandemia. Refletindo sobre qual o papel da universidade nesse momento, mas sem cair no erro de pensar que o principal papel é dar aula. Não é verdade que os/as docentes estão trabalhando menos, pois a pesquisa continua, participam de reuniões, as funções administrativas estão sendo realizadas; mas também é verdade que não estão tendo as melhores condições para realizar tais atividades. O momento atual não garante as condições de ensinar e nem de aprender. A reunião também sinalizou que não dá para tratar como normal uma situação que não é normal, e que, diante disso, se torna urgente um posicionamento da universidade e do sindicato. É importante dizer que os/as professores/as não estão se eximindo das responsabilidades, mas estão sim defendendo o direito à vida. O presidente da APUR, professor David Teixeira, adiantou a posição do sindicato afirmando que a APUR não vai se posicionar contra as projeções científicas e sociais, “temos que ser responsáveis com a vida. Estamos vivendo um cenário de incertezas, e seria irresponsável de nossa parte bater o martelo sobre o retorno às aulas. Não vamos expor professores/as e estudantes a risco”, pontuou o presidente da APUR. O professor David ainda reforçou que o isolamento social é essencial, já que o governo não tem colocado em prática as medidas sanitárias adequadas no combate à Covid-19. Para ele, na verdade, o governo tem sido um entrave, porque, mesmo com a pandemia, vem colocando em curso o sucateamento da universidade e da ciência. “A política econômica do governo não mudou com a pandemia. Não tem colocado novos recursos, tem feito apenas remanejamento. Sem novo investimento do estado, não tem como socorrer o SUS. Fica cada vez mais difícil fazer ciência e universidade”, concluiu David. Na reunião também foi debatida a proposta do governo de congelar os salários dos servidores públicos. Nesse quesito, é importante lembrar que, concretamente, os/as professores estão sem reajuste desde 2015. Então, a diferença aqui é em lei, uma coisa é o governo não dá o reajuste, outra coisa é ele ser amparado por lei, impedindo que as categorias exijam reajuste, já que teria que ocorrer uma mudança em lei. Ou seja, não é uma jogada meramente retórica, é não abrir e não ser pressionado a abrir negociações no próximo período. Está posto que não há uma disposição do governo em dialogar com as categorias nem sobre a luta contra a Covid-19, muitos menos sobre a manutenção de direitos. Na visão do professor Érico Gonçalves, está faltando uma disputa de narrativa. “A gente vê crescer uma percepção de aceitar com naturalidade o corte de salário no momento da crise, e a gente não consegue avançar na conscientização política de que isso não resolve o problema dos mais pobres. O governo vem se aproveitando do momento para implementar uma política desastrosa, neoliberal, comprovadamente fracassada no que corresponde a diminuição das desigualdades sociais. Os sindicatos e os partidos de esquerdas estão apagados nos discursos narrativos, não debatem abertamente os aspectos da luta de classes que vivenciamos atualmente. Precisamos saber como agir nesse cenário, fortalecer uma disputa política e de narrativas”, defendeu o professor. Por fim, também foi sugerido aos/às docentes do CETENS que se reúnam quinzenalmente para novas avaliações sobre a conjuntura.